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A ESCOLA: CAMPO DA PRÁTICA

No documento PRODUÇÕES ACADÊMICAS 2021.1 VOL. I (páginas 147-160)

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Desse modo, torna-se imprescindível que o professor aborde em sala de aula as variantes linguísticas não padrão, para que o seu aluno tenha a oportunidade de conhecer outras variantes e assim, não se reproduza no espaço da sala de aula essa discriminação linguística. Visto que, se pode tratar as variedades linguísticas que mais se afastam dos padrões estabelecidos pela gramática tradicional (...) como se fossem desvios ou incorreções‖ (BRASIL, 1998, p. 82).

3 METODOLOGIA

Este estudo teve como metodologia o caráter básico-estratégico e dialético, de natureza original no que diz respeito às finalidades propostas. Pois não apresentamos neste estudo soluções, mas possibilidades para a construção de futuros estudos que possam vir a contribuir com o processo de ensino-aprendizagem tendo a variante linguística como principal ferramenta.

Apresentamos aqui objetivos exploratórios, pois foi um estudo que nos permitiu que o objeto de estudo, ou seja, a variante linguística, torna-se alvo de novas pesquisas; podemos mencionar que também foi um estudo descritivo, pois teve como objetivo esclarecer ao máximo acerca das variantes linguísticas, e também foi explicativo, pois nesse estudo pudemos explicar e racionalizar o nosso objeto de estudo. A abordagem foi de cunho qualitativa, pois as análises das informações coletadas foram elaboradas pelas autoras do estudo. Quanto aos métodos, têm caraterísticas de pesquisa bibliográfica e documental, pois o procedimento para a coleta das informações foi cientifico e é hipotético-dedutiva e aplicada, pois trabalhou com hipóteses/deduções, através das informações analisadas.

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Em se tratando da variante Linguística, alguns estudos demonstram claramente a dimensão da problemática da formação dos professores, onde a própria grade curricular das escolas muitas vezes deixa a desejar em se tratando desta área, onde os professores concluem sua graduação com conhecimento insuficiente a respeito dessa temática.

Sobre tal evento, Bortoni-Ricardo explica que ―aos alunos não se podem sonegar os recursos linguísticos que os habilitarão a modular sua fala (e sua escrita) conforme o que se espera deles, em qualquer papel social que tenham de desempenhar‖. (BORTONI; RICARDO, 2013, p. 53). De acordo com a autora, devemos identificar todas as variantes comunicativas usadas como excelentes de abordagem na escola. Assim a contribuição da sociolinguística é fundamental na formação dos professores e nas equipes escolares nas escolas brasileiras.

A partir destas observações, realizamos um estudo sobre quais seriam as possíveis implicações do resgate cultural nordestino e o uso em atividades escolares. Compreendendo quais os fatores levaram essa instituição a inserir essa variante linguística nas atividades escolares, compreendendo quais as contribuições desse vocabulário para esses alunos, assim como suas principais dificuldades por não possuírem o domínio desse vocabulário na construção de contos de fadas.

Partindo dessa evolução de uma identidade linguística pessoal, que embora ainda precise crescer e muito, é que nos propomos à realização deste estudo para identificarmos quais as principais dificuldades encontradas pelos alunos do 5º ano fundamental da instituição de ensino pesquisada, e como a professora de Língua Portuguesa enfrentou essa temática da variedade linguística em seu dia a dia em sala de aula, ou até mesmo como ela buscou se capacitar para atuar quando necessário sobre essa temática no cotidiano de suas aulas.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Diante do cenário atual de pandemia da COVID 19 (que nos impõe o distanciamento social, como medida preventiva ao contágio do vírus) em que vivemos, tivemos a necessidade de realizar o questionário online por meio do Google no período de dezembro de 2020. Dessa forma, o questionário foi enviado

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aos 18 alunos da turma do 5º ano fundamental e para a professora de Língua portuguesa.

O único critério estabelecido para responder ao questionário era o fato de estar matriculado na turma do 5º ano da instituição de ensino. No entanto, apenas cinco (05) alunos responderam ao questionário, o que representa apenas a 27,77%

da turma. Infelizmente, a porcentagem da turma não foi a que esperávamos atingir, mas diante das respostas coletadas conseguimos ter um parâmetro acerca da temática abordada.

