Em Controller Tags é possível visualizar os TAGs carregados para os dispositivos da rede DeviceNet. Observe dentro do retângulo destacado em verde o nome dos dispositivos. Perceba
que cada linha apresenta parâmetros de entrada a saída para cada dispositivo, sendo o sufixo “ I” representando entradas e o sufixo “O” representam os parâmetros de saída.
Acessando os parâmetros do inversor de frequência Powerflex40
Expandindo as linhas de parâmetros de entradas e saídas dos parâmetros do inversor
Powerflex40 é possível acessar parâmetros de escrita e leitura necessários para acionar e
realimentar o sistema de controle .
Parâmetros de entrada
Figura 222: Parâmetros de entrada do inversor de frequência.
O parâmetro feedback corresponde ao valor de realimentação que informa o valor da
rotação atual do motor.
Parâmetro s de saída
Os parâmetros de saída (O) são utilizados para acionar o inversor de frequência. A lista a seguir apresenta a definição dos principais utilizados por esta aula:
Stop: Bit utilizado para parar o motor;
Start: Bit utilizado para acionar o motor em modo contínuo; Jog: Bit utilizado para acionar o motor em modo pulso;
ClearFault: Bit utilizado para limpar falhas do inversor de frequência [21]; Forward: Bit utilizado para comandar o inversor no sentido para frente; Reverse: Bit utilizado para inverter o sentido do motor;
Reference: Palavra que move a referência de frequência para o motor. Este
valor deve ser expresso em 10.f, ou seja, para uma frequência de 60 Hz, deve- se digitar 600 neste parâmetro.
Testando o acionamento v ia rede
Acesse a abaMonitor Tags emController Tags.
A tela da Figura 224 mostra um exemplo de comando do motor via DeviceNet
atribuindo o valor “1” ao bit Start. O valor da frequência neste
A partir do acionamento do motor, os TAGs de entrada e saída assumem os valores:
Parâmetros de saída após acion ado o mot or
Com o motor acionado, os parâmetros de entrada do inversor apresentam-se conforme a Figura 225.
Figura 225: Estado dos TAGs de entrada após o motor acionado.
Enquanto o motor está acionado, a referência de velocidade impressa no motor é amostrada pelo parâmetro Feedback.
Já os parâmetros de saída são mostrados na Figura 226 após o motor ser acionado.
Acessando os parâmetros do módulo DeviceNet E1 plus
O módulo E1 plus é um cartão de rede que permite a monitoração de parâmetros
funcionais de um relé de sobrecarga através de duas entradas e uma saída digital, capaz de interromper a corrente da bobina do contator em caso de sobrecarga ou mesmo por um comando do programa de controle via rede DeviceNet.
Ac ionando o c ontat or atr avés do rel é de sobrec arg a E1 plus
Deve-se acessar o parâmetro OutputA. Atribuindo-se o valor “1” a este bit, o led do painel
frontal do cartão E1 indica que o contato interno está acionado.
Figura 227: Acessando parâmetros do relé de sobrecarga.
A Figura 228 mostra o painel frontal do cartão de rede DeviceNet utilizado em conjunto com
o relé de sobrecarga E1 plus. Nela é possível observar o led que indica que o contato interno está ativo (OUT A).
Figura 228: Cartão DeviceNet para relé de sobrecarg a E1 plu s.
Quando ocorre evento de sobrecarga, podemos utilizar este contato ( OUT A) para interromper a corrente de acionamento da bobina do contator utilizado para o acionamento do motor. A montagem do cartão ao relé de sobrecarga é mostrada na Figura 229.
LED indicador de atividade do contato interno
Figura 229: Relé de sobr ecarga e cartão de rede associ ados.
A Figura 230 mostra o diagrama de ligações do cartão E1 ao contator K1.
Figura 230: Ligação do cart ão E1 ao contato r K1.
Acionando a saída “ Output A” do módulo E1 plus
Para acionar o bit “OutputA” a título de teste, basta atribuir o valor “ 1” ao endereço do mesmo, digitando diretamente no campo correspondente ou criando-se uma linha de
Lendo o status d as entradas digit ais “ IN1” e”IN2” do módulo E1 plus
Além de acionar dispositivo remotamente através do cartão E1 plus, é possível “ler” o
estado de contatos através da rede. O módulo E1 plus apresenta duas entradas digitais
“IN1” e “IN2”, que podem ser acionadas de acordo com a função específica do contato associado, com referência no pino 3 (SSV - Sensor Supply Voltage), apresentado na Figura
230.
Um exemplo de rotina que realiza a leitura das entradas IN1 e IN2 é apresentado em Figura 232.
Figura 232: Monitorando o status d as entradasIN1 eIN2 de E1.
Acessando os parâmetros do módulo de I/O remotas (CompactBlock I/O)
Entre os dispositivos detectados pelo scanner deste tutorial, há um bloco de entradas
e saídas digitais que permite a integração de dados discretos ao sistema de controle através da rede DeviceNet. Trata-se do módulo 1791D-8B8P que apresenta 16 I/Os digitais, sendo 8 entradas e 8 saídas (Figura 233).
Figura 233: Foto do módulo CompactBlock I/O.
Importante: o endereçamento deste módulo é feito através de DIP Switches rotativas,
localizadas em um acesso via tampa frontal do dispositivo, onde MSD e LSD configuram os dois dígitos que compõe o endereço do dispositivo na rede (nó da rede), sendo, MSD o primeiro dígito e LSD o segundo dígito do número, conforme a Figura 234. Nesta figura, o endereço dado ao dispositivo é o nº 62. Na Figura 233 é possível verificar onde ficam as DIP Switches (protegidas abaixo de uma tampa plástica).
Tampa de acesso às chaves
rotativas (endereçamento)
Figura 234: Configurando o endereço (nó) do bloco Remote I/O viaDIP Switch rotativa. Da mesma maneira que nos demais dispositivos da rede, os parâmetros destes dispositivos estão mapeados em Controller Tags do RSLogix 5000 e podem ser utilizados
em rotinas de acionamento remoto de motores, sinaleiros e outros dispositivos discretos (via saídas digitais) e leitura de botões, contatos fim de curso, entre outras entradas digitais.
Parâmetros de entradas e saídas do mó dulo CompactBlock I/O
Os parâmetros de entrada do módulo CompactBlock I/O apresentam o aspecto visto
na Figura 235.
Figura 235: Parâmetros de I/O do bloco d e remotas (CompactBlock I/O).
Para acessar o status de uma entrada ou saída deste dispositivo, deve-se endereçar o bit correspondente ao I/O de interesse. No caso de saídas, pode-se acioná-las
atribuindo-se “1” ao campo correspondente e “0” para desligá-lo.
A apresenta rotinas de leitura (de entradas digitais remotas) e a rotinas de escrita (acionamento via saídas digitais) em dispositivos discretos através da rede DeviceNet, com o uso do módulo CompactBlock I/O.
Figura 236: Exemplo de rotina de escrita através de entradas digitais remotas.
Rotina de saídas digitais remotas