O método utilizado para a realização desta monografia é o método dedutivo, pois parte de um ponto de partida mais amplo, a saber, o estudo da responsabilidade civil, do dano moral, e da especificação do dano estético e da possibilidade de cumulação com o dano moral. Analisa-se então a possibilidade de indenização, bem como a separação entre condenação por dano estético e dano moral.
SÍNTESE HISTÓRICA DA RESPONSABILIDADE CIVIL
Antes de nos aprofundarmos no tema específico deste trabalho, são necessárias algumas considerações a respeito da responsabilidade civil. Complementa também Gagliano e Pamplona23 que, por meio da inserção da culpa como elemento da responsabilidade civil aquiliana frente ao objetivismo excessivo do direito primitivo, influenciaram diversas legislações ao redor do mundo, inclusive o Código Civil Brasileiro.
CONCEITO DE RESPONSABILIDADE CIVIL
No entendimento de Soares34, a responsabilidade civil se expressa no dever de responder por algo, ou seja, de receber pagamento por aquilo que alguém fez ou por um ato que praticou. Oliveira35 define que “a responsabilidade civil é a obrigação que o agente deve indenizar e reparar o dano ou prejuízo injustificadamente causado a outrem”.
TEORIAS DA RESPONSABILIDADE CIVIL
Teoria subjetiva
- Modalidades de culpa
- Negligência, imprudência e imperícia
Portanto, na dogmática da responsabilidade civil subjetiva, o ato ilícito é destacado como elemento relevante da sua situação. Na tese sobre a presunção de culpa, o conceito genérico de culpa permanece como base da responsabilidade civil.
Teoria objetiva
Nesta teoria, a existência de dano é suficiente para que surja a responsabilidade, não sendo importantes o pressuposto subjetivo e a relação causal. Portanto, não depende de culpa, bastando apenas a existência do dano e o nexo causal entre o dano e o ato lesivo.
PRESSUPOSTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL
- Ação ou omissão
- Culpa ou dolo do agente
- Nexo de causalidade
- Dano
Quanto à intencionalidade, deve-se determinar se a ação ou omissão do agente é intencional ou não. Contudo, para que surja a obrigação de reparação é necessária uma relação causal entre o ato ou omissão culposa do agente e o dano sofrido pela vítima.
CLASSIFICAÇÃO DA RESPONSABILIDADE CIVIL
Responsabilidade Contratual
A responsabilidade contratual é aquela que decorre de um contrato que pressupõe validade, de forma que se uma das partes deixar de cumprir, causando dano, o autor do delito fica obrigado a reparar as perdas e danos sofridos pelo lesado104. Quando há violação por parte de uma das partes contratantes e consequente dever de reparação do prejuízo, denomina-se responsabilidade contratual. Fiuza106 define que responsabilidade contratual é aquela que decorre da celebração ou execução do contrato e pode resultar de ato lícito ou ilícito.
No caso da responsabilidade contratual, os danos são, em muitos, senão em todos os casos, também um substituto do serviço contratado. Por último, é claro que o devedor deve provar que não era culpado para poder eximir-se da culpa e, portanto, da obrigação de pagar uma indemnização.111.
Responsabilidade extracontratual
Mesmo no caso de responsabilidade extracontratual, não existe qualquer vínculo jurídico entre a vítima e o causador do dano quando este comete o ato ilícito. A responsabilidade extracontratual, delitual ou aquiliana é a responsabilidade decorrente de violação legal, ou seja, da lesão de um direito subjetivo, ou melhor, da violação da obrigação legal geral de abstenção relativamente a direitos reais ou de personalidade, sem havendo qualquer vínculo contratual entre o lesado e o lesado. Portanto, Sampaio discute a responsabilidade extracontratual de que o dever de reparar o dano decorre da prática de um ato ilícito em si (ilegal extracontratualmente), que se consubstancia num comportamento humano positivo ou negativo que viola um dever de cuidado (errado no sentido amplo). frase) 116.
Na responsabilidade civil aquiliana a culpa deve ser sempre provada pelo lesado, enquanto na responsabilidade contratual é geralmente assumida, invertendo-se o ónus da prova, cabendo ao lesado apenas provar que a obrigação não foi cumprida, enquanto o devedor permanece o ônus probandi de que ele não agiu culposamente ou que há qualquer exclusão de causalidade117. Por fim, Miranda118 afirma que a culpa tanto na responsabilidade civil contratual como na responsabilidade extracontratual é a mesma, sem distinção entre elas, apesar dos institutos diferentes.
