E Os meios ordinários da prova são: I, a Confissão; II, os Insirumonios; III, as Testemunhas; IV, o Juramento; V, as Presumpções. Os extraordinários são: I, o Arbitramento;
II, a Vistoria.
A R T I G O I
Da Confiadom '
§. cem
Vionfissão é a afíirmsçãe que se faz daquillo em que a Parte conlraria se funda (426).
mento. Este meio de defeza natural não pôde impediir-se, e só fica licito á Parle prejudicada o dar conlraria justificação, ou allegar os defeitos do Instrumento, aonde elle se ajuntar. Não faz fé a Justificação produzida em citação da Parle, ou sobre cousas que já se tratam em Juizo, e de que se o mi t ti o a prova dentro da dilação;
III, a prova que se faz por documentos; porque estes podem pro- duzif-se com as Allegações fltfaes, e até á conclusão da Causa.
O rd. U 3, til. 20, §. 43, tú. 54, §. 16, til. 83, §. 2, Maced. detis. 68, n. 3, el 6, Silv. a d Ord. L. 3, til. 54, §. 16, n. 5, ainda não sendo extraídos dentro da Dilação, se de novo vieram a noticia, ou a Parte não contradisse. Cald. de exlinet. emphyi. c. 17, n. 10, Maced. d- Decis. 68, n. 3. Silv. d. loc. n. 6. Nestas mesmas circunstancias se podem offerecer os documentos com os Embargos á Sentença defi nitiva. Silv. d. n. 6; IV, consentindo a Parte. Barbos, ad Ord. L. 3, lit. 54, §. 16, D.3, et 6, Mend. p: 2, L, 3, c. 12, n. 4.'
(426) Ummius. Disp. ad process. judie. disp. 13, lhes. 8, Lau-
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PKIMEIIUS LINHAS§. cnv
A Confissão SP divide em expressa, e tacita, (427) em judicial, e extrajudicial (428), e'. em 'simples, e qualift-
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terbach. Disp. de con fatiou. th. 1, Brunneman, de procets. c. tf, ti. 1. A tonfissão é prov» plcnn, L. un. God. de Confess. Hunn. Encycloped. jur.
p. 2, til. 16, c. 1, n. 2. e é superior ás outras provas. Mascará*, de probat. conel. 344, n. 1. Gail. L. 2, obs. 106, Mul-jer, ad Struv. Exercií.
44, lhes. 22, not. (a). Trala-se primeiro d es la espécie de prova, porque na existência delia se exime o Autor da obrigação de o u t r a alguma prova. Stird. deeis. 10; n. 12; Um-Imius, d. loc. not. 35.
(427) A confissão expressa é a que se faz expressamente por palavras, ou por escripto, e com animo deliberado: e a confissão tacita, que lambem se diz ficia, é a que a Lei deduz de algum facto. Pôde qualquer confessar não só expressa, mas tacitamente, porque regularmente o lacito tem o mesmo effeito que o expresso. L. 3, D. de reb. cred. L 4, de pact. Assim aquelle que transige sobre o delicio é visto confessai-o, L. 5, D. de fvis qui notnnt. infam. O que faz um pagamento vem a confessar que devia o que pagou, e querendo repeiil- o incumbe-lhe a prova do erro. L, 25. D. .de probat. O contumaz em depor é lido por confesso Ord. [,. 3, tit. 53, §. 3, c. 2, de confegf. in 6."
O que não contradiz em Juizo a asserção da Parte'é visto confessal-a. L.
2, §. 2, D tolut. malrim Men.-).. p 2, L. 3, c. 11, n. 3, Vas. Alleg. 72, n.
139, Pe.g. Forem. c. 2, n. 26. A d d. ad íCardr verb. eonfe,ssio. Contra a confissão fida admitle-se prova em • onírario. L. 12, D. de non numeral, pccun. c- per tuas 10, de pro-Ibat: Barbos, ad Ord. L. 3, til.
53, §. 13, n. 16, Si.lv. ad d §. 13, n. 8. Nem por isso que se oppõe a Excepção de compensação, ou de sor llução, ou. 'de .pacto de non petendo se entende confessada a divida. L. 9, D. deeaiçep. prwser., et prmj. Voei. a4 Pand. tit. de confessis. n. 1, Silv. ad Ord. L 3, tit. 50, §.
1, n. 28.
(428) A confissão judicial é a que se faz em Juizo. e perante
SOBBE O PttOCESSO ClVIL 149
cada (429).
Juiz competente. Hunn. Encyclop. jvr p. 2, tit. 16, c. 1, n. 1. Vai.
