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DICIONÁRIO DE TERMOS

FINANCEIROS E DE INVESTIMENTO

(3)

John Downes e Jordan Elliot Goodman

DICIONÁRIO DE TERMOS

FINANCEIROS E DE INVESTIMENTO

Tradução

Ana Rocha Tradutores Associados

Revisão técnica

Luiz Antonio S. de Souza

(4)

Publicado originalmente sob o título

Dictionary of finance and investiment terms

da 3ª edição, de John Downes e Jordan Elliot Goodman ®1991,1987, 1985 por Barron's Educational Scries, Inc.

Direitos desta edição reservados à

Livraria Nobel S.A.

mediante acordo com Barron's Educational Series, Inc., Hauppauge, Nova York

DEPARTAMENTO EDITORIAL

Rua Maria Antônia, 108 — 01222-010 — São Paulo, SP Fone: (011) 257-2144/Fax: (011) 257-2744

ADMINISTRAÇÃO / VENDAS Rua da Balsa, 559 — 02910-000 — São Paulo, SP

Fone: (011) 876-2822 Fax: (011) 876-6988 Preparação do texto: Ronaldo Antonelli

Revisão: Ana Lúcia Sesso Capa: Orlando Maver Composição: Studio Compupress Impressão: Lis Gráfica e Editora Ltda. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

____________________________________________________________ Downes, Jonh.

Dicionário de termos financeiros e de investimento / John Downes e Jordan Eliott Goodman ; tradução Ana Rocha Tradutores Associados. — São Paulo: Nobel, 1993.

ISBN 85-213-0774-8

1. Finanças — Dicionários 2. Investimentos — Dicionários 1. Goodman, Jordan Eliott 1. Título.

93.2799 CDD-332.03 ____________________________________________________________

índice para catálogo sistemático: 1. Economia financeira; Dicionários 332.03

PROIBIDA A REPRODUÇÃO

Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida, copiada, transcrita ou mesmo transmitida por meios eletrônicos ou gravações, sem a permissão, por escrito, do editor. Os infratores serão punidos pela Lei n' 5.988, de 14 de dezembro de 1973, artigos 122-130.

Impresso no Brasil/Printed in Brazil 3579864

(5)

SUMÁRIO

Prefácio da terceira edição ... 6

Prefácio ... 8

Prefácio á edição brasileira ... 10

Nota da tradutora ... 13

Guia de consulta ... 15

Termos ... 17

(6)

PREFÁCIO DA

TERCEIRA EDIÇÃO

Os frenéticos anos 80 serão lembrados como um dos períodos mais

brilhantes, e por vezes mais agitados, da história financeira dos EUA.

Inaugurada com uma grave recessão em 1981-82, a década de 80 abriu

caminho para um ciclo de contínuo crescimento econômico e mercados

em constante alta jamais observado nos últimos tempos. Por outro lado,

viu o déficit federal atingir níveis recordes e a América tornar-se uma

nação devedora dentro da economia mundial.

A palavra "CRAQUE

"

, anteriormente restrita ao ano de 1929,

ressurgiu das cinzas para descrever a terrível e inédita queda de 508

pontos no Indica Dow Jones em 19 de outubro de 1987 — um colapso

cuja culpa recai principalmente sobre um fenômeno da era da

informática conhecido por "operações administradas por programas de

computação

"

.

Milhões de norte-americanos voltaram suas atenções para Wall Street,

filme inspirado em histórias da vida real de milionários yuppies que

infelizmente sentiram na pele que negociar com base em informações

privilegiadas significava trocar suspensórios vermelhos por um reles

pijama listrado.

E, de acordo com um programa de recuperação e reestruturação

financeira dos mais dispendiosos já registrados na história, o governo

foi obrigado a socorrer os depositantes de centenas de associações de

empréstimo e poupança insolventes devido ao abuso da lei de

desregulamentação perpetrado por seus administradores.

Em meio à febre de fusões, muitas das grandes companhias

norte-americanas, financiadas por títulos de alto risco (funk BONDS), foram

vítimas de aquisições agressivas de controle ou aquisições alavancadas,

ou lançaram mão de estratégias de defesa (estratégias conhecidas como

"poison pill", "Pac-man strategy" e "white knight") para tomá-las menos

atrativas ou convencer o possível comprador a desistir do objetivo.

O início de 1990 foi marcado por fatos que abalaram o mundo. A

abertura de um McDonald's na Praça Vermelha simbolizou o final de

45 anos de Guerra Fria e o fracasso do comunismo como sistema

econômico. A perestroika acenou com a participação ativa dos países do

Leste Europeu na comunidade comercial e financeira mundial. A

(7)

queda do Muro de Berlim trouxe a possibilidade de uma Alemanha

unificada vir a dominar a Comunidade Européia — já planejada para

começar a funcionar em sistema de livre comércio em 1992.

No final de 1990, a agressão do Iraque ao Kuwait foi refutada com

sanções econômicas internacionais que levaram a um aumento dos

preços do petróleo e à preocupação de que as economias, já vulneráveis,

enfrentassem recessão ainda mais profunda.

Quaisquer que sejam as surpresas que os anos 90 possam trazer aos

investidores, uma coisa é certa: a estrutura reguladora e financeira das

decisões de investimento teve sua revolução nos anos 70 e 80. Os

acontecimentos acima, juntamente com fatos mais recentes,

contribu-íram para modificar o vocabulário empregado no setor de finanças e

investimentos; esta terceira edição apresenta uma versão atualizada

desse vocabulário.

Esta revisão, muito mais que as anteriores, reconhece o contexto

global em que as finanças e investimentos serão considerados à medida

que os anos 90 nos conduzem ao novo milênio.

John Downes

Jordan Elliot Goodman

(8)

PREFÁCIO

Desde a Grande Depressão, as áreas de financiamento e

investimento não haviam experimentado mudanças tão significativas

quanto as observadas durante os anos 70 e 80 e que precederam

reformas substanciais na economia e nos mercados de valores. A

desregulamentação, a revisão da legislação fiscal, a globalização dos

merca-dos, as grandes fusões corporativas e, sobretudo, a difundida

utilização do computador e de avançadas tecnologias de comunicação

modificaram não somente o mundo das finanças e investimentos

como também inúmeros outros setores. Essas mudanças trouxeram

consigo novos termos e, na mesma proporção, uma redefinição do

vocabulário tradicional.

A desregulamentação e a diversificação ocorridas nos setores

bancário e de corretagem de valores mobiliários transformaram o

mercado financeiro e ofereceram ampla gama de novos produtos e

serviços financeiros a um público dos mais variados níveis

econômicos.

A partir da Lei de Reforma Tributária de 1976, e culminando com a

Lei de Reforma Tributária de 1986, cinco leis tributárias fundamentais

vieram a afetar substancialmente o gerenciamento dos negócios

financeiros tanto de empresas como das pessoas físicas.

Internacionalmente, a economia mundial emergiu mais

interdependente do que nunca. Um dos resultados tem sido a

diversidade de opções de investimento, oferecidas tanto em dólar

como em outras moedas, por companhias competindo por capital a ser

obtido por meio de títulos de divida ou investimentos de risco nos

mercados internacionais.

A onda contínua de ofertas públicas para aquisição do controle

acionário de determinadas companhias fez com que estas criassem

novos métodos de defesa contra um crescente número de pretendentes

indesejados e deu origem a termos como "poison pill", "white knight",

"greenmail" e "Pac-man strategy". Também indicava técnicas de

investimento criativas com o objetivo de capitalizar as oportunidades

de lucro apresentadas pela aquisição de uma companhia por outra.

Ao mesmo tempo que simplificaram,-os avançados sistemas de

computação e comunicação também tomaram mais complexos o

(9)

universo das finanças e investimentos. Ao interligar os mercados e

permitir o processamento de informações complexas, esses sistemas

viabilizaram veículos de investimento, operações e métodos para limitar

riscos anteriormente inconcebíveis.

Este dicionário destina-se a investidores em geral e inclui verbetes que

abrangem a área de contabilidade, direito empresarial, economia,

tributação e outros setores afins.

