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ANÁLISE DAS CATEGORIAS

No documento 1 JUSTIFICATIVA - Univali (páginas 45-50)

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Dificuldades

administrativas no atendimento a gestantes e puérperas.

A. S.-“Enfermeiras não conseguem a liberação da administração interna da prefeitura, elas tem outro projeto além daquilo ali , e elas são podadas também” dizem que elas reclamam muito porque elas não tem a liberdade que elas queriam como profissão”.

M.C.G. (2) – “As dificuldades encontradas, como médico do PSF, tenho que fazer ao mesmo tempo atendimento da família e da emergência, dividindo tempo.

E (1). – “Ter mais apoio e tempo, algumas gestantes vem tarde pra gente, e não entram no programa e não vem a verba, e muitas são adolescentes, ou que trabalham e não podem vir no grupo”.

prevenção e promoção da saúde”. Diz E. (2) “A preocupação de todo o profissional é que essa gestante acompanhe o pré-natal direitinho, e também de detectar qualquer alteração no pré-natal e poder encaminhar essa gestante, prevenir qualquer conseqüências para o neném e par ela na hora no parto. Essa preocupação demonstrada pelos profissionais em trabalhar com a prevenção de doenças contribui muito para que a gestante tenha uma gravidez tranqüila e segura. Pois segundo Maldonado (2000) alguns sintomas como as náuseas e vômitos, sintomas que são comuns na gravidez, mas que podem causar a hiperemese gravídicia (grau patológico dos vômitos) trazendo riscos para a saúde da mulher, esses sintomas também trazem consigo significados psicológicos, e variam de acordo com intensidade das emoções, atrelados a outros fatores de alterações hormonais.

O mesmo acontece escreve a autora, com as manifestações de desejos e aversões por alimentos durante a gravidez, que são ocasionadas, normalmente por alterações do paladar, olfato e audição, mas também por questões psicológicas como a insegurança, ambivalência e necessidade de atenção (THERETHOVAN e DICKENS, 1972 apud MALDONADO 2000).

Com isso percebemos a importância do atendimento contemplar ambos os sentidos o biológico e o psicológico também. Sendo assim trabalhando com a promoção da saúde diminui-se a chance desses fatores emocionais acontecerem durante a gravidez.

4. Preocupações dos profissionais com a saúde psicológica da gestante e da puérpera:

percebe-se nos dados coletados que, além do trabalho realizado na prática de cada profissional, com a preocupação do bem estar físico da gestante e puérpera, há a preocupação em oferecer apoio emocional e com o bem estar da saúde psicológica das mães.

Segundo Maldonado (2000), é no momento que se instala a vivência da gravidez que irão se manifestar sentimentos de diversas formas. Nos primeiros trimestres da gravidez, um desses sentimentos que ocorre é a ambivalência afetiva - o desejar e não desejar o filho, não existe uma gravidez totalmente aceita, ou rejeitada. Esse fenômeno é natural e vai se alterando no decorrer da gestação obtendo maior nível de aceitação do bebê no segundo trimestre. Por isso a importância da assistência de uma equipe de PSF básica como também a complementar onde se engloba a presença do psicólogo, para acompanhar a gestante neste momento e dar as orientações necessárias referentes a esse processo, assim como o apoio da família é crucial tanto durante a gestação quanto após o nascimento do bebê.

Fatores que se confirmam por Richardson (1981), que durante a gestação, devido às necessidades de dependência características desse momento, a mulher estaria mais receptiva ao apoio oferecido da família e quando é eficiente, fortalece emocionalmente a mulher de modo a lidar com as demais dimensões de sua gestação e com o bebê quando nascer. Nesse

contexto, o autor sugere que o resultado da gestação dependeria de um balanço entre as relações de exigência e aquelas de apoio e de ajuda com as quais a mulher pode contar.

5. Preocupações dos profissionais com a saúde social da gestante e da puérpera:

nesta questão os profissionais trouxeram a preocupação de poder oferecer uma saúde ampla, ou seja, em todos os sentidos não só no aspecto biológico, mas também social, procurar saber como está a vida dessa gestante e puérpera, suas condições de vida na comunidade. De acordo com Stern (1997), tanto a gravidez como o puerpério, provocam mudanças na inserção social, na organização familiar, na auto-imagem e na identidade feminina, fazendo com que a mulher passe por uma reorganização psíquica. Este período de reorganização psíquica pelo qual passa a futura mãe foi denominado de Constelação da Maternidade, pois ela passará por momentos de sensibilidade, medos, fantasias e desejos.

