6.1 Primeiras palavras
A ´ultima unidade deste livro fala, especificamente, sobre a apresentac¸ ˜ao de uma pesquisa, ou seja, um modo divulgac¸ ˜ao geralmente posterior `a produc¸ ˜ao e publicac¸ ˜ao do trabalho escrito (veja Unidade 5). Desse modo, esta unidade, as- sim como a anterior, traz diretrizes para a criac¸ ˜ao e apresentac¸ ˜ao do trabalho de pesquisa. Espera-se que ao final de sua leitura o aluno seja capaz de organizar e preparar o conte ´udo para comunicar seu trabalho de pesquisa com seguranc¸a e convicc¸ ˜ao, finalizando assim, sua formac¸ ˜ao b ´asica em metodologia cient´ıfica.
banca. Os especialistas que comp ˜oem a banca avaliam o texto da monografia de qualificac¸ ˜ao e tamb ´em a apresentac¸ ˜ao realizada pelo aluno para decidir se aprovam ou n ˜ao o desenvolvimento do projeto.
Resultados preliminares ou finais da pesquisa tamb ´em podem ser apresen- tados em eventos da ´area. Enquanto o exame de qualificac¸ ˜ao ´e requisito ape- nas para cursosstricto sensu, a defesa do trabalho finalizado perante uma banca ocorre em trabalhos de conclus ˜ao de curso (graduac¸ ˜ao elato sensu), mestrados e doutorados.
Como se pode notar, saber divulgar uma pesquisa ´e t ˜ao importante quanto desenvolv ˆe-la e produzir documentos a seu respeito. Marconi e Lakatos (2001, p. 79) deixam isso bem claro ao dizer que: “Todo estudioso necessita trans- mitir a outras pessoas, com certa frequ ˆencia, o fruto de suas atividades, de seu conhecimento”. Esses autores tamb ´em definem a comunicac¸ ˜ao cient´ıfica como sendo “a informac¸ ˜ao apresentada em congressos, simp ´osios, semanas, reuni ˜oes, academias, sociedades cient´ıficas, etc., onde se exp ˜oem os resulta- dos de uma pesquisa original, in ´edita, criativa, a ser publicada posteriormente em anais ou revistas”.
Nesta unidade considera-se que uma comunicac¸ ˜ao cient´ıfica ´e a apresenta- c¸ ˜ao oral (com ou sem o aux´ılio de slides ou p ˆosteres) de uma pesquisa pre- tendida, em desenvolvimento ou finalizada. Em termos deestrutura, segundo Marconi e Lakatos (2001), as comunicac¸ ˜oes seguem, basicamente, a mesma dos trabalhos escritos: introduc¸ ˜ao, desenvolvimento e conclus ˜ao. Na introduc¸ ˜ao, espera-se que o palestrante formule claramente o tema-problema investigado.
A introduc¸ ˜ao pode, ainda, conter menc¸ ˜oes aos trabalhos relacionados. Nesse caso, as citac¸ ˜oes devem ser bem mais pontuais e direcionadas `a relev ˆancia para o trabalho do que ´e encontrado no cap´ıtulo (ou sec¸ ˜ao) de Revis ˜ao Bibliogr ´afica.
A introduc¸ ˜ao tamb ´em deve deixar clara a motivac¸ ˜ao do trabalho, suas hip ´oteses e justificativas aplic ´aveis.
Em seguida, no relato do desenvolvimento, deve-se apresentar os passos do m ´etodo adotado para a resoluc¸ ˜ao do problema (comprovac¸ ˜ao da hip ´otese) com o detalhamento suficiente e necess ´ario para permitir o entendimento b ´asico por parte da audi ˆencia. Por fim, conclui-se a comunicac¸ ˜ao com o relato dos principais resultados, contribuic¸ ˜oes e conclus ˜oes da pesquisa.
