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No documento O PROCESSO CIVIL (páginas 83-89)

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RIMEIRAS

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INHAS

SOBRE O PROCESSO CIVIL 87

Novembro de 1649. Se porém a suspeição se propoxer perante o Regedor, ou (Jovcrnador a respeito do Desembargador que está na Meza para decisão da Causa, ou elle se dá de suspeilo antes de se propor a suspeição, o Regedor, ou Governador dá com missão a outro Desembargador, Ord. L. 1, til. 4, §. 4. Sendo suspeilo o Chanceller da Relação conhece da suspeição o Chanceller M6r. d. Ord. L. 1, til. 4, §.

4, assim como conhece das que se põem aos Desembargadores do Paço, aos Couselheiros da Fazenda, e a quacsqucr Desembargadores, Deputados, e Ministros dus Tfi* bunaes superiores, Ord. L. 1, til. 2, §.

7. Assent. de 11 de Dezembro de 1674. Se se põem suspeição a algum Juiz Commissa-rio, o Desembargo do Paço nomeia outro em seu lugar.

Regim. do Desembargo do Paço, §. 96, o que comludo só procede a respeito das Commissôes dadas pelo Soberano immediatamenle, e por Alvarás assiguadus pelo Régio Punho. Assento de 6 de Novembro de 1649- Undu não ha Chanceller, nem Juiiz da Chancellario, o Juiz recusado de suspeito manda que se citem as Partes para se louvarem em Juiz, o qual haja de deliberar sobre a suspeição, Ord. L. 3, til. 21',

§. 8. O mesmo Juiz recusado, defere o juramento ao Juiz louvado, e aceito pui este o dito juramento manda que lhe vá o processo da suspeição concluso. Se o Juiz da suspeição acha que ella uào procede assim o declara por seu despacho, do qual não competem Embargos, nem Appellação, ou Aggravo, Ord. L. 3, til. SI, §§. 8 e 9. Achaudo que procede, assim o declara, o manda que o Juiz recusado deponha os Artigos da suspeição dentro de três dias. Não depondo o Juiz recusado nesse termo se ha a suspeição por confessada? d. Ord. L. 3, til. 21, §.

11. Do depoimento se dá vista á Parle, e não se accommodando esta com elle se lhe assigna o termo legai para prova dos.causas da suspeição. Este termo é o de três dias na Corte, e fora delia de vinte; d.

Ord. L. 3, til. 21, §. 4. Produzidas as provas dá-se vista ao Recusante, e depois se faz concluso o processo a final. Sendo o Juiz julgado suspeito pôde elle aggravar para o Corregedor, de cuja decisão porém não se appella, ou aggrava, Ord. L. 3, til. 21, §. 8. Assento do 18 de Maio de 1752. Seudo julgado não suspeilo procede logo na Causa. d.

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ria do foro (290); III, da^ Prevenção, ou Litispen-

§. 8. Deve a suspeição lerminar-se dentro de quarenta e cinco dias, cujo termo é peremptório. O rd. L. 3, til. 21 e 22; mas havendo menores tem mais quinze dias, d. §■ 22. Não tem lugar a suspeição: I, quando a causa delia é procurada de propósito, Ord. L. 3, til. 21, §§. 25 e 26; II, se o Recusanle já consentiu no Juiz, salvo sobrevindo nova cansa de suspeição, d. Ord. L. 3, tit. 21, §. 27; III, nas Causas de Execução, d.

Ord. L. 3, ul. 21, § 28, tit. 23, §. 3. Decr. de 31 de Outubro de mi. Coll.

2.* á Ord. L. 3. til. 21, §. 28, n. 3, excepto quando nellas se conhece de artigos. Phaeb. p. 1, ar. 10, 13, 71, 94; IV, nas Causas de Partilhas, em que o Juiz recusado de suspeito somente toma um adjunto. Ord. L. 4, til. 96, g. 25. Quando se dá de*suspeito o Escrivão, requer-se logo ao Juiz da audiência que mande passar o Feito pata outro Esciivão compa- nheiro em quanto se não julga a suspeição; e vindo a Parle com os seus Artigos na seguinte audiência o Juiz lhe nomeia Juizes que a determinem. O Escrivão para quem passa o Feito escreve nelle até que a suspeição finalmente se decida, ou até que passe o' termo legal delia.

Na Corte requer o Recusanle ao Juiz da Chancellaria por Petição autuada pelo Escrivão competente, que se averbe de suspei íi o Juiz, ou o Esctivão, e que a suspeição se lhe intime. O dilo Juiz da Chancellaria assim lhe defere, e manda que venha á primeira audiência com os seus Artigos de suspeição. O mesmo procede com o Chanceller nos casos da sua competência. Dado de suspeilo um dos Juizes ordinários lambem o fica sendo o outro, e vai o Feito aos do anuo antecedente, Ord. L. 3, til.21, §. 19.

