O artigo 285-A foi introduzido no Código de Processo Civil pela Lei 11.277, de 2006, também possui características vinculantes, e igualmente é motivo de discussões esbraseadas dentre os juristas.
Art. 285-A. Quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de total improcedência em outros casos idênticos, poderá ser dispensada a citação e proferida sentença, reproduzindo-se o teor da anteriormente prolatada.
§ 1º Se o autor apelar, é facultado ao juiz decidir, no prazo de 5 (cinco) dias, não manter a sentença e determinar o prosseguimento da ação.
§ 2º Caso seja mantida a sentença, será ordenada a citação do réu para responder ao recurso.
Preliminarmente, destaca-se o salientado por Nelson Nery Junior94, acerca da matéria controvertida:
A norma padece de falta de técnica, pois somente a citação válida torna a coisa litigiosa (CPC 219 caput), isto é, implica situação processual de existência de matéria controvertida.
Como a norma prevê decisão do juiz sem citação. A matéria ainda não se tornou controvertida. O rigor da dogmática do código é necessário para determinar-se, por exemplo, a admissibilidade da ADI, que só cabe em se tratando de questão prejudicial de mérito controvertida. Sobre esse ponto, v. comentários CPC 5° e 325. Na norma comentada, po rtanto, onde esta escrito “matéria controvertida” deve-se ler
“pretensão” que já tenha sido controvertida em outro processo e julgada improcedente pelo mesmo juízo.
Assim, pelo textualiza entende-se que o referido artigo 285-A, quando aplicado, não permitiria a efetivação da relação processual, quanto à angularidade, matéria discorrida no inicio do primeiro capítulo.
94 JUNIOR, Nelson Nery. Código de Processo Civil Comentado, São Paulo, Revista dos Tribunais, 2007, p.554.
Com relação à natureza e escopo da citada norma assim apregoa Nelson Nery Junior95:
A norma comentada é medida de celeridade (CF 5° LXX VIII) e de economia processual, que evita a citação e demais atos do processo, porque o juízo já havia decidido questão idêntica anteriormente. Seria perda de tempo dinheiro e atividade jurisprudencial insistir-se na citação e na prática dos demais atos do processo, quando o juízo já tem posição firmada quanto à pretensão deduzida pelo Autor.
Assim esta textualizado no texto Constitucional:
Art. 5º LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sal tramitação.
Neste artigo visualiza-se a presença do princípio da celeridade processual e razoável duração do processo.
A respeito do referido princípio assim se manifesta Alexandre de Moraes96:
Os processos administrativos e judiciais devem garantir todos os direitos às partes, sem,contudo, esquecer a necessidade de desburocratização de seus procedimentos e na busca de qualidade e máxima eficácia de suas decisões.
Na tentativa de alcançar esses objetivos, a EC 45/04 trouxe diversos mecanismos de celeridade, transparência e controle de qualidade da atividade jurisdicional.
Podem-se citar algumas das implantações realizadas pela EC 45/200497, na busca da efetivação da celeridade processual:
95 JUNIOR, Nelson Nery. Código de Processo Civil Comentado, São Paulo, Revista dos Tribunais, 2007, p.555
96 MORAES, Alexandre de. Constituição do Brasil Interpretada, 7 Ed., São Paulo, Editora Atlas, 2007, p. 402.
A) Vedação de férias coletivas nos juízos e tribunais de segundo grau
B) Proporcionalidade do número de juízes a efetiva demanda judicial e à respectiva população
C) Distribuição imediata dos processos, em todos os graus de jurisdição D) Possibilidade de delegação aos servidores do Judiciário, para a pratica de atos administrativos de repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso para fins de conhecimento do recurso extraordinário
E) A instalação da justiça itinerante
F) E finalmente as súmulas vinculantes do Supremo Tribunal Federal.
Como bem salientou o ministro Nelson Jobim98, em referencia a EC 45/2004:
É só o inicio de um processo, de uma caminhada. Ela avançou muito em termos institucionais e têm alguns pontos, como a súmula vinculante e a repercussão geral, que ajudam, sim, a dar mais celeridade. Mas apenas em alguns casos isolados.
Para reduzir a tão falada morosidade, já estamos trabalhando numa outra reforma, de natureza infraconstitucional e que vai trazer modificações processuais.
Vale neste momento colacionar jurisprudência99 acerca da razoável duração do processo e prisões processuais:
97 Emenda Constitucional 45/2004. Altera dispositivos dos arts. 5º, 36, 52, 92, 93, 95, 98, 99, 102, 103, 104, 105, 107, 109, 111, 112, 114, 115, 125, 126, 127, 128, 129, 134 e 168 da Constituição Federal, e acrescenta os arts. 103-A, 103B, 111-A e 130-A, e dá outras providências.
