PERFIL DAS PACIENTES ACOMPANHADAS EM UM AMBULATÓRIO MULTIPROFISSIONAL DE DOENÇAS HIPERTENSIVAS GESTACIONAIS
LIDIANE BERNARDY;CÁSSIA L BOETTCHER, BARTIRA E PINHEIRO DA COSTA, CARLOS E POLI DE FIGUEIREDO, GIOVANI GADONSKI
Rev HCPA 2009; 29(Supl.) 165
As Doenças Hipertensivas Gestacionais (DHG) são consideradas a principal causa de morbidade e mortalidade materna e perinatal. Considerando a complexidade das DHG, percebe-se a importância de uma abordagem multidisciplinar. Neste contexto, o enfermeiro tem papel fundamental na realização dos diagnósticos de enfermagem, implementação de cuidados e orientação das ações relativas às patologias diagnosticadas. O objetivo do estudo foi caracterizar a população e identificar os fatores de risco associados às DHG descritos na literatura nas pacientes atendidas no Ambulatório de Hipertensão na Gestação do Hospital São Lucas da PUCRS. Trata-se de um estudo retrospectivo do tipo descritivo de prevalência, com abordagem quantitativa. Participaram do estudo 206 pacientes.Os dados foram coletados através de protocolo especialmente desenvolvido e registrados em um banco de dados. Dentre as pacientes atendidas no ambulatório que apresentavam DHG, a prevalência de pré-eclampsia foi de 23%, pré-eclampsia sobreposta 22%, hipertensão arterial crônica 27%, 11% de hipertensão gestacional e 17% sem diagnóstico definitivo. As pacientes apresentaram peso médio de 77,3±21 kg, altura 157±7 cm, IMC médio de 31,3±8 kg/m2 e 26±8,3 anos. Das pacientes atendidas: 74% eram sedentárias, 49% obesas, 18% tabagistas e 50% raça negra. A média de gestações foi de 3±2,1, 32% eram primíparas. Observamos uma maior incidência de parto cesáreo 67%, sinalizando a gravidade da DHG. Quanto à escolaridade, 51% das pacientes atendidas possuem o ensino fundamental incompleto. Baseado nesses dados, observa-se a prevalência de alguns fatores de risco associados à DHG é alta, o que pode ser detectado já na primeira consulta de enfermagem e assim guiar as ações necessárias para evitar os piores desfechos das DHG.
AMAMENTAÇÃO: CUIDADO, AMBIENTE E SAÚDE
EMILIA DA SILVA;ANA LAURA Z. PIZOLOTTO; DARIANE SAVEGNAGO DONÁ; GIANE POZZEBON; KATIANE SEFRIN SPERONI; NELIZA DOS SANTOS MACHADO
A interdisciplinaridade tem sido muito discutida na área da saúde pelo fato de que as diferentes ciências se completam e atingem um cuidado genuíno quando na sua prática. Trata-se de um estudo de caráter descritivo bibliográfico, que utiliza como aporte teórico metodológico os principais autores:
Almeida 2004, Deodoto 2006, Gil 2002, Lana 2001, Rezende 2003 e Tamez 2005. O presente estudo objetiva discutir, apontar e debater a importância do aleitamento materno. Assim, realizou-se um estudo de observação que está inserido na linha de pesquisa Educação Cuidado e Ética na Saúde do Grupo Interdisciplinar de Saúde - GIPES. Esta observação interdisciplinar foi realizada num cenário de amamentação enfocando o aleitamento materno nos seus diferentes contextos. Estes vão desde as alterações morfológicas e funcionais da mãe, até a problemática de doenças que podem ser evitadas no recém-nascido que recebe o leite materno, bem como seus benefícios. Na discussão dos dados enfatizamos que o leite materno é o alimento essencial para o perfeito crescimento e desenvolvimento do bebê e deve ser utilizado como fonte exclusiva de nutrição até os seis meses de vida, por conter substâncias que auxiliam no desenvolvimento do sistema imunológico, estimulando o vínculo mãe – filho. Também salienta-se que o acesso ao mesmo não é oneroso além de estar sempre na temperatura ideal. Conclui-se com estas discussões que as campanhas nacionais, bem como as orientações oferecidas por profissionais da saúde têm contribuído no aumento do índice de mulheres que aderem a política e prática de amamentação.