Os autores devem agradecimentos a inúmeras pessoas, mas

especialmente ao editor original da Barron's, Tom Hirsch, que de alguma

maneira conseguiu nos criticar e incentivar ao mesmo tempo. Somos

também gratos aos editores de texto Dorothy Macdonald e Pamela W.

Wheeler. Graças à ajuda e apoio de Carolyn Horme, da Barron's, foi

possível a publicação desta terceira edição. E, acima de tudo, expressamos

nossos agradecimentos às nossas esposas pela compreensão,

desprendimento e apoio durante vários meses de trabalho, que se

estenderam até altas horas da noite, e inclusive nos fins de semana.

John Downes

Jordan Elliot Goodman

(10)

PREFÁCIO À

EDIÇÃO BRASILEIRA

A economia brasileira tem sofrido nos últimos quarenta anos, desde

praticamente o pós-guerra, sobressaltos, choques, sustos que fazem da

montanha-russa a imagem mais próxima de seu traçado. Recessões

profundas como a do pós-guerra, a de 1964, a atual. Períodos de euforia

e crescimento como a era JK, o "milagre brasileiro

"

da década de 70,

apenas para citar alguns exemplos. Este traçado errático, no entanto,

apresenta alguns aspectos constantes que, para o bem ou para o mal,

servem como balizador para o agente econômico que deseja traçar

diretrizes essenciais para um mímimo de planejamento de médio e longo

prazos.

Em primeiro lugar o crescimento. De todos os países do mundo

ocidental, e mesmo comparado ao Japão e China, o Brasil se destaca,

apesar dos já mencionados períodos de recessão, com taxas de

crescimento recordes em seus picos, e principalmente com um conjunto

maciço e expressivo de resultados qualitativos e quantitativos de

crescimento nestes últimos tempos. Resta qualificar esse crescimento,

através do mapeamento de algumas de suas características mais

marcan-tes. De um lado o crescimento da renda, das produções agrícola e

industrial, dos mercados de produtos de consumo e serviços. Esse

cresci-mento priorizou, a partir da substituição das importações, o

desenvolvimento do setor industrial, gerando a existência de um parque

que, apesar dos recentes golpes sofridos em função da escassez de

investimentos e da queda da capacidade de poupança nacional,

consolidou uma capacidade instalada hoje inscrita entre as quinze

maiores do mundo. Por outro lado a agricultura, apesar das sucessivas

políticas econômicas equivocadas, do baixo grau de mecanização e da

virtual ausência de uma política nacional de tecnologia agrícola, continuou

crescendo, respondendo mesmo em períodos recessivos mais agudos

pela sustentação do próprio crescimento da economia. Claro está que aí

a vocação histórica e principalmente a inexorabilidade do carma

geográfico falaram mais alto que os equívocos das autoridades

econômicas.

Uma segunda característica do desenvolvimento brasileiro tem sido a

absoluta desordem no processo de distribuição de renda na economia, ou

seja, a continuidade e mesmo o acirramento do processo de concentração

(11)

de renda. Este processo, além das conseqüências sociais negativas

óbvias, gera alguns fatos econômicos práticos, a saber: a concentração

urbana, o crescimento dos mercados aquém do crescimento global da

economia, as dificuldades de liberalização e a disparidade com as

economias internacionais em evolução. O resultado prático de tudo isso

para o planejador é simplesmente a dificuldade de lidar com a

necessidade de altos investimentos de risco, principalmente nas áreas

de automação e tecnologia, tanto na agricultura, na indústria, quanto

nos serviços. O próprio processo inflacionário crônico tem como móvel

e sustentação fundamental o processo de desequilíbrio de distribuição de

renda. Na raiz de nossa inflação está um profundo desequilíbrio entre

demanda e oferta, e este desequilíbrio é o fulcro de toda a desordem

inflacionária.

Uma terceira característica marcante do nosso processo é na

realidade decorrente das considerações anteriores. De fato, se

associarmos crescimento econômico, desequilíbrio no processo

distributivo de renda— mais precisamente concentração de renda—, o

conseqüente e relativo isolamento internacional de nossa economia (aí

está nossa dívida externa, indicadora da fragilidade das parcerias

internacionais), e juntarmos a este quadro a inflação, melhor, a

super-inflação constante nos últimos 16 anos, chegamos à macrocefalia do

setor finance

i

ro, ou seja, a necessidade de pressão constante dos

agentes econômicos na busca de financiamento de suas atividades

diante de um quadro de escassez, com pressão de taxas de juros

elevadas.

Tudo isso para desaguar num momento em que se destacam

qualitativa e quatitativamente o desenvolvimento do mecanismo

bursátil, o crescimento e o aperfeiçoamento das Bolsas de Valores,

lideradas pela BOVESPA, como agentes propulsores da

modernização da economia.

Numa economia com dificuldade de organização, agitada

constantemente pelo fantasma da instabilidade política, castigada pela

inflação mas marcada pelo crescimento, o espírito empreendedor

representado pelo mercado espontâneo de valores deve e assume cada

vez mais um papel ordenador e uma ação de termômetro geral da

economia. De fato, embora afetado também por quadros espasmódicos

de instabilidade (vide queda de 1971), os números de cotações de

papéis e movimento de negócios mostram uma constância e

regularidade pouco encontradas em outros setores negociais.

Esta obra chega num momento decisivo para o mercado de capitais

no Brasil: um momento de modernização e internacionalização.

(12)

Destina-se ao uso prático de todos aqueles que redigem, negociam ou

estudam negociações, vendas e contratos no mercado de capitais.

Algumas tarefas fundamentais do nosso desenvolvimento exigem a

crescente internacionalização de nossos profissionais. Não fosse a

interculturalidade condição de sucesso nos mercados mundiais. Os

grandes exemplos de sucesso contemporâneo nos negócios nos têm

sido dados por países que souberam reconhecer, desenvolver e exercitar

uma condição de internacionalidade. México e Chile, entre nossos

irmãos continentais. Filipinas e Malásia, entre nossos antípodas. A

própria Europa, retomando dentro da modernidade seu grande papel

internacional. Para a adequada realização dessa internacionalidade é que

alguns talentos e esforços se reuniram para tornar viável este Dicionário

de termos financeiros e de investimento. Em primeiro lugar a Editora Nobel,

que se destaca na publicação de obras de administração e negócios. O

trabalho de Ana Rocha Tradutores Associados, numa tradução de

primeira linha. E por último, mas não menos importante, a decisiva

contribuição da BOVESPA, mais uma vez exercendo sua liderança no

processo de modernização da economia.

Esta obra é dedicada a advogados, contadores, operadores,

mercadólogos, professores, estudantes, empresários e empreendedores

envolvidos no processo de negociações internacionais do mercado de

capitais. Este o objetivo do grupo empreendedor que a tornou viável.

A RZC/SS, que coordenou o marketing desta obra, orgulha-se deter

colaborado com sua concretização.

Ronald Z. Carvalho

Samuel Szwarc

RZC/SS Comunicação e Marketing Ltda.

(13)

NOTA DA TRADUTORA

" ... regra de ouro de toda tradução:

dizer tudo o que diz o original,

não dizer nada que o original não diga,

e dizer tudo com a correção e a naturalidade

que permita a língua para a qual se traduz.

"

Valentin Garcia Yebra, Em torno da tradução.

O Dictionary of finance and investment terms da Editora Barron's, a que

sempre recorri à procura de soluções para dúvidas referentes ao

mercado financeiro e de investimentos ou em busca da palavra mais

adequada a situações específicas desse mercado, transformou-se, de

inesgotável fonte de informações, em um dos maiores desafios, senão o

maior, que já enfrentei nesse campo de batalha, e, paradoxalmente, de

prazer, que é a tradução.

Nesse sentido, tenho certeza de que Euclides da Cunha me daria

licença para afirmar que o tradutor (também) é "antes de tudo um forte

"

.

Digo que a idéia de traduzir este dicionário foi peripatética. Surgiu

em 1992 durante uma de minhas caminhadas diárias no Ibirapuera.

Bless you Aristóteles! Projeto aprovado, foram seis meses de árduo

trabalho e grande preocupação em oferecer a todo o mercado

financei-ro, tradutores e demais consulentes uma obra da melhor qualidade.

