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Direito e garantias fundamentais: o cidadão e o serviço público

CAPÍTULO VII- ALTERNATIVA AO PROBLEMA

5. Direito e garantias fundamentais: o cidadão e o serviço público

Controladoria-Geral da União (comentados no item anterior), cujas iniciativas e decisões foram se propagando, aos poucos, nos municípios.

direitos fundamentais, esclarecem os autores Luiz Alberto David Araujo e Vidal Serrano Nunes Júnior (2005, p. 109-110):

Os direitos fundamentais podem ser conceituados como a categoria jurídica instituída com a finalidade de proteger a dignidade humana em todas as dimensões. Por isso, tal qual o ser humano, tem natureza polifacética, buscando resguardar o homem na sua liberdade (direitos individuais), nas suas necessidades (direitos sociais, econômicos e culturais) e na sua preservação (direitos relacionados à fraternidade e à solidariedade).

Humberto Viana (A Ouvidoria na área pública: [...]. On-line) tece comentários pertinentes a respeito dos direitos do cidadão e a importância que adquire um órgão, como a Ouvidoria, destinado a ouvir e saber escutar o cidadão em suas observações sobre situações vivenciadas que são da responsabilidade do órgão público mais próximo, como a Prefeitura, ou mesmo, do Estado ou da esfera Federal, seja o Executivo, o Legislativo ou o Judiciário.

Os direitos fundamentais, como se referem os autores Araújo e Nunes Junior (2005, p. 109-110), buscam resguardar os direitos dos cidadãos, uma vez que as mudanças que ocorreram no final do século XX e início do século XXI aos poucos interferiram no modo de viver e encarar as administrações públicas.

O avanço da tecnologia, a globalização dos meios de comunicação e da economia colocou em contato realidades culturais diversas. A sociedade passou a vivenciar o espaço público como seu, não somente pertencente à administração pública, pois a administração tem que servir e atender as necessidades da sociedade, na qual está inserida.

Como coloca Humberto Viana (A Ouvidoria na área pública: [...]. On-line) no preâmbulo de suas reflexões,

Nos tempos atuais, mais do que em outros, o cidadão exige cada vez mais respostas às suas queixas, reclames e solicitações. Exige algo além do simples atender, exige o saber “ouvir”. Em muitos casos, nem sempre há uma resposta favorável, mas a sua satisfação está em ter tido uma “atenção” diferenciada, um atendimento mais personalizado, mais humanizado. Essa é a proposta de um novo conceito de relacionamento com o cidadão, no qual o poder público tem o dever de tornar uma realidade.

Adiante, dizem os autores, a preocupação que se verifica nos órgãos públicos de captar os anseios dos cidadãos para atender necessidades e instalar

serviços que tenham a incumbência de “saber ouvir’ e ter uma atenção diferenciada, mais humanizada, tornou-se prioridade da administração pública. O novo relacionamento, cidadão e poder público, torna-se uma realidade, quando se observa a postura da gestão pública, em relação às solicitações dos cidadãos, procurando atender reclamações e sugestões, de acordo com as características regionais e locais.

Afinal, a ouvidoria desempenha papel importante na condução de mudanças, atuando como mediadora no contexto administrativo, político e social, criando condições para que a sociedade reconheça seus direitos, mas, sobretudo, reconheça seus deveres. O trabalho para o atendimento às necessidades sociais constitui-se numa via de mão dupla, cada qual contribuindo com sua parcela de participação para um ambiente social de vida saudável e democrática.

Referências

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Desenvolvido pelo [...], o sistema não requer do órgão ou entidade aderente qualquer tipo de instalação, já que se trata de uma plataforma web gratuita.

Caberá à Ouvidoria-Geral da União, da CGU, disponibilizar, gerir, atualizar e manter o sistema e-Ouv nos Municípios. Disponível em:

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2022 - REVISTA JURÍDICA UNIANDRADE | VOL. 33 | EDIÇÃO 1

GRUPO ECONÔMICO E SOLIDARIEDADE: A NECESSIDADE DE SE ESTABELECER LIMITES PARA EVITAR INJUSTIÇAS

ECONOMIC GROUP AND TAX RESPONSABILITY: THE NEED TO ESTABLISH LIMITS TO AVOID INJUSTICES

Por Felipe Santos Costa1 e Kristian Rodrigo Pscheidt2

RESUMO

A responsabilidade solidária do sujeito passivo tributário ganha contornos específicos no processo de execução fiscal. O Código Tributário Nacional é muito vago na indicação da solidariedade passiva, permitindo que a jurisprudência crie caminhos que muitas vezes não possuem respaldo normativo. Seja na formatação do grupo econômico ou no direcionamento da execução fiscal, é a narrativa fática que muitas vezes acaba sendo preponderante ao caso. E nesse sentido, avança de maneira afoita no patrimônio de alguns, enquanto aqueles que detêm melhor assessoria jurídica, conseguem infirmar a solidariedade do sócio ou de outra empresa.

Palavras-chave: Tributação, responsabilidade, solidariedade, execução fiscal ABSTRACT

The joint liability of the taxable person gains specific contours in the tax enforcement process. The National Tax Code is very vague in the indication of passive solidarity, allowing jurisprudence to create paths that often do not have normative support.

Whether in the formatting of the economic group or in the direction of tax execution, it is the factual narrative that often ends up being preponderant in the case. And in this sense, it advances boldly in the patrimony of some, while those who have better legal advice, manage to undermine the solidarity of the partner or of another company.

Keywords: Taxation, responsibility, solidarity, tax enforcement

SUMÁRIO: INTRODUÇÃO; 1. CONSIDERAÇÕES SOBRE O GRUPO ECONÔMICO;