Alleg. 98, u. 7, Silv. ad Ord. L. 3. tit. 66, §. 9, n. 2. Não se diz con- fissão j u d i c i a l : I, a que é feita perante Juiz incompetente. Cap. 4, de judie. Ummius ad process. jud. disp. 13, lhes. 9. u. 38. Muller ad Struv. Exercit. 44, lhes. 23, nota tg); II, a que é feita só perante o Escrivão sem a presença, ou mandado do Juiz. Mascard. de pro-bat.
conclua. 344. n. 7, Vas. d. Alleg. 98, cr. 7; III, a que é feita ao Juiz como pessoa particular. Covar. var. L. 1, c. 1, n 9; Silv. ad Ord. L. 3, lit. 66, pr. n. 17. Confissão extrajudicial é a que se faz fora de Juízo, ou sem assistência, ou com missa o do Juiz, -ou perante Juiz incompetente. Voei. ad Pand. til. de confessis. u. 2. Lau-terbach.
Colleg. Theorelico-prae.l. L. 42, til. 2; §. 4.
. (429) A confissão simples é a que se faz simplesmente, e sem coarctada, e a confissão qualificada é a que se faz accrescetilaudo alguma qualidade. Lauterbarh. Collegium Theoretico-pruct. L. 42, til.
2, §. ã. A confissão feiln com qualidade não pôde separar-se desia, nem ser acceila em parlo e regei la d a em parle, arg. L. 4, L. 5, §. 1, D. de. legat. 2. Voei. ad ih. confessis. u. 5, Gama Decis. 33t>, u. 7, Moraes deExecut. L. 4, c. 5, n. 10, Phaeb. p.2, aiesl. 30, vers.stias., excepto : I, quando a confissão lem diversos artigos sobre objectos entre si separados. Voei. d. u. 5, Gani. d. Decis. 336, n. 4 ; II, quando a qualidade respeita a facto que não interveio no mesmo acto, mas que foi praticado posteriormente ; como se alguém confessar que contiahiu puiamenle a divida, mas que depois lhe foi posta condição, ou que sim devia o pedido, mas que pagou, ou ajustou não se lhe pedir, pois neste caso justamente se exige -dclle a prova do paga-mento, ou da condição adjecla, arg. L. 9, Co d de except. L. 26, §. % D. depositi.
Pereira Decis. 68, n. 3. Phseb p. 2, aresl. 60, vers. sed. Moraes d. n.
10. Isto porém se entende quando concorra alguma outra piova além da confissão, e não quando esia é a única prova. Briinne.man ad L. 28.
I). de paol. Polhier, Trait. des obiigal. p. 4, eh. 3, sect. 1, §. 1, n. 799.
Procede lambem somente a respeito da confissão que não é acompanhada do juramento necessário, ou ju-
ISO
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RIMEIRASL
INHAS§. ccv
Só podem confessar validamente aqueltes que tem a livre administração de seus bens (430).
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diciai, porque intervindo o dito juramento é inseparável a confissão da qualidade com que ella se faz, ainda que esta qualidade não seja- connexa ao acto. Ord. L. 4, til. 52, pr. Pereira d. Decis. 68. n. 5 et 17, SSlv. ad Ord. L. 3, lil. 52, §. 8, n. 31; III, nas Causas criminaes.
Pacian... de probat. L. 1, c. 25, n. 15. Mend. pari. 1, L. 5, c. 1, n. 44, Percir. d. Decis. 68, n. 8. Muitas vezes no Foro por um abuso da Prali ca se tomam por confissões puras não só as que são qualificadas, mas ai fida as condicionaes; o que é erro que merece emenda. Brunncman de process. c. 22, n. 6. As outras divisões de confissão principal, e incidente, simples, e geminada, obrigatória e liberatória são de pouco uso no Foro. Veja-se Lauler-. Ibach. Disp. de confession, lhes. 2.
(430) Porque de omtro modo se faria fraude indirecta á d is p o- sição da Lei, arg. L. non dubium 6. Cod. de legib. E por tanto nu lia a confissão feita: I, pelo pupillo sem autoridade do tutor. Ord. L. 3, til.
41, §. 2, L. 6, §. 5, D. de confess. Voei. ad d. til. n. 4; 11, pelo furioso fora do lúcido inlervallo, arg. L. 6, Cod. de Cur. (itr • I III, pelo menor não sendo autorizado pelo Curador. L. 45, §. 2, L. 54, D. de rt judie. L.
4, Cod. de auotorit. praesland. L. 2, Cod. qnilegit. person. stand, m judie, hab- vel non* O menor ainda sendo autorizado pelo Curador pôde ser restituído contra a confissão, d. Ord. L. 3, til. 41, pr. e §. 1, d.
L. 6, §. 5, D. de confess. Lauterbach. d. Dispul. de confession. lhes. 11, Slryk. Us. mod. ad tit. de confessis, §. 6; IV, pelo pródigo sem aucloridade do Curador depois da prohibição dos bens. L. 6, D. de verb.
oblig. L. 3, C. de inlegr. reslit. min.; V, pela mulher sem aucloridade do marido. Mend. p. 2, L. 3, c. 12, n. 21, ou por este sem outorga da mulher de que possa ser consequência a alienação de bens de raiz, arg.
da Ord. L. 4, til. 48,