EXCLUDENTES DA RESPONSABILIDADE CIVIL
Culpa exclusiva da vítima
Portanto, o nexo causal não desaparece; haverá apenas uma atenuação da responsabilidade, através da qual a compensação é geralmente reduzida para metade ou proporcionalmente reduzida.
Fato ou culpa de terceiros
O dano estético tem sido considerado pela jurisprudência brasileira como uma forma independente de dano fora da herança, ou seja, como um dano diferente do dano moral. A possibilidade de combinar dano moral e dano estético é amparada pelo inciso V do art. Neste ponto, serão analisadas algumas decisões que tratam da possibilidade de conciliação do dano estético com o dano moral.
Portanto, há outra decisão em que o Tribunal prevê a possibilidade de agravamento do dano moral e estético. Por fim, procuramos demonstrar a configuração do direito à reparação e do quantum da indenização e, consequentemente, a distinção entre dano estético e dano moral.
Caso fortuito e força maior
DANO MORAL E SUA ORIGEM HISTÓRICA
A história registra que os danos morais, embora de forma muito primitiva, já estavam incluídos no Código de Hamurabi, com o princípio de garantir os oprimidos, os mais fracos. Através deste Código percebe-se que já se falava em dano moral, na medida em que era permitida a indenização por ofensa moral. Na Roma Antiga, a existência de danos morais era prevista pela Lex Aquilia, que previa, por exemplo, a recuperação de danos causados pela morte de uma pessoa ou de um animal139.
É o que Caio Mario da Silva Pereira também afirma que a aceitação da doutrina que defende a indenização por danos morais teve seu fundamento no art. Em 1988, o Brasil passou a conceder explicitamente indenização por danos morais, nos incisos V e X do art.
CARACTERÍSTICAS DOS DANOS MORAIS
Distinção entre dano moral direto e indireto
O direito está inteiramente relacionado ao dano ao interesse voltado à satisfação ou dano moral de bem jurídico e não patrimonial, como a vida, a integridade corporal, a liberdade, a honra, o decoro, a intimidade, os sentimentos afetivos e a imagem. Por outro lado, o dano moral indireto consiste na lesão de um interesse destinado à satisfação do gozo de bens patrimoniais.170. Diz-se direta quando afeta um interesse tendente à satisfação ou gozo de um bem jurídico não patrimonial, ou seja, quando afeta um bem jurídico limitado.
Portanto, o dano moral será indireto quando a lesão for de natureza material e produzir efeitos extrapatrimoniais. O dano moral indireto é identificado quando se comprova lesão a qualquer interesse não patrimonial em decorrência de ataque ao patrimônio do atingido.
LEGITIMIDADE ATIVA E PASSIVA
O dano estético é sempre um dano moral e, na maioria dos casos, um dano material associado, mas apenas isso. Outra possibilidade de fundamentação legal do pedido cumulativo é o artigo 949 do Código Civil Brasileiro, que prevê claramente a possibilidade de combinar dano estético com dano moral.282. Por fim, Lopez292 argumentou que não só é possível, mas sobretudo justo, combinar o dano estético com o dano moral, porque são dois tipos diferentes de dano moral à pessoa, ou seja, afetam benefícios jurídicos diferentes.
Atualmente, a separação entre danos morais e estéticos é tratada pela jurisprudência brasileira como uma forma autônoma de dano extraterritorial, ou seja, como um dano diferente do dano moral. Portanto, não há obstáculo à condenação cumulativa de dano moral e estético decorrente do mesmo fato. O juiz de primeira instância determinou o dano moral e o dano estético em conjunto, não havendo, portanto, possibilidade de separação entre os dois.
