A~ diferenças entre os princípios de mo- delos de funções de Christaller e Lõsch podem ser ilustrados em um sistema central hipotético (fig. 1). Qualquer que seja a maneira pela qual as pes- soas vejam a derivação do princípio de aglomeração de Lõsch, certas conse- qüências empíricas de sua aplicação são ambíguas:
1) a ocorrência de qualquer bem em um centro não é condicionada pela ocorrência de uma mistura específica de outros bens no centro;
2) a localização de qualquer bem de- ve ser explicada por sua opção de loca- lização com respeito às ocorrências vi- zinhas de bens; e
4 W. Isard, Economia da Localização e Espaço (Cambridge, Mass.: Gráfica M. L. T., 1956) , pp. 153-154; J. B. Parr e K. G. Denike, "Problemas Teóricos na Análise dos Centros'', Geografia Econômica, Vol. 46 (1970), pp. 568-586; J. B. Parr, "Estrutura e Tamanho no Sistema Urbano de Lõsch", Geografia Econômica, .Vol. 49 (1973), pp. 185-212, especialmente pp. 190-191; e M. F. Goodchild, "A Área Comercial de uma Rede Regional de Pontos Localizados", Análise Geográfica, Vol. 4 (1972), pp. 105-107.
5 J. R. Tarrant, "Comentários sobre o Sistema Lõsch de Centros", Análise Geográfica, Vol. 5 (1973) , pp. 113-121; para uma comparação mais extensa de Christaller e Lõsch veja von Bõventer, op. cit. nota de pé-de-página 2, pp. 168-173.
3) um bem em qualquer centro tem uma população tributária em sua área comercial que está ligada a uma "po- pulação liminar", quer dizer que os devias das populações das áreas comer- ciais, desde o mínimo necessário para os industriais considerarem viável, são pequenos.
,-.. - Fronteira da dreo comercial incluindo a populo~ão tributárià.
e -
Centro oferecedor de bens.o - Outros locais. MTN-
3) numa área de densidades demo- gráficas variáveis alguns centros irão ter bens como hierarquicamente margi- nais, um bem que em outros q!ntros irá ter populações tributárias mui to maiores do que a limiar até o máximo de três vezes em um sistema K-3 e mais em outros sistemas.
Os bens e serviços com essas caracte- rísticas são do tipo Christaller.
Muitos estudos empíricos têm mostra- do que uma perfeita ordem "Christal- ler" de bens nos centros não é encon- trada, apesar de que as ocorrências dos bens se aproximam de tal modelo. Per- manece ainda a necessidade ele ser visto se as partidas elo modelo do "tipo Christaller" podem ser explicadas co- mo bens de acordo com o modelo do
"tipo Lõsch". 6
Fig. l - Comparação dos princípios de ordem
49
de funções de Christaller e Lc'isch. As áreas tribu-
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!árias hipotéticas ilustraram a decisão que seque o
reas e s u o
princípio de Lõsch de localizar no lugar mais central ( B) e o que escolhe um lugar localizado
na área intersticial que já contém todas as funções
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modelo de 200 atividades em sessen-de menor ordem (A).
Um bem ou serviço para os quais esses três pontos sejam verdadeiros é um bem do "tipo Lõsch". Ao contrário, as conseqüências empíricas do princípio de aglomeração de Christaller são:
l) as ocorrências de bens em centros sao condicionadas pela. presença de bens que têm menores requisitos de população limiar;
2) os locais alternativos não encon- trando essa condição seriam rejeitados, mesmo quando fossem mais central- mente localizados com respeito a locais de competição; e
ta e sete locais em Iowa central foi exa- minado por um período de dois anos desde 1960 até 1970. Esses dados são mais apropriados para examinar a pri- meira proposição. O modelo de sete atividades em quarenta e duas regiões (349 cidades) no sul de Minnesota foi analisado nos anos de 1939, 1951, e 1970 (fig. 2) . Hassinger tem estu.dado essa área. 1
Ele escolheu funções que vão de fre- qüentes até temporárias. 8 Esses dados são mais apropriados do que os dados de Iowa para examinar a segunda e a terceira proposição, porque eles são
6 B. ]. L. Berry e H. B. Barnum, "Relações Agregadas e Elementos Componentes dos Sis- temas de Centros", jornal Regional de Ciência, Vol. 4 (1962), pp. 35-68.
7 E. Hassinger, "O Relacionamento dos Modelos de Serviços Varejistas para com a Mudança na População do Centro Comercial", Sociologia Rural, Vol. 22 (1957), pp. 235-240.
s Livro de Referência Dun e Bradstreet (Nova York: Dun e Bradstreet Inc. 1970).
Boi. Geogr. Rio de janeiro, 34(250): 46-60, jul./set., 1976
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Fig. 2 - Areas de estudo do sul de Minnesota. A linha pontilhada contém os lugares para que as áreas tributárias fossem medidas e comparadas.
pertinentes a mais lugares em um tem- po maior. A aceitação da evidência de ambas as áreas pode produzir conclu- sões a respeito de mudanças a longo prazo no modelo de atividades nos lo- cais e diferenças de atividades no tem- po.
A área de estudo é arbitrária. Os lu- gares dentro da área servem lugares fo- ra dela, e os lugares fora dela sempre comandam as áreas dentro delas. So- mente resultados esparços podiam ser esperados se esses fatos fossem ignora- dos. Uma área de estudo interior (li- nha pontilhada (fig. 2) foi forma- da, e os dados foram analisados em lugares dentro dessa área, cujas áreas tributárias podiam se extender para a área marginal, entre as fronteiras in- teriores e-exteriores. Os lugares dentro da margem foram permitidos a compe- tir com os lugares na área interior, e · eles podiam capturar o território den- tro dessa área, mas o território dentro da margem também podia ser .tomado
pelos lugares dentro da área de estudo interior.
Todos os locais e ambas as fronteiras fo- ram codificados geograficamente pe- los mapas de rotas de transporte oficial do Estado de Minnesota', e eram corre- tos até os limites de erros humanos nos códigos em mapas dessa qualidade e escala. As localidades da área eram ba- seadas num programa de computador que interativamente localizava partes finitas da área de estudo' nos lugares apropriados, depois de uma procura de todos os lugares circunvizinhos para uma função ou período de tempo. Um incremento de uma milha de distância foi usado nesse procedimento interati- vo, que é o equivalente funcional de uma amostra para exame. Um maior incremento de distância iria 1ter com- pletado o programa mais rapidamente, mas também iria introduzir maiores erros. O problema de selecionar o in- cremento mínimo na distância·que iria produzir resultados estáveis para sete'
fünções, três períodos de tempo e três com par ações básicas - sessenta e três localizações separadas - foi resolvido analisando-se uma função com vários incrememos de distância. Acima de uma milha os resultados foram variá- veis, mas os incrementos de uma milha ou menos localizaram tamanhos de áreas comerciais estáveis e consistentes.