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Está obFa está dividida em três partes, sendo que a primeira, compreendendo 14 capítulos, estuda a Cultura, Socie- dade e Personalidade em todos os seus aspectos como no que se refere à Cul- tura; Natureza; Funções; Integração e Mudança Cultural; O sentido do Con- ceito de Cultura. Na parte dirigida à Sociedade temos: População-Crescimen- to e Distribuição; Estratificação Social e Tensões Intergrupais numa Socieda- de Multigrupal. Quanto à Persona- lidade encontramos: Teorias da For- mação da Personalidade; Personalida- de e Interação Social; Casamento e Família; Educação; Religião e Ordem Social.

Na segunda parte, onde constituem te- ma a Economia e Sociedade, são es- -tudados os tópicos: Decisões e Institui- ções Econômicas; A grande Transfor- mação: Da Sociedade Tradicional à Industrial; Sistemas Econômicos e Fi- losofias: O Capitalismo do Laissez Fai- re e o EE.UU; O Agricultor num Mun- do Industrializante; O Consumidor.

A terceira e última parte é dedicada ao O Governo dos Homens, contendo os assuntos: O Governo e suas Fun- ções; Variação e Mudança no Gover- no; Sistemas Políticos e Filosofias: A Democracia e a Constituição Norte- Americana; Partidos e Participação na Democrqçia Norte-Americana; Política Internacional e Ordem Mundial.

O enfoque global deste livro, talvez único no gênero a reunir tamanha va- riedade de questões sociais, o capacita a ser obra de consulta constante por aqueles que necessitam dados comple·

tos sobre a matéria.

MTGP Distribuição Espacial do Comércio Va- rejista da Grande São Paulo - Alber- to de Oliveira Lima Filho - Instituto de Geografia - Universidade de São Paulo - São Paulo - 1975.

Esta monografia é uma análise inter- disciplinar e sistêmica do geomarke- ting, que é o estudo da distribuição de bens e serviço sobre o espaço, o exa- me da dinâmica e da evolução das ins- tituições varejistas e a pesquisa de ten- dências relacionadas com os fluxos de bens, serviços e pessoas para as ativi- dades de atendimento aos requisitos dos domicílios.

A presente publicação constitui uma ampliação da tese de doutoramento de Professor Pleno de Mercadologia da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, Alberto de Oliveira Lima Fi- lho, que possui, ainda, vários títulos como B.A.E., M.A. e Ph.D.

O autor explica que o conteúdo de na- tureza interdisciplinar deste trabalho é devido ao fato de. a estrutura da dis- tribuição espacial dos sistemas vare- jistas encontrar melhor nível de des- crição e exploração quando baseada em contribuições de outras disciplinas importantes como História, Geografia, Sociologia Urbana, Urbanismo e Eco- logia.

Assim sendo, esta monografia consti- tui um· estudo de bastante utilidade para os pesquisadores das áreas destas disciplinas porque ela engloba pers- pectivas múltiplas do Brasil e da região da Grande São Paulo.

A publicação está dividida em dois ca- pítulos que são: Dimensões Espaciais do Sistema Varejista e o Sistema Vare- jista no Brasil; Padrões de Contrastes e Características Evolutivas.

No primeiro capítulo encontramos os seguintes artigos:

O Sistema urbano; A dinâmica urbana de Forrester; O fator de polarização; A estrutura da cidade; O tecido urbano;

O sistema varejista e a qualidade de vi- da urbana; O sistema varejista no es- paço urbano; Análise da área de co- mércio.

No segundo capítulo temos:

Tipos 'de contrastes; Características dos contrastes; Explicação teórica dos pa- drões de contrastes; Evolução do siste- ma urbano; Mudanças no nível de per- formance; Aparecimento de novas ins- tituições varejistas; Desenvolvimento elo varejo na A.M.G.S.P.O intervalo cronológico e os padrões de contrastes;

Área Metropolitana da Grande São Paulo; Evolução da estrutura urbana;

1ndicadores Populacionais; O fator po- larização em São Paulo; Mudanças estruturais na área urbana; Varejo na Área Metropolitana da Grande São Paulo: problemas e tendências.

MTGP A Geografia dlls Relações Cidade- Campo: Uma Introdução à Bibhogra- fia

Eduardo Pazera júnior As relações cidade-campo ocorrem em vúrios planos que são, ao mesmo tem- po, diversificados e inter-relacionados.

Assim, no plano comercial, cumpre lembrar o papel das feiras-mercado das cidades medievais, ponto de encontro de produtores rurais para as trocas.

Progressivamente, com a evolução his- tórica, a cidade se torna a compradora da produção agrícola, direta ou indire- · tamente; produção essa, de início, en- tregue pelo produtor diretamente ao consumidor urbano e, mais tarde, car- reada pelos intermediários. É a cidade que fornece para o mundo rural uma gama cada vez maior e mais complexa de bens ele consumo e ele produção.

