O complexo orgânico do qual provêm todas as normas e obrigações que as pessoas têm de cumprir consiste numa multiplicidade de deveres que não podem evitar sem sentirem a acção coercitiva de uma força social organizada. Os princípios revelam um conjunto de regras ou preceitos estabelecidos como padrão para um tipo de procedimento jurídico e, assim, descrevem a conduta a ser adotada em qualquer operação jurídica.6.
PRINCÍPIOS
- ETIMOLOGIA
- Epstemologia
- Natureza Jurídica
No que diz respeito aos estudos sobre a natureza dos princípios, Miguel Reale17 explica que os princípios são “(..) verdades ou juízos fundamentais, que servem de fundamento ou garantia de certeza para um conjunto de juízos, ordenados num sistema de conceitos que se relacionam com um determinado parte da realidade.” Por fim, como afirma Eros Roberto Graus, do Supremo Tribunal Federal, os princípios são “(..) que juridicamente positivos determinados valores20” e, portanto, a busca por proteção jurídica não pode estar em conflito com esses valores sociais e humanos.
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS
- Distinção entre Princípios e Garantias Constitucionais
Em suma, como também enfatiza este autor: quando os princípios são incluídos na constituição, eles recebem status constitucional, tornando-os a base do sistema jurídico. Em última análise, os princípios como fonte do direito são mais relevantes do que as garantias, o que seria um meio para alcançar esse direito.
PRINCIPAIS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO
- Aspectos Gerais
- Princípio do Devido Processo Legal
- Princípio do Acesso à Justiça
- Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa
- Princípio da Isonomia
- Princípio do Duplo Grau de Jurisdição
A Constituição de 1988 reuniu o princípio do devido processo que remonta à Magna Charta Libertatum de 1215, que é extremamente importante para o direito inglês e norte-americano. O princípio do devido processo, significando processo legal, é aplicado no direito anglo-saxão desde a Constituição inglesa de 1215, que foi inaugurada na Constituição brasileira em 1988. A Constituição Federal de 1988 consagrou em seu artigo 5º, LIV, que não alguém será privado de sua liberdade ou de seus bens sem o devido processo, consagrando assim o princípio do devido processo.
Como ensina o professor Alexandre de Moraes31, não há dúvida de que o reconhecimento constitucional do princípio do devido processo legal, juntamente com os aforismos nulla poena sine judicio, ou priori legali judicio, e o santificado princípio nulla poena sine lege, constituem o triplo. o fundamento da legalidade penal do Estado de Direito. Portanto, a doutrina mais ampla reconhece que outros princípios processuais são princípios derivados do princípio do devido processo. O princípio do contraditório está pactuado na Constituição Federal em seu artigo 5º, inciso LV, que dispõe: “É garantido aos interjuízes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, o contraditório e a proteção integral, com os meios e os recursos. inerente a isso.”
Quanto à epistemologia do referido princípio, a doutrina não é unânime, pois alguns autores o classificam como princípio constitucional, ao contrário daqueles que veem o princípio da dupla jurisdição como um princípio de processo.
BREVE HISTÓRICO SOBRE O JUIZ
A actividade do juiz tem carácter público, uma vez que é agente do Estado, como bem afirma o professor Eduardo de Albuquerque. Passamos agora aos princípios que regem a pessoa do juiz, com o objetivo de esclarecer ainda mais a competência do juiz. Este interesse pela questão processual significa que o juiz é tendencioso e uma vez reconhecido esse preconceito, a presença do juiz neste processo deve ser imediatamente afastada.
A imparcialidade do juiz é uma qualidade necessária para que ele possa julgar, pois é manifestação do princípio constitucional do Estado Constitucional Democrático (CF 1º.capu) e um dos elementos integrantes do princípio constitucional da naturalidade. juiz. (CF 5º XXXVII e LII). Em última análise, ambos os motivos de parcialidade levam ao afastamento do juiz do caso, seja por suspeita ou obstrução, pois em ambos os casos o juiz agirá de forma subjetiva, mesmo que inconscientemente. O referido autor conclui que o princípio da justiça natural é de fundamental importância na administração da justiça em um Estado constitucional, servindo também de base para a previsão ordinária de hipóteses de obstrução e suspeição do órgão julgador, com o objetivo de de garantir a imparcialidade. do corpo julgador.