Inicialmente, enviamos um questionário para a professora da com o intuito de conhecer um pouco mais sobre seu perfil profissional, com cinco (05) perguntas sobre as variedades linguísticas. A professora está cursando Pedagogia e trabalha há mais de oito (08) anos como professora.

Perguntamos a professora o que ela entende por variedade linguística? E a mesma respondeu que ―é o movimento natural de uma língua, ou seja, uma linguagem diversificada de acordo com o fator cultural e histórico de uma região‖, ou seja, a professora entende compreende a variedade linguística como sendo diastrática, levando em consideração os estratos socioculturais e diatópica sendo distribuída de maneira geográfica.

Foi perguntado a professora sobre o que ela entende de qual seria o papel do docente diante da diversidade linguística do discente? E ela acredita que é

―promover a integração entre os alunos, para que os mesmos consigam compreender e respeitar as diferenças existentes na língua portuguesa‖. Vimos que a professora procura dá aos seus alunos a oportunidade de dominar, respeitar e conhecer as variantes da língua portuguesa, obedecendo a esses preceitos.

Perguntamos também a professora, se ela considera que a linguagem padrão como a única forma correta de comunicação a ser ensinada na instituição escolar?

E a mesma afirmou que ―a linguagem padrão deve estar sempre presente em nosso cotidiano escolar, porém, não devemos deixar de valorizar e dar a mesma importância as variações linguísticas, as quais torna a língua portuguesa brasileira única e bem diversificada‖. Assim, a professora não omite falar sobre as variantes linguísticas, valorizando a cultura regional e tratando da temática em suas aulas.

Questionada sobre o que é preconceito linguístico? Obtivemos como resposta que é ―qualquer manifestação linguística que fuja das normas gramaticais, é tida

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como errada e deficiente, causando assim, o preconceito linguístico‖. Vimos que a intenção da professora é a valorização da variante linguística, sem deixar de enfatizar o domínio da norma padrão.

Por fim, foi perguntado a professora o que ―diversidade linguística existente no nosso país nos torna? A mesma respondeu que um povo ―mais rico e plural‖.

Portanto é uma questão de compreensão e reflexão acerca das variantes sociolinguísticas ficando sobre a responsabilidade do professor tais discussões em suas aulas.

No mesmo dia em que aplicamos o questionário a professora aplicamos aos alunos do 5º ano fundamental, a turma composta por dezoito (18) alunos, porém só conseguimos receber os questionários de cinco (05) alunos, dessa mesma turma.

Os motivos pelos quais os outros alunos não nos enviaram ainda é desconhecido.

Inicialmente, enviamos um vídeo aos alunos para que após a exibição os mesmos pudessem responder algumas questões. Perguntamos aos alunos onde vivia o personagem principal da história se na roça ou na cidade.

Gráfico 1Aonde vive o personagem Chico Bento?

Fonte: Realizado pelas autoras (2021).

Vimos que dos (05) cinco alunos entrevistados, (04) quatro alunos mencionaram que o personagem Chico Bento vive na roça, o que equivale a 80%

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das respostas válidas e apenas (01) um, ou seja 20% mencionou que o personagem vive na cidade.

Gráfico 2 – Você conseguiu identificar algumas palavras que são característica do local onde ele vive? Quais?

Sim Não

Fonte: Realizado pelas autoras (2021).

Vimos que dos alunos entrevistados, (04) quatro alunos mencionaram que conseguiram identificar algumas palavras tais como: roça, ―burru‖, ―inté,‖ bão‖,

―carambola‖, ―chegano‖, ―desembanca‖, ―uai‖, ―oia‖, ―oce‖, ou seja 80% dos alunos identificaram essa variante linguística como sendo diatópica, sendo distribuída de maneira geográfica. Apenas (01) um, ou seja 20% não identificou nenhuma palavra típica da localidade.

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Gráfico 3 – Você usa alguma dessas palavras no seu dia a dia? Quais?

Sim Não

Fonte: Realizado pelas autoras (2021).

