Monografia apresentada à Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em direito. Esta monografia de conclusão do curso de Direito da Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, elaborada pelo pós-graduando Edimilson Pedro de Souza, sob o título O documento eletrônico como meio de prova no processo cível, foi submetida em 1º de junho de 2006, ao Comissão examinadora composta pelos seguintes professores: Prof.
Jurisprudência: . [..] a) Estabelecer ou não decisões judiciais uniformes; b) Estabelecer decisões uniformes de juízes e tribunais sobre uma determinada matéria. Fixar ritos, fases processuais e ações praticadas em juízo para a resolução judicial de questões civis ou comerciais.
RESUMO
INTRODUÇÃO
Ao final, será apresentado o documento eletrônico, sua natureza jurídica, validade jurídica e a possibilidade do documento eletrônico como meio de prova e o momento processual mais adequado para sua produção pela parte e sua apreciação pelo juiz, a análise e os requisitos legais para a utilização do documento como prova e também o seu reconhecimento e utilização pelos tribunais. Não temos essa disposição expressamente na lei, porém a lei deixa em aberto o uso de documentos eletrônicos quando.
CONSTITUIÇÃO E PROVA
Direito Constitucional Processual
O que pretendemos demonstrar a seguir é a importância da Constituição na organização política de uma nação e a sua estrita associação ao processo. Lei fundamental da organização política de uma nação soberana, constituída por um conjunto sistemático de regras que determinam a forma de governo, estabelecem os poderes públicos, regulam as suas funções, asseguram as garantias e a independência dos cidadãos em geral e estabelecem os direitos e deveres que lhes são conferidos. essencial e recíproco entre eles e o Estado.
Princípios Constitucionais do Processo
A doutrina separa os princípios gerais do direito processual das normas ideais que representam um desejo de aperfeiçoamento do aparato processual. Desta forma, os princípios tornam-se necessários considerando a sua importância, as suas características e também a sua influência em todos os ramos do direito.
Devido processo legal no processo civil
Sentido material do devido processo legal 92
Sentido processual do devido processo legal 95
O devido processo legal refere-se à forma como uma lei, regulamento, ato administrativo ou ordem judicial é aplicada.
Princípio do Acesso a Justiça
Araújo Cintra99 e outros ensinam que o acesso à justiça não é equiparado à mera admissão ao julgamento, ou à oportunidade de ir a tribunal. Para Cappeletti101/102, o acesso à justiça pode ser visto como um requisito fundamental – o mais básico dos direitos humanos – de um sistema jurídico moderno e igualitário que visa garantir, e não apenas proclamar, os direitos de todos. 102 Professor nas Universidades de Florença (Itália) e Stanford (EUA) e uma das principais autoridades em acesso à justiça atualmente.
No que diz respeito à interpretação constitucional do princípio do acesso à justiça, também pode ser visto sob outra perspectiva, especialmente de natureza técnica, como exemplo de garantia técnica, o direito de obter audiência num prazo razoável.
INFORMÁTICA E OS MEIOS ELETRÔNICOS DE TRANSMISSÃO DE DADOS
A Era da informação
A teoria das ondas de Kondratiev120 prevê que a produtividade na sociedade ocidental foi alimentada pela tecnologia da era dominante em ciclos periódicos de cinquenta a sessenta anos. Assim, deixando para trás os paradigmas da era industrial, vivenciamos efetivamente a ocupação de um novo espaço de desenvolvimento das relações humanas e econômicas. Silva Junior122 alerta que “o que antes era apenas um movimento para melhorar os negócios financeiros ou não financeiros agora está sendo democratizado123.
123 No original, nota 1, lê-se o seguinte: “Note-se que esta democratização, até agora, é horizontal, ou seja, inclui partes da população já inseridas na sociedade de consumo de massa”.
Internet: Informações gerais
131 A ARPNET, que surgiu em 1969 como uma experiência do governo dos EUA em redes de comutação de pacotes, é considerada a “mãe da Internet”. As indústrias de telecomunicações e informática reconhecem o potencial comercial das redes de comutação de pacotes de alta velocidade e investiram milhões de dólares no desenvolvimento de novas tecnologias e novas aplicações de rede. O comércio eletrônico representa para a chamada revolução da informação o que a ferrovia foi para a revolução industrial: um avanço inesperado.