98 JOBIM, Nelson. Entrevista sobre Reforma do Judiciário no site do Supremo Tribunal Federal (dia 08 de dezembro de 2004). <www.stf.gov.br/noticias/imprensa/>
99 (STF – 2ª T. – HC nº 83.773-5/SP – Rel Min. Celso de Melo, Diário da Justiça, Seção I,, 6 nov.2006, p. 33.
STF – “O direito ao julgamento, sem delações indevidas, qualifica-se como prerrogativa fundamental que decorre da garantia constitucional do “due processo f law”. O réu – especialmente aquele que se acha sujeito a medidas cautelares de privação da sua liberdade – tem o direito público subjetivo de ser julgado, pelo Poder Público, dentro de prazo razoável, sem demora excessiva em dilações indevidas.
Convenção Americana sobre Direitos Humanos ( Art. 7º, ns. 5 e 6). Doutrina. Jurisprudência. – O excesso de prazo exclusivamente imputável ao aparelho judiciário – não derivando, portanto, de qualquer fato procrastinatório causalmente atribuível ao réu – traduz situação anômala que compromete a efetividade do processo, pois, além de tornar evidente o desprezo estatal pela liberdade do cidadão, frustra um direito básico que assiste a qualquer pessoa: o direito à resolução do litígio, sem dilações indevidas e com todas as garantias reconhecidas pelo ordenamento constitucional.
O contexto da Lei nº 11.419, de dezembro de 2006, tem por escopo a busca da supressão da morosidade processual e a informatização do processo judicial, como um dos meios de efetivar a celeridade.
Exaurida a questão do princípio da celeridade processual, e razoável duração do processo, explana-se a questão da aplicação do artigo 285-A do Código de Processo Civil.
Clenio Jair Schulze100, assim se manifesta acerca do artigo em epígrafe:
É verdade que o alcance do art. 285-A é muito mais amplo, porque não possui limitação de matéria, bastando que o tema posto em discussão seja “unicamente de direito” e “no juízo já houver sido proferida sentença de total improcedência em outros casos idênticos”. A expressão “casos idênticos” deve ser interpretada ou substituída por “casos semelhantes”, pois
“identidade” de ações ou de casos leva à litispendência e
100 Schulze, Clenio Jair. Afinal, há inconstitucionalidade no art. 285-A do CPC?Publicado na Edição 20 - 29.10.2007. www.revistadoutrina.trf4.jus.br/artigos/.
implica o julgamento sem análise do mérito (arts. 267, V, e 301,
§§ 1º, 2º e 3º, do CPC).
O art. 285-A foi incluído no CPC com o objetivo de conferir maior celeridade ao andamento das ações, a fim de assegurar a aplicação do princípio da “razoável duração do processo”
previsto no inciso LXXVIII do art. 5º da CF.
Nelson Nery Junior101, acerca da aplicação do artigo a comento assim textualiza:
A norma permite que o juiz julgue improcedente In limine o pedido idêntico àquele que já havia sido anteriormente julgado totalmente improcedente no mesmo juízo. Para tanto é necessário que:
a) O pedido repetido seja idêntico ao anterior;
b) que o pedido repetido anterior tenha sido julgado totalmente improcedente;
c) que o julgamento anterior de improcedência tenha sido proferido no mesmo juízo;
d) que a matéria seja unicamente de direito. Neste caso, não haverá condenação em horários advocatícios.
Um dos pontos que fazem a doutrina jurídica divergirem acerca de possível falta técnica da norma encontra-se quanto à citação, nos casos de aplicação do referido artigo, a questão é elucidada por Nelson Nery Junior102:
Dispensa da citação. A situação expressa na norma comentada é assemelhada àquela do indeferimento da petição inicial (CPC 295). A citação é elemento de existência do processo (CPC 267
101 JUNIOR, Nelson Nery. Código de Processo Civil Comentado, São Paulo, Revista dos Tribunais, 2007, p.555
102JUNIOR, Nelson Nery. Código de Processo Civil Comentado, São Paulo, Revista dos Tribunais, 2007, p.555
IV), caracterizado como relação jurídica trilateral (auto r- réu - juiz). Sem a citação o processo, quanto ao réu, ainda não existe. No entanto, mesmo sem a citação do réu pode haver processo, consubstanciado em relação bilateral (autor-juiz).
Entretanto, sem a integração do réu pela citação não há litígio (CPC 219 caput, de modo que se o juiz julgar o pedido improcedente e não houver recurso, a sentença faz coisa julgada formal, mas não material. Ademais, o CPC 472 determina a vinculação da coisa julgada às partes. Se o réu não tiver sido citado não haverá partes e, e conseqüentemente, não haverá coisa julgada, em para o autor. Neste caso o autor pode repropor a mesma ação.