Cabem aqui algumas observações importantes:

1 — Como este é um dicionário que trata exclusivamente de termos

do mercado financeiro norte-americano, sempre que as palavras

governo, Congresso, legislação, povo etc. aparecerem, entenda-se

governo, Congresso, legislação, povo etc. americano.

2 — Os verbetes em inglês são impressos em negrito e os

equivalentes mais aproximados vêm a seguir entre parênteses em

itálico; entre-tanto, em virtude das inúmeras diferenças entre os

mercados norte-americano e brasileiro, nem sempre foi possível

encontrar o termo adequado ou equivalente em português.

3 — Quanto às instituições, agências, comissões e comitês

americanos procurei sempre um nome em português que desse a idéia

mais aproximada possível de suas funções sem qualquer pretensão de

"traduzir" tais nomes.

(14)

4 — Alguns termos não foram traduzidos, ou porque já se

incorporaram à linguagem do nosso mercado — como commodity,

hedge, swap, spread — ou porque uma tradução deturparia seu

significado real, como é o caso da palavra dealer.

5 — A tradução de muitos termos sob o ponto de vista estritamente

técnico e legal em determinadas situações não seria e não pretende ser

absolutamente definitiva. O leitor deve estar atento para o fato de que

nenhuma decisão negocial ou realização de ato jurídico de qualquer

natureza deva ser baseada exclusivamente no conteúdo do dicionário.

A tradução para a língua portuguesa do Dictionary of finance and

investment terms pretende, sobretudo, fornecer um bom ponto de

referência.

Gostaria de agradecer a colaboração do advogado Dr. Luis Antonio

S. de Souza (Machado Meyer, Sendacz e Ópice Advogados),

responsável por toda a revisão técnica; da tradutora e jornalista Maria

Alice Guimarães, cujo empenho permitiu que se cumprissem os prazos

de entrega; do advogado Dr. Luiz de Figueiredo Forbes (representante

da BOVESPA e BM&F em Nova York), a quem recorri inúmeras

vezes; do advogado Dr. J. Renato Corrêa Freire (Amaral Gurgel e

Freire Advogados), por seu "voto de Minerva

"

em alguns termos; do

administrador de empresas Aluízio Mattoso Nunes, que teve a

paciência de ler todo o trabalho como um romance e dar sua opinião;

da assistente editorial Ana Lúcia Sesso (Editora Nobel); e, finalmente,

de meu filho Luiz, que "fala a língua do computador

"

e conseguiu

recuperar vários arquivos considerados perdidos.

Dedico este trabalho a meu irmão Edo Rocha, cujo apoio e

incentivo são inestimáveis.

(15)

GUIA DE CONSULTA

Ordem alfabética: Todas as entradas encontram-se em ordem

alfabética por letra, portanto as palavras compostas são consideradas

como uma só palavra. Por exemplo: NET ASSET VALUE segue-se a

NET ASSETS como se fosse escrito NETASSET VALUE sem

qualquer espaço entre as palavras. Da mesma forma, ACCOUNT

EXECUTIVE segue-se a ACCOUNTANT'S OPINION. Raramente

as abreviaturas aparecem como entradas no texto principal; isto só

acontece quando as abreviaturas são mais utilizadas que o nome

formal. Por exemplo, NASDAQ é muito mais utilizada quando se faz

referência ao National Association of Securities Dealers Automated

Quotations System (Sistema Automatizado de Cotações da Associação Nacional

de Corretoras de Valores) do que o próprio nome em si; desta maneira, a

entrada é NASDAQ. Os números nos títulos das entradas estão

colocados em ordem alfabética, como se fossem soletrados.

Em algumas entradas os diferentes significados do termo são

apresentados sob cabeçalhos numéricos. As regras da Comissão de

Valores Mobiliários são apresentadas na ordem numérica oficial.

Abreviaturas: No final do dicionário há uma lista separada de

abreviaturas. Essa lista contém versões abreviadas dos termos

definidos no dicionário, além de inúmeros termos empregados na área

de negócios.

Referências cruzadas: Para melhor entendimento de um

determinado termo muitas vezes será necessário se referir à definição de

um segundo termo. Nesses casos, o termo adicional aparecerá em

versalete. Essas referências cruzadas aparecem no corpo da definição ou

no final da entrada (ou subentrada); quando no final de uma entrada

(ou subentrada), podem se referir a conceitos relacionados ou

contrastantes em vez de fornecer maiores informações sobre o

conceito em discussão. Como regra, um termo é impresso em

versalete apenas na primeira vez em que aparece em uma entrada.

Quando uma entrada é totalmente definida em uma entrada, há uma

referência em vez de um definição; por exemplo: EITHER-OR

ORDER veja ALTERNATIVE ORDER.

Itálico: O itálico é geralmente utilizado para indicar que um outro

(16)

entrada. Ocasionalmente usa-se o itálico para destacar o fato de que

uma palavra é empregada na área de negócios e não meramente como

termo descritivo. Os títulos de obras e periódicos são igualmente

impressos em itálico.

Parênteses: Os parênteses são utilizados para (1) indicar que um

termo oposto ao que aparece na entrada é parte integral do conceito,

como por exemplo REALIZED PROFIT (OR LOSS); (2) indicar

que uma abreviatura é usada com a mesma freqüência que o próprio

termo, como por exemplo OVER THE COUNTER (OTC).

(17)

A

ABC AGREEMENT. Contrato entre uma sociedade corretora e um de seus

funcionários explicitando detalhadamente os direitos da corretora ao adquirir um título patrimonial da Bolsa de Valores de Nova York (New York Stock Exchange — NYSE) para o funcionário. Somente pessoas físicas podem se associar à NYSE, sendo comum uma corretora financiar a compra de um título patrimonial (SEAT) para uni de seus funcionários. Esse contrato, que deve ser aprovado pela NYSE, contém as seguintes cláusulas referentes à futura transferência do título: (1) O funcionário pode manter o título e comprar outro para uma pessoa designada pela corretora. (2) O funcionário pode vender o título e creditar a quantia recebida à corretora. (3) O funcionário pode transferir o título a outro funcionário da corretora.

ABILITY TO PAY (Capacidade de pagamento).

Finanças: capacidade do tomador de honrar, com seus rendimentos, o

pagamento do principal e dos juros de obrigações de longo prazo. Também conhecida como capacidade de fazer o serviço da dívida. Veja também FIXED CHARGE COVERAGE.

Relações industriais: capacidade de um empregador, principalmente uma

organização financeira, de atender às exigências sindicais de natureza financeira a partir de sua receita operacional.

Obrigações municipais: capacidade presente ou futura da emitente de gerar

receita fiscal suficiente para atender às suas obrigações contratuais, considerando-se todos os fatores referentes à receita municipal e aos valores dos bens públicos.

Tributação: conceito segundo o qual as alíquotas tributárias deveriam variar

de acordo com os níveis de riqueza ou renda; por exemplo a aplicação do imposto de renda progressivo.

ABOVE PAR. Veja PAR VALUE.

ABSOLUTE PRIORITY RULE. Veja BANKRUPTCY. ABSORBED (Absorvido).

Negócios: custo que é tratado como despesa em vez de transferido ao cliente.

Também usado para designar uma sociedade absorvida por uma incorporadora.

Custos contábeis: os custos indiretos de fabricação (como imposto sobre

propriedade e despesas com seguro) são denominados custos absorvidos. Diferem dos custos variáveis (como mão-de-obra direta e matérias-primas).

(18)

Finanças: conta que perdeu a identidade porque incorporada a outras contas

correlatas durante a elaboração de um demonstrativo financeiro. Também denominada conta de absorção ou conta adjunta.

Valores mobiliários: emissão totalmente vendida ao público pelo subscritor.

No mercado de capitais, os valores mobiliários também são absorvidos quando há pedidos de compra e venda correspondentes. O mercado atinge o ponto de absorção quando se toma impossível uma assimilação subseqüente sem ajuste de preço. Veja também UNDIGESTED SECURITIES.