A BUSCA PELO BEM ESTAR DA PARTURIENTE ATRAVÉS DAS PRÁTICAS DE ENFERMAGEM NO PARTO HUMANIZADO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
CARLA CRISTIANE BECKER KOTTWITZ;DENIZE LETÍCIA MARCOLINO, FRANCINE AVILA DA SILVA, GABRIELA PETRÓ VALLI, MÁRCIA DORNELLES MACHADO MARIOT
A humanização do parto favorece a adequação emocional da parturiente, ajudando-a na superação de seus medos, ansiedades e tensões. Em vista disso, é importante que essa assistência seja dada de maneira em que haja a percepção de seres individualizados. O tema surge como uma alternativa em detrimento de uma visão predominantemente biológica, onde o patológico ganha maior destaque.
O objetivo do presente estudo é identificar através de uma revisão integrativa da literatura as práticas realizadas pela equipe de enfermagem no parto humanizado. Trata-se de uma abordagem qualitativa de caráter exploratório, analisada segundo a revisão integrativa de Cooper (1989). Os artigos foram acessados na base de dados LILACS através dos descritores parto humanizado, enfermagem obstétrica, saúde da mulher, parto e comunicação. Foram analisados seis artigos em periódicos brasileiros. Os estudos evidenciaram que as práticas realizadas pela equipe de enfermagem no parto
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humanizado visam um cuidado voltado à paciente envolvida no seu contexto, tornando-a protagonista do processo de parturição. Dentre as ações de humanização, as mais relevantes foram o estímulo à autonomia da parturiente, a presença atenciosa do profissional com uma escuta reflexiva e verbalização e a presença de um acompanhante. Nesse contexto, humanizar o parto não significa somente diminuir o número de cesarianas, e sim substituir esse tipo de parto por um normal onde sejam evitados excessos de procedimentos intervencionistas. Faz-se necessário que os profissionais dominem os aspectos subjetivos relacionados às necessidades reais da mulher em processo de parturição e que se crie um vínculo profissional-paciente desde o pré-parto até o puerpério.
EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO PERÍODO PÓS-PARTO: A MULHER, A CRIANÇA E A FAMÍLIA COMO PROTAGONISTAS
KATIELE HUNDERTMARCK;GABRIELA ZENATTI ELY; MÁRCIA GABRIELA RODRIGUES DE LIMA; DANIELE TRINDADE VIEIRA; MARIANE ROSSATO; LEILA REGINA WOLFF
O período pós-parto/puérperio é um momento peculiar na vida das mulheres pelas modificações no físico e psicológico destas. Assim, é importante promover educação em saúde nesse momento, pois desvenda mitos, acrescenta saberes e permite que a mulher, junto com sua família e filho sejam autores de suas vidas, dada a autonomia adquirida pelo conhecimento. Objetiva-se relatar as práticas de educação em saúde desenvolvidas pelos acadêmicos de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para a promoção da saúde da mulher e do recém-nascido no período pós-parto imediato. Metodologicamente utiliza-se o relato de experiência. Os acadêmicos orientados por professor, promovem ambientes favoráveis a educação em saúde, de forma horizontal, sobre os cuidados no puérperio e com recém-nascido (RN). Orienta-se sobre alimentação adequada; restrição de álcool/drogas; cuidados com as mamas e períneo; higiene íntima; atividade sexual; planejamento familiar; atividade física; vínculo mãe-filho- família; aleitamento materno; curativo umbilical; higiene, vestuário e hidratação do RN. Além disso, referencia-se a uma Unidade de Saúde para acompanhamento posterior, tanto da puérpera como do RN. As orientações são realizadas ao longo de um turno a partir das necessidades da mulher. A prática é satisfatória, visto que a mulher recebe uma atenção qualificada, de forma simples, em uma linguagem acessível e sensível.
