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CIRURGIA GASTROENTEROLÓGICA

No documento Revista HCPA (páginas 80-84)

ADENOCARCINOMA ASSOCIADO À DOENÇA DE CROHN: UM CASO ATÍPICO

LUCAS NICOLOSO AITA;DANIEL NAVARINI, CARLOS CAUDURO SCHIRMER, CARLOS THADEU SCHMIDT CERSKI, CACIO WIETZYCOSKI, RICHARD RICACHENEVSKY GURSKI.

Introdução: Neoplasias associadas à Doença de Crohn (DC) são mais comumente encontradas em reto e cólon sigmóide. A ocorrência de tumores em associação à DC é maior no sexo masculino (3:1).

Objetivos: Descrever um caso atípico de neoplasia intestinal associada à DC (adenocarcinoma estenosante em cólon ascendente). Método: Relato de caso de uma paciente feminina, 25 anos, com história de dor em flanco inferior direito e diarréia, associadas à perda ponderal de 6 Kg em 12 meses. A colonoscopia evidenciou lesão vegetante em cólon ascendente, ocupando toda a luz, edema, enantema e distorções dos vasos da submucosa do cólon transverso. TC abdominal mostrou espessamento do ceco. Biópsias intestinais revelaram inflamação crônica da mucosa, compatível com DC. Após um mês de tratamento para DC, procurou a emergência do HCPA com quadro de suboclusão intestinal. Na avaliação transoperatória havia lesão estenosante de cólon ascendente. Foi realizada ileocolectomia com ileotransversoanastomose, sem intercorrências. Resultados: O exame anatomopatológico evidenciou adenocarcinoma moderadamente diferenciado, ulcerado, com áreas muco-produtoras e invasão da camada muscular própria. Evidenciada inflamação crônica transmural, formação de granulomas e fissuras, fibrose e calcificação distrófica (compatíveis com DC).

Conclusão: Acredita-se que a maioria dos casos de adenocarcinoma na DC seja precedida de displasia. Estudos mostram que até 60% das massas intraluminais displásicas associadas à DC, são adenocarcinomas. O risco de câncer na DC não depende da extensão da doença, mas da localização, sendo maior em cólon e reto e menor no íleo. Os sintomas do câncer na DC são indistingüíveis daqueles da doença em atividade, o que dificulta e até mesmo impede o diagnóstico pré-operatório do tumor.

TRATAMENTO CIRÚRGICO DA NEOPLASIA GÁSTRICA: TIPOS DE CIRURGIA E DE RECONSTRUÇÕES UTILIZADAS NO HCPA

Rev HCPA 2009; 29(Supl.) 81

FELIPE DA COSTA HUVE;MAURÍCIO LIMA DA FONTOURA; RODRIGO BATISTA; GUSTAVO DE A. PEREIRA FILHO; CLÁUDIO CAUDURO SCHIRMER

Introdução: O Câncer gástrico é uma das mais freqüentes neoplasias no mundo, constituindo a segunda causa de mortalidade por câncer em algumas séries. Apesar de apresentar redução na incidência nas últimas décadas, ainda é a quarta neoplasia mais freqüente. O tratamento cirúrgico é reconhecidamente o único tratamento que possibilita a cura destes pacientes. Objetivo: avaliar o tipo mais comum de cirurgia para neoplasia gástrica no HCPA assim como o tipo de reconstrução mais realizada. Métodos: foram revisados 288 prontuários de pacientes submetidos a gastrectomia no período de 09/2003 a 09/2008. As cirurgias realizadas serão classificadas como proximal, subtotal, total ou em cunha de acordo com a técnica empregada e com o coto gástrico remanescente após a ressecção. O tipo de reconstrução será classificado como: Billroth I, Billroth II e Y de Roux.

Resultados: no total, entraram na análise 228 pacientes submetidos a gastrectomia por neoplasia gástrica. Foram 143 (62,71%) gastrectomias parciais , 65 (28,50%) gastrectomias totais e 20 (8,78%) ressecções em cunha. Quanto ao tipo de reconstrução, 57 foram à B2 (25%), 151 à Y-de-Roux (66,22%) e 20 sem necessidade de reconstrução (8,78%). Das 143 gastrectomias parciais, foram realizadas 57 reconstruções a B2 (39,86%) e 86 a Y-de-Roux (60,13%) Conclusão: Quanto ao tipo de cirurgias realizadas, a maioria foi gastrectomia parcial (distal) em função da maior prevalência de localização distal dos tumores gástricos encontrados no nosso estudo. Os tumores proximais foram todos abordados com gastrectomia total e, por isso, não houve nenhum caso de gastrectomia proximal. A reconstrução mais realizada foi em Y-de-Roux, condizente com a literatura atual que sugere sua superioridade em relação a Bilroth I e II.

