PESQUISAS EM TEMAS DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
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Na prática, o que observamos é que os (as) enfermeiros (as) reconhecem esses desafios e sofrem com as dificuldades no controle das infecções. Entretanto, a busca de caminhos alternativos que avancem na perspectiva do controle das infecções é conti- nua.
O maior avanço nesta área é o investimento nos recursos humanos, tais recursos são imprescindíveis nesse processo e deve-se, portanto, requerer esforços para o seu constante aprimoramento nos diferentes métodos do controle de infecção.
A mudança de comportamento, fator indispensável ao controle de infecção, sen- do necessária a motivação dos profissionais, promovendo debates, treinamentos, di- vulgação de informações. Entretanto, nossa experiência corrobora com as dificuldades encontradas para a mudança de comportamento dos profissionais da área de saúde, indicando-nos que é necessário um investimento na formação acadêmica.
Entendemos que atuar na formação dos profissionais de saúde é intervir num momento no qual estes estão construindo seus conhecimentos e desenvolvendo habi- lidades técnicas para o exercício profissional.
Devido ao relevante papel que a enfermagem exerce no controle da infecção hospi- talar e visan do a preparação da vida profissional dos estudan tes de enfermagem, a prevenção e o controle de infecção também devem fazer parte da filosofia de forma- ção profissional, tornando oportuno o saber-fazer e saber ser enfermeiro na preven- ção e no controle de infecções hospitalares desde a formação acadêmica. As ações de extensão, que apresentam grande diversidade e derivam da na tureza da institui- ção, têm a função de cultivar o saber, produzindo-o, disseminando-o e aplican do-o.
(REIS, p.308, 2014)
Para o aluno recém-ingresso num curso superior na área de saúde, não se preco- niza nenhum conhecimento específico das competências que compõem o perfil espera- do desse profissional. A graduação é o momento propício de formação (maneira pela qual se constitui uma mentalidade, um caráter ou um conhecimento profissional) ao ensino do controle de infecção para os alunos da área da saúde.
Especialmente quando as políticas públicas de implantação do SUS e a mudança do modelo assistencial estão ocorrendo, a formação e a educação continuada represen- tam os esforços que alavancarão o controle de infecção, na sua interdisciplinaridade e intersetorialidade. Caminha-se para um novo fazer de Enfermagem, com modelos de cuidados mais seguros. (REIS, 2014)
hospitalares no setor do CC, ao caracterizar tais eventos numa abordagem local, res- saltando a importância de efetuar medidas de controle e prevenção, a fim de reduzir o indiscriminado uso de antibiótico empiricamente, conscientizar profissionais de saúde em relação à assepsia quando da realização de procedimentos invasivos, pensando em um centro cirúrgico mais seguro para tal se faz necessário possuir um atendimento clinico, observador, criterioso, humanizado, reafirmando e fortalecendo a relação en- fermeiro (a) com a equipe de enfermagem, família e paciente.
A enfermagem cirúrgica busca profissionais que deve estar apto a resolver as si- tuações enfrentadas no CC facilitando a resolução de problemas que podem acometer aos pacientes internados no período no setor.
No contexto da assistência de enfermagem cirúrgica, onde os pacientes são inevi- tável aplicação de procedimentos invasivos, a administração de antibióticos de amplo espectro e a seleção de microrganismos resistentes, a atenção às medidas preventivas reveste-se de redobrado significado.
Se no planejamento e implementação dos cuidados de enfermagem forem obser- vadas as condições de risco conhecidas, as características do serviço e tratamento, as medidas de prevenção e controle estabelecidas em protocolos de confiabilidade com- provada, adicionada à adoção de educação continuada permanente para viabilizar a necessária atualização do conhecimento, sem dúvida, a qualidade da assistência estará garantida.
Lembrar que a lavagem das mãos continua merecendo um profundo estudo e dest aque com vistas ao estabelecimento de estratégias que convençam a equipe de saúde sobre sua importância e sua consequente adoção na prática.
A expectativa é que as informações contidas neste artigo sejam motivo de discus- são e reflexão das (os) enfermeiras (os) atuantes no CC. Desse modo, poderão contri- buir para a possível reestruturação de rotinas do serviço e para a reflexão e embasa- mento da assistência prestada.
Técnicas que envolvem a equipe no processo de tomada de decisão, quanto aos protocolos de prevenção e controle, têm surtido efeitos positivos. Quanto maior o en- volvimento de co-responsabilidade, maior a adesão aos protocolos estabelecidos sen- do proveitoso para ocorrer mudanças de comportamento, além da necessidade do in- vestimento na formação acadêmica no sentido de se estabelecer uma nova prática na prevenção e controle das IH.
Apesar dos profissionais terem intenção de orientar os cuidados para a saúde, repassam conhecimentos elaborados cientificamente, dificultando a compreensão dos
Bruna Rodrigues Martins de Jesus
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usuários. Na prática, observamos que os enfermeiros reconhecem esses desafios e so- frem o impacto decorrente das dificuldades encontradas para o controle das infecções.
Sendo assim, torna-se fundamental a qualificação dos integrantes da equipe de saúde no que se refere ao conhecimento dos mecanismos de transmissão, aliados a ampliação dos recursos que favorecem a profilaxia da infecção hospitalar.
Entretanto, os estudos corroboram as dificuldades encontradas para a mudança de comportamento dos profissionais da área de saúde, indicando-nos que é necessário um maciço investimento na formação acadêmica.
Diante da problemática apresentada, torna-se essencial desenvolver ações educa- tivas em saúde que façam parte do cotidiano de trabalho de enfermagem, sendo fun- damental a qualificação dos integrantes da equipe no que se refere ao conhecimento dos mecanismos de transmissão, aliados a ampliação dos recursos que favorecem a profilaxia da infecção hospitalar.
A mudança de comportamento, no sentido de racionalizar procedimentos e apri- morar normas e rotinas, expressa condição indispensável ao controle de infecção, sen- do necessária a motivação dos profissionais, bem como sua educação permanente em saúde.
Devido ao fato da infecção hospitalar ainda ser um tema bastante polêmico e pouco difundido, sugere-se a necessidade de desenvolvimento de novos estudos en- volvendo profissionais de enfermagem em pesquisas de campo.
REFERÊNCIAS
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Capitulo 3
ATUAÇÃO DO (A) ENFERMEIRO (A) NA PREVENÇÃO DE CONTROLE DAS INFECÇÕES HOSPITALARES NO CENTRO CIRÚRGICO: REVISÃO DE LITERATURA
RIBEIRO, Julio Cesar et al. Ocorrência e fatores de risco para infecção de sítio cirúrgico em cirurgias ortopédicas. Acta paul. enferm. [online]. 2013, vol.26, n.4, pp.353-359.
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Bruna Rodrigues Martins de Jesus
Patrick Luan Pilaty1 Rafael Gemin Vidal2 DOI: 10.46898/rfb.9786558890669.4
1 Centro Universitário Vale do Iguaçu. [email protected].
2 Centro Universitário Vale do Iguaçu. https://orcid.org/0000-0002-5173-1095. [email protected]