ABUSIVE TAX SHELTER (Deduções fiscais abusivas). Mecanismo de

economia fiscal usado por sociedades limitadas (LIMITED PARTNERSHIP) e considerado abusivo pelo Serviço de Receitas Internas (Internai Revenue Service — IRS) — como no exemplo típico da sociedade que infla o valor de um bem adquirido além de seu valor real de mercado. Se tais deduções não forem aprovadas pelo IRS, os investidores deverão pagar multas e juros moratórios severos em adição à obrigação tributária original.

ACCELERATED COST RECOVERY SYSTEM (ACRS) (Sistema

acelerado de recuperação de custos). Dispositivo criado pela Lei Tributária

de Recuperação Econômica de 1981 (ECONOMIC RECOVERY TAX AcT OF 1981— ERTA) e alterado pela Lei de Reforma Tributária de 1986 (TAX REFORM ACT OF 1986), que estabelece regras para depreciação (DEPRECIATION) — recuperação de custos através de deduções fiscais — de ativos depreciáveis dentro de um período menor que o tempo de vida econômica útil previsto para esses ativos. Salvo algumas exceções, as alterações resultantes da lei de 1986, que genericamente determinavam maior aceleração durante períodos mais longos em contraste com as regras estabelecidas pela ERTA, são aplicáveis a ativos que passaram a ser contabilizados depois de 1986. (Há regras especiais de transição aplicáveis a ativos sob contrato de encomenda ou sob contrato de construção antes de 1° de março de 1986 e a determinados tipos de bens.)

As regras modificadas determinam sete categorias do sistema acelerado de recuperação de custos (ACCELERATED COST RECOVERY SYSTEM - ACRS) de acordo com a classe de depreciação do ativo (ASSEI DEPRECIATION RANGE — ADR). O sistema ADR, em vigor antes de 1981 e agora reativado, oferece maiores limites — máximos e mínimos — para o tempo de vida econômica dos diferentes tipos de bens. Assim, na classe de bens depreciáveis em três anos incluem-se bens cujo ponto médio da ADR é quatro anos ou menos; na classe de bens depreciáveis em cinco anos incluem-se ativos cujo ponto médio da ADR é superior a quatro anos mas inferior a dez anos, e assim por diante.

As classes dos bens a serem depreciados em três, cinco, sete e dez anos estão sujeitas ao método de depreciação decrescente dobrada (DOUBLE DECLINING BALANCE DEPRECIATION METHOD — DDB); a classe dos bens a serem depreciados em quinze e vinte anos usam a variação obtida

(19)

segundo método de saldo decrescente a 150%. O método de depreciação linear (STRAIGHT-LINE DEPRECIATION) é aplicado à classe dos bens imóveis, que abrange as subcategorias residenciais e não residenciais depreciáveis depois de 27 1/2 e 31 1/2 anos, respectivamente (os imóveis foram atingidos desfavoravelmente pela lei tributária de 1986).

ACCELERATED DEPRECIATION (Depreciação acelerada). Métodos

aprovados pelo Serviço de Receitas Internas (INTERNAL REVENUE SERVICE — IRS) e usados na depreciação (DEPRECIATION) de ativos fixos contabilizados antes de 1980, quando o sistema acelerado de recuperação de Custos (ACCELERATED COST RECOVERY SYSTEM — ACRS) se tornou obrigatório. Estabeleciam recuperação mais rápida de custos e obtenção antecipada das vantagens tributárias em contraste com o método tradicional de depreciação linear (STRAIGHT-LINE DEPRECIATION) e incluíam métodos tais como o método de depreciação decrescente dobrada (DOUBLE-DECLINING BALANCE METHOD), agora usado em algumas classes de ACRS, e o método da soma dos dígitos do ano (SUM-OF-THE-YEARS' DIGIT METHOD).

ACCELERATION CLAUSE (Cláusula de vencimento antecipado). Cláusula

geralmente presente em uma escritura (INDENTURE) de obrigação, escritura de hipoteca ou qualquer instrumento obrigacional, estabelecendo que, no caso de inadimplemento, o saldo devedor se torna exigível imediatamente. Os casos de inadimplemento incluem falta de pagamento do principal, dos juros ou de pagamentos para um fundo de amortização, insolvência e falta de pagamento de impostos sobre um bem hipotecado.

ACCEPTANCE (Aceite).

Em geral: contrato firmado quando o sacado de uma letra de câmbio a prazo

(TIME DRAFT) escreve a palavra "aceite" acima da assinatura e determina uma data para o pagamento. O sacado toma-se o aceitante, responsável pelo pagamento no vencimento.

Também: papel emitido e vendido por sociedades de financia-mento de vendas, como por exemplo a General Motors Acceptance Corporation.

Aceite bancário (banker's acceptance): letra de câmbio a prazo sacada contra

um banco e aceita por este; método usual para efetuar o pagamento de mercadorias vendidas através de operações de importação/exportação e fonte de financiamento muito utilizada em comércio internacional. Com o apoio creditício de um banco, o aceite bancário geralmente se qualifica como um instrumento do mercado monetário (MONEY MARKET). A responsabilidade assumida pelo banco é denomina-da responsabilidade pelo aceite. Veja também LETTER OF CREDIT.

Aceite comercial: letra de câmbio a prazo sacada pelo vendedor das

mercadorias contra o comprador, que se toma o aceitante e portanto representa o crédito do comprador.

(20)

ACCOUNT (Conta).

Em geral: relação contratual de crédito entre comprador e vendedor, de acordo

com a qual um determinado pagamento deverá ser efetuado posteriormente. Empregam-se os termos conta de crédito (open account) ou conta de débito (charge account), dependendo de se tratar de um relacionamento pessoal ou comercial.

O termo é também usado para o registro histórico de transações sob um contrato, como demonstrado periodicamente em um extrato de conta.

Atividade bancária: relacionamento sob um determinado nome, geral-mente

representado por um depósito contra o qual se podem efetuar saques. Há vários tipos de contas: contas correntes, depósito a prazo, contas de custódia, contas conjuntas, contas em beneficio de terceiros, pessoas jurídicas, contas especiais e regulares. A conta é administrada pelo gerente da conta.

Escrituração: ativos, passivos, receitas e despesas representados por folhas

individuais do livro-diário, onde entradas de débito e crédito são lançadas cronologicamente para registrar as mudanças de valor. Como exemplo pode-se citar o caixa, contas a receber, juros acumulados, vendas e salários de funcionários. O sistema de registro, verificação e declaração dessa informação é denominado contabilidade. Os encarregados da contabilidade são chamados

contadores.

Bancos de investimento: relação financeira e contratual entre as partes de um

consórcio de subscrição, ou a posição dos valores mobiliários detidos e vendidos.

Valores mobiliários: relacionamento entre uma corretora (broker dealer) e seus

clientes, onde esta, através de seus representantes registrados, atua como agente na compra e venda de valores mobiliários e supervisiona as questões administrativas. Veja também ACCOUNT EXECUTIVE e ACCOUNT STATEMENT.

ACCOUNTANT'S OPINION (Parecer dos auditores; parecer contábil).

Declaração assinada por um auditor independente descrevendo o escopo da inspeção dos livros e registros de uma organização. Como o relatório financeiro envolve considerável grau de poder discricionário, o parecer dos auditores confere maior segurança aos credores ou investidores. Dependendo da extensão da auditoria e da confiança do auditor na veracidade das informações, o parecer pode ser irrestrito ou conter ressalvas. Os pareceres com ressalvas justificam um exame mais acurado. Também denominado certificado do auditor (auditor's

certificate).

ACCOUNT EXECUTIVE (Gerente de conta). Funcionário de uma sociedade

corretora que presta conselhos aos clientes, gerencia seus pedidos e tem capacidade legal para atuar como representante (AGENT). Antes de atender às ordens dos clientes, todos os gerentes de conta

(21)

devem se submeter a determinados testes e obter registro junto à Associação Nacional de Corretoras de Valores (NATIONAL ASSOCIATION OF SECURITIES DEALERS — NASD). Também chamado representante

registrado. Veja também BROKER.