CEAPW EXPRESSION IN PERITONEAL LAVAGE FROM PATIENTS WITH GASTRIC CANCER PATRICIA DE CASTRO ANANIAS;MAGNUS, A; SILVA, GVM; AMARAL, RH; GUIMARÃES, MB;

AMARAL, JT; BAÚ, P.C.; ALVES, L.B.; MOREIRA, L.F.

Background: Gastric cancer is the fourth most common and the second most lethal tumour in the world. Despite controversies over the method used for assessment, carcinoembryonic antigen level in peritoneal washing (CEApw) has been showing to be a relevant prognostic factor in gastric cancer.

Aim: To determine and correlate levels of CEApw with mortality, peritoneal recurrence, tumour relapse or other prognostic factors Patients and Methods: Thirty patients with gastric cancer were evaluated, 22 men and 8 women, with resectable gastric tumours (mainly stage III and IV) were studied. CEApw were detected at operation by immunocytochemical method and a level over 210ng/g of protein was considered as positive. Results: Ten positive cases (33.3 percent) of CEApw levels were detected.

These levels were significantly associated with mortality, RR 2.1 (p= 0.018); peritoneal recurrence, OR: 9.0 (p= 0.015); and relapse or tumour progression, OR: 27.0 (p= 0.001). Overall mortality was 63 percent and CEApw positive cases had significantly greater mortality (100 percent vs. 45 percnet), greater overall relapse or tumour progression (90 percent vs. 25 percent) and greater peritoneal recurrence (50 percent vs. 10 percent). Conclusion: This study clearly demonstrated that increased levels of CEApw fairly predicts mortality, peritoneal recurrence, tumour relapse or progression and may be used as a predictive factor helping to decide on surgical approach or adjuvant therapy choices in patients with advanced gastric tumours.

ESPLENECTOMIA VIDEOLAPAROSCÓPICA EM PACIENTES DE EQUIPE DE CIRURGIA DIGESTIVA DO HCPA 2005- 2009

SHEILA DE CASTRO CARDOSO;TALYZ WILLIAN RECH,VINICIUS VON DIEMEN,EDUARDO NEUBARTH TRINDADE,MANOEL ROBERTO MACIEL TRINDADE

Introdução:O baço é o órgão cuja função primária no adulto é a de filtração de elementos figurados, retirada da circulação de células desfuncionantes e microorganismos patológicos e reserva imune e hematológica. Alguns pacientes,no entanto, necessitam submeter-se à retirada deste órgão, através da esplenectomia. A esplenectomias videolaparoscópica(VDL) é uma técnica já bem estabelecida para o manejo de algumas doenças e situações.Vários são as vantagens do procedimento: menor dor pós operatória, retorno precoce às atividades habituais, menor período de internação hospitalar e melhores resultados estéticos. Objetivo:Avaliar os dados e a experiência de equipe de cirurgia digestiva do Prof. DR.Manoel Trindade do HCPA na realização de esplenectomiaVDL.Métodos:

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Será realizado um estudo retrospectivo.Serão avaliados os dados dos pacientes submetidos à esplenectomia VDL no HCPA realizado entre 2005 e 2009 da equipe de Cirurgia do Aparelho Digestivo do Prof. Dr.Manoel Trindade,através da revisão de prontuário eletrônico e de papel no sistema no SAMIS do HCPA. As variáveis analisadas serão: sexo e idade do paciente, tempo de internação, indicação cirúrgica, necessidade de transfusão, conversão em cirurgia aberta, presença de complicações peri e pós- operatórias, presença de co-morbidade pré operatória e remissão e/ou recidiva da doença de base.Resultados parciais:Até o momento, analisamos os dados dos pacientes submetidos a esplenectomia VDL, no ano de 2005. Cinco pacientes possuíam PTI, quatro AHAI e um esferocitose. A média de idade foi de 36,2 anos. Seis pacientes eram mulheres.A média de dias de internação foi de cinco. Não houve complicações maiores. Conclusões preliminar:Em nossa experiência inicial, a esplenectomia VDL demonstrou ser uma abordagem segura e eficaz.

