193
e oralidade, entre outros aspectos, pois sendo a música uma ferramenta didática pedagógica valiosa, vem contribuir para a formação integral do ser humano.
Sabendo que a música é uma linguagem universal, a criança constrói através do lúdico inúmeros aprendizados e habilidades que podemos especificar de acordo com as faixas etárias. Como afirma Platão ―a música é um instrumento educacional mais potente do que qualquer outro‖. Sendo assim é de grande relevância a inserção da música nas práticas do professor, visto que a mesma além de auxiliar na fixação de conteúdos disciplinares, também despertará nos discentes comportamentos emocionais e afetivos características estas que, devem ser desenvolvidas desde a mais tenra idade do indivíduo, portanto torna-se crucial a sua presença na vida das crianças.
Ao longo das respostas das professoras, pudemos comprovar que a música torna-se indispensável no universo infantil, sendo a criança um ―mini cientista‖, que está sempre em busca de novidades e testando-as a sua maneira, é impossível dissociar este instrumento das suas vidas, pois a mesma é intrínseca as suas atividades.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A música é composta de diversos significados e representações no dia a dia do indivíduo, ao ser inserida no contexto escolar a mesma pode vir a proporcionar inúmeros benefícios para o desenvolvimento da criança. Nesse contexto, este trabalho buscou investigar como se dá o uso da música dentro da sala de aula do ensino infantil e se é utilizada pelos professores, visto que ela tem se tornado uma metodologia essencial na prática pedagógica.
Haja vista que a música pode facilitar a compreensão de conteúdos didáticos, bem como contribuir no desenvolvimento cognitivo, afetivo, linguístico e físico, através da música o professor apresenta para a criança um novo mundo, uma nova cultura, incentivando-as a apurar seu olhar crítico e reflexivo no meio em que vive.
Ademais, é através da música que podemos inserir ludicamente os conteúdos já programados, os quais fazem parte do desenvolvimento integral da criança.
Incentivando vários aspectos na aprendizagem auxiliando na aquisição da fala, em momentos de canto com o professor, o mesmo assume o papel mediador ajudando
194
a criança a se expressar, cantar, falar, imitar e tão logo a criança estará construindo seus próprios conhecimentos.
Neste cenário, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, seguida de uma entrevista com professores da educação infantil, através de um questionário. De acordo com o questionário e a leitura dos diversos textos no percurso deste trabalho podemos contatar que a música na educação infantil se constitui em um recurso riquíssimo que pode auxiliar positivamente o professor. Averiguamos através dos questionários que, a formação do professor não oferece o suporte para se trabalhar a musicalização com seus alunos, ficando a cargo dos mesmos suprir esta lacuna dentro da sala de aula por meio de pesquisas, planejamentos entre outros.
Portanto, a musicalização torna-se necessária no cotidiano dos pequeninos, pois os mesmos aprendem brincando e através deste ato de brincar eles estarão aprendendo a conviver com o outro, respeitar, ter empatia, e se expressar de forma prazerosa, conforme preconizado pela BNCC.
Diante deste breve estudo, podemos constatar que a música deve fazer parte não apenas do currículo do aluno, mas de suas vidas, e o corpo docente precisa promover o acesso pleno das crianças a esta ferramenta que é de grande valia.
Sendo assim, concluímos este trabalho com o anseio de nos aprofundar cada vez mais sobre esta temática, haja vista, que o docente precisar está atualizado com práticas metodológicas eficientes para cada segmento de sua atuação.
A música, portanto, é um instrumento pedagógico empregado amplamente, com diversos fins, para desenvolver a criança em todas as áreas necessárias. É, para a maioria dos educadores, uma ferramenta pedagógica utilíssima.
REFERÊNCIAS
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília, DF: MEC/SEF,1998a. v. 3.
BRASIL. Constituição . Constituição da República Federativa do Brasil.Senado Federal, Brasília, DF, 2017.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394 de 20 de Dezembro de 1996. Editora Brasil.
