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BREVE LEITURA CONTEXTUAL: DO DIREITO DE EDUCAÇÃO AO DIREITO À EDUCAÇÃO

No documento PRODUÇÕES ACADÊMICAS 2021.1 VOL. I (páginas 87-95)

O direito ao acesso à educação é uma condição universal em nossos dias.

Antes do advento do mundo moderno, contudo, prevalecia o direito de educação, condição baseada na relação de procriação e apoiada pelas religiões. Nesse contexto, a família exercia um papel fundamental – natural – no processo de formação do sujeito, isto é, na educação das crianças que ocorria em meio às práticas e atividades do cotidiano. Com o processo de constituição do chamado Estado-Moderno – num contexto marcado por uma série de transformações na forma de ver e representar o mundo físico e social – começou a haver um interesse público maior pela educação enquanto um direito – político – garantido pelo Estado.1

Não sendo o objetivo deste trabalho aprofundar o debate sobre o direito à educação, cabe destacar primeiramente que as pesquisas apontam que Martinho

1 Ver, ―do Antigo direito de educação ao novo direito à educação.‖ (REIS, 2006, p. 11).

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Lutero – que no séc. XVI surgiu na Alemanha como precursor do Movimento da Reforma Protestante – foi um dos pensadores que contribuiu para defesa do acesso à educação como uma forma de promover a leitura da sagrada escritura a todos, desde as crianças, meninos, meninas e adultos, o que o motivou a busca pelo ensino, independente da classe social.

Além disso, a reforma de Lutero abriu caminhos para existência de uma educação voltada para todos, rompendo princípios em uma nova trajetória que traria transformações não só religiosa, mas, sentidas em várias dimensões da vida social, política e econômica. Basta lembrar que, a partir desse debate, o Estado passaria a ser o responsável por fornecer as condições de acesso à educação formal e gratuita, de frequência obrigatória e acessível a todos, o que levou a um novo cenário na história, alavancando o debate educação.2

Passado o período do chamado Renascimento, o contexto da Revolução Francesa de 1789 aprofundou o debate sobre o ensino fundamental obrigatório.

Ademais:

Na França, entre a Revolução e o Império, nasce um sistema educativo moderno e orgânico, que permanecerá longamente como um exemplo a imitar para Europa inteira e que fornecerá os fundamentos para a escola, com seu caráter estatal, centralizado, organicamente articulado, unificado por horários, programas e livros de texto.3

De forma mais ampla, o debate sobre o direito à instrução pública estava posto dentro dos princípios da revolução francesa. Entre os séculos XIX e XX, observa-se um avanço no que tange o direito a Educação para todos os cidadãos, uma conquista dos direitos civis, políticos e sociais reconhecidos pela legislação, acrescentando ao Estado mais uma atribuição, o de dever de fornecer o ensino obrigatório na escola de forma gratuita.4

Como apontou Tomasevski, o direito à gratuidade e compulsoriedade do ensino escolar proposto pelo Estado no sec. XXI sofreu com algumas barreiras que impossibilitaram alguns países em cumprirem com a promessa de garantir uma educação que fosse efetivamente gratuita e obrigatória para todos. As leis na maioria dos países do mundo refletem de forma positiva no que retrata o Direito da

2 Cf. BARBOSA. 2011.

3 Cf. CAMBI (1999, p. 365).

4 Ver, CURY, (2002, p. 250).

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criança a educação básica e de forma obrigatória, agora firmados em Tratados Internacionais de Direitos Humanos, com reconhecimento e sendo um direito legitimo da criança se tornando obrigação do Estado e sociedade. A educação passa a ser reconhecida como um bem público ofertada primeiramente às crianças5.

Em síntese, para Oliveira, o que chamamos de direito de acesso à educação faz parte de um longo processo de lutas e conquistas em torno do exercício da cidadania e da qualificação do indivíduo em sociedade.6 Nesse processo, o direito à educação foi retirando da família a tarefa de educar, sendo transferida ao Estado e à instituição escola. No entanto, como salientado, a defesa da escolarização compulsória e gratuita não se apresenta sem contestações. Neste ponto, os debates e reflexões contrárias levam em consideração a diversidade que compõem os indivíduos, fato que, como destaca Sacristán, faz com que a obrigatoriedade da educação escolar seja contestada diante das contradições e da impossibilidade de realizar os seus fins.7

Além disso, autores como John Colbert, sinalizam que a obrigatoriedade da educação se traduz como uma espécie de ato de violência, uma vez que retira da criança a capacidade de escolher qual o tipo de educação ela quer receber.

Criticando o que chama de possível ―abuso educacional‖ para referir-se à obrigatoriedade da educação escolar, nessa perspectiva, o autor sugere ser preciso repensar o papel do Estado no dever de educar.8 Uma crítica que aponta para o reconhecimento do conceito de liberdade de escolha aplicada ao campo da educação, abrindo espaço para se pensar a existência de outros modelos educacionais, a exemplo do homeschooling.

