Desta forma, tem-se o direito à prova como instrumento essencial para uma prestação jurisdicional efetiva e justa, tendo em vista que este direito assegura à parte na demanda o direito de se valer de todos os meios de prova lícitos para corroborar com suas afirmações.
Quanto ao conceito de prova ficou claro que é um instrumento por meio do qual as partes tentam identificar a veracidade e fundamento dos fatos, transpondo ao julgador a convicção e a aproximação exata da forma pela qual os acontecimentos se deram no mundo físico.
Assim, percebe-se que a prova no processo tem como finalidade o convencimento do julgador, que é o destinatário de toda e qualquer prova produzida nos autos.
Encerrou-se o capítulo, com breves considerações a respeito do devido processo legal e o acesso à justiça, pois foi possível observar que o acesso à justiça a fim de pretender uma decisão da demanda se consagra em um princípio constitucional, no qual o juiz por sua vez atua no julgamento dos pedidos formulados pelas partes.
O segundo capítulo foi destinado a tratar da informática e os meios de transmissão de dados.
Inicia-se apresentando a informática seu conceito e suas informações gerais na era virtual, considerando também a informática frente ao direito.
Após discorre-se sobre informática e sua segurança na internet, o uso da criptografia como meio de segurança na transmissão de dados e ainda a internet como conectiva e benefício ao judiciário, entendida esta como um novo conceito de jurisdição, através de uma faculdade da parte em provar suas alegações sobre fatos, pois a utilidade desta liberdade não se presume um ilícito.
Descreve de forma objetiva a respeito do correio eletrônico (e-mail) como essa ferramenta esta disciplinada na internet, a segurança e autoria
do documento através da assinatura digital especificamente no Brasil, enfocando, ainda, a possibilidade do julgador, quando em dúvida dos fatos apresentados em juízo, de se utilizar os meios de provas eletrônicos que nada mais são que prova documental a ser utilizada pelo sujeito processual (autor e réu) no decurso da instrução probatória.
Para encerrar o segundo capítulo, apresentou-se IPC ou seja o órgão público gestor de certificação digital, ou ainda, o agente de segurança do sistema de certificação baseado em chave pública.
No terceiro e último capítulo, tratou-se do documento eletrônico como meio de prova no processo civil.
Este capítulo apresentou o conceito de documento, apresentando-o como sendo indispensável à demonstração dos fatos, colocando- o num plano obrigatório de apresentação.
Apresenta de forma clara que quando o documento público é instrumento que compõe a própria essência do ato, este não poderá ser substituído por nenhuma outra prova por mais especial que seja esta.
Em seguida, no tocante aos tipos de documento existentes, inicialmente abordou quanto ao seu autor, logo após sua formação, seu conteúdo, finalidade, e finalmente sua forma, sendo que da referida classificação observou- se ser a mais completa e que atende ao objetivo proposto deste trabalho.
Sendo assim, verificou-se que o julgador através dos fatos apresentados em juízo, motivados pelas relações jurídicas, tem livre apreciação das provas, cabendo ale dizer de sua autenticidade e da admissibilidade do documento ao processo em questão, pois o magistrado formará seu próprio convencimento após apreciar livremente as provas dos fatos, podendo assim, declinar sua sentença uma vez demonstrado as razões de tal convencimento.
Em seguida, enfatizou-se sobre o documento eletrônico e sua natureza jurídica, inovou as relações jurídicas processuais ao possibilitar o uso do documento eletrônico como meio de prova, de acordo com a validade
jurídica deste documento, a qual compete ao juiz o seu deferimento, a ser utilizado como meio de prova ou não, no âmbito do processo jurisdicional.
Finalmente, analisou-se sobre o reconhecimento pelos tribunais do documento eletrônico como meio de prova. Verificou-se entendimentos passados, destacando uma ementa em sentido positivo e em seguida a abrangência da lei nº 11.280 de 22 de fevereiro de 2006 que traz a possibilidade de utilização do documento eletrônico como meio de prova pelos tribunais, uma vez atendidos os requisitos de autenticidade, integridade, validade jurídica e interoperabilidade da Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP - Brasil.”(NR)”.
Por fim, retomam-se as três hipóteses básicas da pesquisa:
a) no que foi demonstrado que é sim o documento eletrônico meio hábil de prova, pois uma vez certificado por Agente Público adquire status de documento público, o que enseja presunção de veracidade, desta forma não podendo ser suprido por outro meio de prova, ainda que especial;
b) com relação à segunda hipótese pode-se afirmar que estando presente os requisitos legais poderá o documento eletrônico ser utilizado pelas partes como meio de prova ;
c) com relação à terceira hipótese demonstrou-se que uma vez sendo este documento lícito, mesmo não especificado no código processual, trata-se de um meio legal conforme descreve a legislação. A que se valer também da lei n° 11.280 de 16 de fevereiro de 2006, pois nesta temos a previsão expressa do dispositivo de lei, que altera o Parágrafo único do Artigo 154 do CPC, onde permite a utilização do meio eletrônico nos atos processuais.
Informa-se que o presente trabalho não procurou esgotar o tema, mas, buscou-se, tão-somente, enfocar o uso do documento eletrônico como meio de prova na legislação processual. Destaca-se, todavia, que a presente investigação bibliográfica é apenas o início de um estudo que certamente merece maior aprofundamento face às opiniões divergentes, principalmente em nossa doutrina pátria.