PERFIL DOS PACIENTES SUBMETIDOS A GASTRECTOMIA POR NEOPLASIA GÁSTRICA NO HCPA

MAURÍCIO LIMA DA FONTOURA;FELIPE DA COSA HUVE; RODRIGO BATISTA; GUSTAVO DE A.

PEREIRA FILHO; CARLOS CAUDURO SCHIRMER

Introdução: O Câncer gástrico é uma das mais freqüentes neoplasias no mundo, constituindo a segunda causa de mortalidade devido ao câncer nesta instância.Apesar de apresentar redução na incidência nas últimas décadas, ainda é a quarta neoplasia mais freqüente. O tratamento cirúrgico composto pela gastrectomia, sendo subtotal ou total de acordo com a localização do tumor é reconhecidamente o único tratamento que possibilita a cura destes pacientes. Objetivo: avaliar o perfil dos pacientes submetidos a gastrectomia por câncer gástrico no HCPA. Métodos: foram revisados 288 prontuários de pacientes submetidos a gastrectomia no período de 09/2003 a 09/2008, sendo consideradas as variáveis sexo, idade, perfil anestésico (escala ASA). Resultados: no total, entraram na análise 228 pacientes submetidos a gastrectomia por neoplasia gástrica, sendo 145 (63,59%) homens e 83 (36,41%) mulheres, sendo a média de idade geral 62,29 anos. Em relação ao perfil anestésico encontrou-se 12 pacientes ASA I, 133 ASA II, 78 ASA III, 4 ASA IV e 1 ASA V. Conclusão:

A população encontrada no estudo possui características semelhantes às descritas na literatura de pacientes portadores de neoplasia gástrica. Obtivemos uma proporção de aproximadamente 2 homens portadores de neoplasia para 1 mulher, com uma média de idade um pouco superior a 60 anos, condizente com o pico de incidência entre 50-70 anos. Apesar de nossos pacientes pertencerem, em sua maioria, nas classificações ASA 2 (58,33%) e ASA 3 (34,21%), o índice de mortalidade perioperatória de 15,78% foi bastante superior ao estimado para estes níveis de morbidade.

RESSECÇÃO HEPÁTICA DE ADENOMA ROTO POR LAPAROSCOPIA

NAYANE FERNANDES CLIVATTI;CÁCIO RICARDO WIETZYCOSKI; GIULIANO CHEMALE CIGERZA; KLÉBER DARIO PINTO KRUEL; KLÉBER ROSITO PINTO KRUEL

INTRODUÇÃO: Os crescentes avanços na laparoscopia, associados aos conhecimentos adquiridos na cirurgia hepática convencional, levaram vários cirurgiões no mundo inteiro a iniciarem o desenvolvimento da Cirurgia Hepática Laparoscópica. Desde a publicação do primeiro caso de ressecção hepática laparoscópica (RHL) com sucesso, feita por Gagner et al, em 1992, sucederam- se publicações a respeito do assunto, que vem ganhando cada vez mais a atenção do cirurgião hepático e laparoscópico.OBJETIVOS:Relatar o caso de uma RHL sem uso de Stappler Vascular para tratamento de um Adenoma hepático sangrante.CASO:Mulher, 29 anos, apresentou-se à emergência do HCPA, com queixa de dor abdominal e história de hipotensão. TC de abdômen evidenciou lesão de 10cm no lobo esquerdo do fígado, com componente hemorrágico. Paciente foi estabilizada e internada para investigação e tratamento. Realizada eletivamente RHL dos segmentos II e III. Realizada manobra de Pringle laparoscópica e ressecção da lesão com bisturi ultrassônico e clips metálicos. Não foi utilizado Stappler vascular ou cauterização com argônio. O tempo cirúrgico foi de 300min, com sangramento de 284 ml, não necessitando transfusão. Recebeu alta no quinto dia pós operatório e está assintomática aos 16 meses de seguimento.CONCLUSÃO:Os benefícios da cirurgia laparoscópica em geral parecem poder ser extrapolados para a cirurgia hepática, levando a considerar esta nova abordagem com baixa morbidade e mortalidade. No entanto, em casos selecionados pode-se realizar ressecções hepáticas mesmo sem todos estes equipamentos a

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disposição. Concluímos que as RHLs são factíveis e seguras mesmo em casos de urgência quando realizadas por equipes experientes em cirurgia hepática convencional e cirurgia laparoscópica avançada.