ACCOUNTING PRINCIPLES BOARD (APB) (Conselho de Princípios

Contábeis). Grupo de conselheiros do Instituto Americano de Auditores

Independentes (American Institute of Certified Public Accountants — AICPA) responsável pela emissão (1959-73) de uma série de pareceres contábeis (ACCOUNTANT'S OPINIONS) que constituem as regras conhecidas como princípios contábeis geralmente aceitos (GENERALLY ACCEPTED ACCOUNTING PRINCIPLES). Veja também FINANCIAL ACCOUNTING STANDARDS BOARD (FASE).

ACCOUNTS PAYABLE (Títulos e contas a pagar). Quantias devidas aos

credores por conta de bens adquiridos e serviços prestados a crédito. Os analistas procuram, na relação entre contas a pagar e aquisições, indícios de um gerenciamento financeiro diário e meticuloso. Veja também TRADE CREDIT.

ACCOUNTS RECEIVABLE (Titulas e contas a receber). Crédito de uma

sociedade em razão de bens vendidos ou serviços prestados a crédito; é um fator-chave na análise de liquidez (LIQUIDITY) de uma empresa, ou seja, sua capacidade de honrar as obrigações correntes sem receitas adicionais. Veja

também ACCOUNTS RECEIVABLE TURNOVER; AGING SCHEDULE e

COLLECTION RATIO.

ACCOUNTS RECEIVABLE FINANCING (Financiamento sobre contas a

receber). Financiamento de curto prazo através do qual as contas a receber

servem de garantia para adiantamento de capital de giro. Veja também FACTORING.

ACCOUNTS RECEIVABLE TURNOVER (Giro das contas a receber).

Coeficiente obtido dividindo-se o total das vendas a crédito pelas contas e títulos a receber. Indica quantas vezes a carteira de títulos a receber foi liquidada durante um período contábil. Veja também ACCOUNTS RECEIVABLE; AGING SCHEDULE e COLLECTION RATIO.

ACCOUNT STATEMENT (Extrato de conta).

Em geral: qualquer registro de operações e seu efeito nos saldos das contas de

crédito (open account) ou contas de débito (charge account) durante um período especificado.

Atividade bancária: resumo de todos os cheques pagos, depósitos registrados e

saldos resultantes durante um período definido. Também denominado extrato

bancário.

Títulos: extratos resumindo todas as transações e demonstrando a posição de

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posições compradas ou vendidas. Devem ser emitidos trimestralmente, mas em geral, quando uma conta está ativa, são fornecidos mensalmente. Também o contrato de opção (OPTION AGREEMENT) exigido quando se abre uma conta de opções.

ACCREDITED INVESTOR. De acordo com o Regulamento D da Comissão

de Valores Mobiliários (Securities and Exchange Commision — SEC), um investidor de capital que não está incluído no número máximo das 35 pessoas autorizadas a investir em uma sociedade privada limitada (PRIVATE LIMITED PARTNERSHIP). Para ser qualificado como tal, o investidor deve possuir um patrimônio líquido de pelo menos US$1 milhão ou uma renda anual de pelo menos US$200.000 ou investir pelo menos US$150.000 no negócio, não devendo o investi-mento representar mais de 20% do patrimônio líquido do investidor. As sociedades limitadas utilizam tais investidores para levantar quantias de capital superiores àquelas que seriam possíveis de ser captadas apenas com as contribuições das 35 pessoas de menor renda.

ACCRETION (ACTéscimo, valorização).

1. Valorização dos ativos através de expansão interna, compra ou outras causas, tais como o envelhecimento de uísque ou plantio de árvores para exploração.

2. Ajuste da diferença entre o preço de uma obrigação originalmente com deságio e seu valor nominal.

ACCRUAL BASIS (Regime de competência). Método contábil onde a receita

e a despesa são registradas no período de escrituração em que foram ganhas ou incorridas, mesmo não tendo sido recebidas ou pagas. A alternativa é o regime de caixa (CASH BASIS).

ACCRUED INTEREST (Juros acumulados). Juros acumulados entre o

último pagamento e a venda de uma obrigação ou de qualquer outro título de renda fixa. Na ocasião da venda, o comprador paga ao vendedor o preço da obrigação acrescido dos juros acumulados, calculados pela multiplicação da taxa do cupom pelo número de dias decorridos desde o último pagamento de juros.

Os juros acumulados são usados também em sociedades imobiliárias limitadas (LIMITED PARTNERsHIP) quando o vendedor do imóvel recebe um pagamento inicial na ocasião da venda e constitui uma segunda hipoteca para o restante. Se a renda do aluguel do imóvel não cobrir os pagamentos da hipoteca, o vendedor concorda em deixar que os juros se acumulem até que o imóvel seja vendido a outra pessoa. A lei tributária de 1984 restringiu as transações com juros acumulados.

ACCRUED MARKET DISCOUNT (Desconto de mercado acumulado).

Aumento no valor de mercado de uma obrigação vendida abaixo do par (DISCOUNT BOND) devido à aproximação da data de vencimento (MATURITY DATE) (quando a obrigação é resgatável ao seu valor nomi-nal), e não em razão do decréscimo das taxas de juros.

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ACCUMULATED DIVIDEND (Dividendo acumulado). Dividendo devido —

mas não pago — geralmente a portadores de ações preferenciais com direito a dividendos cumulativos. Esses dividendos são registrados contabilmente como passivo até que sejam devidamente pagos. Veja também CUMULATIVE PREFERRED.

ACCUMULATED PROFITS TAX (Imposto sobre lucro acumulado). Imposto

adicional sobre os lucros retidos de uma empresa para evitar alíquotas mais altas de imposto de renda sobre a pessoa física a que estariam sujeitos caso fossem pagos como dividendos.

As acumulações acima do limite especificado, razoavelmente alto para beneficiar pequenas empresas, devem se justificar por necessidades comprovadas da empresa ou ficam sujeitas ao imposto adicional. Considerando que a determinação das necessidades razoáveis de um negócio requer avaliação criteriosa, sabe-se que, temendo o imposto adicional sobre os lucros retidos, muitas companhias costumam pagar dividendos excessivos ou até mesmo optar pela fusão com outras. Também chamado accumulated earnings tax (imposto

sobre rendimento acumulado).

ACCUMULATION (Acumulação).

Finanças societárias: lucros não pagos como dividendos, mas acrescentados ao

capital da sociedade. Veja também ACCUMULATED PROFITS TAX.

Investimentos: compra de grande quantidade de ações, de maneira controlada,

para não provocar aumento de preço. Uma instituição pode levar semanas ou até meses para completar um programa de acumulação de ações.

Fundos mútuos: investimento regular de uma quantia fixa e reinvesti-mento

dos dividendos e ganhos de capital.

ACCUMULATION AREA (Área de acumulação). Faixa de preço dentro da

qual os compradores acumulam ações de uma companhia. Os ACCUMULATION AREA

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analistas técnicos detectam áreas de acumulação quando o preço de uma ação não cai abaixo de um determinado nível. Os analistas técnicos que utilizam o método de análise denominado ON-BALANCE VOLUME aconselham a compra de ações que já atingiram a área de acumulação, porque podem vir a atrair maior interesse do comprador. Veja também DISTRIBUTION AREA.

ACID-TEST RATIO. Veja QUICK RATIO.

ACKNOWLEDGMENT (Reconhecimento). Comprovar a autenticidade da

assinatura em um documento bancário ou documento de corretagem e verificar se está devidamente reconhecida por pessoa autorizada. O reconhecimento de firma é necessário, por exemplo, sempre que ocorre uma transferência de conta entre corretores. Na atividade bancária o reconhecimento corresponde ao aviso de recebimento pelo banco pagador, de uma determinada quantia, que pode estar disponível ou não para pagamento imediato.

ACQUIRED SURPLUS (Superávit adquirido). Parte não capitalizada do

patrimônio liquido de uma companhia sucessora quando se consolidam as contas da incorporada e incorporadora pelo método contábil de comunhão de interesses (POOLING OF INTERESTS), ou seja, a parte dos patrimônios incorporados não classificados como capital social (CAPITAL STOCK). Em sentido mais lato, o superávit ou prêmio adquirido na compra de uma empresa.

