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AVC, atendimento interrupto nas 24 horas e treinamento permanente da equipe assistencial e revisão periódica do protocolo. Através da adoção de estratégias para otimizar a realização do uso de rt-PA, aumentaria o quantitativo de pacientes beneficiados, minimizando os agravos do AVCI.Rev HCPA 2009; 29(Supl.) 147
RESÍDUOS SÓLIDOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE: PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE QUANTO AO SEU DESCARTEKATSUY MEOTTI DOI;GISELA MARIA SCHEBELLA SOUTO DE MOURA
O estudo procurou conhecer a opinião dos profissionais da equipe de enfermagem do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) em relação ao descarte dos resíduos sólidos dos serviços de saúde (RSSS). Baseou-se em normas defendidas pela Resolução n° 306 de dezembro de 2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e a de n° 358/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Realizou-se uma pesquisa de natureza exploratória descritiva, através de uma abordagem qualitativa Os dados foram obtidos a partir de entrevistas semi-estruturadas aplicadas a 24 profissionais da equipe de enfermagem pertencentes a 2 unidades clínicas e 2 unidades cirúrgicas do HCPA. Buscou-se a categorização dos dados através da análise de conteúdo (BARDIN, 2004).
Evidenciou-se, assim, que a maioria dos entrevistados desconhecia o significado da expressão
“resíduos sólidos dos serviços de saúde”. E, apesar da maioria destes afirmar realizar a separação desses resíduos, poucos são os que realmente a fazem de maneira correta. Apontou-se, também, os motivos que os levam a não realizar o descarte adequado, procurando alternativas a fim de facilitar o processo e promover maior adesão dos profissionais na realização do descarte condizente com as normas seguidas pela instituição. Concluindo o estudo, ratificou-se a importância de tratarmos mais a sério a questão apresentada, reforçando não só a necessidade do acesso às orientações adequadas como também a obrigação de investirmos em ações reflexivas que reflitam em diminuição na geração desses resíduos. Ressalta-se, também, a necessidade de discussão do tema apresentado, incentivando novos estudos que contribuam na construção de alternativas que facilitem o processo de separação dos resíduos sólidos dos serviços de saúde.
INFECÇÃO HOSPITALAR - UMA PROPOSTA PARA REPENSAR O CUIDADO
MARIANE ROSSATO;DANIELE TRINDADE VIEIRA; GABRIELA ZENATTY ELY; KATIELE HUNDERTMARCK; MÁRCIA GABRIELA RODRIGUES DE LIMA; ANDREA MOREIRA ARRUÉ A infecção hospitalar (IH) representa um dos principais problemas na qualidade da assistência à saúde, devido a alta incidência, ao aumento da morbi-mortalidade, dos custos, gerando conseqüências nas esferas sociais e humanas (CESARINO et.al. 2007). De acordo com a relevância do tema, este estudo tem o objetivo de identificar o papel da enfermagem na disseminação e controle das infecções hospitalares. Para isso buscou-se artigos nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde com os descritores infecção hospitalar e enfermagem no método integrado, para os último 2 anos e redigidos em português, resultando em 9 artigos para análise. De acordo com Carvalho e Martins et.al. (2008) as percepções dos profissionais técnicos e auxiliares de enfermagem quanto a IH, é que esta é associado a contaminação ou sujidade macroscópica dos equipamentos, deixando de relevar procedimentos sobre lavagem de mãos e uso de EPIs. Tem-se, também que as estruturas funcionais e organizacionais do ambiente de trabalho influenciam para a adesão dos meios de prevenção. Esta medida é a melhor forma de combater as IHs, devendo ser implementadas por todos os profissionais da área da saúde desde a sua formação. Barbosa et.al. (2007) contribuem que os profissionais enfermeiros, de acordo com a sua formação e prática profissional, devem conhecer as práticas de controle de IHs, bem como ter conhecimento acerca do controle de disseminação de microorganismos multirresistentes (CDMM) porém de maneira geral, há desconhecimento acerca dessas práticas. Em conclusão, pode-se dizer que essas medidas de controle de IHs não estão sendo bem implementadas, e que estão faltando esclarecimento e sensibilização dos profissionais da saúde e em pauta os profissionais de enfermagem.
