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ofertada nas IES e as utilizam para recrutar mão-de-obra qualificada. Em contrapartida, a carga fatorial foi a segunda mais baixa desta dimensão. Assim, infere-se que a comunidade percebe a sua importância, mas em comparação com os demais indicadores, este é o que possui menor relação com as IES.

Por outro lado, o indicador “IES01” que afirma que as Instituições de Ensino Superior qualificam as pessoas para a atuação nas empresas possui um alto nível de concordância (0,558) e carga fatorial (0.794). Estes valores demonstram a forte influência direta das IES com os agentes econômicos. Cai e Etzkowitz (2020) colocam as IES como uma das principais agentes transformadoras de profissionais que atuarão no mercado.

A literatura versa sobre o impacto positivo das pesquisas realizadas pelas IES nas organizações (CARAYANNIS; CAMPBELL; GRIGOROUDIS, 2021). A comunidade também percebe essa atividade como importante, situação que se verifica pelo nível de concordância de 5,208 do indicador “IES03” (pesquisa).

Além disso, considera-se que as IES são capazes de fomentar o empreendedorismo acadêmico que viabilizam negócios a partir dos resultados de suas pesquisas. Esta afirmação é representada pelo indicador “IES04”, média de concordância de 5,391 e a maior carga fatorial de todo o modelo correspondente a 0.887. A alta carga fatorial representa relação positiva direta das IES com as empresas. Isto vai ao encontro do que pensam os autores Cai e Etzkowitz (2020) e Gimenez e Bonacelli (2018), os quais ressaltam a criação de empresas a partir dos resultados de pesquisas ou conhecimentos desenvolvidos nas IES.

De modo geral, os resultados dos testes da hipótese em discussão indicam que a Hélice Empresas se mostra pouco significativa em relação a sua influência positiva sob as IES, como indica o cálculo do seu R² correspondente a 0.071.

Pesquisas anteriores, como as de Laursen e Salter (2004), chamam a atenção para a complexidade existente nas interações entre IES e empresas que ainda permanecem em grande parte indiretas e sutis. Isto se reflete na perspectiva da comunidade sobre a interação das empresas com as Instituições de Ensino Superior. A média de concordância das demais afirmativas não passou de 4 em uma escala de 1 a 7. Fato que demonstra que a comunidade não percebe com clareza as ações das empresas em relação as IES.

Após a testagem das hipóteses, foi retirado o indicador “Emp07” que considera que as empresas auxiliam no crescimento econômico sustentável gerando impacto positivo no ambiente. Esta ação foi realizada, pois o indicador não atingiu os parâmetros da modelagem de equações, como abordado anteriormente. Assim, pode-se inferir que embora, haja um nível

significativo de concordância (média 5,042), tal indicador não exprime relação direta com as Instituições de Ensino Superior.

Por fim, a hipótese em discussão confirma os achados em pesquisas anteriores.

Kholiavko et al. (2021) resumem que essa relação é capaz de criar valores, contribuir na construção do conhecimento e desenvolvimento sustentável (produtos e serviços verdes). Tal fato se mostra benéfico, uma vez que a introdução de tais bens e serviços inovadores culminará no aumento do nível de competitividade da empresa.

H2 – As Instituições de Ensino Superior influenciam positivamente o governo.

Os resultados obtidos demonstram que a hipótese 2 foi suportada. O R², que determina o nível de significância em relação a variável governo, foi de 0.139. Em relação as demais variáveis, o valor do R² foi o segundo mais baixo. Isto significa que a comunidade considera relativamente baixa a interação positiva entre IES e governo.

O conjunto de indicadores que demostram a relação positiva entre governo e IES, são:

controle normativo (Gov01), infraestrutura (Gov02), destinação de recursos financeiros (Gov03), novos mercados (Gov04), políticas públicas (Gov05), incentivos fiscais (Gov06), redução de excesso de burocracias (Gov07) e proteção a propriedade intelectual (Gov08).

De acordo com a pesquisa aplicada, a comunidade considera que o principal papel do governo em relação as IES é estabelecer um controle normativo sobre sua atuação (Gov01).

Esta informação confronta a ideia de Kholiavko et al. (2021), que consideram que o governo precisa ser parceiro igualitário das IES, inclusive, afastando-se da posição regulatória.

Inclusive, Kholiavko et al. (2021) afirmam que o governo precisa avaliar a remoção dos obstáculos que dificultam a atuação das IES.