6. Objetivo da prática profissional em promover a saúde física da mãe e criança e na prevenção de doenças: nesta questão os profissionais relataram especificamente o objetivo de sua profissão, a promoção da saúde da mãe e da criança e da prevenção de doenças durante a gestação e infância. Objetivos esses advindos do PSF, contribuir para reorientação do modelo assistencial a partir da atenção básica, em conformidade com os princípios do SUS; prestar na unidade de saúde e no domicilio, assistência integral contínua com boa qualidade às necessidades de saúde da população adstrita; intervir sobre fatores de risco na qual a família possa estar exposta; proporcionar através da prática da saúde um vínculo entre os profissionais e a comunidade; melhorar o sistema de informação sobre a saúde da população;

organização ao atendimento a demanda, promover a educação em saúde (BRASIL, 2000).

7. Objetivo da prática profissional de promover o bem estar emocional da gestante e da puérpera: esta questão emocional, apenas dois (2) dos profissionais relatou também ser um de seus objetivos em seus atendimentos de gestantes e das puérperas quando se referem: “Tudo, psicológica, e física né, você não pode ver a gestante só como a parte da gestação tem que ver ela como um todo” (...) quando é a primeira gravidez é diferente a gestante precisa de mais atenção está mais emotiva, Qualquer coisa que elas sentem elas correm pra ti para contar, elas ficam bem sensíveis. Então nós temos que estar trabalhando principalmente o psicológico da gestante”. Diz E. (2) “Como Enfermeira a gente precisa ter essa preocupação do emocional (...) a gestante não espera, de desenvolver uma doença durante a gravidez ou de depois de ter o bebê ela ter alguma alteração, a gestante não esta preparada para isso

Klaus; Kennell, e Klaus, (2000) confirmam essa questão, pois a mulher passa por mudanças no seu desenvolvimento, físicos e emocionais e o crescimento do feto em seu útero,

Essas emoções variam de acordo com a maneira de como ela sente essas mudanças, dependendo se ela planejou ou não essa gravidez, lembranças da própria infância e dos pais, do apoio do companheiro e da família, e além das exigências financeiras.

8. Demanda das gestantes na preocupação com o feto e ansiedade: conforme as informações coletadas nas entrevistas a maioria dos entrevistados relatam que a preocupação maior da mãe, é no início da gestação, em relação ao feto, de saber como ele está, preocupação com problemas e más formações, e no final da gestação preocupações em relação ao parto e aumento da ansiedade, confirmando os dados encontrados na literatura. A impossibilidade de ver o bebê dentro da barriga aumenta a ansiedade referente ao seu desenvolvimento, originado desejos e sonhos e embora Brazelton (1990) reconheça a ansiedade como adequação normal á gravidez em conjunto com uma situação de estresse, é importante lembrar que pode afetar a forma como a mulher sente-se em relação a si mesma e ao bebê, conseqüentemente com a gravidez (KLAUS; KENNELL, e KLAUS, 2000).

9. Demanda das gestantes relacionadas com a dor e o corpo: observa-se que nesta questão os profissionais relataram que não observam muitas queixas das gestantes, além da preocupação com o feto e ansiedade, poucas gestantes trazem queixas de dor física e a preocupação ao sentir essas dores. É o médico que se preocupa em dar este suporte para a mãe, pois embora elas estejam em primeiro momento preocupadas com o feto, elas também precisam estar atentas ás mudanças em seu corpo. É o que descreve Maldonado (2000) em sobre os sentimentos da mulher em relação ao seu corpo. Este sentimento é chamado de esquema corporal, considerado a alteração de maior temor da gravidez. Pois o corpo da mulher tem a capacidade de ampliar-se para fazer as adaptações necessárias durante a gestação, o modo como a mulher reage perante as adaptações são de diferentes maneiras:

oscilam entre sentimentos de orgulho do corpo grávido quando essa nova estética vem compartilhado pelo marido; outras mulheres sentem-se deformadas e feias incapazes de atrair sexualmente alguém. É neste momento que surgem o medo da irreversibilidade, a dificuldade de acreditar que as várias partes do corpo terão a capacidade de voltar ao estado anterior à gravidez e a preocupação de ficar flácida depois do parto.

10. Demandas das puérperas com a amamentação e contracepção: ao observar os dados coletados na entrevista percebe-se que a maioria dos profissionais relataram que a maior preocupação da puérpera é em relação à amamentação e sobre quais os procedimentos a tomarem em relação a sexualidade e contracepção. È importante que tais preocupações sejam sanadas nas consultas, pois a ansiedade para a puérpera pode afetar a lactação, como afirma Maldonado (2000) que as emoções por meio de mecanismos psicossomáticos específicos, o

medo, depressão, tensão ansiedade e dor, tendem a afetar a lactação, e que a tranqüilidade e a confiança favorecem um bom aleitamento.