No gráfico acima, mostra que (03) três alunos, afirmaram que utilizam essas expressões no seu dia a dia, ou seja, 60%. Enquanto dois afirmaram não utilizar essas expressões, ou seja, 40% dos alunos.

Gráfico 4 – Você sabe o significado de alguma delas? Quais?

Fonte: Realizado pelas autoras (2021).

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Vimos que todos os alunos entrevistados, conhecem o significado de alguma das palavras propostas no texto tais como: ―inté,‖ bão‖, ―chegano‖, ―oia‖, ―oce‖, ou seja 100% dos alunos identificaram essa variante linguística, destes 80%, ou seja, (04) quatro alunos identificaram todas as variantes no texto e apenas 20%, ou seja, (01) um aluno encontrou algumas variantes.

Ao perguntarmos aos alunos o que eles achavam do modo como o Chico Bento se expressava, todos acharam legal, e afirmaram que cada pessoa tem o seu jeito de se expressar. Aqui, os alunos consideraram a variante linguística como sendo diastrática, levando em consideração o estrato sociocultural.

Também, enviamos aos alunos uma tirinha para onde cada quadrinho da tirinha os alunos deveriam associar a uma resposta do vocabulário nordestino. Ao todo foram (09) nove quadrinhos e os alunos puderam expor várias palavras do vocabulário nordestina a saber: ―Cavoucar‖; ―Aguar‖; ―Aguando‖; ―Quentura‖; ―Deu fé‖; ―Agora deu‖; ―Pastorar‖; ―Calor‖; ―Quentura‖; ―Ancho‖ ―Alegria‖; ―Ligeiro‖;

―Latejar‖; ―Arriado(a)‖; ―Vou dar flor pra ela‖; ―Agora deu‖; ―Ligeiro‖; ―meimundo‖; ―Pra você‖; ―Massada‖; ―Pastorar‖; ―Adular‖.

Quando perguntamos aos alunos se eles sabiam que a cultura nordestina tem uma linguagem própria? A resposta de 80%, ou seja, de (04) quatro alunos foram que sim e apenas 20%, ou seja, (01) um aluno não sabia que a cultura nordestina possui uma linguagem própria. Se faz necessário que o aluno saiba usar essa linguagem, para assim, apropriar-se dos seus sentidos e significados possibilitando uma boa comunicação.

Também perguntamos aos alunos se eles conheciam alguma palavra do vocabulário nordestino, e todos mencionaram que sim. O que mostra que mesmo sem saber o que seria uma variante linguística, todos os alunos conhecem alguma palavra do vocabulário nordestino. Para Soares (1999), em situações reais de uso, o contato com os mais diversos gêneros discursivos e tipos de textos, em práticas efetivas de leitura e escrita, pode capacitar melhor os estudantes para atender às demandas sociais da cultura letrada em que vivem.

Além disso, colocamos algumas palavras para que os alunos encontrassem o seu significado de acordo com seus conhecimentos e as comparassem com o sentido literal da palavra, para isso usamos como referência o dicionário online de

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português. A primeira palavra que perguntamos aos alunos foi a palavra brenha, e obtivemos como respostas por exemplo, mata brava; outro aluno disse que era um lugar; já outro disse que era um matagal, e por fim obtivemos a resposta de que seria uma planta ou árvores. Quando o seu significado de acordo com o dicionário é mata espessa; Matagal.

O mesmo dicionário traz como significado da palavra Arreda, como sendo algo que repele, abduze, abduz, afasta, desvia, aparta, remove. E que os alunos disseram que seria o mesmo que afastar; Sair; Comando para alguém se afastar.

Como a palavra Aperrear que os alunos disseram que seria o mesmo que transitivo;

Agoniar; Incomodar; ou Encher o saco. Que o seu significado real seria o mesmo que sujeitar alguém a um aborrecimento constante ou ser alvo desse aborrecimento;

atormentar, apoquentar-se, aborrecer-se: seus pais o aperreavam por tudo e por nada; aperreava-se por bobagens.

A palavra Catota, que conforme o dicionário traz no seu contexto a referência a uma planta silvestre ou a o que conhecemos que é uma secreção nasal seca. Para os alunos a palavra é o mesmo que meleca ou catarro.