Uma comunicac¸ ˜ao pode ser dividida em tr ˆes est ´agios: preparac¸ ˜ao, apre- 98
sentac¸ ˜ao e arguic¸ ˜ao (MARCONI; LAKATOS, 2001). A preparac¸ ˜ao envolve a busca e o estudo de informac¸ ˜oes relevantes para o conte ´udo que se deseja apresentar. Como as comunicac¸ ˜oes s ˜ao realizadas com base em um trabalho (em desenvolvimento ou j ´a finalizado) de autoria do pr ´oprio palestrante, este j ´a possui a fundamentac¸ ˜ao te ´orica necess ´aria na preparac¸ ˜ao. A preparac¸ ˜ao, nesse caso, resume-se `a elaborac¸ ˜ao de slides ou p ˆosteres para a qual algumas diretrizes s ˜ao apresentadas na sec¸ ˜ao 6.3.2.
Aapresentac¸ ˜ao, por sua vez, como explicado por Marconi e Lakatos (2001, p. 83), envolve “ler com clareza o que est ´a escrito”; “imprimir velocidade razo ´avel
`a leitura, tentando prender a atenc¸ ˜ao dos ouvintes” e “dar ˆenfase `as palavras- chave”. Em especial, o conte ´udo de apoio presente em um slide ou p ˆoster n ˜ao deve limitar a apresentac¸ ˜ao, servindo apenas de guia para que o aluno- palestrante se recorde dos pontos importantes que deve mencionar.
Por fim, a arguic¸ ˜ao ´e a fase de perguntas e considerac¸ ˜oes dos membros da banca ou plateia. Nesse momento, o aluno-palestrante deve estar atento ao que lhe ´e perguntado para que possa responder com correc¸ ˜ao, objetividade e clareza. Contudo, se o aluno n ˜ao souber alguma resposta, ele deve ser sincero e assumir sua falha podendo, inclusive, sugerir alguma resposta com base em outros conhecimentos (MARCONI; LAKATOS, 2001).
Devido `a grande gama de ocasi ˜oes nas quais as comunicac¸ ˜oes ocorrem, alguns aspectos variam bastante como os descritos a seguir.
Primeiramente, a audi ˆencia de uma comunicac¸ ˜ao pode ser bastante di- versa. Em uma defesa, por exemplo, a banca de especialistas que avaliam o trabalho ´e a principal audi ˆencia a ser considerada apesar de tamb ´em estarem presentes, usualmente, familiares e colegas do aluno-palestrante. Deve-se, por- tanto, ter em mente que os membros da banca s ˜ao pessoas ocupadas e co- nhecedoras de grande parte do assunto sendo apresentado (pelo menos sua base te ´orica e principais trabalhos j ´a desenvolvidos) e, assim, a comunicac¸ ˜ao precisa ser objetiva e direta. Contudo, espera-se que um bom n´ıvel t ´ecnico seja mantido para que os demais membros da plateia possam acompanhar o racioc´ınio.
Em relac¸ ˜ao `a banca, outra sugest ˜ao importante ´e tentar antecipar as ques- t ˜oes que poder ˜ao ser levantadas. Assim, o aluno-palestrante deve fazer uma revis ˜ao cr´ıtica da literatura, seguir a metodologia de pesquisa, apresentar clara-
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mente os resultados, valid ´a-los e discuti-los e finalizar com as conclus ˜oes, con- tribuic¸ ˜oes e sugest ˜oes de trabalhos futuros.
As comunicac¸ ˜oes em congresso, por sua vez, tendem a um n´ıvel t ´ecnico mais alto, uma vez que a plateia ´e composta apenas por especialistas e o tempo dispon´ıvel para a apresentac¸ ˜ao ´e limitado. Ali ´as, otempo ´e outro aspecto que varia bastante de acordo com o tipo de comunicac¸ ˜ao. Uma comunicac¸ ˜ao em congresso geralmente ´e limitada a 10-20 minutos com mais 5-10 minutos para perguntas e colocac¸ ˜oes do p ´ublico. Em uma defesa, o aluno-candidato tem cerca de 20 a 40 minutos para “defender” seu trabalho, dependendo do n´ıvel do t´ıtulo almejado (graduado, mestre ou doutor). Ap ´os a apresentac¸ ˜ao do candidato ao t´ıtulo, cada membro da banca tem igual tempo para fazer seus questionamen- tos (arguic¸ ˜ao do candidato).
