• Nenhum resultado encontrado

ENXADRISTA ESTRATEGISTA

No documento PRODUÇÕES ACADÊMICAS 2021.1 VOL. I (páginas 79-86)

Consolidando todo o processo de ensino e aprendizagem referente aos níveis da aprendizagem, neste momento iremos nos atentar mais uma vez a tabela desenvolvida por Silva e Muller (2016). Buscando desenvolver nos alunos nos quartos e quintos níveis de apropriação do conhecimento.

Dessa forma, o aluno irá garantir a apropriação da capacidade de planejar os movimentos que terá que fazer no decorrer da partida, como também é nesse momento que o aluno inicia o desenvolvimento da habilidade de projetar os movimentos de seu adversário, podendo se antecipar e evitar que suas peças sejam capturadas facilmente.

Assim, a proposta metodológica intitulada por: ―Enxadrista estrategista‖

busca assegurar que os alunos desenvolvam tais capacidades, como também irá iniciar os ensinamentos que buscam evidenciar a importância do bom comportamento esportista no decorrer da partida.

79

Inicialmente, as crianças deverão cumprimentar os seus colegas adversários, formando duplas que irão disputar para tentar capturar o máximo de peças possíveis ou capturar o rei, assim ganhando o jogo.

Tal partida, deve ser cronometrada, para que alunos desenvolvam a capacidade de raciocínio lógico rápido, como também busque projetar suas ações de forma segura, eficaz e buscando a todo momento ser o mais justo e honesto possível.

Figura: Enxadrista estrategista

Fonte: Autor desconhecido

Após as referidas propostas acredita-se que o discalcúlico consiga desenvolver fatores cognitivos e sociais, ampliando seus conhecimentos de mundo e estimulando suas funções cerebrais, para assim buscar minimizar os danos ocasionados pela Discalculia.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Mediante tudo que foi exposto do decorrer deste trabalho, conseguimos observar a importância de conhecer ainda mais sobre a Discalculia, viabilizando a diminuição dos prejuízos ocasionados pela mesma em nosso âmbito escolar.

A Discalculia deve ser considerada como um Transtorno da Aprendizagem que afeta a compreensão e absorção de conhecimentos puramente matemáticos, podendo ser classificadas como Discalculia Verbal, Practognóstica, Léxica, Gráfica, Operacional e Ideognóstico.

Verificando a importância do conhecimento de tais tipos de Discalculia, para que o professor juntamente com a rede de apoio que pode envolver psicólogo, neurologista, psicopedagogo consigam desenvolver intervenções que de adaptem as

80

especificidades de cada tipo de Discalculia, buscando minimizar os prejuízos educacionais originadas pela mesma.

Consolidando as informações acerca do que podemos enriquecer o nosso conhecimento sobre o que a literatura trás, temos que é necessário além de sabermos os tipos de Discalculia, temos ciência de suas causas, para evitar assim o seu agravamento. No nosso estudo, foi elencado que a mesma pode ser originada por causas Neurológicas, Linguísticas, Psicológicas, Genéticas e Pedagógicas.

Por conseguinte, foi necessário analisarmos como a Discalculia pode se apresentar no âmbito escolar, vimos assim que a constituição assegura a todos o direito a educação e a educação de qualidade.

Com isso, é necessário observamos que na sala de aula o professor irá ter contato com diferentes realidades, nas quais vão se apresentar com diferentes níveis e ritmos de aprendizagens. Cabendo ao mesmo mediar o conhecimento para que todos consigam evoluir no âmbito cognitivo, ressaltando que a evolução não vai acontecer de forma igualitária, todos aprendendo ao mesmo ritmo, mas ambos irão sair da sua zona de aprendizagem atual e absorver ainda mais conhecimento.

Buscando auxiliar nesta difícil tarefa de intervir o conhecimento para todos, conhecemos sobre o jogo de xadrez e sua característica importante de desenvolver funções cerebrais que podem ter sido prejudicadas com a Discalculia.

O xadrez é um jogo de tabuleiro que demanda dos seus jogadores, concentração, atenção, planejamento, projeção do futuro e do presente. Podendo desenvolver assim nos alunos tais habilidades que os auxiliaram na apropriação de todo o conhecimento, especialmente o matemático.

Com o intuito de desenvolver tais habilidades, destacamos três propostas metodológicas que viabilizam a aprendizagem do xadrez contemplando os níveis do conhecimento elencados por Silva e Muller (2016, p.8).

O Xadrez Humano contempla os níveis um e dois da aprendizagem do xadrez, desenvolvendo nos alunos a habilidade de nomear, caracterizar e aprender os movimentos da peça do xadrez. Isso tudo feito com dinamismo tornando o ensino prazeroso.

Em seguida, temos o Tabuleiro Inteligente, que visa contemplar o terceiro nível da aprendizagem, no qual as crianças irão aprender a relação entre os

81

movimentos das peças do xadrez de forma gradativa, buscando uma maior compreensão acerca das regras do jogo.

Por fim, temos a proposta metodológica que busca desenvolver nas crianças o planejamento e a projeção das jogadas, buscando raciocínio lógico. Ressaltando a boa relação entre os demais jogadores.