ACQUISITION (Aquisição). Uma sociedade que adquire o controle do capital

de uma outra. Os investidores estão sempre à procura de companhias que possam ser adquiridas, porque os que desejam comprá-las estão sempre dispostos a pagar um preço superior ao de mercado pelas ações necessárias para deter o controle. Veja também MERGER; POOLING OF INTERESTS e TAKEOVER.

ACROSS THE BOARD. Movimento no mercado acionário que direciona todas

as ações no mesmo sentido. Quando há um movimento altista, observa-se uma valorização de quase todas as ações.

Em uma empresa, um aumento de salário across the board significa o acréscimo de uma porcentagem ou quantia fixa para todos os funcionários.

ACTING IN CONCERT (Agir em concerto). Dois ou mais investidores

trabalhando em conjunto com o mesmo objetivo, como, por exemplo, todos voltados para a compra do controle acionário de uma companhia. Esses investidores devem informar à Comissão de Valores Mobiliários (Securities and Exchange Commission — SEC) se pretendem destituir a administração ou adquirir o controle acionário da companhia. Estariam agindo ilegalmente caso manipulassem o preço das ações visando seus ganhos pessoais.

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ACTIVE BOND CROWD. Membros do departamento de obrigações e títulos

da Bolsa de Valores de Nova York (New York Stock Exchange - NYSE) responsáveis pelas ações negociadas com maior freqüência. Os membros que desenvolvem a atividade oposta constituem o CABINET CROWD, ou seja, são responsáveis por obrigações pouco negociadas. Os investidores que compram e vendem obrigações no mercado ativo podem obter melhores preços para seus valores mobiliários do que obteriam se negociassem no mercado inativo, onde são maiores as diferenças entre as cotações para compra e para venda.

ACTIVE BOX. Valores mobiliários em caução para garantir os empréstimos dos

corretores ou as posições de margem dos clientes em um local específico — ou

caixa de custódia —, onde os valores mobiliários são mantidos em depósito em

nome do cliente de um corretor ou do próprio corretor. Os valores mobiliários usados como garantia devem pertencer à corretora ou ter sido objeto de transferência por garantia, ou seja, dados em caução ou temporariamente cedidos pelo cliente à corretora e, em seguida, pelo corretor ao banco credor. Para empréstimos de margem, os títulos devem ser empenhados ao corretor pelo cliente.

ACTIVE MARKET (Mercado ativo). Grande volume de negociações com uma

determinada ação, obrigação ou commodity. A diferença entre os preços de venda e o valor de oferta é geralmente menor em um mercado ativo que em um mercado inativo.

Também: grande volume de negociações na bolsa em geral. Os gerentes de conta dos investidores institucionais preferem-no porque as negociações com grandes blocos de ações tendem a causar menos impacto no movimento dos preços quando o mercado está ativo.

ACTUALS (Commodity física). Qualquer commodity física, como ouro, soja ou

miúdos de porco. As negociações com commodities físicas resultam na entrega da mercadoria ao cliente ao término do contrato. Esse tipo de negociação contrasta, por exemplo, com a negociação de opções de índice, em que o contrato é liquidado exclusivamente em moeda, não havendo entrega física da commodity por ocasião do término do contrato. Entretanto, mesmo quando se negocia com commodities físicas, a maioria dos contratos futuros e de opção são liquidados por margem antes do vencimento e, portanto, tais operações não terminam em entrega física da mercadoria.

ACTUARY (Atuário). Matemático empregado por uma companhia de seguros

para calcular prêmios, reservas, dividendos e valor do seguro, pensão e anuidades, usando os fatores de risco obtidos a partir de tabelas contendo dados estatísticos e previsões. Essas tabelas têm como base tanto o histórico da companhia sobre reivindicações de pagamento de seguro como também outras informações e dados sobre a indústria e ainda outros dados estatísticos gerais.

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ADDITIONAL PAID-IN CAPITAL. Veja PAID-IN CAPITAL.

ADJUSTABLE RATE MORTGAGE (ARM) (Hipoteca com taxa ajustável).

Instrumento hipotecário entre uma instituição financeira e um comprador de imóvel estipulando ajustes predeterminados para as taxas de juros em intervalos especificados. Os pagamentos da hipoteca são vinculados a algum índice não controlado pelo banco ou pela instituição de empréstimo e poupança, como por exemplo as taxas de juros das letras do Tesouro norte-americano ou a taxa média nacional para hipotecas. Os ajustes são efetuados regularmente, em geral a intervalos de um, três ou cinco anos. Em contrapartida, por assumir uma parcela do risco do aumento das taxas de juros, os mutuários obtêm, no início do acordo ARM, taxas inferiores às que poderiam obter caso aceitassem uma taxa hipotecária fixa para todo o período de vigência da hipoteca. Um proprietário de imóvel preocupado com o aumento brusco das taxas de juros provavelmente optará por uma hipoteca com taxa fixa, ao passo que a escolha deve recair sobre taxas ajustáveis sempre que o proprietário julgar que as taxas sofrerão aumentos modestos, permanecerão estáveis ou sofrerão quedas. Os críticos da ARM acusam-na de seduzir jovens compradores a assumir compromissos potencialmente onerosos.

ADJUSTED BASIS (Base ajustada). Preço-base a partir do qual se avaliam

ganhos ou prejuízos de capital na venda de um ativo como uma ação ou obrigação. O custo das comissões em vigor é deduzido na ocasião da venda, quando o produto líquido da venda é usado para finalidades tributárias. Deve ser ajustado levando em consideração inclusive qualquer desdobramento de ações ocorrido desde a compra inicial, antes de se atingir a base ajustada.

ADJUSTED DEBIT BALANCE (ADB) (Saldo devedor ajustado). Fórmula

para determinar a posição de uma conta de margem, conforme exigido pelo Regulamento T do Conselho da Reserva Federal (FEDERAL RESERVE BOARD). O ADB é calculado pela eliminação dos saldos devidos pelo corretor com base nos saldos da conta coletiva especial (SPECIAL MISCELLANEOUS ACCOUNT — SMA) e quaisquer lucros não realizados em contas a descoberto. Embora as alterações feitas ao Regulamento T em 1982 tenham reduzido a importância dos ADBs, a fórmula ainda é útil para determinar se os saques em dinheiro ou títulos são permitidos com base nos lançamentos na SMA.

ADJUSTED EXERCISE PRICE (Preço de exercício ajustado). Termo usado

pela Associação Nacional Hipotecária do Governo (GOVERNMENT NATIONAL MORTGAGE ASSOCIATION — GNMA — Ginnie Mae) em contratos de opção de venda e compra. Para garantir que todos os contratos sejam negociados com eqüidade, o preço final de exercício da opção é ajustado para considerar as taxas do cupom incidentes sobre todas as hipotecas da GNMA. Por exemplo, se a rentabilidade da hipoteca-padrão da GNMA é de 8%, o preço dos contratos da GNMA que

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estabelecem juros hipotecários de 12% é ajustado de modo que a rentabilidade de ambos os papéis seja igual para o investidor.

ADJUSTED GROSS INCOME (Renda bruta ajustada). Renda sobre a qual se

calcula o imposto de renda federal. Determina-se a renda bruta ajustada subtraindo da renda bruta quaisquer despesas comerciais não reembolsáveis e outras deduções — por exemplo a conta de aposentadoria (INDIVIDUAL RETIREMENT ACCOUNT) (com as exceções definidas na Lei de Reforma Tributária de 1986 — TAX REFORM ACT OF 1986), pagamentos Keogh, pensões alimentícias e renda por invalidez. A renda bruta ajustada é a renda pessoal ou a renda do casal antes da dedução de despesas médicas, imposto de renda estadual e municipal e impostos sobre propriedades imobiliárias.

ADJUSTMENT BOND. Obrigação emitida em contrapartida a títulos em

circulação por ocasião da recapitalização de uma companhia insolvente. A autorização para a troca é concedida pelos detentores das obrigações originais, que consideram as novas como um mal menor. Essas obrigações prometem pagar juros somente quando a companhia obtiver lucro, o que lhes confere características de títulos patrimoniais, negociados exclusivamente em razão do valor de face, ou seja, sem pagamento de juros.