132 TRACY, Laquey, RYER, Jeanne C. O Manual da Internet: Um Guia Introdutório para Acessar Redes Globais.
Segurança na Internet
Confidencialidade da informação; 142 Integridade da informação; 143 Autenticidade do usuário; 144 Autenticação do remetente; 145 Autenticação do destinatário; 146 Autenticação de questões atuais. 147. 145 Entende-se por autenticação do remetente o processo que permite ao usuário verificar se uma mensagem recebida foi realmente enviada pelo remetente, podendo até comprovar, perante um juiz, que o remetente enviou aquela mensagem. 146 Autenticar o destinatário consiste em ter a prova de que a mensagem enviada foi recebida como tal pelo destinatário.
147 A verificação atual consiste em provar que a mensagem é atual e não uma mensagem antiga que foi ressentida, como acontece por exemplo no ataque da meia-noite.
A Internet e os benefícios para a justiça
Portanto, em qualquer esfera tecnológica relacionada à Internet, apesar de ter maravilhosas previsões de crescimento, depende de meios seguros, confiáveis e identificáveis para torná-la mais exigível juridicamente, seja através de um sistema de assinaturas digitais certificadas ou de outro tipo de assinatura eletrônica. Porque a fiabilidade, integridade e validade dos actos e informações são certamente a base da segurança da informação prestada, visto que a cada dia estes conceitos tornam-se cada vez mais essenciais com o crescimento da Internet. As informações e consultas, incluindo o conteúdo dos atos judiciais, já fazem parte da realidade de dezenas de tribunais e suas instâncias.
Entre as propostas, destaca-se o propósito expresso de tornar transparente a administração da justiça através da divulgação dos atos jurídicos contidos na Regra 1.
- Criptografando mensagens e adicionando assinaturas e certidões A certidão digital tem o fim de garantir ao destinatário a
- Assinatura autografada
- Criptografia
- ICP- Brasil
- Definição
A identificação da autoria de uma escrita ao longo da história tem sido objeto de diversos símbolos, incluindo brasões e selos. A ICP-Brasil é o órgão (público) gestor das políticas de certificação digital (função exercida pelo comitê gestor) e é chamada de Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira, em termos de seu papel como padronizadora das bases técnicas e metodológicas de uma rede pública. chave. sistema de certificação digital baseado em tecnologia. Na verdade, é a utilização da criptografia assimétrica que caracteriza a possibilidade de verificação eletrônica da autenticidade de um documento.
206 “Atualmente, um dos métodos mais avançados de codificação (criptografar) dados é através de um sistema que utiliza pares de chaves.
O DOCUMENTO ELETRÔNICO COMO MEIO DE PROVA NO PROCESSO CIVIL
CONCEITO DE DOCUMENTO
Mas em sentido estrito, quando falamos de documentação, preocupamo-nos especificamente com os documentos escritos, que são aqueles onde o facto é registado através da palavra escrita, em papel ou outro material adequado218. A representação, como diz Carmelutti, apud Marques219, é feita “(..) pela escrita, pelos signos da palavra falada, em escritas fonéticas como a nossa”. No entendimento de Marques220, documentação, ou ato de documentar, é a atividade que se destina a representar uma ação ou fato de forma permanente por meio físico.
Esta é também a visão de Amaral Santos221; um documento é, portanto, algo representativo de um fato e tem como objetivo estabelecê-lo de forma permanente e adequada e reduzi-lo a julgamento.
ESPÉCIES DE DOCUMENTO
Para Theodoro Júnior223, o fato de o documento ser autêntico é prova de que goza de enorme prestígio, pelo grande poder de persuasão que contém. Quanto ao seu conteúdo, para Amaral Santos podem ser narrativos e constitutivos ou dispositivos: .. a) histórias: são histórias que contêm afirmações de ciência ou verdade, que podem ser testemunhais ou confessionais. Quanto à sua finalidade, são preconcebidas ou incidentais, dependendo se são ou não feitas com a intenção de servir no futuro como prova da ação ou do fato nelas retratado.
O exposto mostra o quão importante é a prova documental, pois possui grande poder de persuasão.
DA AUTENTICIDADE DO DOCUMENTO
O fato de o documento indicar quem é o autor, como no caso da assinatura e assinatura, não significa que seja autêntico. A autenticação do documento particular “pode resultar da aceitação expressa do oponente”, do reconhecimento da assinatura por notário 237 ou da prova em tribunal utilizando todos os meios de prova permitidos por lei. Ambas as qualidades do documento podem estar juntas, mas também podem ser separadas.
Segundo Theodor Júnior 239, a autenticidade só ocorre quando há certeza sobre a autenticidade da assinatura que contém ou a origem do documento.
PRODUÇÃO DA PROVA DOCUMENTAL
Cabe à parte apresentar a petição inicial (art. 283), ou a resposta (art. 297), com os documentos destinados a comprovar as alegações. Provar factos ou circunstâncias relativos ou explicativos dos factos em que se baseia a acção ou defesa; Com efeito, as alegações do autor, com referência aos factos, fazem parte da causa de pedir e os documentos destinados a prová-las são, portanto, essenciais para a propositura da acção.