Esperamos que o supracitado trabalho tenha despertado os professores para a Discalculia, como também a sua mediação através do jogo de xadrez. Uma ferramenta que pode ser muito útil para diversas mediações que irão facilitar todo o processo de ensino e aprendizagem da matemática.

Como também podemos alertar que a Discalculia pode ter seus danos reduzidos através de uma mediação efetiva, que busque atender as especificidades ocasionadas por tal Transtorno da Aprendizagem.

REFERÊNCIAS

BARBOSA, E. A; BATISTA, G. P; SANTOS, I. V.; LEÃO, T. B. Cartilha de Xadrez.

Minas Gerais: São Sebastião do Paraíso, 2016.

BROUGÈRE, G. Jogos e educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

COELHO, D. T. Dificuldades de Aprendizagem Específicas: Dislexia, Disgrafia, Disortografia e Discalculia. Porto: Areal Editores, 2013.

FILHO, C. R. C. (2007). Jogos Matemáticos para estimulação da inteligência nos distúrbios de Discalculia. Disponível em: <

http://www.webartigos.com/articles/2067/1/Jogos-Matemaacuteticos ParaEstimulaccedilatildeo-Da-Inteligecircncia-Nos-Distuacuterbios-

DeDiscalculia/pagina1.html#ixzz1JnDUXM53.>. Acesso em: 20 de junho de 2021.

FREIRE, J. B. O jogo: entre riso e o choro. 2. Ed. Campinas: Autores Associados, 2005.

GARCIA, J. N. Manual de dificuldades de aprendizagem: linguagem, leitura, escrita e matemática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

KOSC, L. Develoomental Dyscalculia. Journal of Learning Disabilities. Vol. 7, Número 3, 1974).

OLIVEIRA, J. B. A; CHADWICK, C. Aprender e Ensinar. 6ª Ed. São Paulo: Global Editora, 2004.

ORAMISIO, A; SARAMAGO, G. Contextualização no Ensino-Aprendizagem da Matemática: Princípios e Práticas. Disponível em: <

82

https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2017/23220_11965.pdf>. Acesso em 01 de junho de 2021.

Parâmetros Comuns Curriculares. Ministério da Educação. Brasil, 1988.

REBELO, J. A. Dificuldades de Aprendizagem em Matemática: as suas relações com problemas emocionais. Coimbra: Revista Portuguesa de Pedagogia, 227-249, 1998.

REZENDE, S. Xadrez Pré-Escolar. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2005.

SÁ, A. V. M. A história do xadrez. Para ensinar e aprender xadrez na escola. São Paulo: Ciranda Cultural, 2009, p.11-20.

SÁ, et al. Xadrez: Cartilha. Brasília: Ministério da Educação e do Desporto, 1993.

26p. BRASIL. Ministério Educação e Desporto. Parâmetros curriculares nacionais 5ª e 8ª séries - Matemática para o Ensino Fundamental, Brasília, 1998.

SILVA, R. C. C; MULLER, H. V. O. A metodologia do ensino de xadrez como instrumento de melhoria do aprendizado. Paraná, 2016.

SILVA, W. C. Discalculia: Uma Abordagem à Luz da Educação Matemática.

Relatório Final. Projeto de Iniciação Científica. Universidade de Guarulhos UNG.

Guarulhos/SP, 2008.

SILVA, R. R. V. Práticas pedagógicas no ensino-aprendizagem do jogo de xadrez em escolas. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade de Brasília. Brasília, 2009.

83

HOMESCHOOLING: A EDUCAÇÃO DOMICILIAR EM TEMPOS DE PANDEMIA

SOUZA, Sonara Lira NÓBREGA, Heliane do Nascimento Diniz

RESUMO

O presente artigo tem como objetivo geral analisar as características do homeschooling enquanto uma alternativa de ensino que vem crescendo no Brasil e influenciando a dinâmica da relação entre família e escola e suas possíveis aproximações e diferenças com o ensino remoto implementando e regulamentado pelo Ministério da Educação durante a pandemia da COVID-19. A pesquisa se justifica pela necessidade de esclarecer as possíveis aproximações e diferenças entre o que se está experimentando em termos de novas possibilidades de aprendizagem – que perpassam em tempo de pandemia pelo ensino remoto e o uso das tecnologias digitais no Brasil – e o homeschooling com vistas a entendermos melhor a dinâmica e os desafios lançados sobre a educação nesse período. Diante dessa necessidade, buscamos contextualizar e conceituar as duas modalidades de ensino a partir de documentos como a portaria número n° 343 de 17 de março de 2020 – revogada posteriormente pela portaria n° 544 de 16 de junho de 2020 –, promulgada pelo Ministério da Educação (MEC) que regulamentou o ensino remoto no Brasil e autores como Pereira e Abreu (2020). Para tanto, recorremos a leitura/interpretação da literatura disponível sobre o tema, partindo das diretrizes metodológicas ofertadas pela pesquisa bibliográfica, tal como apontadas por Andrade (2010) e Fonseca (2020).