A palavra Migué, que os alunos mencionaram que é o mesmo que embromar;

Enrolar; Mentir. E seu significado é o de enrolação; Conversa mole usada para tentar convencer alguém. E por fim a palavra Baixa da égua, a que os alunos disseram que seria o mesmo que comer capim; Longe; Vá se lascar; Lugar longe. Sendo um lugar geograficamente desconhecido, para onde não se deseja ir e para onde a outra pessoa que lhe atormenta deve ser mandada, de acordo com o dicionário.

Após conhecermos quais os significados atribuídos as palavras, perguntamos aos alunos se eles já leram algum conto de fadas nordestino, e 80% dos alunos nunca leram um conto de fadas, ou seja, (04) quatro crianças ainda não tiveram contato com nenhum tipo de contos de fadas nordestinos, e apenas (01) uma, ou seja, 20% é que conseguiu ler algum conto de fadas nordestino.

Quando pedimos aos alunos que eles definissem o que é vocabulário, encontramos respostas como um conjunto dos vocábulos de uma língua léxico; outra resposta é a de que é o significado das palavras; também de que o vocabulário é um livro onde dá o significado de palavras; como também um conjunto de palavras de alguma região. Como pudemos perceber nesse contexto o vocabulário diz sobre as

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variantes linguísticas. O vocabulário utilizado se faz como um importante recurso para a compreensão de novas palavras.

Concluindo, ficou evidenciado que o ensino do vocabulário nordestino aos alunos, necessita sempre de uma contextualização, pois os alunos precisam entender que não são palavras escolhidas e com significados aleatórios, mas palavras que pertencem a uma variante linguística determinada.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

De fato, ao trabalharmos com o vocabulário nordestino, utilizando contos de fadas, para chegarmos a variante linguística, mais especificamente no processo de ensino-aprendizagem, torna-se necessário. Pois o momento atual vivido no mundo faz-se necessário e propício a promoção da discussão e valorização da variedade linguística no ambiente educacional.

Convém mencionar que o acesso a tais materiais, como contos de fadas, e outros gêneros que reforcem e incentivem o uso do vocabulário nordestino se configuram numa melhoria direta da qualidade da educação e da formação dos alunos. Deve-se dar atenção aos aspectos positivos que estas crianças apresentam, não evidenciando suas falhas, suas dificuldades, constituindo uma dinâmica entre universalidade e diversidade que se traduz em permanências e transformações.

Isso requer da equipe escolar e em especial do professor uma formação constante de apropriação de conhecimentos nessa área, que anteriormente não era tão contemplada na sala de aula. A apropriação desses conceitos, faz com que a comunidade escolar (pais e professores) possa interferir de forma responsável incentivando e despertando o interesse para os alunos, bem como o respeito a diversidade linguística existente em nosso país.

No entanto, ser professor é estar fazendo um mundo melhor a cada dia, é saber que a sociedade é feita por cada um (a) que circula por nossas vidas durante um ano, vários anos e, assim, sucessivamente, constituindo um saber e um conjunto de práticas partilhadas com esses alunos, com suas vivências individuais e coletivas e desse modo possibilitar novas oportunidades de desenvolvimento no processo de ensino-aprendizagem, potencializando a melhoria das habilidades cognitivas e melhoria no ambiente escolar.

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Por fim, com a conclusão deste estudo, surgiram novas possibilidades de outras produções, de modo que novos autores serão levados em consideração, para que possamos trabalhar, futuramente, textos acerca de outros estudos no que tange as variedades linguísticas e seu uso em sala de aula. Este trabalho é uma pesquisa inicial, sendo um pequeno passo de uma longa trajetória a ser percorrida no que se refere a tal temática.

