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CLASSIFICAÇÃO DA RESPONSABILIDADE CIVIL

No documento UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ - Univali (páginas 30-35)

Quanto à classificação da Responsabilidade Civil é dividida em Contratual

92GONÇALVES, Carlos Roberto. Responsabilidade Civil. p. 34.

93RODRIGUES, Silvio. Direito Civil. Responsabilidade Civil.19 ed. São Paulo: Saraiva, 2002. 4 v.

94STOCCO, Rui. Tratado de Responsabilidade Civil. p.14.

95SAMPAIO. Rogério Marrone de Castro. Direito Civil, Responsabilidade Civil. p.32

96BITTAR, Carlos Alberto. Curso de Direito Civil. p. 64.

97DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro: p.74

e Extracontratual.

Na responsabilidade contratual há o inadimplemento por uma das partes contratantes e o consequente dever de reparar o prejuízo, estando prevista no ordenamento jurídico Brasileiro nos artigos 389 e seguintes, 1056 a 1064 do Código Civil Brasileiro. 98

Já, a responsabilidade extracontratual encontra respaldo jurídico nos artigos 186 a 188 e 927 e seguintes, todos do Código Civil Brasileiro. 99

A grande questão a ser diferencia entre a responsabilidade contratual e extracontratual é quanto, a saber, se o ato danoso ocorreu em razão de uma obrigação preexistente, contrato ou negocio jurídico unilateral. 100

Observa-se que nem sempre resta clara a existência de um contrato, porque tanto a responsabilidade contratual e a extracontratual com freqüência se interpenetram e ontologicamente não são distintas; quem transgride um dever de conduta, com ou sem contrato, pode ser obrigado a ressarcir o dano.101

Deste modo, o dever violado será o ponto de partida, não importando se está dentro ou fora de uma relação contratual.

Disserta Cavalieri Filho102 acerca da responsabilidade contratual e extracontratual:

A doutrina acerca da responsabilidade civil baseia-se com relação a responsabilidade contratual e extracontratual, de acordo com a qualidade da violação. Deste modo, preexiste um vinculo obrigacional e o dever de indenizar, como conseqüência de um inadimplemento, tem-se a responsabilidade contratual, também denominada de ilícito contratual ou relativo.Se o dever de indenizar, no entanto, surge em decorrência de lesão a um direito subjetivo, sem que haja entre ofensor e a vitima qualquer relação jurídica que o

98VENOSA, Silvio de Salvo. Direito Civil. Responsabilidade Civil. p.48

99VENOSA, Silvio de Salvo. Direito Civil. Responsabilidade Civil. p.48

100VENOSA, Silvio de Salvo. Direito Civil. Responsabilidade Civil. p.49

101VENOSA, Silvio de Salvo. Direito Civil. Responsabilidade Civil. 6ª Ed. São Paulo, Editora Atlas, 2006.

102CAVALIERI FILHO, Sérgio. Programa de responsabilidade Civil. 6. ed. Ver.

Aumentada e atualizada. São Paulo: Malheiros, 2005. p. 38

possibilite, tem-se a responsabilidade extracontratual, também denominada de ilícito aquiliano ou absoluto

A responsabilidade contratual em paralelo com a responsabilidade extracontratual ou aquiliana, sujeita-se aos mesmos extremos desta, quais sejam, a contrariedade à norma, o dano e a relação de causalidade entre uma e outra isto é confunde-se e identificam-se nos seus defeitos.103

1.5.1 Responsabilidade Contratual

A responsabilidade contratual é a que deriva de um contrato que pressupõe valido, assim ocorrendo o inadimplemento de uma das partes, que cause prejuízo, fica o causador obrigado a reparar as perdas e danos experimentados pelo prejudicado104.

Quando há o inadimplemento por uma das partes contratantes e o conseqüente dever de reparar o prejuízo, chama-se de responsabilidade contratual.

105

Define Fiuza106que a responsabilidade contratual é aquela decorrente da celebração ou execução do contrato e poderá ser por ato licito ou ilícito.

Sobre o dever de indenizar na responsabilidade contratual, preleciona Rodrigues107:

Na responsabilidade contratual a indenização, em muitos casos se não em todos, é, por igual, um substutivo da prestação contratada. Quando um artista, contratado para uma serie de apresentações, recusa-se a dar um ou mais recitais combinados pelo empresário. A indenização abrangera o prejuízo efetivo, tais o aluguel do teatro, a publicidade feita, a impressão das entradas, etc., bem como o lucro cessante, ou

103PEREIRA, Caio Mário da Silva. Responsabilidade Civil. Rio de Janeiro: Forense, 2004.

p. 249.