IMMUNOHISTOCHEMICAL EXPRESSION OF P16 AND PDGR-β IN PATIENTS WITH ADENOCARCINOMA OF STOMACH

GABRIEL VEBER MOISÉS DA SILVA;MATTANNA, DS; BELLINE, V; MAGNUS, A; AMARAL, JT;

KULCZYNSKI, J.M.; PINTO, R.P; MOREIRA, L.F.

Background: The oncogene p16 is implicated in the pathogenesis of many human tumors and even regulating normal cell growth. Loss of p16 has been extensively studied on gastric tumours. PDGFR has been found activated and mutated in gastrointestinal stromal tumors (GIST) whereas c-kit, the most commonly marker, is found, in its wild type variation. PDGF-beta and its receptor have not been studied concerning expression and response to cell growth inhibitors on non-stromal gastric tumours.

Aim: The aim of this study was to detect the immunohistochemistry expression of p16 and PDGFR- beta on gastric cancer. Methods: Thirty-six patients submitted to gastric resection for gastric adenocarcinoma from 1998 to 2002 at the Santa Casa de Porto Alegre Health Complex Hospital were studied. Studied variables were: age, gender, tumour size and location, number of dissected and metastatic nodes, histological type, extent of surgical resection and pathological staging Results: No expression of PDGFR-beta was detected on surgical specimens. Concerning to p16, loss of expression less than 10 percent and 1 percent were detected in 89 percent and 79 percnet of the specimens studied, respectively. Conclusions: No correlation between p16 loss and PDGFR-beta with any variable was observed. An increased number of poorly differentiate samples may have affected these results.

APRESENTAÇÃO CLÍNICA, COMPLICAÇÕES E MANEJO DE UMA SÉRIE DE SETE CASOS DE CISTOS BILIARES

PAULO EDUARDO KRAUTERBLUTH SOLANO JUNIOR;MAURÍCIO CARDOSO ZULIAN, SANTO PASCOAL VITOLA, LUIZ ROHDE, VIVIAN PIERRI BERSCH, ALESSANDRO BERSCH OSVALDT Objetivos Analisar uma série de casos de cistos biliares discutindo as formas de apresentação clínica, as complicações e o manejo. Material e Métodos Foram incluídos sete pacientes com diagnóstico de cisto biliar. Os casos foram revisados através de análise retrospectiva dos registros do prontuário médico. Resultados A apresentação inicial incluiu dor no hipocôndrio direito em cinco pacientes e icterícia em três. Um paciente era assintomático e foi investigado devido à elevação de transaminases e enzimas canaliculares enquanto outro apresentou episódio de pancreatite aguda como manifestação inicial. Quatro doentes apresentavam colelitíase: em um o diagnóstico foi definido pela colangiografia transoperatória, em outro pela colangiorressonância e nos dois últimos pela colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER). A tomografia definiu o diagnóstico em dois pacientes. Em outro caso que o diagnóstico de cisto biliar foi realizado pela CPER identificou-se concomitantemente metástases hepáticas de colangiocarcinoma. Pela classificação de Todani, seis possuiam cisto do tipo IVa e um do tipo I. A conduta em cinco pacientes foi a ressecção do cisto extra-hepático e hepático-jejuno anastomose, um foi conduzido a acompanhamento clínico e radiológico e outro manejado para colangiocarcinoma metastático. Ocorreu hepatolitíase associada à estenose da anastomose hepático-jejuno em um caso quatro anos após a cirurgia. Conclusões A presentação dos cistos biliares, quando sintomáticos, é semelhante a da doença biliar calculosa. É comum a associação com doença hepatobiliar e pancreática, tais como colelitíase, hepatolitíase e colangiocarcinoma. O tratamento indicado é a ressecção e o seguimento é imperativo devido ao risco de desenvolver malignidade.