ESCALAS DE RASTREAMENTO PARA DEPRESSÃO PÓS-PARTO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA JULIANA MACHADO SCHARDOSIM;ELIZETH HELDT
Os transtornos psiquiátricos podem acometer os indivíduos nos ciclos de suas vidas. No período puerperal a vulnerabilidade para as doenças mentais aumenta devido a fatores biológicos/ hormonais e transformações de ordem subjetiva que a mulher enfrenta. A prevalência da depressão pós-parto (DPP) varia de 15 a 20% e, freqüentemente não é diagnosticada nem tratada. Entretanto, quando ocorre, o impacto dos sintomas da DPP atinge não só a puérpera mas também seu filho recém- nascido e sua família. No Brasil ainda não há uma rotina de inclusão dos instrumentos de detecção de DPP nos serviços de saúde. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão sistemática sobre as escalas de rastreamento de DPP, em puérperas acima de 15 anos até 16 semanas após o parto.
Bucaram-se artigos nas bases de dados Medline, LILACS, SCIELO e Adolescente. Os artigos deveriam indicar a definição e a validação precisa dos instrumentos utilizados. Na primeira seleção foram encontrados 288 resumos, destes, 26 foram acessados na íntegra e apenas 9 foram incluídos de acordo com os critérios estabelecidos. O período de rastreamento de DPP nos estudos variou de 2 a 10 dias pós-parto e o re-teste foi em 8 a 16 semanas pós-parto. A DPP foi diagnosticada em 10 a 25% da amostra dos estudos. A idade das puérperas oscilou entre 15 e 30 anos. A escala mais freqüentemente utilizada foi a Edimburg Depression Postpartum Scale – EDPS, com um ponto de corte de 10. Concluiu-se que as escalas são comumente utilizadas em pesquisas com bons resultados, entretanto poderiam também ser uma ferramenta facilitadora para identificar os quadros de DPP na assistência à gestante e puérpera para auxiliar na tomada de decisões durante o pré e pós –natal. Os vários modelos de escalas favorecem sua utilização na prática assistencial.
O PROCESSO DE AMAMENTAÇÃO
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LUCIELE PEREIRA DA SILVA;ANDREA REGINA NAGORNY; DIEGO ROBERTO RODRIGUES WEIMANNA presente pesquisa teve como objetivo ampliar o conhecimento sobre os conceitos, padrões e práticas do processo de amamentação. Caracteriza-se como sendo uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo descritiva, desenvolvida em um hospital geral, de médio porte, localizado na região Noroeste do estado Rio Grande do Sul, tendo como instrumento de pesquisa a aplicação de um questionário aberto. A literatura existente sobre o tema proporciona conhecimento e possibilita compreender o processo da amamentação, bem como os fatores que estão relacionados a este, como a fisiologia da mulher durante o período pré-natal e sua preparação para o ato de amamentar, a importância do aleitamento materno e suas vantagens, a alimentação da puérpera, entre outros. Ao decorrer das entrevistas pôde-se observar a forma como as puérperas interpretam o ato de amamentar, a maioria ciente de sua importância, no entanto, ainda foi encontrado uma pequena porcentagem que não interpreta a amamentação em sua plenitude. De acordo com o questionário aplicado, foi possível observar seu entendimento a cerca do tema, quem ajudou a desenvolvê-los, os benefícios, dificuldades encontradas, incentivadores do ato, além de questões que envolvem sentimentos, a presença da família e relação mãe e filho. Amamentar proporciona saúde aos bebês, desenvolve o vínculo afetivo, protege contra alergias e infecções, reduz a mortalidade infantil e melhora a qualidade de vida, além de pouparem gastos. Os futuros profissionais da Saúde Coletiva devem estar cientes das vantagens, desvantagens, técnicas, principais dificuldades fisiológicas, patológicas ou desenvolvidas, para que, assim, possam desenvolver de maneira satisfatória sua função, a qual está também ligada a função de orientar e esclarecer dúvidas das mães.