Em relação a remoção de obstáculos burocráticos, a comunidade considera que esta atuação é pouco significativa na relação entre os atores. Fato que foi comprovado pela baixa avaliação da afirmativa correspondente a “Gov07” (redução de excesso de burocracias), a qual considera que o governo reduz o excesso de procedimentos e normas que dificultam a atuação das IES. O nível de significância para esta afirmação foi o menor, não só da Hélice Governo (Gov07 = 3,917), mas também de todo o modelo. Além disso, a carga fatorial (0.628) foi a menor desta hélice, demonstrando a baixa relação com as IES comparadas com os demais indicadores.

Nesse sentido, infere-se que a comunidade percebe a Hélice Governo como responsável por criar leis e regulamentos a fim de estabelecer o controle normativo das IES. No entanto,

considera que o governo não deve concentrar sua preocupação em reduzir o excesso de normas sobre a atuação das IES.

Por outro lado, as IES transferem e comercializam o conhecimento gerado por meio de patentes que são reguladas pelos entes governamentais. Esta afirmação é representada pelo indicador “IES05” (transferência e comercialização do conhecimento). Tal indicador possui uma carga fatorial relativamente alta (0.794) e uma média de concordância considerável (5,175), o que indica forte relação com as atividades do governo, sendo entendida assim, também pela comunidade.

Os demais indicadores revelam níveis de concordâncias bem próximos, sem nenhum destaque adicional. Assim, entende-se que a comunidade considera que o conjunto de indicadores representa uma relação positiva entre Instituições de Ensino Superior e governo, possuindo uma relação de influência mútua.

A literatura também corrobora com a percepção da comunidade, uma vez que Bÿrbulescu e Constantin (2019) afirmam que o governo é capaz de promover um espaço favorável para as IES atuarem, reunindo a estrutura necessária para a construção de conhecimento. Por sua vez, Liu e Huang (2018) consideram que as IES são capazes de contribuir para o desenvolvimento local, podendo ser instrumento impulsionador de desenvolvimento do governo local.

Acerca do papel realizado pelo governo no modelo das hélices, a literatura o aborda sob dois pontos de vistas: um modelo estatista de governo e o modelo laissez-faire (ETZKOWITZ;

ZHOU, 2017). Partindo das respostas coletadas da comunidade, pode-se inferir que ela coloca o governo em um modelo laissez-faire, onde os atores (academia e governo) têm interações limitadas e separadas.

Entende-se desta forma, visto que não há um entendimento unânime sobre a predominância das ações do governo em relação as IES e sim, um equilíbrio nas respostas sobre o nível de significância de cada afirmativa. Outrossim, não se descarta a atuação do governo dentro do modelo estatista, dado que a comunidade percebe a importância das suas ações na interação com as Instituições de Ensino Superior.

H3 - As Instituições de Ensino Superior influenciam positivamente a sociedade.

A hipótese 3 foi considerada suportada, sendo que o R² da Hélice Sociedade que subsidia tal hipótese resultou em 0.429. Inclusive, este valor do R² foi o segundo maior encontrado no

modelo. Isto significa que, de acordo com a comunidade, há forte relação entre as Instituições de Ensino Superior e a sociedade.

De acordo com Carayannis e Grigoroudis (2016), a sociedade é considerada a usuária final das ações provenientes dos atores das 5 hélices. Afirmação esta que é validada pela comunidade por meio da média do nível de concordância do indicador “Soc04” (usuário final) e segunda carga fatorial mais alta (0.740). O resultado da pesquisa aplicada apresenta a maior média de todos os indicadores do modelo, média de concordância de 5,650.

Os indicadores encontrados na literatura que reforçam a hipótese 3, são: informação (Soc01), aspectos sociais (Soc02), democracia do conhecimento (Soc03), usuário final (Soc04) e auditores / fiscalizadores (Soc05). No entanto, para melhor equilíbrio do modelo foi retirado o indicador “Soc02” (aspectos sociais) que apresentava a carga fatorial (0.633) mais baixa em relação às demais. A baixa carga fatorial indica que este indicador possui a menor relação com as IES em comparação com os demais indicadores.

O indicador “Soc01” apresentou a menor carga fatorial (0.678), indicando baixa relação na interação com as IES. Fato que foi observado também na média de concordância (4,608), segundo menor da hélice. Tal indicador trata da comunicação do conhecimento científico produzido por acadêmicos para não acadêmicos. Diferentemente da comunidade, autores como Barcellos-Paula, De La Veja e Gil-Lafuente (2021), entendem que a informação, geram matrizes de opiniões, as quais podem fiscalizar as ações da IES (Soc05).