ADMINISTRATOR (Administrador, inventariante). Pessoa ou banco

designado pelo poder judiciário para executar decisões judiciais referentes às obrigações de um espólio até que este seja totalmente distribuído a todos os herdeiros e interessados. Os inventariantes são designados quando uma pessoa morre sem deixar testamento ou nomear um testamenteiro, ou quando o testamenteiro designado está impossibilitado, ou não irá desempenhar tal função. O termo administratrix é usado quando o inventariante ou administrador do espólio é do sexo feminino.

Em termos gerais, administrador é a pessoa encarregada de pôr em prática as políticas de uma organização.

AD VALOREM. Termo latino que significa "de acordo com o valor" e

refere-se a um modo de determinar taxas ou tributos sobre bens ou imóveis. Por exemplo, a avaliação ad valorem de uma tarifa (DUTY) baseia-se no valor do item importado em vez de em seu peso ou quantidade. Como outro exemplo, podemos citar a cidade de Englewood, Nova Jersey, onde o imposto ad

valorem sobre propriedades imobiliárias é baseado no valor da propriedade em

vez de em suas dimensões.

ADVANCE-DECLINE (A-D) (Aumento-Queda). Medida da quantidade de

ações cujo preço aumentou e daquelas cujo preço caiu durante determinado período. O resultado da comparação entre esses dados indica a direção geral do mercado. Considera-se o mercado em alta

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quando a quantidade de ações em alta supera o número de ações em baixa em qualquer dia de negociação. Considera-se o mercado em baixa quando as ações em queda superam a quantidade de ações em alta. O grau de inclinação da linha A-D demonstra graficamente a iminência de altas ou baixas no mercado.

ADVANCE-DECLINE U NE

ADVANCE REFUNDING (Refinanciamento antecipado).

Títulos do governo: troca, antes da data de resgate, de títulos do governo

prestes a vencer por títulos com resgate em datas posteriores. Por meio do resgate antecipado, prorroga-se a dívida interna para evitar as desordens econômicas que resultariam de sua eliminação repentina.

Obrigações municipais: venda de novas obrigações (emissão de

refinanciamento) antes — geralmente alguns anos — da primeira data de resgate das antigas obrigações (emissão a ser refinanciada). A emissão refinanciadora geralmente apresenta uma taxa inferior à da emissão a ser refinanciada e os recursos obtidos serão investidos, geralmente em títulos do governo, até que as obrigações com taxas mais altas se tornem resgatáveis. Essa prática, também denominada pré-refinanciamento, foi suprimida pelas leis tributárias federais de 1984 e 1986. Veja também REFUNDING ESCROW DEPOSITS (REDs).

AFFILIATE (Afiliada).

Em geral: duas companhias são afiliadas quando uma delas detém menos da

maioria das ações votantes da outra, ou quando ambas são subsidiárias de uma terceira. Uma companhia é subsidiária (SUBSIDIARY) quando mais de 50% de suas ações votantes pertencem a uma outra, denominada controladora (PARENT COMPANY). Por definição, uma subsidiária é sempre uma afiliada, porém o primeiro termo é o mais usado quando há um controle majoritário. No dia-a-dia, afiliada é o termo correto para o relacionamento, mesmo indireto, entre companhias onde não haja um relacionamento controladora — subsidiária.

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Lei bancária de 1933: qualquer organização cujo controle acionário seja

detido por um banco, ou pelos acionistas do banco, ou cujos diretores sejam também diretores do banco.

Serviço de Receitas Internas: para fins de declaração consolidada de renda,

um grupo afiliado compõe-se de companhias cuja controladora, ou outra sociedade ligada, detenha pelo menos 80% do capital votante.

Interstate Commerce Commission, Account 706:

1. Controlada somente pela sociedade contábil ou juntamente com outras sociedades conforme um contrato de associação.

2. Controlando isoladamente a sociedade contábil ou em conjunto com outras de acordo com um contrato de associação.

Lei das Sociedades de Investimento: companhia onde não há controle direto

ou indireto determinado de 5% ou mais das ações em circulação com direito a voto.

AFFILIATED PERSON. Pessoa em posição de exercer influência direta sobre

as diretrizes de uma companhia. Entre essas pessoas incluem-se os titulares de 10% ou mais das ações votantes, os diretores, os diretores eleitos e quaisquer pessoas em posição de exercer influência através destas, como por exemplo membros da família e outras pessoas próximas. Algumas vezes denominada

controlador (control person).

AFTER ACQUIRED CLAUSE. Cláusula em um instrumento de hipoteca

estabelecendo que qualquer propriedade adicional — passível de ser objeto de um instrumento de hipoteca — adquirida pelo mutuário depois da assinatura da hipoteca será considerada como garantia adicional da dívida.

Embora possam colaborar para a boa classificação dos títulos garantidos por hipoteca e permitir que as empresas emitentes tomem emprestado a taxas mais favoráveis — impedindo outras hipotecas em primeiro grau de prioridade —, tais cláusulas dificultam o crescimento mediante novos empréstimos. Isso gera várias manobras para superar as limitações impostas por esse tipo de cláusula, tais como resgate ou troca de obrigações ou alterações em escrituras.

AFTERMARKET. Veja SECONDARY MARKET.

AFTERTAX BASIS (Retorno depois da tributação). Base para comparar os

rendimentos de um título privado tributável aos de uma obrigação municipal com isenção tributária. Por exemplo, um título privado com retomo de 10% terá um rendimento líquido de 7,2% para uma pessoa sujeita a uma alíquota de 28%. Portanto, qualquer título do governo municipal com retomo superior a 7,2% terá um rendimento maior depois da tributação.

AFTERTAX REAL RATE OF RETURN (Taxa real de retorno depois da

tributação). Quantia que um investidor pode obter, ajustada de acordo com a

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gerados por investimentos. Como a moeda perde valor em razão da inflação, os investidores devem, ao aplicar o capital, prestar atenção à taxa real de retomo. De modo geral, os investidores procuram uma taxa de retomo equivalente ou superior à taxa de inflação.

AGAINST THE BOX (Venda contra caixa de custódia). Venda a descoberto,

pelo titular de uma posição comprada sobre a mesma ação. Caixa de custódia refere-se ao local físico onde os títulos são mantidos em depósito. Quando uma ação é vendida contra uma caixa de custódia, ocorre uma venda a descoberto, mas somente em relação aos seus efeitos. Uma venda a descoberto geralmente se define como aquela em que o vendedor não possui as ações. Em uma venda contra a caixa de custódia, o vendedor as possui (detém uma posição comprada), embora não deseje revelar sua propriedade; ou, talvez, a entrega das ações seja inviável na data exigida; ou o vendedor pode estar segurando sua posição para se beneficiar do tratamento tributário aplicado a ganhos de capital a longo prazo. Em qualquer caso, sempre que uma venda é efetuada contra a caixa de custódia, tomam-se emprestadas, geralmente de um corretor, as ações necessárias para cobrir a venda.

AGED FAIL. Contrato entre duas corretoras (broker-dealers), e ainda não

liquidado trinta dias depois da data estabelecida para tal. Nessa data, o saldo devedor não mais é considerado um ativo, e a corretora credora deve adequar seu capital proporcionalmente.

AGENCY (Representação, agência).

Em geral: relacionamento entre duas partes, uma delas o comitente e a outra o

agente (AGENT), que representa o primeiro em transações com um terceiro.

Finanças: determinados tipos de contas em sociedades fiduciárias

administradas por pessoas físicas, normalmente os diretores e os gerentes, em beneficio de seus clientes. Os serviços prestados às companhias geralmente se referem à compra e venda de ações. Os bancos também agem como representantes ou agentes de pessoas físicas.

Governo: títulos emitidos por agências patrocinadas pelo governo, como por

exemplo os Bancos Federais de Empréstimo Habitacional (Federal Home Loan Banks) ou os Bancos Rurais Federais (Federal Land Banks). Os títulos emitidos por agências são isentos dos requisitos para registro exigidos pela Comissão de Valores Mobiliários (Securities and Exchange Comission — SEC).

Investimento: ato de comprar ou vender por conta e risco de um cliente.