USO ROTINEIRO DE TELA DE POLIPROPILENO PARA REFORÇO DA HIATOPLASTIA NO TRATAMENTO CIRÚRGICO DA DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFAGICO

JULIANE VARGAS;WIETZYCOSKI, CR; FEIER, FH; MAZZINI, GS; LORENZI, W; NUNES, AG;

TRINDADE, MRM

Rev HCPA 2009; 29(Supl.) 84

Introdução: As altas taxas de recidiva nas cirurgias de DRGE têm levado alguns cirurgiões a propor o uso de próteses na hiatoplastia, pois a recorrência está associada à recidiva da hérnia hiatal, e a correção, sem o uso de tela, tem índice de falha elevado.Objetivo: Demonstrar a segurança e efetividade do uso da tela de Polipropileno para reforço da hiatoplastia como rotina no tratamento cirúrgico da DRGE, buscando evidenciar o índice de sucesso e confirmar a baixa taxa de complicações desta cirurgia.Métodos: 28 pacientes submetidos a FL, foi utilizada prótese para reforço da hiatoplastia, no período de Out 2006 a março 2009. Todos foram submetidos a FL a Nissen (360º Anterior) com aproximação dos pilares com pontos de Mersilene 2-0, sendo colocada tela de reforço recobrindo ambos os pilares. Tela de Polipropileno de 5 X 3 cm colocada sobre os pilares, posterior ao esôfago e fixada com 2 pontos de Polidioxanona 2-0. Resultados: Dos 28 pacientes, 64% eram do sexo feminino, a média de idade foi de 51,67 (24-71) anos. O tempo cirúrgico médio foi de 131(69- 195) minutos. Houve apenas uma complicação transoperatória: uma lesão do fundo gástrico paciente que estava em reoperação. Não houve caso de pneumotórax, sangramento, infecção de ferida operatória ou outra complicação relacionada à presença da tela no hiato. O tempo de internação foi de 4(2-11) dias. No préoperatório 96% dos pacientes tinham pirose, 100% regurgitação e 40% tinham disfagia. A taxa de recidiva sintomática num seguimento médio de 12,5 meses foi de 3,85%.

Conclusão: O sucesso terapêutico é satisfatório com recidiva a curto prazo menor que 5%. A taxa de disfagia nos paciente com mais de 1 ano de seguimento foi de 15%, este valor é muito inferior a taxa de 40% de disfagia encontrada nos pacientes no préoperatório. O uso da prótese como rotina na Hiatoplastia é uma técnica segura, com bons resultados na redução do índice de recorrência e tem baixa morbidade.

TÉCNICA DE HOLLANDS ASSOCIADA AO PROCEDIMENTO DE NOBLE: UMA MODIFICAÇÃO DA CLÁSSICA EXCLUSÃO ILEAL PARA TRATAMENTO DO PRURIDO NA COLESTASE HEPATOCELULAR

JULIANE VARGAS;CÁCIO R. WIETZYCOSKI; FLÁVIA H. FEIER; GUILHERME S. MAZZINI; MARIA L. ZANOTELLI

Introdução: Colestase hepatocelular em crianças pode ser causada por hepatites, deficiência de alfa 1 antitripsina, erros inatos do metabolismo, drogas ou NPT. Colestase Familiar Intrahepática Progressiva (PFIC) é uma herança autossômica recessiva de penetração variável, com uma incidência de 1:90.000, tendo o prurido como sintoma mais significativo e causa importante déficit na qualidade de vida das crianças. O transplante hepático é o único tratamento definitivo para a colestase. No entanto, a exclusão ileal é um procedimento cirúrgico que pode melhorar o prurido e em alguns casos diminuir o dano hepático. Objetivo: Descrever uma modificação da técnica descrita por Hollands, adicionando uma plicatura do segmento de íleo distal para prevenir intussussepção após exclusão ileal. Método e Descrição da técnica: A exclusão ileal foi feita segundo a técnica de Hollands, realizando-se exclusão dos 15% distais do íleo, com reconstrução do trânsito através de uma anastomose ileocolônica laterolateral 5cm acima da válvula ileocecal. No íleo excluso foi realizada plicatura de sua parede lateralmente com ela mesma, a fim de evitar intussussepção.

Resultados:A paciente teve ótima evolução pós-operatória, sem complicações, tendo diminuição importante do prurido. Conclusão: Os autores sugerem que a exclusão ileal seja o tratamento inicial preferencial para o prurido na colestase intrahepática antes do transplante hepático e que a plicatura do íleo remanescente seja acrescentada de rotina na técnica para prevenir intussussepção.

No documento Revista HCPA (páginas 80-84)