A necessidade de fazer uso racional dos recursos naturais tem sido foco de intensas discussões na sociedade. Se no início, pensava-se que o tema “eficiência”
tinha apenas aspecto ambiental, hoje se sabe que ele ultrapassa esta esfera, estando diretamente atrelado às questões econômicas e sociais. Um dos insumos que mais impactam nos custos de produção, a energia elétrica, tem inspirado indústrias no desenvolvimento e adoção de tecnologias que combatam o seu desperdício. Nesse setor que consome a maior fatia de energia elétrica do país – quase metade do total - estão as maiores oportunidades de eficiência. Para as concessionárias de energia, o investimento em eficiência energética na indústria é uma alternativa viável, pois além de reduzir os impactos ambientais, tem um custo até 70% menor* do que em expansão da capacidade de geração. Já para a indústria, onde produzir mais com menos sempre foi um desafio, a eficiência é questão de sobrevivência em um ambiente de alta competitividade.
Diante do contexto atual, faz-se necessário uma atuação mais incisiva por parte do governo federal e ANEEL, para as ações de eficiência energética assem a fazer parte da política energética e da instrumentação de planejamento e gestão ambiental do país.
Tendo em vista todas as conquistas e os resultados já obtidos por meio dos Programas Nacionais de Eficiência Energética, o desafio presente é consolidar e ampliar os avanços e conquistas obtidos, conferindo mais contundência e consonância às iniciativas de eficiência energética, principalmente aquelas voltadas ao setor industrial.
É inegável que o Brasil encontra-se, atualmente, frente a um cenário extremamente favorável ao fortalecimento do mercado de eficiência energética.
Todavia, entende-se que o grande desafio, hoje, é tornar sustentável o mercado e a atividade empresarial da eficiência energética por meio de uma contínua evolução nos mecanismos de promoção das ações de eficiência energética, principalmente nos marcos regulatórios. O Estado deve se valer do seu aparato para fomentar os agentes econômicos, alocando recursos públicos já assegurados em lei, segundo prioridades definidas por relações benefício/custo favoráveis, visando sempre o
desenvolvimento e consolidação de estruturas que tornem esse mercado mais sustentável ao meio ambiente.
Oportuno registrar a recente alteração da Lei no 9.991, de 24 de julho de 2000, pela Lei Nº 13.203, de 08 de dezembro de 2015, onde determinou que as concessionárias e permissionárias de distribuição de energia elétrica deverão aplicar, no mínimo, 60% (sessenta por cento), podendo aplicar até 80% (oitenta por cento), dos recursos voltados aos seus programas de eficiência energética nas unidades consumidoras rurais, ou nas unidades pertencentes à comunidade de baixa renda ou cadastradas na Tarifa Social de Energia Elétrica, ou seja, ampliou o rol de destinatários anteriormente beneficiados, incluindo os consumidores rurais.
Por fim, tem-se assim que referida alteração, por certo, não causará fortes impactos nos Programas de Eficiência Energética a ser implantados futuramente pelas empresas concessionárias de energia elétrica, igualmente pelo mesmo problema aqui erificado na presente pesquisa, qual seja, a falta de eficiência e efetividade dos recursos investidos nos projetos de eficiência energética considerando-se as limitações do público alvo.
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www.inee.gov.br www.mma.gov.br www.mme.gov.br www.oit.doe.gov www.ons.org.br www.petrobras.com.br/
www.procel.gov.br
APÊNDICE A: Formulário coleta de dados.
Projeto Tipologia Custo Total
Custo Anualizado
Energia Economizada
(EE)
Redução de Demanda na
Ponta Benefício
Custo Médio por Unidade
de Energia Economizada
Relação Custo Benefício
Nº de clientes beneficiados
Custo mé dio por cliente
[A] B=[A x FRC] C D E F = C/B G = B/E H I=A/H
[R$] [R$] [MWh/ano] [kW] [R$/ano] R$/MWh [R$/UC]