No presente caso, não se justifica estabelecer um valor específico para a reparação do dano estético, uma vez que se enquadra no dano moral.297. Naquela época, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina reconheceu no primeiro acórdão a impossibilidade de cumulação do dano moral e do dano estético, uma vez que o dano moral também inclui o dano estético, e o segundo acórdão foi diferente, permitindo a cumulação da indenização. RECURSO CÍVEL - ACIDENTES DE TRÂNSITO - DANOS ADICIONAIS - DANOS ESTÉTICOS - DANOS MATERIAIS - CUMULAÇÃO - POSSIBILIDADE - PUNIÇÃO REFORMADA - RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
DANO MORAL DE PESSOA JURÍDICA
CONFIGURAÇÃO DO DIREITO DE REPARAR E O QUANTUM
Da fixação do quantum indenizatório
7º, IV, da Constituição Federal, é vedada a vinculação do salário mínimo como fator de atualização da indenização dada por danos morais. O dano moral decorre da violação dos direitos da personalidade, enquanto o dano estético decorre da violação da integridade física. O que é compensado neste caso é a tristeza, a vergonha, a humilhação, ou seja, o dano moral que advém da deformidade física.
A estética constitui-se como uma modalidade de dano moral que fere um dos direitos da personalidade: a aparência física. Por fim, acrescentou que é lícita a cumulação de indenização por dano estético e dano moral dele decorrente, quando puderem ser mensurados isoladamente, conforme configurado no caso em questão. O denunciante solicita que algumas despesas não sejam incluídas na multa e que seja aplicado o valor de R dois mil e quinhentos salários mínimos para pedidos de danos morais e 1.500 (mil e quinhentos) para pedidos de danos estéticos.
A condenação por dano moral e dano estético é possível se, embora surjam do mesmo fato, tenham causas autônomas, basta lembrar a súmula 37 do Tribunal Superior: “A indenização por danos materiais e morais decorrentes do mesmo fato pode ser cumulada”.
DISTINÇÃO ENTRE DANO MORAL E ESTÉTICO
DA POSSIBILIDADE DO RESSARCIMENTO
SEPARAÇÃO DE CONDENAÇÕES DOS DANOS ESTÉTICOS E
ESTUDO DE JURISPRUDÊNCIAS
RESUMO - DENÚNCIA CÍVEL - DANOS MORAIS E ESTÉTICOS - NOITE - AGRESSÃO - SEGURO DE SEGURANÇA TRATADO DESPROPORCIONALMENTE - NEGÓCIO CAUSAL PROVADO - AUSÊNCIA DE CONTRADIÇÃO NAS PROVAS. O tribunal de segunda instância argumentou que, quanto à possibilidade de combinar dano moral e estético, é importante considerar que o dano moral se limita à esfera íntima da pessoa e que o dano estético, embora possa ser verificado sem esforço, afeta a intimidade do autor e, portanto, é identificada com a moral. Portanto, embora decorra de um mesmo fato, em hipótese, dano moral e dano estético, mas não esteja sujeito a justificativas distintas do ponto de vista jurídico, há que reconhecer que não é possível conjugar os dois, haja vista que em hipótese o dano moral contém dano estético.
Entretanto, afirmou que o dano moral está relacionado com a violação do direito à dignidade, sofrimento psíquico, dor, sofrimento e medo e que o dano estético resulta da alteração da estrutura corporal do lesado, da desfiguração que lhe foi causada , neste caso a mutilação da mão do autor com perda de dígitos (dedos) e perda auditiva parcial. O juízo de primeira instância julgou procedente o pedido e condenou o réu ao pagamento de R vinte mil reais a título de danos morais (inclusive danos estéticos), pensão mensal vitalícia de um salário mínimo, custas processuais, honorários periciais, médicos e advocatícios. RECURSO CIVIL - DANOS POR ACIDENTES DE TRÂNSITO - PISTA OBSTRUÍDA POR CAMINHÃO NO SENTIDO CORRETO - COLISÃO INEVITÁVEL - RELATÓRIO DE PREVENÇÃO - JURIS TANTUM PRESUNÇÃO DE VERDADE - FALHA DO CONCORRENTE EVITAR - RESPONSABILIDADE CIVIL POR CAUSAR O ACIDENTE - DANOS RAL - PRESCIND VERMO GEN POR.
Assim, como mostra este trabalho, a tendência majoritária atualmente é de pagar os danos estéticos separadamente dos danos morais, tendo em vista que os danos estéticos estão relacionados à violação da integridade física da pessoa humana e ao dano moral. é aquilo que afeta o sujeito como pessoa no sentido mais íntimo, causando dor, sofrimento, tristeza, vergonha ou humilhação.