ESTUDO TRANSVERSAL SOBRE RISCOS OCUPACIONAIS OBSERVADOS NA ADMINISTRAÇÃO DE QUIMIOTERÁPICOS UTILIZANDO A TÉCNICA DO INCIDENTE CRÍTICO
HELOISA HELENA KARNAS HOEFEL;GRACIANE MATTEI
Os cuidados na administração de quimioterápicos, envolvem risco de contato com medicamentos, sangue e contaminação do paciente. Objetivo: avaliar os relatos de riscos ocupacionais durante administração de quimioterápicos antineoplásicos em unidades de quimioterapia de um hospital universitário. Método: estudo transversal, utilizando a técnica do incidente crítico. Resultados:
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participaram treze enfermeiras, com tempo de profissão de 21 anos (DP+-8), administração de quimioterapia MD de 14 anos (7;16). Preenchidos 57 formulários, com 66 observações de incidentes.Instalação de QT sem luvas foi relato de 11 (16,7%) ocasiões, risco de contato com QT 10 (15,2%), risco de contaminação 8 (12%),contato com droga 6 (9,1%), em 5 (7,6%) luvas não foram ou foram mal utilizadas. 48 motivos relatados como responsáveis pelos riscos ocupacionais: 23 (48%) falta de EPI, 14 (29%) pressa, 8 (17%) falta de cuidado, 3 (6%) por não dar importância à questão. Em 50%
dos relatos o material disponível foi considerado não ideal e em 13 (44,8%) destes foram justificadas como lacunas no protocolo de QT, 6 (20,7%) luvas inadequadas por má qualidade, porosas e rasgando facilmente. A falta ou uso inadequado de EPI apareceu 26 vezes, no qual foi incluído o risco mais freqüente, instalação de QT sem o uso de luvas. Os motivos principais foram pressa (57,7%) e falta de cuidado (30,8%) significativos (gl= 3; Qui quadrado= 25,31 P<0,001) em relação a outros riscos. Conclusão: os enfermeiros destas unidades são constantemente expostos aos riscos ocupacionais nas atividades de preparo, administração ou descarte de quimioterápicos, principalmente por uso inadequado ou não uso de EPI. Há a necessidade, de revisão periódica das rotinas de QT baseada em literatura atualizada e na avaliação dos processos, qualificação profissional e desenvolvimento de pesquisas que avaliem o impacto dessas medidas, já que assim, poderá auxiliar na redução de riscos ocupacionais e qualificação da assistência.
ESTUDO EXPLORATÓRIO SOBRE ADESÃO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM ÀS MEDIDAS PREVENTIVAS DE PNEUMONIAS ASSOCIADAS À VENTILAÇÃO MECÂNICA
HELOISA HELENA KARNAS HOEFEL;JEANE ZANINI DA ROCHA
Uma das infecções preocupantes em terapia intensiva é a pneumonia associada à ventilação mecânica pelo difícil diagnóstico, custos do tratamento, incidência e pela morbimortalidade associada assim como aos microorganismos multi resistentes. Objetivo: Avaliar o conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre as medidas de prevenção da PAVM. Método: estudo exploratório através de questionário a técnicos de enfermagem de UTI de adultos de Porto Alegre.Resultados: dos 112 profissionais 66 (59%) participaram (33% turno manhã, 27% tarde, 39% noite). Não houve diferença significativa entre treinamento nos turnos (Qui quadrado= 0,6; P>0,05). 86% dos técnicos relatam aderir às medidas. As 207 medidas citadas foram classificadas em categorias: 146 (71%) diretas, ligadas à enfermagem; 7 (3%) compartilhadas, enfermagem e outros profissionais discutem (fisioterapia, tempo de ventilação mecânica); 54 (26%) gerais, todos profissionais (lavagem de mãos, uso de EPIs). A aspiração correta foi citada por 55 (83%) participantes, cabeceira elevada 35 (53%), lavagem de mãos 34 (51%) e uso de EPIs 20 (30%). De forma combinada aspiração correta e cabeceira elevada em 31 (47%) das respostas e aspiração mais lavagem de mãos em 29 (44%).