Igualmente a súmula vinculante, a norma a comento não esta condenada a eternizar certos entendimentos, podendo o posicionamento dos juízes sofrer modificações, conforme pondera Nelson Nery Junior103:
Mudança de entendimento do juiz. A aplicação da norma não é obrigatória, circunstância que decorre do comando (poderá) constante do caput do CPC 285-A e, ainda, da possibilidade de o juiz mudar de opinião, revendo seu posicionamento quanto à sentença anteriormente proferida no mesmo juízo. A independência jurídica do juiz 9LOMN 35I e 40) permite-lhe decidir de acordo com seu livre convencimento motivado(CPC 131), o que implica, também, nova decisão de acordo com a modificação de seu entendimento sobre a matéria.
Quanto à incidência da norma, como aclara Nelson Nery Junior104, “nada obstante o CPC 285-A se localize topicamente dentro do procedimento comum ordinário, do livro do processo de conhecimento, a norma comentada tem natureza jurídica de regra geral de processo e procedimento”.
Caber ainda o juízo de retratação havendo recurso do autor contra o pronunciamento do juiz.
103 JUNIOR, Nelson Nery. Código de Processo Civil Comentado, São Paulo, Revista dos Tribunais, 2007, p.555
104 JUNIOR, Nelson Nery. Código de Processo Civil Comentado, São Paulo, Revista dos Tribunais, 2007, p.556
A norma em referencia pode ser aplicada a qualquer ação, independente da competencia do juízo, ou mesmo do rito processual, assim sendo possível nos processos de conhecimento, cautelar e de execução, nos procedimentos comum (ordinário e sumário) e sumaríssimo, assim como nas ações que se processam por rito especial, mandado de segurança, ação civil pública, ação popular, ação coletiva, ação de locação, ações falenciais, ação de embargos do devedor etc. Sendo admissível nos processos da justiça comum (federal e estadual) e da justiça especial. A incidência da norma comentada dá-se, também, no âmbito dos tribunais, para as ações de sua competência originária.
3.3.1 Alegações de Inconstitucionalidade da norma em epígrafe
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, requereu através da ADIN nº 3695, a declaração de inconstitucionalidade do artigo 285-A, do Código de Processo Civil.
Alegou, na referida ADIN, que o texto impugnado contrapunha-se ao estabelecido no artigo 5º, caput, e incisos XXXV, LIV e LV da Constituição Federal105, uma vez que a norma atacada teria admitiu a utilização de sentença prolatada em outro processo, no mesmo juízo, com o objetivo de dar fim ao processo proposto, destarte, estaria instituindo uma sentença vinculante, impeditiva do curso normal do processo em primeira instância.
105 Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurnaça jurídica, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;
LIV – ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;
LV – aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com meios e recursos a ela inerentes;
A ADIN a comento trouxe assim seu escrito à argüição de que a aludida norma teria o condão de violar o princípio da igualdade, da segurança, do acesso à justiça, do contraditório, e do devido processo legal.
Em resposta a citada ADIN, concluiu-se que a argumentação expedida na peça exordial, não possuía o condão de elidir os fundamentos da Lei 11.277 de 7 de fevereiro d e2006, e que não houve observação de qualquer inconstitucionalidade nos dispositivos da norma questionada, tendo sido julgada improcedente.
3.3.2 Artigo 285-A frente a Constituição Federal
No que tange especialmente ao confronto do artigo 285-A com as normas constitucionais salienta Paulo Roberto de Gouvêa Medina106, em acerbada crítica, assevera que o art. 285-A implica restrição desarrazoada ao direito de ação porque “(...) impede a instauração regular do processo, a pretexto de que a questão jurídica suscitada no pedido já recebeu do Juízo solução contrária”.
Paulo Roberto de Gouvêa Menciona107 salienta ainda que:
Nada mais incompatível com o contraditório do que a possibilidade de o litígio resolver-se por meio de sentença transladada de outro processo, em que o autor não interveio.
Porque, dessa forma, a lide estará sendo composta sem que a parte prejudicada tenha podido discutir, previamente, os elementos que influíram na motivação da sentença. Esta, no caso, terá sido para o autor (e também para parte contrária em relação à qual o pedido fora formulado) res inter alios acta.
Uma vez exauridas as principais questões que envolvem o artigo 285-A, passar-se-á as alegações finais do presente estudo.
106 Medina, Paulo Roberto de Gouvêa. Sentença emprestada: uma nova figura processual.
Revista de processo, n. 135. Revista dos Tribunais, 2006, p. 155.
107 Medina, Paulo Roberto de Gouvêa. Sentença emprestada: uma nova figura processual.
Revista de processo, n. 135. Revista dos Tribunais, 2006, p. 156.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho monográfico objetivou explicitar algumas das mais polêmicas matérias no que tangem a Reforma do Judiciário.