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A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DA CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PERSPECTIVAS E

POSSIBILIDADES

ARAÚJO, Fábia Rodrigues SOUSA, Juliana Veríssimo de SOARES, Patrícia Suimey NÓBREGA, Heliane do Nascimento Diniz

RESUMO

O presente estudo tem com o intuito de abordar a importância do desenvolvimento da Psicomotricidade na Educação Infantil e como ela pode ser eficaz no processo de estimulação das competências da criança na primeira fase que é a infância. Tendo por consequência todo aprendizado necessário que levará para a vida. A pesquisa apresentada tem cunho qualitativo e a metodologia teve como base a pesquisa bibliográfica realizada na tentativa de comprovar o que foi dito pelos autores pesquisados com a realidade em sala de aula. Para a realização deste estudo, nos valemos dos postulados de Ariès, Almeida, Oliveira, Le Boulch, Fonseca, Ajuriaguerra, Sarmento, Didonet, Moreira, Vasconcelos, Kramer, bem como as leis que regem esse segmento da educação. Quanto à metodologia, foi realizada um questionário de perguntas objetivas relacionadas as práticas psicopedagógicas realizadas por diversas profissionais da Educação Infantil em escolas municipais e particulares em dois distintos municípios. Por fim, ficou evidenciado que a Psicomotricidade tem colaborado com o desenvolvimento integral da criança e se tornado um facilitador para as experiências socioemocionais e cognitivas.

Palavras-chaves: Psicomotricidade. Educação infantil. Ensino-aprendizagem.

ABSTRACT

The present work intends to approach the importance of the development of Psychomotricity in Early Childhood Education and how it can be effective in the process of stimulating the child's competences in the first life stage which is childhood, resulting in all the necessary learning that they will take for the rest of their lives. The presented paper has a qualitative nature and was based on the bibliographic research carried out in an attempt to prove what was said by the researched authors along with the reality in the classroom. To acomplish this research, we used the postulates of Ariès, Almeida, Oliveira, Le Boulch, Fonseca, Ajuriaguerra, Sarmento, Didonet, Moreira, Vasconcelos, Kramer, as well as the laws that govern this segment of education. As for the methodology, a questionnaire of objective questions related to the psychopedagogical practices of several professionals in Early Childhood Education was carried out in municipal and private schools in two different municipalities. Finally, it was evidenced that Psychomotricity has collaborated with the integral development of the child and has become a facilitator for socio-emotional and cognitive experiences.

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Keywords: Psychomotricity. Child Education. Teaching-learning.

1 INTRODUÇÃO

A Educação Infantil vai muito além do simples ato de ―brincar‖, a ênfase da mesma é estimular as diferentes áreas do desenvolvimento infantil de modo que o prosseguimento educacional da criança seja voltado à sua autonomia diante da sociedade em que ela vive. É de grande importância analisar a educação Infantil atrelada a Psicomotricidade como parte integrante no processo de aprendizagem em toda a sua faixa etária.

Entende-se que a Psicomotricidade sendo trabalhada eficazmente na educação infantil, propicia caminhos para a superação das dificuldades na aprendizagem. Considera-se que o estímulo em todos os aspectos: movimento, pensamento e linguagem, possibilitam um melhoramento em todo o processo da aprendizagem. Deste modo, percebe-se que o trabalho psicomotor é indispensável na etapa da Educação Infantil.

Nesse cenário, o presente estudo tem por finalidade abordar a relevância do uso da Psicomotricidade na Educação Infantil como ferramenta de desenvolvimento psicomotor, cognitivo e emocional. Sabendo que essa ciência tem grande importância, possibilitando a evolução da criança de forma integral. Nesse sentido, o professor precisa estar preparado para esse processo evolutivo da criança que ocorre ainda no ventre materno e se estende até 05 anos e 11 meses.

É através dos movimentos, gestos, mímicas, fala, que a criança se expressa sempre por meio de brincadeiras, danças e ritmos. Por esta razão que se deve estimular a interação dos pequenos com o meio que está inserido e com a sociedade de forma abrangente.

Nesse contexto, para elaboração do referido trabalho foi realizada uma pesquisa bibliográfica, pautada em postulados teóricos, além de usarmos o método qualitativo através de questionários com perguntas objetivas direcionados a profissionais da área da educação. Entretanto, devido a pandemia da COVID-19, esse questionário foi apresentado de forma online. Através de uma Revisão bibliográfica, descritiva e exploratória. Usando os teóricos, Ariès, Almeida, Oliveira, Le Boulch, Fonseca, Ajuriaguerra, Sarmento, Didonet, Moreira, Vasconcelos, Kramer LDB, RCNEI, BNCC. Com o objetivo de compreender a evolução no

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