(290) Ord. L. 3, tit. 20, §. 9, tit. 49, §. 2. É especial nesta Excepção;

I, que ella deve ser proposta antes de qualquer ou Ira, salvo a da suspeição, d. Ord. L. 3, tit. 49, §• 2, L. 4, Cod. de juris-dict. omn judie.

L. 13, Cod. de except. Novell 53, c. 3, porque ai-legando o Réo primeiro outra qualquer Excepção, é visto consentir no JUÍZO, e prorogar a sua jurisdicção. Cabed. p. 1, decis. 22, n. 9. Silv. ad d. Ord.

L. 3, til. 49, §. 25. Carlev. de judie, til 1, disp. 2, sect. 2, n. 993, o que se entende se esta for prorogavel, d.

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Ord. L. 3, lit. 49, §. 2, vera. se elle for capaz deprorogação. Cabed. d.

decis. 22, n. 9 et 10. (Noia 45). Não o sendo, pôde a Excepção da imcompelerícia allegar-se. a lodo o tempo, Ord. L. 3, tit. 81, §• 1.

Valasc. cons. 27, n, 5. Cabed. p. 1, decis. 22, n. 4. Pheeb. p. 2, decis.

118, n. 25. Moraes de Ex?cul. L. 1, c. 8, n. 5. Peg. Forens. toro. 2, c.

11, n. 125; II, que o recurso competente de qualquer pro-nunciaçâo sobre esta Excepção é o Aggravo de Petição, ou instrumento, ainda que a Causa caibn na Alçada, quando a respeito de ioda s as outras Excepções é só o Aggravo no acio do processo. Ord. L. 3, til. 20, §. 9.

Vai ase. coos. 47, n. 1. Cabed. p. 1, decis. 48, n. 2, Mend. p. 1, L. 3, c.

3, §. 2, n. 7. A Excepção declinatoria deve propôr-se perante o mesmo Juiz, cuja jurisdicção se declina, pois a elle pertence o conhecei da sua competência, e cerlificar-se da sua jurisdicção. Cabed. p. 1, Decis. 41, n. 1. Maced. decis. 66, n. 1. A Parle que declinou para"um Juiz não pôde depois declinar para outro. Valasc. cons. 88, n. 9. Moraes de Execul. L. 1, c. 3. n. 45. Pranç a Mend. p. 1, L. 3, c. 3, §. 2, n. 9.

Remetlendo-se o processo por meio da Excepção1 declinatoria do foro, ou de incompetência para outro Juizo, ainda que em rigor de direito deva jul-gar-se nullo o que se obrou perante o Juiz incompeteste, a Praxe tem com razão a d m i i i i d o que sô se annullam os actos decisórios, e não os probatórios. Valasc. cons. 65. Cabed. p. 1, decis.

159, n. S. Mend. p. 1, L. 3, c 3, §. 2, n. 8. Ás vezes neste caso Be oosluma impetrar do Juiz competente Preeatorio avocatorio para se remel-ter o feito ao Juizo deprecante. Mend. p. 1, L. 3, e 3, §. 2, n. 10.

Vanguerv. Praet. judie. p. 5, c 5, n. 9. Para isto deve haver re- querimento, e conhecimento de Causa, ou especial mandado Régio.

Ord. L. 1, til. 65. §. 18, L. 3, til. 5, §. 10, til. 20, § 43. Nem basta passar o Juiz simples mandado para o Escrivão remetler os Autos. Alv.

de 23 de Outubro de 1752, excepto- se é seu legitimo superior. Deve o Precatório avocatorio ser cumprido pelo Juiz deprecado. Ord. L. 1, lit.

7, §. 23, L. 3, lit. 1, §. 5, L. 1, §. 2, de requirend. «ei absent. damnand.

excepto sendo notoriamente nullo Mend. p. 1, L. 3, c. 3, §. 2, n. 10.

Pereir. Decis. 2, n. 10. Oppondo a Parte Embargos ao Precatório devem remetter-se ao Juiz deprecante, a

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quem pertence o seu conhecimento, arg. da Ord. L. 1, tit. 1-0, §. 10, e da L. de 30 de Outubro de 1751. Cabed: p. 1, decis. 49,- §. 1 The-mud.

p. 1, decia. 79, n. 6. Peg. Forens. c. 11, o. 6, excepto se elles concluírem notória ineptidão do Precatório, ou notória falta de ju- risdicção do Juiz deprecante; porque neste caso o Juiz deprecado não deve remei lel-os, mas deve conhecer delles, Mend. P-1> L. 3,

c. 3, §. 2, n. 10. Peg. Forens. c. 11, n 7. Bagna. c. 34, n. 8i„e não querendo conhecer dos ditos Embargos nesle caso, pôde a Parle aggravar para o legitimo superior do Juiz deprecado. Peg. Forens.

d. c. 11, n. 7, vers. de qua re. Franç. a Mend. p. 1, L. 3, c 3, §.