Ofocodesejado para a comunicac¸ ˜ao tamb ´em deve ser considerado no mo- mento de sua preparac¸ ˜ao ou apresentac¸ ˜ao. A comunicac¸ ˜ao pode ser informa- tiva, instigante ou did ´atica, por exemplo. O foco deve ser estabelecido de acordo com as diretrizes adotadas pela instituic¸ ˜ao na qual a defesa ocorre ou do evento no qual o trabalho aceito ´e apresentado.
Algumas diretrizes gerais para a preparac¸ ˜ao e apresentac¸ ˜ao de uma co- municac¸ ˜ao s ˜ao descritas na sec¸ ˜ao 6.3.1; enquanto dicas espec´ıficas para a elaborac¸ ˜ao de elementos de apoio (slides ou p ˆoster) s ˜ao tratadas na sec¸ ˜ao 6.3.2.
6.3.1 Diretrizes gerais
Algumas diretrizes podem ser seguidas para a preparac¸ ˜ao e a apresentac¸ ˜ao de uma comunicac¸ ˜ao com base em alguns autores (PURRINGTON, 2009; MAR- CONI; LAKATOS, 2001; EASTERBROOK, 2003):
• Plano– para guiar a comunicac¸ ˜ao, o aluno-palestrante pode preparar um plano (na forma de um resumo) do que ser ´a apresentado, contendo: uma ou duas frases introdut ´orias com a descric¸ ˜ao do problema e da hip ´otese de trabalho, os objetivos da pesquisa, a metodologia adotada para alcanc¸ar os objetivos (desenvolvimento da pesquisa), os resultados obtidos e as conclus ˜oes relacionando hip ´otese e resultados;
• Vocabul ´ario– a apresentac¸ ˜ao deve ser composta por vocabul ´ario simples 100
e frases curtas para comunicar diretamente a ideia que deseja transmi- tir. Marconi e Lakatos (2001, p. 38) complementam que se deve “usar vocabul ´ario t ´ecnico, mas adequado, compreens´ıvel e cuidadosamente es- colhido, tendo em vista o tipo e o n ´umero de pessoas presentes”;
• Clareza– a clareza de racioc´ınio exercitada na escrita cient´ıfica tem peso ainda maior na comunicac¸ ˜ao oral e deve ser buscada a todo o custo;
• Idioma – outro fator importante ´e saber qual idioma dever ´a ser usado na comunicac¸ ˜ao e trein ´a-lo com anteced ˆencia revisando a pron ´uncia de palavras e a formac¸ ˜ao de estruturas duvidosas;
• Linguagem– a linguagem adotada na apresentac¸ ˜ao deve ser formal, ou seja, n ˜ao devem ser utilizadas g´ırias ou ironias e deve-se tomar cuidado com erros de portugu ˆes e de uso (como os gerundismos);
• Postura– a postura deve ser formal e, portanto, ac¸ ˜oes como mascar chi- clete, sentar na mesa ou trajar roupa inadequada (bon ´e, por exemplo) s ˜ao inaceit ´aveis;
• Narrac¸ ˜ao – a fala deve ter in´ıcio, meio e fim sempre usando de elos did ´aticos e enf ´aticos entre slides e sec¸ ˜oes do p ˆoster. Sugere-se um tom de voz nem muito alto nem muito baixo e uma narrac¸ ˜ao calma e tranquila, pois esse tipo de narrac¸ ˜ao demonstra seguranc¸a;
• Exemplos– outra conduta sugerida ´e a de exemplificar os conceitos cita- dos, as m ´etricas usadas, as t ´ecnicas e os m ´etodos aplicados. Os exem- plos v ˆem para materializar o conte ´udo abstrato verbalizado pelo aluno- palestrante, aumentando as chances de seu entendimento por parte do ouvinte;
• Ilustrac¸ ˜oes – se os exemplos s ˜ao ´uteis, as ilustrac¸ ˜oes s ˜ao ainda mais.
Sempre que poss´ıvel se deve utilizar de elementos gr ´aficos para ilustrar e exemplificar o que ´e dito, afinal de contas: “Uma imagem vale mais do que mil palavras”.