11. Demandas das puérperas em dúvidas nos primeiros cuidados com o bebê: foram apresentados por 02 (dois) dos profissionais que a puérpera traz dúvidas sobre os cuidados com o bebê principalmente com o primeiro filho. Diz E (2): “quando é o primeiro filho, tem que estar orientando, cuidados após o parto,mamas, cuidados com a infecção puerperal , quando tem aquele neném que ta chorando muito, como vai acalmar a criança. Se preocupa com o bebe”. Tais dúvidas em relação ao primeiro filho são explicadas pela literatura, de acordo com Minuchin (1982) a chegada de um novo membro à família pode gerar um aumento na tensão familiar, pois traz consigo a necessidade de uma reformulação nos papéis e nas regras de funcionamento dessa nova família.

12. Demanda das gestantes e puérperas por não serem atendidas pelos médicos especialistas: observou-se através dos relatos de dois (2) dos profissionais, que as gestantes e puérperas estão insatisfeitas por não serem atendidos pelos médicos especialistas (pediatra e ginecologista) mensalmente. Diz A. S.- “ A queixa é de não passar todo mês pelo médico Ginecologista, e quando o bebe nasce, só a primeira consulta é realizada com a Pediatra e o resto é com o Clinico Geral” [...]tem uma grande quantidade de crianças, e tem uma Pediatra só, ai elas reclamam que demora a consulta , mas é de um mês para o outro.Isso é um motivo delas não buscarem o pré-natal”.Também relatou M.C.G- “ Quando o bebê nasce, fazer consulta com o Pediatra mensalmente, só a primeira consulta é realizada com a Pediatra e o resto é com o Clinico Geral”. Tais relatos dos profissionais , embora seja minoria, demonstram que esses fatores são importantes para as gestantes, para se sentirem tranqüilas em relação a sua saúde e do desenvolvimento da criança.

13. O programa de atendimento á gestantes e puérperas não necessitam de alterações:

ao analisar as informações contidas nos discursos dos entrevistados M. C. G. (2) - “Não vejo nenhuma necessidade de alteração pois temos aqui o programa SIS pré-natal onde atua uma equipe multiprofissional” e de C.D - “ Tudo que elas necessitam é feito, são bem atendidas, então não vejo que não tem necessidade de alterações.”De maneira geral percebe-se que o conteúdo manifesto é que os programas de atendimento a gestantes e puérperas da Unidade de saúde de Antonio Carlos não requer grandes alterações, pois os serviços prestados abrangem todos os sentidos. Embora alguns entrevistados relataram aspectos diferentes de alterações .

13. Alterações de consultas dos profissionais: esta alteração foi sugerida por um profissional que tem contato diretamente com a população, especificamente , faz visitas mensais ma casa das gestantes e puérperas, as mesmas expressam suas queixas com mais

facilidade e relatam que gostariam que fossem atendidas pelo Ginecologista durante todo o processo gestacional, e após o nascimento do bebê ele fosse atendido pelo Pediatra, pois já que esses profissionais atuam na Unidade de Saúde. Diz A.S.: “Que elas fossem atendidas pelo Ginecologista, já que há no Posto, e pela Pediatra sempre até um ano de idade da criança. O mesmo discurso é observado por outro profissional que quando isso acontece fica mais difícil alcançar a qualidade do atendimento. E. (2) Quando ficamos sem Ginecologista, encontramos dificuldades, pois nem tudo podemos resolver, isso é um transtorno quando temos que encaminhar”.

14. Os profissionais que não encontram dificuldades no atendimento a gestantes e puérperas: na maioria da fala dos entrevistados observou-se que não houve dificuldades de realizar suas atividades em sua prática profissional, mas observa-se os conteúdos latentes nas falas dos profissionais no sentido de dificuldades em poder aplicar sua experiência profissional em seus atendimentos.

15. Dificuldades de cunho administrativo no atendimento a gestantes e puérperas:

observou-se a manifestação embora sucinta e cuidadosa, de parte dos entrevistados sobre ter dificuldade de ordem administrativa, no que se refere A.S.-“ As Enfermeiras não conseguem a liberação da administração interna da prefeitura, elas tem outro projeto além daquilo ali , e elas são podadas também” dizem que elas reclamam muito porque elas não tem a liberdade que elas queriam como profissão”. Por em prática seus projetos para qualificar suas práticas profissionais em seus atendimentos.

No documento 1 JUSTIFICATIVA - Univali (páginas 45-50)

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