Nos termos da crítica lançada ao modelo atual de escola, está é uma reflexão que tem origens mais remotas, sobretudo quando se trata de pensar a construção de uma educação ―ideal‖ que vise atender um maior número de demandas e questões diversas. Ivan Illich, por exemplo, já havia sinalizado que a educação escolar se torna uma forma de alienação para aqueles que frequentam as escolas, por fazer parte de seus ensinamentos, valores instituídos pela classe dominante, ao qual buscam preservar seus interesses e manipular a formação do sujeito. Ele sugeriu uma sociedade sem escolas. Em suas palavras, assevera que:

5 Cf. TOMASEVSKI, (2001b, p.8-13).

6 Ver, Oliveira, (2007, p.15).

7 Sobre isso, ver, Sacristán (2001, p. 71).

8 Sobre a crítica à obrigatoriedade da educação, ver, Colbeck (2001, p. 275).

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Metade dos habitantes desse planeta jamais colocou os pés numa escola.

Não tem contato com professores e não usufrui do privilégio de abandonar a escola antes de completar o curso (drepout). Apesar disso aprendem com relativa eficiência a mensagem transmitida pela escola: precisam de escola sempre e sempre mais. A escola os instrui na sua própria inferioridade, através da cobrança de impostos escolares, ou através de um demagogo que cria expectativas pela escola, ou através de seus filhos quando estes já morderam o anzol. Desse modo os pobres são despojados de sua autoestima, pela submissão ao único credo que garante a salvação apenas pela escola. A Igreja lhes deu ao menos uma chance de arrependimento na hora da morte. A escola lhes deixa a expectativa (uma esperança vã) de que seus netos o farão. Esta expectativa refere-se, obviamente, a um maior aprendizado oriundo da escola e não de professores. (ILLICH, 1985, p. 44).

Por conseguinte, a obrigatoriedade e o caráter não compulsório do acesso à educação está, portanto, no cerne do debate sobre as diferentes modalidades de educação. Filipe Celeti, por exemplo, é um dos pensadores que discute o conceito de liberdade – pensado filosoficamente – para advogar em defesa da não obrigatoriedade da educação garantida e regulamentada pelo Estado. Para este autor, a obrigatoriedade implícita no direito à Educação criado pela modernidade é uma forma de controle e domínio exercida pelo Estado sobre as pessoas. Sobre isto, o autor corrobora que:

A realização política prussiana da obrigatoriedade legal do envio dos infantes, reproduzida posteriormente pelas outras nações que se consolidavam na modernidade, não é uma obrigatoriedade apenas conceitual. As consequências físicas para este tipo de decisão constitucional são a retirada do tempo de vida, o confinamento espacial, o condicionamento físico e motor, bem como todo tipo de conformismo social através do domínio psicológico. Estas formas de controle e domínio poderiam ser facilmente abolidas com a abolição do sistema educacional e das condições jurídico-criminais que obrigam os pais a enviarem seus filhos para a escola.

É em meio a reflexões dessa natureza que se aprofunda a defesa da existência de outros modelos de educação possível. Ou seja, associado as críticas de que o Estado, por vezes, falha em seu dever de educar – devido a vários fatores – e a existência de um caráter dominador inerente à obrigatoriedade da educação escolar, tem se discutido alternativas possíveis para a não obrigatoriedade da educação escolar.

Nesse debate, o homeschooling tem ganhado relevância em sua amplitude no debate pedagógico e político. Apesar de controversa, essa é uma realidade presente em vários países em que os pais ou tutores se colocam na condição de responsáveis pela educação dos filhos abrindo mão da educação escolar ofertada

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pelo Estado. Como se pode notar, sumariamente as origens do ensino em casa são remotas, sendo figurada e reconfigurada ao longo do tempo. Essa constatação sugere o questionamento: quando surge o homeschooling –, ou a educação domiciliar, pensado enquanto uma modalidade de educação possível?

A resposta a essa questão movimentou pesquisas interessantes sobre o tema. Na perspectiva de Mendes, a crise sentida no campo educacional das décadas de 1960/70 abriram espaço para o surgimento do que entendemos hoje por homeschooling. Nos Estados Unidos da América, um dos intelectuais pioneiros nesse debate foi John Caldwell Holt que, após realizar uma ampla pesquisa sobre as condições do sistema educacional norte-americano e a propor uma reforma, passou a defender em torno da educação em casa. Segundo Mendes:

Na década de 1970, coincidindo com estas perspectivas, o norte-americano John Caldwell Holt (1923-1985), com a experiência de professor e duas obras de pesquisa que analisam a realidade da Educação norte-americana, pleiteando uma reforma do sistema escolar, passou a defender a Educação em casa. Partidário da desescolarização e considerado o iniciador do movimento da Educação domiciliar norte-americana, o nome de John Holt está associado à origem do que se convencionou chamar Homeschooling.9