A fase de preparac¸ ˜ao tamb ´em inclui o ensaio da comunicac¸ ˜ao. O ensaio pode ser feito individualmente com o aux´ılio de gravadores ou filmadoras, se desejado; e depois com uma plateia de colegas para que esses possam anotar os pontos que precisem ser melhorados. O ensaio ´e muito importante para que
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o aluno-palestrante tenha consci ˆencia de v ´arios pontos citados, principalmente, da velocidade de sua fala que n ˜ao deve ser nem r ´apida nem lenta demais. Para tanto, mesmo que n ˜ao seja poss´ıvel gravar o ensaio, ele deve ser ao menos cronometrado.
Uma revis ˜ao do conte ´udo preparado deve ser realizada antes da apre- sentac¸ ˜ao, para confer ˆencia geral ou, ainda, com o intuito de levantar d ´uvidas de ´ultima hora para as quais informac¸ ˜oes adicionais devem ser buscadas. Esse levantamento bibliogr ´afico “de ´ultima hora” tamb ´em pode ser realizado com o intuito de verificar o que acaba de ser publicado sobre o assunto demonstrando que o aluno n ˜ao abandonou seu interesse pelo trabalho simplesmente porque o mesmo est ´a conclu´ıdo.
No momento da apresentac¸ ˜ao (na hora H), o aluno deve faz ˆe-la com convic- c¸ ˜ao, olhando para as pessoas e apontando para os slides ou sec¸ ˜oes do p ˆoster para indicar os t ´opicos que menciona. ´E uma boa estrat ´egia usar as mesmas palavras dos slides ou sec¸ ˜oes e n ˜ao passar batido pelas ilustrac¸ ˜oes, para as quais ´e necess ´ario enfatizar os pontos principais. Se durante a apresentac¸ ˜ao o aluno notar algum erro no texto, n ˜ao deve se desesperar, bastando apenas corrigi-lo durante a fala e seguir em frente.
Ocomportamentodo aluno durante a arguic¸ ˜ao deve ser aberto a sugest ˜oes e cr´ıticas, agradecendo boas sugest ˜oes/cr´ıticas, n ˜ao dando import ˆancia para coment ´arios maldosos e mantendo a calma e a educac¸ ˜ao. ´E fato que n ˜ao existe pesquisa sem cr´ıtica e todas as cr´ıticas s ˜ao bem vindas. Al ´em disso, o aluno ´e um aprendiz e ningu ´em ´e obrigado a saber tudo. O aluno deve, portanto, encarar essa fase com seguranc¸a e convicc¸ ˜ao pois foi ele quem desenvolveu o trabalho, sendo totalmente capaz de responder quest ˜oes a seu respeito.
6.3.2 Elementos de apoio
Os elementos de apoio a uma comunicac¸ ˜ao s ˜ao, usualmente, os slides e p ˆoste- res (ou pain ´eis). Para sua elaborac¸ ˜ao, h ´a algumas dicas a serem consideradas, como: preparar com anteced ˆencia, destacar objetivos e conclus ˜oes, bem como resumir o conte ´udo do documento de base (artigo ou monografia).
A Figura 6.1 traz algumas diretrizes para planejar o conte ´udode slides e p ˆosteres de um trabalho de conclus ˜ao de curso. A quantidade de informac¸ ˜ao indicada nessa figura pode ser alterada para comunicac¸ ˜oes de trabalhos mais 102
extensos como os de mestrado e doutorado.
Figura 6.1 Diretrizes para o conte ´udo de slides e p ˆosteres.
Seguindo essas diretrizes, o slide ou sec¸ ˜ao de t´ıtulo traz: o t´ıtulo do tra- balho, seguido pelo nome do aluno-palestrante, de seu orientador e demais au- tores (quando for o caso) e a sigla (ou nome por extenso) da instituic¸ ˜ao de origem do palestrante e seus colegas citados. ´E usual, tamb ´em, colocar o e-mail ou outra informac¸ ˜ao para contato logo em seguida nos p ˆosteres. Nos slides, essa informac¸ ˜ao pode ser apresentada no in´ıcio ou apenas ao final.