Palavras-chave: Pandemia. Homeschooling. Educação.

ABSTRACT

This article aims to analyze the characteristics of homeschooling as a teaching alternative that has been growing in Brazil and influencing the dynamics of the relationship between family and school and its possible approaches and differences with remote teaching, implemented and regulated by the Ministry of Education during the COVID-19 pandemic. The research is justified by the need to clarify the possible approaches and differences between what is being experienced in terms of new learning possibilities - which permeate in a time of pandemic for remote learning and the use of digital technologies in Brazil - and homeschooling with a view to better understand the dynamics and challenges facing education in this period. Given this need, we sought to contextualize and conceptualize the two teaching modalities based on documents such as ordinance number 343 of March 17, 2020 - later revoked by ordinance no. 544 of June 16, 2020 -, promulgated by the Ministry of Education (MEC) that regulated remote teaching in Brazil and authors such as Pereira and Abreu (2020). Therefore, we used the reading/interpretation of the

84

available literature on the subject, based on the methodological guidelines offered by the bibliographic research, as pointed out by Andrade (2010) and Fonseca (2020).

Keywords: Pandemic. Homeschooling. Education.

1 INTRODUÇÃO

Os efeitos da pandemia de COVID-19 em nossas vidas são notórios.

Distanciamento social; uso de máscaras, álcool em gel entre outros cuidados e recomendações sanitárias que passamos a conviver para tentar frear a proliferação do vírus. Em todo o mundo, passamos a falar na necessidade de conviver com ―um novo normal‖. Essas mudanças foram sentidas nas diversas esferas da vida social, política, econômica e cultural afetando a relação com que nós estabelecemos com as pessoas e as instituições sociais.

No campo educacional, passamos a conviver com o ensino à distância, as aulas remotas, o ensino híbrido, a busca pelo uso das tecnologias em um momento em que as práticas e metodologias de Ensino precisou se personalizar para atender a uma diversidade de realidades, sobretudo quando sentidas em um país com dimensões continentais como o Brasil.

Nesse contexto ressurgiu de forma mais intensa a reflexão sobre o homeschooling, isto é, o ensino em casa, entendido enquanto uma alternativa de ensino exercitada em muitos países mundo afora e cujo debate de implementação no Brasil cresceu na última década. No que tange ao momento excepcional vivido no mundo e no Brasil, julgamos necessário esclarecer as possíveis aproximações e diferenças entre o que se está experimentando em termos de novas possibilidades de aprendizagem – que perpassam em tempo de pandemia pelo ensino remoto e o uso das tecnologias digitais – e o homescholing com vistas a entendermos melhor a dinâmica e os desafios lançados sobre a educação nesse período. Buscar compreender essa dinâmica e compreender as duas modalidades de educação em destaque é o tema central do presente artigo.

Para tanto, traçamos como objetivo geral analisar as características do homeschooling enquanto uma alternativa de ensino que vem crescendo no Brasil e influenciando a dinâmica da relação entre família e escola e suas possíveis aproximações e diferenças com o ensino remoto implementando e regulamentado

85

pelo Ministério da Educação durante a pandemia de COVID-19. Já os objetivos específicos, tentaremos: compreender os princípios e fundamentos históricos, filosóficos e sociais que fundamentam o homeschooling enquanto uma modalidade de ensino; analisar o impacto da perspectiva educacional homeschooling na família em nossa atualidade. Demonstrar o funcionamento do processo de aprendizagem baseado no homeschooling, suas aproximações e diferenças em relação ao ensino remoto, este último regulamentado pelo sistema educacional brasileiro durante a pandemia de COVID-19.

A presente proposta de trabalho se justifica diante das mudanças trazidas pela pandemia do COVID-19 que exigiu repensar as práticas educacionais, sobretudo no que diz respeito a relação entre família e escola. Em nossos dias, o confinamento e o isolamento social, o fechamento das escolas, o ensino híbrido e as aulas remotas trouxeram para dentro de casa a tarefa de educar, redimensionado o papel da família nesse processo. Nesse ponto, é possível perceber certa aproximação entre a experiencia educacional que estamos vivendo e àquela praticada dentro do chamado homeschooling sendo, por outro lado, necessário entender e esclarecer seus limites e diferenças ao passo que, como notaremos, ensino remoto não é homeschooling.

Embora no Brasil a realidade do homeschoolling já se faça presente no interior dos lares de muitas famílias, está é ainda uma prática marcada por desafios.

A modalidade, contudo, não era nova no Brasil e, apesar das posições contrárias sobre a sua aplicação – muitas delas operadas no campo jurídico –, já sendo praticada no interior de muitas residências em nosso país. De igual modo, a realidade do ensino remoto se mostra marcada por muitos desafios, espacialmente no que diz respeito ao uso e democratização do acesso as chamadas tecnologias da informação. No que tange ao uso das tecnologias da informação no ambiente escolar, essa prática também não é nova, embora tenha sido regulamentada apenas em 2020 com o agravamento da crise sanitária vivida no Brasil e no mundo.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

No documento PRODUÇÕES ACADÊMICAS 2021.1 VOL. I (páginas 79-86)