Do ponto ele vista financeiro, o papel dirigente da cidade tem seu início com os investimentos urbanos na proprie- dade territorial rural. Contudo, as al- t<Js finanças e crédito, juntamente com

o poder de decisão do comércio urba- no, determinam uma posição de coman- do que passa a ser exercida pela cida- de sobre o campo.

Num plano demogdfico e social, o primeiro fato que nos chama a atenção é o problema do êxodo rural. Nesse sen- tido vemos que os excedentes demo- gráficos do campo são responsáveis por uma parcela considerável do crescimen- to da população urbana.

As migrações diárias cidade-campo, re- lativas à presença de grande número de diaristas rurais residentes nas cidades, assumem expressão cada vez maior. Por último, mas não de menor importân- cia, saliente-se que a cidade é, freqüen- temente, centro residencial de proprie- tários rurais.

Outro tipo de relacionamento, mais importante elo que pareceria à primei- ra vista, é a existência de propriedades rurais de fim-de-semana, pertencentes a citadinos.

No plano político-administrativo, a ci- dade é o centro dos atos principais da vida civil elo rurícola. É a cidade que determina a estrutura político-adminis- trativa a que o campo se subordina.

Longa seria a lista de "serviços" que a cidade proporciona ao campo. Dos ser- viços ele saúde à educação siste1rnitica a assistemática.

De qualquer forma, é a ideologia çla- borada pelo meio urbano que irá re- fletir sobre o rural.

A relação cidade-campo mudou pro- fundamente, e até mesmo inverteu-se no decorrer da História, segundo as épocas e os modos ele produção. O rela- cionamento tem sido, às vezes, confli- tante ou mais ou menos pacífico e mais perto de uma verdadeira associa- ção.

Boi. Ceogr. Rio de janeiro, J.1(25U): li7·182, jnl.Jset., 1976

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Não se coloca, aqui, a existência de uma verdadeira dicotomia cidade x campo. A diferenciação é fruto da di- visão do trabalho social, porém den- tro do contexto de uma sociedade glo- bal.

A tendência atual do relacionamento cidade-campo reveste-se de formas mais sutis de dominação, em que a cidade é o centro de decisão. Verifica-se, ainda, que as relações deixam, progressiva- mente, de ser imediatistas (a cidade dominando o "seu" campo) para se tornarem cada vez mais aespaciais e complexas.

Assunto que interessa a várias especia- lidades científicas, deveria, à primeira vista, apresentar uma vasta literatura, notadamente da autoria de geógrafos e sociólogos. Na verdade, tal não ocorre na freqüência desejável. Apesar da imensa riqueza de aspectos que o tema possa sugerir, é relativamente pobre a bibliografia que trate especificamente das relações cidade-campo no que tange aos seus aspectos geográficos.

A matéria de que nos estamos ocupan- do é tratada, quase sempre, de modo perfunctório nos manuais de Geografia Humana e de Sociologia. Nas pesquisas sobre comunidades rurais, organização do espaço, planejamento regional etc., o tema quase sempre é pouco explora- do. Na maioria das vezes é comum não haver menção expressa a, esse tipo de relações nas citadas pesquisas. Não obs- tante, é raro que não se possa inferir, desses textos, fatos de vida de relações rurais-urbanas.

É grande o número de pesquisas e en- saios em que se estudam aspectos do meio rural ou urbano, como mercados de produção e/ou de consumo, envol- vendo a cidade e o campo. Tais estu- dos, deliberadamente, deixam de par-

tmpar desta introdução bibliográfica, pois alongá-la-iam por demasiadq, pre- judicando seus objetivos. Pelas mesmas razões deixamos de citar os trabalhos referentes especificamente ao êxodo ru- ral, sem menção expressa a um relacio- namento mais amplo cidade-campo.

Constam, portanto, do rol que se segue somente as publicações de mais fácil acesso e que abordam, de modo expres- so, o tema.

O tratamento dado pelos' trabalhos sobre relações cidade-campo poderia, grosso modo, ser dividido em três gru·

pos:

1.0) textos gerais de Geografia Hu- mana (principalmente de Geografia Urbana) , contendo um ou mais capí·

tulos sobre o assunto, como é o caso das obras de Derruau e P. George, o mesmo ocorre com alguns manuais de Sociologia Rural, como é o caso do texto editado por M. Isaura P. de Queiroz;

2.0) trabalhos cujo escopo principal é o estudo de comunidades rurais, sob o ponto de vista geográfico, como é o caso das pesquisas de L. L. Fernandes e N. L. Muller, ou sob o ponto de vista sociológico (A. Cândido e Quei- roz);

3.0) trabalhos específicos sobre as relações cidade-campo, seja sob o ponto de vista da Sociologia, como a obra de Rambaud (com um enfoque psicos- social), seja sob o ponto de vista de- mográfico, a exemplo do livro de Ca- margo. Nesse mesmo item merece destaque especial o ensaio de Kayser, como trabalho de índole geográfica. O famoso geógrafo francês enfatiza as no- vas ·tendências geográficas da vida de relações cidade-campo, sobretudo no que tange ao seu caráter aespacial.

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