Citando Evangelista (2017), Pereira e Abreu (2020) afirmam que ―nos EUA, o homeschooling surge por razões pragmáticas, ou seja, falta de acesso à educação formal‖. Ali a educação domiciliar era praticada sobretudo pelos ―escravos, que aprendiam clandestinamente, homens e mulheres de baixa renda, que faziam parte de programas educacionais por correspondência‖. Além destes, ―diplomatas e missionários que se utilizavam, em sua maioria, de currículos por correspondência, uma vez que estavam afastados geograficamente das escolas de seu país‖.

Neste ponto, como partidário da desescolarização – unscholling –, há uma diferença entre essa perspectiva e a proposta de educação formulada por John Holt – Homeschooling. Embora haja semelhanças entre as duas propostas, sobretudo quando se trata de pensar que partem da crítica à educação escolar e a crise do sistema educacional, Mendes afirma que o ―‘fenômeno‘ do homeschooling (Educação escolar em casa), trata de se diferenciar do unschooling (desescolarização).‖ Posto que, ―enquanto o primeiro supõe o desenvolvimento de

9 Mendes (2020, p. 24.)

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um ―currículo escolar‖ no âmbito doméstico, o segundo, em geral, dispensa qualquer correlação com os moldes da Educação escolarizada‖.10

Do contexto norte americano, a reflexão sobre a educação familiar ganhou espaço em outros países. De acordo com Pereira e Abreu:

Em alguns países como Estados Unidos, Áustria, Bélgica, Canadá, Austrália, França, Noruega, Portugal, Rússia, Itália e Nova Zelândia, o ensino doméstico é legalizado. Em outros, proibido, como na Alemanha e na Suécia. Onde é permitido, costuma-se exigir uma avaliação anual dos alunos que recebem educação domiciliar.

No Brasil, a crise do sistema educacional também tem levado adiante o debate sobre o ensino domiciliar. A historicidade desse processo apresenta alguns marcos importantes, como a criação da Associação Nacional de Educação Domiciliar – ANED – em 2010 e a criação do projeto de Lei (PL) nº 2401/2019 que objetiva regulamentar no país a chamada educação domiciliar. Antes disso, a prática já era realizada por algumas famílias, sobretudo em Minas Gerais – Belo Horizonte.

Foi por iniciativa dessas famílias que surgiu a ANED. Nas palavras de Mendes:

Anteriormente, no ano de 2010, algumas famílias de Belo Horizonte deram início a uma movimentação que, poucos meses depois, resultou na fundação da Associação Nacional de Educação Domiciliar – ANED, uma instituição sem fins lucrativos que tem sua sede em Brasília. Os objetivos da ANED (2020) são: a) ―promover a defesa do direito da família à Educação domiciliar no Brasil, através da representação coletiva dos seus associados junto às autoridades, aos órgãos e às entidades pertinentes‖; b) ―promover ações de divulgação da Educação domiciliar, através de artigos, estudos, cursos, palestras, simpósios, workshops, seminários, debates, audiências públicas e privadas, e outros meios de comunicação‖; c) ―promover a integração e a cooperação entre as famílias educadoras, fornecendo o suporte para esse fim‖.11

A ANED foi uma das grandes responsáveis e incentivadora da formulação do projeto 2401/2019, fato que fez com que o debate sobre o Homeschoolingo no Brasil saísse do campo pedagógico filosófico e religioso para figurar também no campo político/ideológico e jurídico. Importa notar que em 2019, isto é, no ano em que a educação familiar foi apresentada legalmente enquanto uma modalidade de educação possível, o mundo passou a viver com a pandemia da COVID-19, fato que alimentou ainda mais, sob determinada perspectiva, esse debate.

10 Ibidem.

11 Mendes (2020, p. 22.)

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Ocorre que o chamado ensino remoto trouxe para ―dentro da casa‖ a necessidade de continuação da educação das crianças, jovens e adultos que, conectados com o universo digital, tentam se adequar aos desafios do novo tempo, sobretudo aqueles que depõem sobre a necessidade do distanciamento social como uma das formas de combater o avanço da transmissão do vírus. É preciso lembrar, nesse contexto, que escolas foram fechadas e as aulas suspensas, abrindo espaço o surgimento de novas práticas de ensino e orientações pedagógicas que, grosso modo, perpassam pela perspectiva do chamado ensino remoto. A educação do Brasil passou a conviver com uma nova realidade.

Porém, a aparente associação entre ensino remoto e homeschooling exige uma maior reflexão sobre os pontos e contrapontos entre as práticas e as modalidades de ensino que permeiam o debate na atualidade do contexto brasileiro.