Geralmente, um agente, ou corretor, age como intermediário entre um comprador e um vendedor, sem assumir riscos pessoais próprios ou em nome da corretora e cobrando uma comissão por esse serviço.

AGENT (Agente, representante). Indivíduo autorizado por outra pessoa,

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terceiros. Freqüentemente as pessoas escolhem bancos como agentes e autorizam seus funcionários a agir em seu nome. São três as características básicas dos agentes:

1. Agem em nome do comitente e estão sujeitos a seu controle. 2. Não têm título de propriedade sobre os bens do comitente. 3. Devem obedecer às ordens do comitente.

Veja também ACCOUNT EXECUTIVE; BROKER e TRANSFER AGENT.

AGGREGATE EXERCISE PRICE (Preço de exercício agregado). No

mercado de opções de ações, é a quantidade de ações (geralmente 100) em um contrato (CONTRACT) de opção de venda ou compra, multiplicada pelo preço de exercício (EXERCISE PRICE). O preço de opção, denominado prêmio (PREMIUM), é uma cifra separada, não incluída no preço de exercício agregado. O preço de exercício agregado de uma opção de compra julho sobre 100 ações XYZ a US$70, seria, por exemplo, 100 (quantidade de ações) vezes US$70 (preço por ação), ou US$7mil, caso a opção seja exercida antes do vencimento do prazo em julho.

Nas opções negociadas tendo por objeto instrumentos de dívida e com lastro em títulos da Associação Nacional Hipotecária do Governo (GOVERNMENT MORTGAGE ASSOCIATION — GNMA), letras do Tesouro, notas do Tesouro, obrigações do Tesouro e determinadas obrigações municipais, o preço de exercício agregado é determinado multiplicando-se o valor nominal (FACE VALUE) do título-objeto pelo preço de exercício. Por exemplo, o preço de exercício agregado de uma opção de venda dezembro 90 de uma obrigação do Tesouro seria US$90 mil se exercida no vencimento em dezembro ou antes desse prazo, correspondendo o cálculo a 90% do valor nominal de US$100 mil da obrigação-objeto.

AGGREGATE SUPPLY (Oferta agregada). Em macroeconomia, é a

quantidade total de bens e serviços fornecidos ao mercado em níveis de preços alternativos em um período de tempo especificado; também chamada produção

total. O conceito central da "teoria econômica do lado da oferta"

(SUPPLY-SIDE ECONOMICS) guarda correspondência com o conceito de demanda agregada, definida como a quantidade total da demanda de bens e serviços pelo mercado em níveis de renda alternativos em um período especificado, incluindo tanto bens de produção quanto de consumo; a demanda agregada também é chamada dispêndio total. A curva da oferta agregada descreve a relação entre os níveis de preço e a quantidade de bens e serviços que as empresas estão dispostas a oferecer.

AGING SCHEDULE (Classificação cronológica de contas a receber).

Classificação das contas a receber em relação à data da venda. Esse registro, denominado cronológico, preparado por um auditor interno, representa um mecanismo essencial para analisar a qualidade dos créditos a receber. A classificação cronológica é freqüentemente solicitada para concessão de créditos.

(32)

O registro consiste de: (1) lista dos créditos a receber de acordo com o mês em que foram gerados; (2) lista dos créditos a receber conforme a data de vencimento, classificada como corrente ou de acordo com as várias etapas de atraso no pagamento. Segue-se uma classificação típica de contas por ordem cronológica:

dólares (milhares)

Corrente (menos de 30 dias) $14.065 61% Vencidas há 1-30 dias 3.725 16 Vencidas há 31-60 dias 2.900 12 Vencidas há 61-90 dias 1.800 8 Vencidas há mais de 90 dias 750 3 $23.240 100%

O registro de contas por ordem cronológica revela padrões de atraso e aponta onde concentrar esforços para o recebimento dos créditos. Ajuda a avaliar a suficiência de reservas para créditos em liquidação porque, quanto mais longo o período de inadimplência, maior a probabilidade de os créditos se tomarem irrecuperáveis. O registro pode ajudar a evitar prejuízos com vendas futuras, visto que os clientes cujos pagamentos se encontram muito atrasados tendem. a procurar novos fornecedores.

AGREEMENT AMONG UNDERWRITERS (Contrato entre subscritores).

Contrato entre os membros participantes de um consórcio (SYNDICATE) de bancos de investimento, algumas vezes denominado contrato sindicalizado ou

contrato do grupo de compra. Difere do contrato de subscrição, que é

assinado pela companhia emissora dos títulos e pela instituição administradora do consórcio (SYNDICATE MANAGER), que age como representante do grupo subscritor.

O contrato entre subscritores: (1) nomeia o banco de investimento que deu origem ao negócio como instituição administradora do consórcio e agente; (2) nomeia outros co-administradores, se julgar aconselhável; (3) define a responsabilidade proporcional dos membros (geral-mente limitada à sua participação) e determina o pagamento, na data de liquidação, da parte que cabe a cada membro; (4) autoriza a instituição administradora a formar e alocar unidades a um grupo de vendas (SELLING GROUP) e estabelece sujeição às regras estabelecidas pelo contrato entre o grupo de vendas; e (5) estabelece o tempo de duração do consórcio, cujo prazo se estende por 30 dias depois de encerrado o grupo de vendas ou antes, caso tal decisão resulte de consentimento mútuo.

AIR POCKET STOCK. Ação cujo preço cai abruptamente, geralmente depois

de notícias pouco promissoras, como rendimentos inesperada-mente baixos. Como há uma corrida para sua venda e poucos compra-dores, o preço cai vertiginosamente, tal como um avião que atinge uma área de vácuo.

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ALIEN CORPORATION (Companhia alienígena). Empresa que opera em um

determinado país mas foi organizada de acordo com a legislação de um país estrangeiro. "Companhia alienígena" pode ser usada como sinônimo do termo

companhia estrangeira. Este, entretanto, é também usado pelas leis estaduais

nos EUA para indicar uma empresa constituída em um estado diferente daquele onde opera.

ALLIED MEMBER (Membro filiado). Sócio solidário, ou acionista com direito

a voto, de uma corretora-membro da Bolsa de Valores de Nova York (New York Stock Exchange — NYSE), que não é pessoal-mente membro da Bolsa. Os membros filiados não podem operar no pregão. Uma corretora-membro da Bolsa não precisa ter mais de um sócio, ou acionista com direito a voto, como membro da Bolsa. Portanto, até mesmo o presidente do conselho de uma corretora-membro pode ser apenas um membro filiado.

ALLIGATOR SPREAD. Spread no mercado de opções cujos custos das altas

comissões "devoram o investidor". Usa-se o termo quando a combinação de opções de vendas e compras feita pelo corretor gera uma comissão tão elevada que, mesmo ocorrendo as mudanças previstas nos mercados, o cliente provavelmente não realizará qualquer lucro.

ALL OR NONE (AON).

Banco de investimento: oferta que confere à emitente o direito de cancelar toda

a emissão se a subscrição não for inteiramente subscrita.

Valores mobiliários: ordem de compra ou venda indicando que nenhuma

transação parcial deve ser executada. Não se cancelará automaticamente uma ordem, entretanto, se a transação não for executada inteiramente; para isso, no registro da ordem deve estar marcada a sigla FOK, que significa "compre ou desista" (FILL OR KILL).

ALLOTMENT (Distribuição, alocação). Quantidade de valores mobiliários

concedidos a cada participante de um consórcio de bancos (SYNDICATE) de investimento formado com a finalidade de subscrever e distribuir novas emissões; esses participantes são chamados subscritores ou quotistas. As responsabilidades financeiras dos subscritores são estabelecidas em uma notificação de alocação, preparada pela instituição administradora do consórcio (SYNDICATE MANAGER).

ALLOWANCE (Desconto). Dedução no valor de uma fatura, autorizada pelo

vendedor das mercadorias para cobrir danos ou falta. Veja também RESERVE.

ALL-SAVERS CERTIFICATE. Veja ECONOMIC RECOVERY TAX ACT

OF 1981— ERTA.

ALPHA (Alfa).

1. Coeficiente que avalia a parcela de retomo (RETURN) de um investimento, originada de um risco específico (não mercadológico). Em

Referências

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