Por fim, verificou-se como a pessoa do juiz atuará no processo, e portanto neste momento será apurado como ele realizará sua orientação processual através das chamadas ações judiciais.
O JUIZ E A APLICAÇÃO DO DIREITO
- Princípio da Persuasão Racional do juiz
- Princípio da Livre Investigação das Provas
- Princípio da Motivação das Decisões
- Princípio do Juiz Natural
ATOS DO JUIZ
O professor Dalmo de Abreu Dallari75, em capítulo intitulado “A Boa Rebelião dos Juízes” garante que uma reação vem se configurando nas fileiras dos juízes que cada vez mais procuram esses magistrados. Uma boa fonte de conhecimento sobre as raízes da “rebelião” dos juízes franceses é o livro Le ghetto judiciaire, de Philippe Boulanger (Paris, Ed. Grsset, 1978), onde há muitas informações sobre a situação do judiciário francês . e a reação iniciada pelo sindicato de La Magistrature. Em diversas partes do Brasil já existem associações de juízes que não seguem o modelo das organizações corporativas tradicionais, que, com o objetivo de proteger os juízes da contaminação pela sociedade, têm incentivado o isolamento e alimentado a resistência a qualquer inovação.
Como exemplo do novo tipo de associação, pode-se citar a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul, cujo núcleo defende o direito alternativo, o que pode ser questionado por algumas posições extremadas, como quando parece querer que todo juiz faça isto. "seu direito" e "sua justiça", ignorando as leis do país. O referido autor conclui que tais iniciativas abrem caminho para a valorização do poder judiciário, uma vez que este poder deve ser muito mais do que um simples guardião e executor de meras formalidades legais, com o objetivo de garantir os direitos de todos e não os privilégios de alguns, desta forma é verdadeiramente benéfico na implementação e preservação de uma sociedade democrática, daí surge naturalmente a autoridade dos juízes. Toda a atuação dos juízes será baseada nas fontes dos direitos, incluindo os princípios que regem todas as normas brasileiras, e também, surgindo como nova fonte, poderão ser destacadas outras decisões que indiretamente se enquadram na questão da analogia e dos costumes, identificando esses elementos do direito como fonte.
No primeiro capítulo, a abordagem aos Princípios que norteiam o processo, bem como a explicação no segundo capítulo sobre a competência e aplicação da lei pelo juiz e também os princípios que o norteiam, tiveram a capacidade de proporcionar uma maior entendimento. do novo instituto que surgiu independentemente das decisões vinculativas.
JURISPRUDÊNCIA
É assim que a jurisprudência é entendida como a interpretação e aplicação das leis a todos os casos específicos sujeitos a decisão judicial. É necessário que seja estabelecido através de decisões sucessivas e uniformes, constituindo assim uma fonte criativa de direito e produzindo um verdadeiro jus novum. Havendo decisões conflitantes no mesmo tribunal sobre a mesma proposição jurídica, cabe um incidente, para que primeiro o tribunal pleno se manifeste sobre a proposição, e só posteriormente o conceito decorrente do incidente pode ser aplicado ao caso concreto decidido pelo órgão judicial foi levado a tribunal.
479 - O julgamento adotado pelo voto da maioria absoluta dos membros do tribunal será objeto de súmula e representará precedente na uniformização da prática judiciária. Anteriormente foi dito que o primeiro ajudaria a desenvolver a lei, enquanto o segundo a congelaria. Do exposto fica claro que o citado autor vê a prática judiciária como forma de aumentar a segurança jurídica.
Eduardo de Parente entende a jurisprudência como sendo “um conjunto de decisões que partem dos tribunais sobre uma determinada questão em sentido isonômico, repetido e prevalecente” 83.