2, n. 17 A remessa da Causa, ou ainda dos Emhargos deve fazer-se com citação das Partes, Ord. L. 3, lit. 20, §. 9. Pegas Forens. c. 11, n. 12. Não se pôde declinar dos juízos privilegiados para o Juizo de commissão, se se não deroga no Decreto da ço tu missa o esse privilegio, Decreto de 13 de Janeiro de 1280, que fez cessar o As sento 2." de 23Ue Novembro de 1769. Quando se allega Excepção de incompetência perante o Juiz Commissario, deve este decidil-a por si só, e não com Adjuntos não devendo privar o Excipiente do recurso do Aggravo. Ord. L 1, tit. 6, g. 9 e despachando com Ad juntos pôde- se aggravar delle por Petição, d. Ord. L. 1, lit. 6, §, 10. Vanguerv. p. ull. c. 20. A Excepção declinaloiia não tem lugar na superior Instancia, quando se confirma a Sentença do Juiz infe rior. Cabed. p. 1, decis. 48. Silv. ad Ord. L. 3, tit. 75, pr. n. 66, nem lambem nas Execuções. Regim. do Des. do Paço, §. 11. Mend.

p. 2, iL. 3, c. 3, n. 7. Cabed. p. 1, decis. 210, n. 1, excepto a viuva, e o órfão que habilitados na Execução por morte do marido, e pai podem declinar o foro, e escolher Juiz. Ord. L. 3, til. 5, §. 3. Mtnd.

p. 2, L. 3, g. 21, n. 81. Igualmente nas Acções de juramento d'ulma não lem lugar a Excepção declinaloria. Franç-. a Mend. pi, L. 3, c. 1, §. 1, n. 86. Guerreie de privileg, Famil. c 18, n. 52, et Qusest. Forens. qu. 23, n. 6, excepto se se offerece logo por escrito, e legitimamente comprovada. Arouc. ad leg. 8, §■ 1, D. de rer. di- vis. n. 82. A Excepção declinaloria fundada em algum privilegio não se recebe sem se ajuntar logo o privilegio paia a sua justifica ção. Assento de 23 de Março de 1786. Em quanto pende a Excepção

SoBftx o PROCESSO Ctvn dencia (291).

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declinatoria suspende-se todo o conhecimento da Causa, não devendo o Juiz cuja jurisdicçâo se declina, determinar cousa alguma em quanto se não julga competente. L. 4, Cod. st a non compelent. jud. Costa ad Caminh. annolat. 48, n. 3, ainda que a Causa seja summaria, e obrigue a deposito d. Assem, de 13 de Março de 1786. Vas. alleg. 76, n. 55.

Costa. d. n. 3. Peg. Forem. c. 1, n. 225. Arouc. ad leg. §. 1, D. de rer.

divis. n. 276. Não pôde declinar o Juizo O oppoenie. Pereir. decis. 43.

n. 9. Meu d. p. 2, L. 3, c. 5, n. 4, nem o chamado á a u lho ria. Ord. L.

3, til. 45, §. 11. Cabed. p. 2. Decis. 97, n. 13.

(291) A Excepção da prevenção, ou litispendencia é da classe das dilatórias porque tende a declinar o foro. Voei. ad Pandecl. til. excepí.

rei judie. n. 8. Salgad. Itbyr. cr edil. p. 1, c. 4, n. 15." Mend. p. 1, L. 3, c. 3, §. 3, n. 11.-Tem porém milita simelhança com a Excepção de cousa julgada porque ella se dá, pendente a Cansa em outro JUÍZO,em todos aquelles casos e circumelancias, em que competc-ria a Excepção de cousa julgada, se já a Causa estivesse decidida, Voei. d. loc. n. 7, devendo por isso a Excepção Luis pendentis conter as ires identidades da cousa, da causa e das pessoas;Barbos, ad Leg.Divorlio §. 62, O.

solut.matrim. p.2, etad \eg.êiquisposteaquam. D. de judie. n. 277.

Pereir. Decis. 22, n. 4. Pranç. a Mend. p.l, L. 8, c. 3, g.,8, n. 58 Funda- se esta efcepção na regra de direito que o JUÍZO onde foi começado ahi deve acabar. L. ubi cceplum. 30. D. d$ judie, e na outra que se não deve dividir a continência da Causa. L. 10, Cod. de judie. c. fin. de reteript. Barbos, axiom. 40, n. 38. Dizse pender a lide estando já prevenida a jurisdicçâo de algum Juiz pela citação. Ord. L. 1, lit. 62, §.

4. Cabed. p. 1,, decis: 120, n. 1. Theroud. Decis. 94, n. 5. Silv. ad ord.

Li 3, til. 49, §. 1, n. 11, o que procede ainda que seja outro o que provocou a juízo, sendo sócio, ou co-herdeiío a respeito da mesma cousa, e pelo mesmo puncipto. Mend. p. 1, L. 3, c. 3, §. 3, n. 13.

Cumtudo a proposição da acção ordinária para a nullidade do contracto não faz litispendencia para a acção summaria proveniente do mesmo contracto. Mend. d. L. 3, c. 22, ri. 33. Não se pôde porém allegar a lilispendeucia estando finda a

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