A retirada do indicador “Soc02” (aspectos sociais) não significa que a comunidade não o considere importante. Outrossim, a média de concordância indicada foi de 5,175, a terceira maior desta hélice. Isto demonstra que, assim como os estudos de Taratori et al. (2021), a comunidade entende que os valores e aspectos culturais da sociedade interferem na atuação das IES.

Em relação ao indicador com a menor média apontada pela comunidade, está o “Soc05”

(auditores/fiscalizadores), o qual demonstra que a sociedade interage com as IES como fiscalizadoras de sua atuação. Barcellos-Paula, De La Veja e Gil-Lafuente. (2021) consideram que a sociedade, além de consumidora final, também é fiscalizadora das ações das IES. Cabe ressaltar que García-Terán e Skoglund (2019) entendem essa ação como uma das principais interações com as IES, diferentemente da comunidade que a entende como relativamente baixa em comparação as demais.

Brabham (2012) cita a participação da sociedade nas atividades realizadas pelas IES necessárias para legitimar suas ações (Soc03), tornando-o o processo democrático. Diante dos resultados obtidos, infere-se que a comunidade percebe esta atuação, dado que o nível médio

de concordância para esta afirmação foi o segundo maior do modelo (5,300). Outrossim, o seu nível de significância encontrado na testagem do modelo foi de 0.781. Isto significa que apresenta a maior interação com as IES da Hélice Sociedade.

Cabe ressaltar que as IES promovem atividades de relação direta com a sociedade, por meio de atividades de extensão acadêmica, representada pelo indicador “IES02” (extensão). A percepção da comunidade sobre essa interação é considerada forte, com média de nível de concordância de 5,350 e carga fatorial de 0.766. Esta atuação é ressaltada por Gimenez e Bonacelli (2018), os quais afirmam que para o Brasil a extensão é entendida como a contribuição universitária para a cultura e serviço social. No entanto, os autores chamam a atenção para o fato de que as IES estão aproximando as atividades extensionistas ao setor produtivo.

Nesse sentido, em busca de solucionar os problemas da sociedade, as IES aplicamos conhecimentos produzidos por meio de pesquisas, conforme o indicador “IES03” (pesquisa). A comunidade percebe essa relação como importante no processo de interação com a sociedade (média de concordância de 5,208 e carga fatorial de 0.885). Carayannis e Rakhmatullin (2014) destacam a importância do incentivo que as IES realizem pesquisas que sejam pertinentes para a sociedade, independente da sua função de usuária ou parceira dos serviços acadêmicos.

Por fim, esta hipótese pode ser entendida como a avaliação da comunidade sobre a sua própria atuação dentre do modelo hélice quíntupla. Diante dos resultados obtidos de R² e Coeficiente de Caminho (0.655), infere-se que a comunidade percebe essa relação positiva e a considera importante dentro do modelo. Portanto, as IES influenciam positivamente a sociedade, sustentando a hipótese 3.

H4 - As Instituições de Ensino Superior influenciam positivamente o ambiente natural.

A última hipótese destina-se a verificar a influência positiva das IES no ambiente natural e pôde ser confirmada por meio do alto índice de R² (0.586) encontrado após a testagem do modelo. Este é, inclusive, o maior R² de todo o modelo e indica forte relação positiva entre as IES e ambiente natural.

As atividades que resumem a interação positiva do ambiente natural com as IES são representadas pelos indicadores: consciência verde (Nat01), sustentabilidade ambiental (Nat02), empreendedorismo sustentável (Nat03), proteção ambiental (Nat04), qualidade de vida (Nat05) e ecossistemas sustentáveis (Nat06). Todos esses indicadores representam

afirmações que tiveram um bom nível médio de concordância dentro do modelo (5,211). Infere- se, portanto, que comunidade percebe a importância da atuação das atividades da IES

Diante da percepção da comunidade, a atividade com maior relevância que indica a relação positiva entre IES e ambiente natural está representada pelo indicador “Nat05”

(qualidade de vida). Autores, como Carayannis e Campbell (2010), ressaltam a importância da influência positiva das IES no ambiente natural e na melhoria da qualidade de vida por meio de ações que não comprometam prejudicialmente o meio ambiente.

O indicador apresenta a maior média de concordância (5, 575) desta hélice, mas, no entanto, conta com a segunda menor carga fatorial (0.806) em comparação com os demais indicadores desta hélice. Isto indica que a comunidade percebe esta relação como a de maior impacto no que diz respeito aos demais indicadores. Contudo, de acordo com os resultados obtidos na mensuração do modelo pelo SmarPLS 4, apresenta baixa interação com as IES.