SÚMULA VINCULANTE
- Aspectos Gerais
- Doutrina Favorável à súmula Vinculante
- Argumentação Desfavorável à Súmula Vinculante
A introdução do resumo vinculativo, na EC/45, corresponde à tentativa de adaptação do modelo de common law (stare decisis) ao nosso sistema romano-germânico (direito civil), mas é importante lembrar que esta ideia já havia sido adotada no Império, quando em 1876 o Supremo Tribunal Federal passou a ter a possibilidade de emitir cadeiras com força jurídica, em relação à "inteligência sobre direito civil, comercial e penal, quando houver dúvida na sua execução expressa em julgamentos divergentes do mesmo tribunal , por familiares e juízes, nos termos do art. O referido autor destaca ainda que a intenção do legislador constituinte ao estabelecer a competência do Supremo Tribunal Federal para julgar recursos extraordinários (padronização na interpretação da Constituição Federal) e a competência e competência do Superior Tribunal de Justiça para julgar recursos especiais (padronização na interpretação federal). 103-A da Constituição Federal e altera a Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, que regulamenta a edição, revisão e anulação de declaração sumária vinculante do Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências.
Vale destacar neste ponto que a EC 45/200491 autorizou o Supremo Tribunal Federal a não se vincular para sempre aos seus próprios precedentes, podendo através de novas convocações, reflexões e diversas decisões futuras alterar a interpretação dada a determinado caso, o que permitir a evolução do Direito. E conceder força ao Supremo Tribunal Federal, para tornar obrigatória a imitação de suas decisões, significaria apenas que elas são imitadas porque são impostas, o que é bem diferente de serem aceitas porque têm autoridade. O autor ao comentar argumenta ainda que o discurso da necessidade de redução da carga de trabalho do STF, como base para a implementação do sistema de súmulas vinculantes, na busca de reduzir a multiplicidade de ações e evitar jurisprudências divergentes, a independência dos juízes e os tribunais serão suprimidos. , bem como a busca mais justa para cada caso, para que os ministros do Supremo Tribunal recebam menos casos, seria impensável.
A doutrina contrária aos precedentes vinculantes afirma que haverá uma verdadeira estagnação de todo o poder judiciário e a consequente paralisação da evolução do direito, além da possibilidade de maior totalitarismo no órgão de liderança judicial, como afirma o professor Eros Grau, atualmente Ministro da Justiça. do Supremo Tribunal Federal, ao se posicionar contra as consequências vinculantes e ao afirmar que: “nenhuma razão ou pretexto pode justificar esta manifestação de totalitarismo, que nenhuma lógica pode sustentar, e que em última análise representa que a crise do funcionalismo se agravará ainda mais. lei, o que em nada contribui para restabelecer a sua eficácia.
CONSIDERAÇÕES ACERCA DO ARTIGO 285-A
- Alegações de Inconstitucionalidade da Norma Epígrafe
Art 5º LXXVIII - é garantida a todos, na esfera judicial e administrativa, a duração razoável do processo e os meios que garantam a celeridade do seu processamento. O contexto da Lei nº. A Lei 11.419, de dezembro de 2006, visa eliminar a morosidade processual e informatizar o processo judicial, como uma das formas de obter celeridade. Depois de esgotada a questão do princípio da celeridade processual e da razoável duração do processo, explana-se a questão da aplicação do artigo 285-A do Código de Processo Civil.
Quanto ao surgimento da norma, conforme explica Nelson Nery Junior104, “apesar de o CPC 285-A estar substantivamente colocado no procedimento comum usual, processo do livro do conhecimento, a norma comentada tem natureza jurídica de caráter geral regra de procedimento e procedimento”. Na referida ADIN, alegou que o texto impugnado é contrário ao do artigo 5º, caput e incisos XXXV, LIV e LV da Constituição Federal105, uma vez que a norma contestada permitiria a utilização de pena imposta em outro procedimento, no mesmo tribunal, com o objetivo de encerrar o procedimento proposto, introduziria, portanto, uma sanção vinculativa, o que impossibilitaria o normal desenrolar do processo em primeira instância. Descobriu-se que o campo processual é e deve ser extremamente protegido, pois nele repousam os princípios fundamentais e as garantias constitucionais que protegem os indivíduos na sociedade e garantem a implementação de um Estado democrático de direito.
Pelo contexto percebe-se que o princípio da igualdade foi suprimido, de modo que as ações de Caio foram valorizadas e as de Tício não.