O estudo buscou aclarar, a competência dos juízes frente ao processo, bem como suas limitações, no que tangem a limitação do seu poder em virtude dos princípios a serem respeitados nos procedimentos.
Averiguou-se, nos institutos vinculantes a fundamentação para tais da necessidade da restituição da segurança jurídica, e que esta, estaria intrinsecamente relacionada à celeridade processual e uniformização das decisões judiciais, relaciona-se de forma intima.
Em contrapartida, a doutrina contrária aos sistemas vinculantes assevera entre outras matérias, a perda da liberdade dos juízes, o engessamento do Direito, ascendem um sinal vermelho, quanto um possível totalitarismo, em virtude da reprodução da “vontade” dos Tribunais Superiores, indicando um enfraquecimento do próprio Poder Judiciário em detrimento ao Poder Executivo.
Vislumbrou-se ainda uma possível caminha do sistema jurídico ao common Law (o qual tem como principal fonte do direito a produção judicial) em prejuízo do civil Law (o qual é baseado nas codificações), neste contexto assim preleciona o Professor Eduardo de Albuquerque Parente108:
São vários os exemplos dessa influencia do common Law no sentido de incorporar precedentes judiciais na realidade processual: a) não são mais apenas Ticio e Caio que sofrem os efeitos da decisão (v.g. demandas coletivas); b) o recurso de Caio não será julgado se em confronto com o que se chama de jurisprudência dominante; c) a controvérsia particular gerada entre ambos pode contribuir em dúvida interpretativa
108 PARENTE, Eduardo de. Jurisprudência da Divergência à Uniformização, São Paulo, Editora Atlas, 2006, p.19.
constitucional, e com isso, gerar processo objetivo com decisão vinculativa a ele e a todos (v.g., controle concentrado de constitucionalidade); e d) finalmente, com a recente alteração no sistema constitucional, o direito de Tício não poderá ser interpretado de outra forma senão a descrita em súmula de entendimento.
Notou-se pelas pesquisas embrenhadas nas mais diversas obras a grande problemática acerca da busca pela efetivação da celeridade processual, e conseqüentemente o restabelecimento na confiança da Justiça.
A segurança jurídica estava, ou esta, enfraquecida principalmente em virtude da morosidade processual.
Ocorre que o campo do processo é e deve ser extremamente protegido, pois é onde repousam os principais princípios e garantias constitucionais que protegem os indivíduos da sociedade e asseguram a efetivação do Estado de Direito Democrático.
No que tange as hipóteses despontadas no início do trabalho monográfico, quanto à primeira assertiva, a qual perquiriu se os efeitos vinculantes estariam ou não suprimindo os princípios constitucionais do processo, a resposta possui abastada motivação, tanto para uma réplica positiva, quanto negativa, seja-se:
Salientar que sim, os efeitos vinculantes suprimem o princípio da igualdade não seria difícil, sob a perspectiva de que, por exemplo, com a aplicação do artigo 285-A, como fundamentação de uma sentença, estaria implicando na não apreciação do caso de Tício, por haver Caio ingressado com ação que tratasse de matéria idêntica, sendo apenas matéria de direto, porém em virtude deste, ter tornado a ação de Tício repetitiva.
Pelo contexto a que se asseverar que o princípio da isonomia fora suprimido, pois, que a ação de Caio foi apreciada e a de Tício não.
Porém, poder-se-ia fundamentar a resposta na acepção negativa, ora, a motivação da resposta seria novamente opulenta, fundamentando que a verdadeira efetivação do princípio da igualdade esta na certeza de que a mesma resposta dada na ação de Tício, também, seria dada em ação idêntica, qual seja a ação de Caio, esta certeza, e previsibilidade do Direito é que realmente efetiva o principio da igualdade.
Quanto à segunda acerca da indagação de que as normas vinculantes escravizariam os juízes e tribunais, no que diz respeito à formação de seu livre convencimento?
A resposta é relativa, tamanha a riqueza da pesquisa, e das mais variadas opiniões dos doutrinadores, que a resposta poderia ser positiva ensejando na escravização e que as sentenças não passariam de simples reprodução dos entendimentos dos Tribunais Superiores, uma vez posicionados os entendimentos dos contrários ao sistema vinculante.
Em contrapartida a resposta poderia ser ricamente fundamentada negando de forma contumaz a escravização da competência dos juízes, com o forte e inquestionável discurso acerca da segurança jurídica, a qual tem por escopo a celeridade processual e também a uniformização das decisões judiciais.
Enfim, o propósito do presente estudo fora alcançado, uma vez, que em momento algum objetivou a busca de uma verdade absoluta acerca de questões deverás profundas, e sim teve desde o princípio a intenção de inquietar o leitor, na perspectiva de instigar novas e ricas pesquisas a respeito das matérias suscitadas.
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