195
BARRETO, Ângela M. R. Situação atual da educação infantil no Brasil. In:
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Subsídios pra o credenciamento e funcionamento de instituição de Educação Infantil. V. 2. Coordenação Geral de educação infantil. Brasília: MEC/SEF/COEDI, 1998.
BRÉSCIA, Vera Lucia Pessagno. Educação Musical: bases psicológicas e ação preventiva. São Paulo: Átomo, 2003.
BRITO, Teca Alencar de. Música na educação infantil: propostas para a formação integral da criança. São Paulo: Peiropolis, 2003.
BRITO, Teca Alencar de, Musica. In: BRASIL. Ministério da Educação e do desporto.
Referencial Curricular Nacional para a educação Infantil. Brasília, DF:
MEC/SEF.v. 3. P. 45-79.
FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à pratica educativa.
São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GÓES, Raquel Santos. A música e suas possibilidades no desenvolvimento dacriança e do aprimoramento do código linguístico. Revista do Centro de n Educação a Distância –CEAD/UDESC, Florianópolis, Vol. 2, n. o 1, p. 27 - 43 mai./jun. 2009. Disponível em:
http://www.revistas.udesc.br/index.php/udescvirtual/article/view/1932/1504, Acesso em 02 jul. 2013.
GDHN, Maria da Gloria Marcondes. Educação não Formal e Cultura Política. 3.
Ed. São Paulo: Cortez, 2005.
HUMES, Julia Maria. Porque é importante o ensino de música. Revista da ABEM- associação Brasileira de Educação Musical. Porto Alegre, v 11, set. 2004.
KUHLMANN JR, Moises. O Jardim de Infância e a educação das crianças pobres: final do século XIX início do século XX. In: Monarcha. Carlos. (org).
Educação da Infância Brasileira: 1875-1983. Campinas SP: Autores Associados, 2001. P. 3-30 (coleção educação contemporânea)
LAKATOS, Eva Maria, Maria de Andrade Marconi. Fundamentos de Metodologia Cientifica. 6º. Ed. São Paulo: Atlas, 2007.
Ministério da Educação e do Desporto. Subsídios para o credenciamento e
funcionamento de instituições de educação infantil. v. 2. Coordenação Geral de educação infantil. Brasília: MEC/SEF/COEDI, 1998.
OLIVEIRA, Zelma Moraes R. Creches: Crianças, faz de conta & Cia. Petrópolis RJ: Vozes 1992.
OLIVEIRA, M. S. L; Bernardes, M J.; RODRIGUES, M. A. M. A música na creche. In:
ROSSET FERREIRA, M. C. et all (orgs). Os fazeres na educação Infantil. São Paulo: Cortez, 1998. P 102-104.
RICHARDSON, Roberto Jarry. Pesquisa Social Métodos e Técnicas. 3º Ed. São Paulo: Atlas,1999.
196
RIZZO, Gilda. Creche: organização, currículo, montagem e funcionamento. 3.
Ed. Rio de Janeiro: Bertrand. Brasil. 2003.
VERGARA, S.C. Métodos de Pesquisa em Administração. São Paulo: Atlas, 2005.
197
A RELEVÂNCIA DA AFETIVIDADE NA RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONCEPÇÕES E PRÁTICAS
CAVALCANTE, Maria Hosana Simão NÓBREGA, Heliane do Nascimento Diniz RESUMO
Este trabalho tem como propósito mostrar os resultados analisados sobre a perspectiva de como é a relação professor e aluno na educação infantil, apresentando o tema a importância da afetividade na educação infantil, fazendo essa análise em instituições infantis de creches e pré-escolas, através de entrevistas com educadoras desses ambientes educativos. Levando em consideração que a pesquisa é de ordem descritiva, exploratória, qualitativa, hipotética, dedutiva, partindo inicialmente de um levantamento bibliográfico pautada em autores renomados na área da pesquisa, a saber: Piaget, Lev Vygotsky e Henri Wallon, bem como a legislação que ampara a educação brasileira (LDB, BNCC). Desta maneira, faz-se necessário sumariar fatos que favoreçam a relação afetiva entre professores e alunos, oportunizar ações pedagógicas que favoreçam as relações interpessoais, identificar práticas pedagógicas favoráveis para a promoção das relações afetivas na educação infantil. Sendo assim, a partir dos estudos de obras dos autores supracitados, dão sustentação ao tema e os resultados adquiridos na pesquisa de campo, que corroboram sobre a relevância do afeto nos anos iniciais na vida escolar da criança. Portanto, deduzimos que ambientes afetuosos oportunizam o desenvolvimento de forma mais eficaz o psíquico, motor e social de uma criança, colaborando para o êxito em seu aprendizado com autonomia e elevando a sua autoestima. Verifica-se, portanto, que os resultados obtidos, seja na entrevista ou revisão bibliográfica, encontramos a mesma perspectiva no que se refere a questão da educação infantil, haja vista que a mesma vincula aos primeiros anos de vida da criança, fase que o afeto deve ser predominante.