Além disso, os documentos a serem juntados aos autos, nos distritos que não o Distrito Federal e as capitais dos estados, deverão ser acompanhados das respectivas cópias, nesses casos e para os fins do art.159.263 do CPC.
DOCUMENTO ELETRÔNICO
O mesmo autor prescreve ainda que se o documento for a representação de um fato, ou algo que represente um fato, um documento eletrônico seria um arquivo eletrônico capaz de representar um fato no tempo e no espaço269. O documento eletrônico, que se apresenta na forma de uma série de bits, nada mais é do que a própria série, independentemente do meio em que esteja gravado. No Brasil, alguns projetos de lei estão começando a abordar essa questão276, mas apenas um projeto de lei fornece uma definição do que constitui um documento eletrônico.
281Não utilizamos a expressão materialização porque pode levar o leitor menos informado a pensar que o documento eletrónico não é algo material, o que seria um erro.
NATUREZA JURÍDICA
No pensamento de Lopes282, em cada uma dessas modalidades ele enfatiza que o documento é sempre algo físico, o que afastaria inicialmente a ideia de que documentos eletrônicos só existam no mundo virtual. Porém, segundo o mesmo autor, esta objeção pode ser facilmente superada com a observação de que os pedaços do mundo virtual, apresentados aos programas de computador, veiculam informações que podem ser materializadas com a ajuda do papel. Qualquer meio que apresente as mesmas características de uma assinatura manuscrita pode ser considerado uma assinatura tanto no sentido ordinário como no sentido jurídico, ou seja, é um sinal identificável, único e exclusivo de uma determinada pessoa286.
Portanto, pode-se dizer que independente do tipo de documento, papel ou eletrônico, sua assinatura seja utilizada, ela deve ser capaz de identificar a pessoa, ou seja, o autor.
VALIDADE JURÍDICA DO DOCUMENTO ELETRÔNICO
É princípio consagrado no direito civil que a validade jurídica do ato não dependerá de modo especial, salvo quando a lei o preveja expressamente e não constitua defesa jurídica. Os actos processuais e os prazos não dependem de determinada forma, salvo quando a lei o exija expressamente, sendo considerados válidos aqueles que, praticados de forma diversa, cumpram a sua finalidade essencial. Quando a lei prever determinada forma, sem nulidade, o juiz considerará o ato válido se, praticado de outra forma, atingir o seu fim.
Lima Neto290 entende que a validade do documento eletrônico em si não deve ser questionada, argumentando que [...] se um contrato oral é reconhecido como válido desde 1916, o contrato feito em formato eletrônico, por diversos motivos, é considerado válido, após tudo, quanto mais, menos.
O DOCUMENTO ELETRÔNICO COMO MEIO DE PROVA
O documento eletrônico é aquilo que serve para representar outro, pensamento ou fato, e tem o caráter de eternidade, durabilidade, comum aos documentos. A ideia que norteia este e a maioria dos autores não é em nenhum momento contrária ao entendimento do documento eletrônico como documento no sentido jurídico da palavra. Mas diante de tais dúvidas sobre a validade jurídica do documento eletrônico no processo, este ano houve uma confirmação positiva à luz da Lei nº 11.280, de 16 de fevereiro de 2006, conforme seu artigo 2º.
Portanto, fica implícito que, em função deste princípio, o documento eletrônico deve ser avaliado judicialmente de acordo com a livre convicção do magistrado, uma vez que é reconhecido como meio de prova, já que agora - quando é assinado digitalmente, é adquire a qualidade de documento público ou privado, respeite a origem do certificado digital.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
No terceiro e último capítulo, o documento eletrônico é considerado como instrumento probatório no processo civil. Em seguida, foi dada ênfase ao documento eletrônico e à sua natureza jurídica, renovando as relações jurídicas processuais ao possibilitar a utilização do documento eletrônico como meio de prova, de acordo com a validade. Foram verificados entendimentos passados, evidenciando um currículo em sentido positivo e então a finalidade da lei nº. 11.280, de 22 de fevereiro de 2006, que traz a possibilidade de utilização do documento eletrônico como meio de prova pelos tribunais, desde que atendidos os requisitos de autenticidade. , integridade, validade jurídica e interoperabilidade da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP - Brasil."(NR)".
Cabe ressaltar que o presente trabalho não buscou esgotar o assunto, mas apenas procurou focar na utilização de documentos eletrônicos como meio de prova no direito processual.