A GESTAÇÃO E AS VÁRIAS FACETAS DA SAÚDE MENTAL- UMA ANÁLISE DOCUMENTAL NO LILACS
GABRIELA ZENATTI ELY;KATIELE HUNDERTMARCK;MÁRCIA GABRIELA RODRIGUES DE LIMA;ADÃO ADEMIR DA SILVA;DANIELE TRINDADE VIEIRA;MARIANE ROSSATO;LETÍCIA PIENIZ ZIMMERMANN;KARINE ZENATTI ELY
A gestação propicia um misto de sensações e sentimentos que podem configurar-se como um potencial para crises (CORDEIRO, 2002). Faz-se necessário um acolhimento ao binômio mãe e filho na sua rede familiar e social que oportunize uma assistência pautada na integralidade, humanização e efetividade de suas ações. Este estudo é o resultado de um levantamento da produção científica referente à saúde mental e a gestação, contemplando o pré-natal e puerpério. Trata-se de uma busca realizada na base de dados LILACS utilizando os descritores Saúde mental e gestantes nos últimos 5 anos. Foram analisados e categorizados 4 artigos conforme a temática, e mediante aos fatores de exclusão e inclusão relevantes a temática restringiu a análise a 3 artigos. Os resultados convergem para 3 categorias: a) o desejo de engravidar na adolescência e a prevalência de transtornos mentais na gestação: um paralelo aos fatores epidemiológicos; b) possível relação entre a violência na gestação e o desmame precoce: suas conseqüências na saúde da criança e na saúde da mulher; c) atuação profissional a saúde mental a gestantes: destaca-se a enfermagem e o nível primário de atenção no enfoque a prevenção e acompanhamento dos casos na rede de atenção. Verifica-se o pequeno número de publicações na base LILASC diante da relevância da temática na conjuntura atual. Portanto, é preciso reaver essa temática no campo da pesquisa e atentar para a singularidade da mulher-gestante na sua concepção biopsicossocial e relevância das múltiplas facetas da saúde mental, que engloba a promoção, reabilitação e adaptação a saúde. Vislumbra-se uma assistência que contemple todos os níveis de complexidade e na conformação de um trabalho em equipe a fim de promover higiene mental.
EDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO FACILITADORA DE CONHECIMENTO NO ATO DE AMAMENTAR MÁRCIA GABRIELA RODRIGUES DE LIMA;DANIELE TRINDADE VIEIRA; GABRIELA ZENATTI ELY; KATIELE HUNDERTMARCK; MARIANE ROSSATO; ROCHELE RODRIGUES DE LIMA;
MICHELE RADATTZ
O ato de amamentar tem um imenso valor à saúde da mãe e do bebê, pois além de servir como alimento completo que auxilia no crescimento e desenvolvimento adequado e seguro da criança, também fornece proteção à saúde materna contra doenças neoplásicas de mama, colo e serve à
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anticoncepção, entre outros. Porém, muitas mães desconhecem o efeito, a produção e a composição do leite materno desconsiderando assim sua importância. Objetiva-se com este estudo relatar a finalidade da utilização de material didático ilustrativo, para facilitar o entendimento das mães à cerca da produção e composição do leite materno.Metodologicamente realizou-se um relato de experiência na elaboração de material didático ilustrativo para uma Unidade Básica de Saúde por alunas do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria, com a parceria de uma aluna do Ensino Médio, a fim de fomentar redes de conhecimento.A utilização de um material didático com a ilustração de uma mama facilitou o processo de educação em saúde das mães a cerca da produção das três fases do leite: água, proteínas e gordura, dos seus micro-componentes que auxiliam na imunização e agentes laxativos para o mecônio, além de ajudá-las na compreensão da própria anatomofisiologia da mama e da produção hormonal. Por consequência, este entendimento permitiu a elas obter empoderamento a cerca de seu corpo e decidir cautelosamente sobre amamentar ou não seu filho.Contudo, a educação em saúde é uma prática que proporciona aos indivíduos maior compreensão sobre o funcionamento de seu próprio corpo e assim poder atuar com real compreensão e entendimento.