Perguntas que depõem sobre o que é, o que significa o ensino remoto e como se diferencia e/ou se aproxima do homeschooling tornam-se de fundamental esclarecimento. Afinal, a prática do Ensino remoto coincide com a modalidade do homeschooling? Quais as contribuições do Ensino Domiciliar para o atual contexto pandêmico em que vivemos no Brasil? No atual contexto de mudanças nas práticas de ensino, é possível perceber um maior aprofundamento sobre o debate acerca da legalização do homeschooling? Perguntas como essa motivaram a presente pesquisa e cuja resoluções serão objetos dos próximos tópicos.

2.2.1 Homeschooling ou Ensino Remoto? Discutindo Conceitos

Pelo exposto, o homeschoolling figura-se como um modelo educacional possível de ser aplicado em contextos educacionais específicos. O debate sobre o homeschooling, como demonstrado, tem raízes remotas, relacionado sobretudo a prática do ensino em casa. Porém, o termo homeschoolling – que se refere a prática de ensino doméstico – ganhou forma na década de 1970, especialmente ancorado nas ideias de John Holt. No Brasil, apesar de relativamente recente, o debate em torno dessa modalidade de ensino tem ganhado impulso. O avanço da Pandemia da Covid-19 interferiu de maneira substancial as práticas educacionais mundo afora. No Brasil não foi diferente. Como no restante do mundo, as mudanças trazidas pela

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pandemia exigiram que as práticas educacionais fossem repensadas no Brasil, sobretudo no que diz respeito a relação entre família e escola.

Em nossos dias, o confinamento e o isolamento social, o fechamento das escolas, o ensino híbrido e as aulas remotas trouxeram para dentro de casa a tarefa de educar, redimensionado o papel da família nesse processo. Mudanças cercadas de desafios em que as instituições de ensino, o Estado e a família têm se desdobrado para minimizar os efeitos causados nos alunos. Esse deslocamento de parte do processo educacional para o ambiente doméstico – casa – pode sugerir uma aproximação com o Homeschooling, impressão que pode se apresentar equívoca, sobretudo por tratar-se de contextos, práticas e situações diferentes.

É importante lembrar que, do ponto de vista jurídico, o artigo 205 da Constituição Federal (1988) define que a educação é um direito de todos e dever do Estado e da família, sendo promovida e incentivada ―com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.‖ (BRASIL, 1988). Esse direito é seguido da necessidade de assegurar o pleno desenvolvimento da pessoa humana, o que significa ―garantir igualdade de condições para o acesso e permanência na escola‖, tal como assevera o artigo 206 do mesmo documento legal (BRASIL, 1988).

Interpretando a base legal que rege a educação em nosso país, é possível afirmar que a escola é um importante vetor do processo de socialização. É na escola, por exemplo, que o sujeito social vai assumindo forma em meio a interação social, o afeto e a humanização. Retirar o aluno do convívio escolar, transferindo o seu processo educacional para dentro da escola exigiu uma série de adequações seguidas da necessidade de repensar as práticas e métodos de ensino. Nesse deslocamento, se vislumbrou a prática do ensino remoto como uma alternativa oportuna, especialmente por se apresentar como uma modalidade de educação à distância (EaD) em que prevalece o uso das chamadas tecnologias digitais e a orientação presencial do professor que prepara, organiza e disponibiliza as aulas nas plataformas e/ou canais disponíveis.

A sua relação com a modalidade EaD e o uso das tecnologias digitais no contexto educacional faz com que o ensino remoto não seja necessariamente uma novidade no Brasil. Porém, a modalidade foi instituída por meio da portaria n° 343 de

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17 de março de 2020 e revogada posteriormente pela portaria n° 544 de 16 de junho de 2020, promulgada pelo Ministério da Educação (MEC). O documento traçava um conjunto orientações que visavam substituir as aulas presenciais por aulas remotas ou em plataformas digitais, no tempo que perdurar a pandemia do COVID- 19.12 Grosso modo, de acordo com o documento, as aulas permanecem sob a responsabilidade do professor que, auxiliado pelos meios digitais, amplia os canais de acesso e conteúdo educacionais ofertados aos alunos de acordo com a base curricular vigente.

Diferente do que ocorre, por exemplo, no homeschooling em que os pais ou responsáveis produzem os conteúdos e materiais de aprendizagem sem contar com orientações ou materiais produzidos pelas escolas ou sistemas educacionais mais amplos. No ensino remoto, os alunos, por sua vez, acessam esses conteúdos estando em suas residências haja vista o contexto de isolamento social. É nesse encontro, contudo, que reaparece o papel da família auxiliando e participando de forma mais ativa no processo educacional.

No documento PRODUÇÕES ACADÊMICAS 2021.1 VOL. I (páginas 87-95)