104RODRIGUES, Silvio. Direito Civil. Responsabilidade Civil.p.45

105COELHO, Fabio Ulhoa. Curso de Direito Civil. p. 36

106FIUZA, Cesar. Direito Civil. Curso completo. p. 259.

107RODRIGUES, Silvio. Direito Civil. Responsabilidade Civil.p.84

seja, o proveito que o empresário razoavelmente poderia ter tido. Mas a cifra arbitrada em dinheiro, que será paga pelo artista inadimplente, não é a prestação prometida, mas apenas um sucedâneo dela.

A responsabilidade contratual, se oriunda da inexecução de negócio jurídico bilateral e unilateral. Resulta, portanto, de ilícito contratual, ou seja, de falta de inadimplemento ou da mora no cumprimento de qualquer obrigação. 108

Assim sendo, é uma infração a um dever especial estabelecido pela vontade dos contratantes, por isso decorre de uma relação obrigacional preexistente e pressupõe capacidade para contratar. 109

Urge ressaltar que quando ocorre o inadimplemento do contrato, não é a obrigação contratual que movimenta a responsabilidade, uma vez que surge uma nova obrigação que se substitui a preexistente no todo ou em parte: a obrigação de reparar o prejuízo conseqüente à inexecução da obrigação assumida. 110

Por fim, fica evidente que o devedor precisa provar que não foi culpado para eximir-se da culpa e assim o dever de indenizar.111

1.5.2 Responsabilidade Extracontratual

Inicialmente, diz que a responsabilidade é extracontratual quando a responsabilidade não deriva de contrato e o agente infringe um dever legal. 112

Na responsabilidade extracontratual, também chamada de aquiliana, derivada da Lex Aquilia, esta posicionada no inadimplemento normativo, ou seja, nessa espécie de responsabilidade, o que se exige é um dever contido em uma

108DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro: responsabilidade civil. 72

109DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro: responsabilidade civil. p.72

110DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro: 73

111RODRIGUES, Silvio. Direito Civil. Responsabilidade Civil. p. 47

112GONÇALVES, Carlos Roberto. Responsabilidade Civil. p. 26.

norma legal, a qual é violada pelo agente, causando dano a vitima. 113

Também, na responsabilidade extracontratual nenhum vínculo jurídico existe entre a vítima e o causador do dano, quando este pratica o ato ilícito. 114

Ainda sobre a responsabilidade extracontratual, Diniz115conceitua:

A responsabilidade extracontratual, delitual ou aquiliana é a resultante de violação legal, ou seja, da lesão de um direito subjetivo, ou melhor, da infração ao dever jurídico geral de abstenção atinente aos direitos reais ou de personalidade, sem que haja nenhum vinculo contratual entre o lesado e o lesante.

Por conseguinte, Sampaio discorre sobre a responsabilidade extracontratual que o dever de indenizar os danos decorre da prática de um ato ilícito propriamente dito (ilícito extracontratual), no qual se consubstancia em uma conduta humana positiva ou negativa violadora de um dever de cuidado (culpa em sentido lato)116

Na responsabilidade civil aquiliana, a culpa deve ser sempre provada pela vítima, enquanto que na responsabilidade contratual, de regra, é presumida, invertendo-se o ônus da prova, cabendo a vitima comprovar apenas, que a obrigação não foi cumprida, restando ao devedor o ônus probandi, de que não agiu com culpa ou que ocorreu alguma excludente de causalidade117.

Por fim, Miranda118 aduz que para que haja culpa, tanto na responsabilidade civil contratual como na responsabilidade extracontratual é a mesma, não cabendo nenhuma diferenciação entre ela, em que pese os institutos serem diversos.

113ALONSO, Paulo Sergio Gomes. Pressupostos da responsabilidade civil objetiva. p.

19.

114GONÇALVES, Carlos Roberto. Responsabilidade Civil. p. 26.

115DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro: responsabilidade civil. p. 76.

116SAMPAIO, Rogerio Marrone de Castro. Direito Civil, responsabilidade civil.p. 91

117GAGLIANO, Paulo Stolze; PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo Curso de Direito Civil Brasileiro. p. 18.

118MIRANDA, Pontes de.Tratado de direito privado. Parte especial.Tomo XXII, 2. Ed.Rio de Janeiro. p.208.

No documento UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ - Univali (páginas 30-35)

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