A introduc¸ ˜ao cont ´em a contextualizac¸ ˜ao do trabalho explicitando porque esse tema foi escolhido, qual o problema tratado e a hip ´otese de pesquisa veri- ficada. Os objetivos, por sua vez, deixam claro o prop ´osito do trabalho. O desenvolvimento traz o delineamento da pesquisa com a justificativa para a escolha dos m ´etodos, t ´ecnicas, ferramentas e recursos. Ap ´os a descric¸ ˜ao de
“como” a pesquisa foi feita, osresultados s ˜ao pontuados e apresentados com uniformidade: s ´o se deve mencionar o que for relevante, resultados acess ´orios devem ser omitidos na comunicac¸ ˜ao.
Por ´ultimo, assim como na escrita cient´ıfica, na comunicac¸ ˜ao asconclus ˜oes tamb ´em devem estar relacionadas aos objetivos e `as hip ´oteses. Aqui ´e preciso ter em mente que toda conclus ˜ao deve ser feita apenas com base no conte ´udo que foi efetivamente mencionado. ´E exigir demais do p ´ublico ouvinte que eles consigam chegar `as mesmas conclus ˜oes que o autor do trabalho chegou sem ter o conhecimento total que esse disp ˜oe. Portanto, deve ser mencionado tudo o que for relevante para guiar o ouvinte `a mesma conclus ˜ao `a qual o aluno- pesquisador-autor-palestrante chegou com seu trabalho.
Em termos de tempo, calcula-se, em m ´edia, 1 minuto para cada slide ou sec¸ ˜ao equivalente no p ˆoster (veja Figura 6.1). Dessa maneira, o conte ´udo da
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figura citada leva cerca de 15 minutos para ser comunicado. ´E claro que essa ´e apenas uma estimativa que pode ser alterada por outros fatores como a quanti- dade e a complexidade do conte ´udo comunicado em cada slide (ou sec¸ ˜ao).
Quanto aoformatode slides e p ˆosteres, as diretrizes s ˜ao: respeitar o limite para as margens (pelo menos 1 cm ou de acordo com o formato), nunca usar tamanho de fonte menor que 14, priorizar as de f ´acil visualizac¸ ˜ao (como a Arial e sua fam´ılia) e, no m ´aximo, um segundo tipo de fonte. Sugere-se, no m´ınimo, fonte de tamanho 20 para o corpo e um pouco maior (32 ou 40) para o t´ıtulo de cada slide ou sec¸ ˜ao do p ˆoster.
As cores escolhidas devem garantir o contraste adequado entre fundo e texto. As ilustrac¸ ˜oes (tabelas, figuras, gr ´aficos, etc.) devem ser usadas sem exageros e apenas quando forem significativas para a pesquisa. Se as ilustra- c¸ ˜oes forem obtidas de outros autores, deve-se citar a fonte.
Cuidado com a poluic¸ ˜ao visual! Cada slide ou sec¸ ˜ao do p ˆoster n ˜ao pode ser polu´ıdo com excesso de informac¸ ˜oes. Sugere-se que um slide tenha, no m ´aximo, cerca de 7 linhas com 7 palavras em m ´edia cada. Para tanto, deve-se usar apenas palavras-chave e frases curtas como um “lembrete” do que deve ser dito. Para o p ˆoster, os par ´agrafos devem ter, no m ´aximo, 5 linhas. Assim como na escrita cient´ıfica, abreviac¸ ˜oes e mai ´usculas desnecess ´arias devem ser evi- tadas. Por fim, uma boa conduta para fugir da poluic¸ ˜ao ´e respeitar a proporc¸ ˜ao de espac¸o em branco sugerida por Boyce (2006) para p ˆoster, como: 20% gr ´afico, 40% texto e 40% espac¸o em branco.
Por ´ultimo, deve-se fazer a revis ˜ao de tudo v ´arias vezes pois erros de portugu ˆes s ˜ao inaceit ´aveis. Sugere-se que a vers ˜ao final com o arquivo de apresentac¸ ˜ao ou o p ˆoster seja salva em um formato (como o PDF) que n ˜ao cause modificac¸ ˜oes indesejadas. Para o p ˆoster lembre-se de que ´e necess ´aria a impress ˜ao, ent ˜ao, imprima com anteced ˆencia! Os slides, por sua vez, devem ser testados, se poss´ıvel, no computador/projetor dispon´ıvel para a defesa ou apresentac¸ ˜ao no congresso.