Por sua vez, a comunidade percebe com menor grau de importância a atuação das IES na formação de pessoas qualificadas que disseminem a consciência verde, conforme nível de concordância “Nat01” de 4,917. Também possui a menor carga fatorial 0.792, indicando baixa relação direta com o Ambiente Natural dentre todos os indicadores. Já Kholiavko et al. (2021) consideram esta interação essencial, dado que as IES podem formar pessoas aptas a pensarem de forma inovadora e gerar soluções sustentáveis.

O maior índice de carga fatorial é de 0.878 representado pelo indicador “Nat04”

(proteção ambiental). Tal indicador versa sobre as IES potencializarem a criação do pensamento sustentável e da proteção do ambiente natural, sinalizando a interação direta com o ambiente natural. Autores como Carayannis, Barth e Campbell (2012) colocam a proteção ambiental como fator principal resultante da interação entre ambos os atores.

Ainda, as IES são consideradas um dos principais instrumentos para fomentar um caminho em busca do desenvolvimento sustentável. Para tanto, são responsáveis por realizar pesquisas e ações de extensão a fim de solucionar problemas que comprometam o meio ambiente (LITARDI; FIORANI; LA BARA, 2020). Assim como, são responsáveis por incentivar a formação voltada para o desenvolvimento sustentável (LIU; HUANG, 2018).

Os demais indicadores também demonstraram bons índices de média de concordância, bem como, de cargas fatoriais. Confirma-se então, a hipótese 4, indicando forte relação positiva entre IES e o ambiente natural, confirmada pela percepção da comunidade investigada.

A fim de melhor representar essas conexões, foi desenvolvido, ao final da construção das hipóteses, um mapa cognitivo com os indicadores coletados. Assim, após aplicação da pesquisa e testagem das hipóteses, os resultados permitiram atualizar o modelo anterior,

conforme a Figura 14. A versão final do mapa cognitivo corresponde a representação gráfica da mensuração da interação das Instituições de Ensino Superior com as outras hélices do modelo, atingindo o último objetivo específico desta pesquisa.

Figura 14 - Mapa cognitivo de indicadores versão final.

Fonte: Elaborado pela autora, 2023.

O mapa cognitivo apresentado na Figura 14, busca retratar o modelo hélice quíntupla, colocando as Instituições de Ensino Superior na posição de protagonistas desse processo. As hélices que compõem o modelo, estão representadas por quadrantes de cores distintas.

Diferentemente do primeiro mapa, as cores foram alteradas para melhor identificação visual das hélices dentro da figura.

Os tamanhos dos quadrantes também foram alterados para estarem em conformidade com os resultados das análises do R². Assim, a hélice “ambiente natural” que possui o maior R², está representada pelo quadrante verde que também contém a maior área na figura. Por conseguinte, a hélice “sociedade” pertence ao segundo maior quadrante, de cor rosa. Isto indica visualmente que as IES influenciam em maior intensidade pelos aspectos que compõem o ambiente natural e sociedade.

Já o quadrante de cor laranja é o terceiro menor do modelo, onde está o cluster de indicadores que compõe a hélice “governo”. Por último, a hélice “empresas” possui o menor R² e, consequentemente, está simbolizada pelo quadrante de cor cinza, o menor do modelo.

Assim, indicando uma menor intensidade das ações do governo e, sobretudo, das empresas na relação com as IES.

O círculo pontilhado de cor azul denota a área de interação direta das IES com as outras quatro hélices. Nele, estão concentrados os indicadores que representam as ações diretas das Instituições de Ensino Superior (IES01 à IES05). Ressalta-se que o tamanho do círculo foi ampliado nesta nova versão. Tal alteração foi realizada para demonstrar o campo de atuação direta das IES e comportar a hierarquia de seus indicadores.

A forma com que os indicadores foram expostos também sofreu alterações em relação ao modelo antigo. Nesta nova versão, os indicadores foram posicionados de forma hierárquica, ou seja, aqueles que detêm uma maior interação com as IES estão mais próximos do centro do mapa. Sendo assim, os indicadores posicionados próximos as bordas pontilhadas da figura denotam uma interação de menor intensidade com as IES.