Palavras-Chave: Educação Infantil. Criança. Afetividade.
ABSTRACT
This is work has been to show the results due from the perspective of the relationship between teacher and student in the childhood education, presenting the theme the Importance of Affectivity in the Childhood Education, doing this analysis in children's nurseries and preschools, over interviews with educators in these educational environments. Taking in consideration that the research is of exploratory descriptive order, qualitative, hypothetical and deductive, leaving initially from a bibliographic survey ruled in renowned authors in the research area, like: Piaget, Lev Vygotsky and Henri Wallon, as well as the legislation that supports The Brazilian Education (LDB, BNCC). Therefore, make of necessary to summarize facts that to favor the affective relationship between teachers and students, providing pedagogical actions those favorable interpersonal relationships, to identify in favor of pedagogical practices for the promotion affective relationships in the childhood education.
Therefore, from studies of works by the authors mentioned, give if the theme and the
198
results obtained in the field research that collaborate on the relevance of affection in the first years in the child's school life. Therefore, we deduce that affectionate environment giving opportunity the development psychic form more effectively, a child's motor and social, collaborating for the success in your learning with autonomy and raising your self-esteem. Verify-if, therefore, that the results obtained, whether in the interview or bibliographic review, we find the same perspective when refers to the issue of childhood education, that has in view it links to the child's first years of life, phase that affect must be predominant.
Key words: Childhood Education. Child. Affectivy.
1 INTRODUÇÃO
Muito se tem discutido, recentemente, acerca da relação da afetividade entre professor e aluno no processo de ensino-aprendizagem, no quanto esse relacionamento é de suma importância desde a educação infantil, passando pelo fundamental, médio até o ensino superior. Como diz Piaget e Wallon: ―No entanto a afetividade não é importante apenas nessa fase. A afetividade determinará o tipo de relacionamento entre o professor e o aluno, o que terá um grande impacto na forma como o aluno adquire novos conhecimentos‖. (WALLON, PIAGET).
Partindo dessa temática foi mencionado pensamentos, dentro deste trabalho de grandes escritores, pesquisadores e estudiosos que foram e são até hoje de grande relevância para a educação, pressupondo do ponto de vista afetiva que foram Piaget, Lev Vygotsky, Wallon, entre outros, que em cada época deixaram suas contribuições. Estudos esses que se iniciam desde a chegada da criança ao mundo até o seu desenvolvimento, motor psíquico, social e afetivo. Sobre essa abordagem, Saltini ressalta que:
O aluno se desenvolve-se através de relacionamentos afetivos e solidificação do desenvolvimento cognitivo e do desenvolvimento educacional. Essa relação tem como base de desenvolvimento a confiança, e as crianças são incentivadas a desenvolver seus sentimentos e expressa-lo de forma oral e escrita, sendo esta relação professor, aluno utiliza como meio para o desenvolvimento intelectual, promovendo aprendizado constante e avolumado o vínculo e as relações. (SALTINI, 2000, p.69).
Ademais, por que a necessidade de se verificar como está ocorrendo a afetividade na educação infantil? É com base nessa inquietação que o referido estudo se debruça, atentando para responder os seguintes objetivos: sumariar fatos que desfavoreçam à relação afetiva entre professor e aluno na educação infantil,