A UTILIZAÇÃO DAS TÉCNICAS NÃO-FARMACÓLOGICAS POR ENFERMEIROS NO MANEJO DA DOR DE PARTURIENTES
KARINE SILVA QUEIROZ;ANNE CAROLLINE GALVÃO PORTUGAL PASSOS; DAIANE DE MELLO LOPES
Na contemporaneidade percebe-se, que apesar de todos os avanços tecnológicos, ainda hoje, não se encontra um vasto material didático que trate sobre o tema dor. Este é um assunto que mesmo no ambiente hospitalar é pouco discutido, inclusive o meio de comunicação pouco os contempla.
Compreende-se que qualquer dor é real quando, o paciente refere sentí-la, porém no parto é pouco específico as características da dor, já que a dor quando há contração ela é inicialmente amena e vai aumentando gradativamente até chegar ao pico, quando então começa a diminuir e desaparece completamente. Podendo também no intervalo entre as contrações não existir dor, pressão, incômodo algum. A ascensão do alívio da dor a parturiente, através de cuidados não-farmacológicos, vem sendo utilizada por alguns profissionais, particularmente por enfermeiros obstetras, com o intuito de “substituir” medidas analgésicas e anestésicas. Os cuidados não-farmacológicos que visam aliviar a dor são bastante enfocados pelo movimento de humanização do parto, que tem como finalidade torná-lo o mais natural possível. Estudar a importância da utilização de técnicas não-farmacológicas para aliviar a dor de parturientes. Para a realização deste trabalho será adotada a pesquisa qualitativa, e de caráter exploratória do tipo revisão bibliográfica. Por meio da utilização das técnicas não-farmacológica, pode-se conseguir a postergação no inicio de técnicas regionais de analgesia, colaboração ativa da parturiente e maior participação do acompanhante, pois esta pratica visa detrair e otimizar o parto, redução do tempo de internação hospitalar já que a parturiente não necessitara de anestésicos, nem de outros procedimentos.
ABORTO: TIPOS E COMPLICAÇÕES DECORRENTES MÁRCIA PICCOLI FUSIEGER
Introdução: O Aborto é a expulsão espontânea ou provocada do feto com menos de 500g de peso ou de 20-22 semanas de desenvolvimento gestacional. Uma em cada sete gestações clinicamente diagnosticada será abortada, geralmente durante as primeiras 14 semanas de gravidez. Alguns fatores que podem influenciar ao aborto incluem anormalidades cromossomiais, idade acima de 35 anos, gravidez múltipla, ovários policísticos, distúrbios auto-imunes, diabetes mal contralada e dois ou mais abortos prévios. Objetivos: Esclarecer os principais tipos de aborto; Identificar as principais complicações que o aborto ocasiona na saúde da mulher. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, observacional e prospectivo, baseado em livros e bases de dados científicos como BIREME e SCIELO, tendo como referência a população obstétrica. Os dados serão analisados de forma quantitativa, a partir de métodos estatísticos. A aplicação do instrumento de pesquisa será realizada por uma acadêmica do Curso de Enfermagem da UDESC, sobre a coordenação do professor orientador. Resultados e Conclusões: : Apesar da existência de fatores predisponentes a qualquer um dos tipos de aborto, há a ocorrência da prática premeditada, influenciada pela insegurança de mulheres que por algum motivo, em situações de gravidezes indesejadas, optam por
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essa prática. Os problemas decorrentes referem-se, na maioria das vezes, as precárias condições pelas quais os procedimentos são realizados. Entre as alternativas de enfrentamento do problema, podem-se apontar trabalhos de esclarecimentos às mulheres sobre métodos contraceptivos e dos riscos que o aborto pode provocar. Também, há necessidade de promover debates sobre o tema, pois a clandestinidade e o preconceito criam mais dificuldades do que possibilidade de resolução.
O DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE MAMA ATRAVÉS DO ENSINO DO AUTO EXAME
SIMONE TATIANA DA SILVA;CAMILA MARIANA ANDRADE; CAROLINA PAGLIARIN BRUGGEMAN O câncer de mama afeta as dimensões biopscicoespirituais da mulher, pois resulta na mutilação da mama e pode levar a morte. Nas últimas décadas observa-se aumento significativo na incidência de Câncer de mama no Brasil e consequentemente da mortalidade associada à neoplasia, devido ao desconhecimento de técnicas de prevenção. O diagnóstico precoce, tem se tornado essencial para a diminuição desse câncer e sua conseqüente mortalidade. A saúde da mulher é um tema de grande relevância para a saúde pública, por isso é importante o envolvimento de todos os profissionais de saúde. O presente estudo ressalta a importância do auto-exame na detecção precoce do câncer de mama. Trata-se de uma revisão bibliográfica, que teve como bases para composição, Bireme e Scielo, no ano de 2007, tendo sido utilizados 2 livros e 7 artigos, que foram fichados, catalogados e avaliados quanto a sua relevância com o tema. O auto-exame é um método eficiente para controle da doença, e mais acessível para populações que não podem utilizar outros métodos diagnósticos mais caros. Consiste em incentivar a mulher a examinar suas mamas de modo sistemático e metodológico, para que ela descubra alterações mais precocemente. É de fácil execução, podendo ser realizado por mulheres pertencentes a qualquer camada sociocultural da população, feito a qualquer momento e quanto maior sua regularidade, maior é a detecção. É fundamental que a mulher conheça suas mamas para que perceba qualquer alteração. O auto-exame deve ser feito por todas as mulheres acima de 21 anos, entre o sétimo e o décimo dia de ciclo menstrual. A mulher apresenta resistência e dificuldade na sua execução e por isso sua prática deve ser estimulada e orientada por profissionais da saúde, que devem realizar educação em saúde para o aprendizado do real significado desse exame na diminuição da mortalidade do câncer de mama.
ANSIEDADE NA GESTAÇÃO RELACIONADA À PREMATURIDADE
CLEIDE MÁRCIA SILVA PEREIRA; ALINE JEFFMAN, BRUNA VASCONCELOS, DANIELA VICTÓRIA, DANIELE BORGES, FERNANDA CORDOVA, TÂNIA GROLLI
O contexto social exerce uma grande influência nas reações emocionais da mulher e sua família, pois ocorrem modificações fisiológicas e emocionais. Observar os fatores de risco a ansiedade gestacional, é de suma importância, proporcionando a mulher relaxamento e prazer na gravidez, preparando a gestante e adquirindo confiança na adesão ao tratamento de pré-natal. A mulher necessita superar ameaças representadas pela concepção, sendo entrevistada, recebendo educação em saúde através do enfermeiro e sua equipe. Com o diagnóstico e intervenções, através de métodos alternativos complementares, se possibilita a diminuição da ansiedade, melhora as condições da gestante para chegar ao trabalho de parto a termo. Objetivo: Identificar os fatores de risco para ansiedade gestacional relacionada a prematuridade, utilizar intervenções com métodos alternativos complementares, favorecendo a redução de partos prematuros. Discussão: grande número de fatores atua antes e durante a gestação, influenciando no peso e idade gestacional do neonato. O conhecimento dos fatores associados é importante para que a equipe multidisciplinar possa intervir de forma precoce e adequada no tratamento da ansiedade na gestante. A utilização de métodos alternativos complementares, ajuda a minimizar a ansiedade, da segurança, permite a gestante alcançar uma melhor qualidade de vida. Metodologia: Livro Enfermagem obstétrica, aulas power point Prof Fernanda Cordova, artigos científicos IPA Metodista, prédio C. Conclusão:
Aplicando instrumentos validados para mensurar a ansiedade na gestação, é possível realizar estudos para avaliar o sentimento da mãe com relação à saúde do bebê, parto, nascimento e adesão às orientações da equipe de saúde, contribuindo para produção de novas evidências com relação à ansiedade e prematuridade, subsidiando o profissional de saúde, na aplicação preventiva de uma abordagem adequada ao contexto da gestante, superando alterações diversas.