A fim de auxiliar a compreensão do grau de influência dos indicadores, estão presentes no mapa os sinais de “mais” e “menos”. Os sinais indicam o nível de proximidade dos indicadores de cada hélice em relação as IES. Também são utilizadas setas pontilhadas que partem da área central das IES, as quais ajudam a retratar a hierarquia na posição dos indicadores. As setas e linhas pontilhadas, que estão localizadas na borda da figura, denotam o fluxo de interação de todas as hélices que resultam na construção do conhecimento e, consequentemente, no desenvolvimento socioeconômico de uma região.

De acordo com os resultados encontrados, a disposição dos indicadores foi ordenada conforme a carga fatorial apurada após a testagem do modelo. Assim, os indicadores que estão posicionados mais próximos do centro, possuem cargas fatoriais mais altas se comparados com os demais. Isto indica que possuem maior interação com as IES, segundo a percepção da comunidade investigada.

Cabe ressaltar que os indicadores que representam a atuação direta das IES (IES01 a IES05) estão posicionados segundo o nível de carga fatorial em relação as demais hélices. A exemplo, cita-se o indicador “IES02” que possui a atividade de menor interação das IES com as outras hélices. Também, está posicionado mais à esquerda, indicando uma maior proximidade com a hélice “Sociedade”.

Ao visualizar o mapa, infere-se que as ações diretas realizadas pelas IES atuam e influenciam predominantemente na sociedade e, também no ambiente natural. Fato que é comprovado pela disposição dos indicadores que se referem a estas ações. Tais indicadores estão posicionados na parte de baixo do círculo e mais próximos das hélices que correspondem a essas esferas.

Os resultados também evidenciam o predomínio das ações do governo em relação a atuação das Instituições de Ensino Superior, dado que esta hélice possui o maior número de indicadores validados pela pesquisa. Por outro lado, a hélice “sociedade” possui um baixo número de indicadores em relação as demais hélices, indicando menor número de ações o na interação com as IES. As outras hélices denotam um equilíbrio visual que é proporcionado pelos números iguais de indicadores entre elas.

Numa perspectiva geral, o conhecimento até aqui gerado permite identificar as interações positivas das IES quando interage com os demais atores, como pressupõe o modelo.

Deste modo, o mapa cognitivo potencializa a percepção desses aspectos, uma vez que possibilita a visualização gráfica dos efeitos da atuação das IES em relação as outras hélices.

Outrossim, contribui com a literatura existente, fornecendo informações acerca dos benefícios que a academia promove no ambiente em que está inserida.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A execução deste estudo foi orientada para atender o objetivo de relacionar as Instituições de Ensino de Superior com as demais hélices do modelo hélice quíntupla. A análise dessa relação permitiu verificar a sua influência sobre os atores do modelo, a fim de compreender com profundidade o papel das IES no ambiente em que estão inseridas.

A relevância da pesquisa é justificada na indeterminação presente na literatura de um modelo que objetive mensurar o impacto da educação no desenvolvimento regional. Da mesma maneira, o modelo escolhido necessita de novos estudos para ampliar a compreensão das relações entre os atores que o compõe.

Além disso, os estudos sobre o impacto da educação no contexto socioeconômico propiciam a formulação de políticas públicas e o apoio a gestão das instituições de ensino. A compreensão em profundidade da influência que as Instituições de Ensino Superior exercem no ambiente, auxilia no desenvolvimento de estratégias institucionais e impacta diretamente nas regiões que atuam.

Diante desse contexto, este estudo desenvolveu um modelo teórico de indicadores que permite avaliar o desempenho das IES com atores importantes do desenvolvimento baseado no conhecimento. O modelo hélice quíntupla compreende todos esses atores (IES, sociedade, governo, empresas e ambiente natural) em um arranjo sistêmico, o qual permite colocar as Instituições de Ensino em uma posição central.

A fim de atingir o primeiro objetivo específico deste estudo, utiliza-se tal arranjo, conduzindo os estudos para a construção de um modelo teórico de indicadores que abordam o desempenho das Instituições de Ensino Superior. Destaca-se que o modelo de indicadores foi construído de acordo com a literatura e validado por meio de instrumentos estatísticos.

A pesquisa fez uso da modelagem de equações estruturais (SEM) com a finalidade de atender o segundo objetivo específico, testando as hipóteses que sustentam os objetivos específicos e consubstanciam o modelo teórico de indicadores de desempenho das IES. Para tanto, foi considerada a percepção da população que reside na região da AMUREL.

Com vistas a atender o terceiro objetivo específico, foi desenvolvido um mapa cognitivo que representa graficamente a interação das IES, mensurando sua atuação dentro do modelo. O mapa permitiu verificar de forma visual a atuação das IES e seus aspectos positivos na interação com as outras hélices.

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