Causas de transmissão de microorganismos: 50 (76%) relatos de pouca ou ineficaz lavagem de mãos, técnica incorreta 8 (12%), falta de comprometimento do profissional 6 (9%), grande rotatividade de profissionais facilitando transmissão 4 (6%) e falta de pessoal 3 (5%) respostas. Dos que não se consideraram sob risco, 6 (24%) justificou boa imunidade, 18 (72%) usar EPI confere ausência de risco ocupacional, 3% atribuiu à lavagem de mãos e 35 (53%) se considera sob risco.Conclusão:A maioria refere aderir às medidas preventivas e conhece as medidas preventivas, embora com lacunas como a da higiene oral. Os motivos de muitos não se considerarem sob risco mostram falsa sensação de segurança sugerindo necessidade de ênfase maior no treinamento.
A CONSTRUÇÃO DE UM MATERIAL INFORMATIVO PARA PACIENTES PORTADORES DE GERME MULTIRRESISTENTE E SEUS CUIDADORES
ANDREIA BARCELLOS TEIXEIRA;ANA PAULA WUNDER; ARIANE GRACIOTTO; MARIA SALETE GODOY FRANCO; MOEMA ALMEIDA DA COSTA; NEUSA PICETTI; ROGÉRIO MARCOLINO;
ROZEMY MAGDA GONÇALVES; SAMARA GREICE RÖPKE FARIA DA COSTA
Introdução: A resistência dos microrganismos se define a partir de microbianos testados conforme a epidemiologia local das infecções. No Brasil, este problema assume maiores dimensões pelo uso indiscriminado e incorreto dos antibióticos, os quais são de livre aquisição nas farmácias (Freitas, 2005). O 6º. Sul é uma das unidades no Hospital de Clínicas de Porto Alegre que concentra os pacientes com germes multirresistentes (GMR), onde são utilizadas medidas na tentativa de impedir a disseminação dos mesmos. Neste sentido, os enfermeiros da unidade sentiram a necessidade de criar um material informativo (folder) que viesse a reforçar as orientações fornecidas ao paciente,
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familiares e cuidadores, facilitando a compreensão dos mesmos sobre a importância da participação de todos na prevenção da transmissão dos GMR. Objetivo: Divulgar a construção de material para orientar pacientes e familiares na prevenção da transmissão de GMR. Materiais e Métodos: O folder foi construído pelos enfermeiros da unidade, através da revisão da literatura e consulta aos experts da área, pontuando os aspectos considerados mais críticos na assistência diária. Resultados:Abordou-se o que e quais são os GMR, meios de transmissão e como o indivíduo deve proceder na visita e no acompanhamento do paciente. O impresso foi estruturado em tópicos de fácil compreensão e visualização. Conclusões: Pretende-se que a distribuição deste material auxilie membros da equipe, pacientes e familiares que muitas vezes tem dificuldades em reter as informações, sendo o material permanente para a consulta.
EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO HIV
PATRÍCIA SILVA DE JESUS;MICHELE KROLL BUJES;MAÍRA DE ANDRADE BITTENCOURT;
NÚBIA DE RODRIGUES ARAÚJO
INTRODUÇÃO – Para que haja exposição ocupacional ao HIV, os profissionais da saúde ficam condicionados ao acidente de trabalho no qual tem contato direto material biológico. O acompanhamento destes deve abordar aspectos clínicos e laboratoriais permitindo o diagnóstico de infecção aguda pelo HIV, determinando se houve soroconversão. OBJETIVOS – Coletar dados na literatura, referentes ao tema. Analisar fluxogramas institucionais, de dois hospitais da região metropolitana de Porto Alegre, para o atendimento aos profissionais expostos. MATERIAIS E MÉTODOS- Trata-se de um estudo do tipo descritivo com abordagem quantitativa em que foi realizada uma revisão bibliográfica através de coleta de dados utilizando 7 artigos científicos e 6 publicações online. Descritores pesquisados: exposição ocupacional; risco de transmissão; materiais biológicos; equipamento de proteção individual (EPI); quimioprofilaxia; comunicação de acidente de trabalho (CAT); medidas preventivas. RESULTADOS E CONCLUSÃO- Após exposição ocupacional é de extrema relevância a avaliação de alguns critérios: tipo de exposição, material biológico envolvido, paciente–fonte e gravidade do acidente. Posteriormente, prioriza-se a notificação do acidente para a instância pertinente (SESMT, CTA/SAE, médico plantonista, etc). Sob consentimento do paciente, é realizado teste rápido, para detecção de sorologia para HIV; em caso de positividade, inicia-se a Profilaxia Pós-Exposição de acordo com o Ministério da Saúde e fluxograma da instituição. Tanto paciente quanto o profissional, recebem orientação e aconselhamento do SESMT sobre o surgimento de sinais e sintomas, toxicidade medicamentosa ou efeitos adversos, adesão as profilaxias e prevenção secundária de infecção. Cabe aos profissionais da saúde, o uso de EPI´s e conscientização em massa sobre as formas de transmissão do HIV.
HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA PRISCILA KEGLES KEPLER;ALICE GOMES,MARCELO DIAS, NATALIA WOLFF, PAOLA SULIS, PAULA PASSOS
Síntese: A educação continuada é um conjunto de experiências que seguem a formação do profissional permitindo manter, aumentar e melhorar a competência, visando o desenvolvimento de suas responsabilidades. Além disso, favorece condições materiais e tempo para o cumprimento da mesma, que é um direito do cidadão e ao mesmo tempo uma responsabilidade profissional. Esse trabalho trata-se de um relato de experiência da atividade intitulada “Higienização das mãos: um relato de experiência de educação continuada”, desenvolvida pelos acadêmicos de enfermagem do Centro Universitário Metodista IPA, no período de estágio curricular no Pronto – Atendimento da cidade de Viamão. Devido à grande incidência de infecções por contaminação das mãos e uma grande demanda de pacientes no serviço, observamos a necessidade de realizar uma atividade envolvendo a higienização de mãos. Objetivo: relatar a educação continuada realizada com os trabalhadores do local referido e apresentar como realizamos a dinâmica da higienização das mãos.
Metodologia: realizou-se uma atividade lúdica de higienização das mãos, onde o participante vendou os olhos e lavou as mãos de maneira que julgasse correta, utilizando tinta colorida. Participaram da atividade seis profissionais de enfermagem. Considerações finais: A realização da dinâmica sobre higienização das mãos proporcionou a experiência de vivenciarmos uma educação continuada, bem como a aplicação prática dos conhecimentos teóricos adquiridos na Universidade. Através dessa atividade foi possível perceber que os profissionais conhecem a importância da higienização das
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mãos para a prevenção e controle de infecção nos serviços de saúde, mas necessitam da realização frequente de capacitações da equipe.
O QUADRO DA TUBERCULOSE NA UNIDADE DE SAÚDE PARQUE DOS MAIAS
ROBERTO OPITZ GOMES;DOUGLAS ROBERTO VEIT, GELSON ANTÔNIO IOB E ROSSANA RAD FERNANDES
Introdução: O GHC através do SSC, iniciou em 2002 um processo de descentralização da atenção aos indivíduos com tuberculose (TB). O processo consiste em realização do diagnóstico através de duas amostras de BAAR de SR (sintomáticos respiratórios), tratamento de 1º linha e acompanhamento dos casos via US. O SSC atende uma população de 108.565 habitantes, através de suas 12 US. A US Parque dos Maias (USPM) pertence ao GHC e possui descentralização da atenção a TB e uma das poucas que utiliza os DOTS (tratamento supervisionado). Objetivos:
Apresentar o quadro de TB da USPM do ano de 2006 a maio 2009, casos investigados de SR e tratamentos dos indivíduos com TB diagnosticada. Material e Métodos: O presente estudo foi exploratório e descritivo do livro verde de sintomáticos respiratórios do ano de 2007, 2008 e maio de 2009 e do livro preto de TB para pessoas com diagnóstico fechado de TB. Resultados e conclusões:
Em 2007, a USPM realizou 35 exames BAAR em indivíduos SR, 9 amostras inadequadas, 19 não realizaram, 6 amostras negativas e 1 amostra positiva +++. Em 2007 a USPM possuía 5 pacientes em esquema I. Em 2008 foram realizados 46 exames BAAR em pacientes SR, 17 amostras inadequadas, 15 não realizaram o exame, 12 amostras negativas, 1 positivo + e 1 positiva +++. Na US PM possuía somente 1 paciente em 2008 com DOTS e 1 paciente em esquema I. Em 2009, até o mês de maio foram realizados, 18 exames BAAR em indivíduos SR, 0 amostras foram inadequadas, 8 não realizaram, 9 amostras negativas e 1 resultado positivo. Em maio 2009, 1 paciente em esquema I. Com isto, vimos que a tuberculose é pouco incidente na USPM e que conseguimos diminuir até maio de 2009 para 0 as amostras inadequadas, o laboratório agora considera amostra inadequada sem BAAR como negativa.