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DO DESCUMPRIMENTO DAS MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA

CAPÍTULO VI- CRÍTICAS ÀS MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA

6.2 DO DESCUMPRIMENTO DAS MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA

REVISTA JURÍDICA UNIANDRADE ISSN: 1806-6771 desobediência pelo crime de descumprimento de medidas protetivas. Conforme entendimento jurisprudencial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, o art. 330 do Código Penal é afastado e não sendo mais utilizado, passando a tipificar o art. 24 da Lei Maria da Penha:

EMBARGOS INFRINGENTES. CRIME DE DESOBEDIÊNCIA.

DESCUMPRIMENTO DE MEDIDAS PROTETIVAS. POSSIBILIDADE DE PREVALÊNCIA DO VOTO MINORITÁRIO. O descumprimento de medidas protetivas não configura a tipicidade penal estabelecida no artigo 330 ou 359 do Código Penal. As medidas previstas na Lei n.º 11.340/2006 são cautelares progressivas, isto é, podem ensejar, inclusive, a prisão preventiva quando os meios mais brandos forem descumpridos e/ou insuficientes à proteção da ofendida. Precedentes deste Grupo Criminal e do Superior Tribunal de Justiça. EMBARGOS ACOLHIDOS.” (Embargos Infringentes 70062149919, 2º Grupo Criminal do TJRS, Relator Des. Diógenes V. Hassan Ribeiro, Julgado em 12.12.2014) (Rio Grande do Sul, 2014c).32

Anterior a alteração da Lei, o entendimento jurisprudencial dos Tribunais eram de que o Descumprimento das Medidas Protetivas não configurava crime, portanto, o agente não teria nenhuma punição, o que o levaria a reiteração dos descumprimentos, sabendo que não sofria nenhuma sanção por tal ato.

Após muita repercussão e debates no Judiciário referente ao Descumprimento de Medidas Protetivas, no ano de 2014, o STJ pacificou o entendimento através do informativo n.º 0538:

DIREITO PENAL. DESCUMPRIMENTO DE MEDIDA PROTETIVA DE URGÊNCIA PREVISTA NA LEI MARIA DA PENHA. O descumprimento de medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha (art. 22 da Lei 11.340/2006) não configura crime de desobediência (art. 330 do CP). De fato, o art. 330 do CP dispõe sobre o crime de desobediência, que consiste em "desobedecer a ordem legal de funcionário público". Para esse crime, entende o STJ que as determinações cujo cumprimento seja assegurado por sanções de natureza civil, processual civil ou administrativa retiram a

32 Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (2º Grupo Criminal). Embargos Infringentes 70062149919, Relator: Des. Diógenes V. Hassan Ribeiro, Pesquisa de Jurisprudência, 05/02/2015, disponível em: https://tj-rs.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/902490154/embargos-infringentes-e-de- nulidade-ei-70062149919-rs, acessado em 13/09/2021.

tipicidade do delito de desobediência, salvo se houver ressalva expressa da lei quanto à possibilidade de aplicação cumulativa do art. 330 do CP (HC 16.940-DF, Quinta Turma, DJ 18/11/2002). Nesse contexto, o art. 22, § 4º, da Lei 11.340/2006 diz que se aplica às medidas protetivas, no que couber, o disposto no caput e nos §§ 5º e 6º do art. 461 do CPC, ou seja, no caso de descumprimento de medida protetiva, pode o juiz fixar providência com o objetivo de alcançar a tutela 44 específica da obrigação, afastando-se o crime de desobediência.Vale ressaltar que, a exclusão do crime em questão ocorre tanto no caso de previsão legal de penalidade administrativa ou civil como no caso de penalidade de cunho processual penal. Assim, quando o descumprimento da medida protetiva der ensejo à prisão preventiva, nos termos do art. 313, III, do CPP, também não há falar em crime de desobediência. REsp 1.374.653-MG, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 11/3/2014. (BRASIL, 2014a33

DIREITO PENAL. DESCUMPRIMENTO DE MEDIDA PROTETIVA DE URGÊNCIA PREVISTA NA LEI MARIA DA PENHA. O descumprimento de medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha (art. 22 da Lei 11.340/2006) não configura crime de desobediência (art. 330 do CP). De fato, a jurisprudência do STJ firmou o entendimento de que, para a configuração do crime de desobediência, não basta apenas o não cumprimento de uma ordem judicial, sendo indispensável que inexista a previsão de sanção específica em caso de descumprimento (HC 115.504- SP, Sexta Turma, Dje 9/2/2009). Desse modo, está evidenciada a atipicidade da conduta, porque a legislação previu alternativas para que ocorra o efetivo cumprimento das medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha, prevendo sanções de natureza civil, processual civil, administrativa e processual penal. Precedentes citados: REsp 1.374.653- MG, Sexta Turma, DJe 2/4/2014; e AgRg no Resp 1.445.446-MS, Quinta Turma, DJe 6/6/2014.

RHC 41.970-MG, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 7/8/2014 (Vide Informativo n. 538) (BRASIL, 2014b, grifo nosso).34

33 Superior Tribunal de Justiça (sexta turma). REsp 1374653/MG, Relator: Ministro Sebastião Reis Júnior. Pesquisa de Jurisprudência, Acórdãos, 11 de março 2014a. Disponível em:

<http://www.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/doc.jsp?livre=descumprimento+medida+protetiva&data=%

40DTDE+%3E%3D+20140301+e+%40DTDE+%3C%3D+20140330&b=ACOR&p=true&t=JURIDICO&

l=10&i=3 >. Acesso em: 13/09/2021.

34 REsp 1.374.653-MG, Sexta Turma, DJe 2/4/2014; e AgRg no Resp 1.445.446-MS, Quinta Turma, DJe 6/6/2014. Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 7/8/2014. Pesquisa de Jurisprudência, Informativo nº 544- Acessado em 13/09/2021, pelo site: https://www.tjse.jus.br/portaldamulher/mulher/acervo- juridico/jurisprudencia/item/177-informativos-do-stj

REVISTA JURÍDICA UNIANDRADE ISSN: 1806-6771 Com a alteração da Lei, a ação ou omissão do agressor, ou da vítima, que descumprir a Medida Protetiva de Urgência deferidas pelo Douto Juízo, estará cometendo crime de descumprimento conforme prevê a Lei n.º 13.641/18 e o art. 24 da Lei Maria da Penha. Ressalta-se que, se o agente descumpriu a medida protetiva no dia ou após a 04/04/2018 (data da publicação da lei), o agente irá responder pelo crime de desobediência com previsão específica na Lei 11.340/06, em seu art. 24-A.

O objetivo da Lei n.º 13.641/18, foi introduzir um novo crime, que sanciona a conduta do agente que descumpre Medida Protetiva de Urgência. Neste caso, quando se tratar de situação de flagrante, cabe ao Delegado de Polícia analisar o procedimento legal, verificando se houve ou não o descumprimento, como também, se ocorreu por dolo ou culpa do agente.

Ocorrendo o Descumprimento de Medidas Protetivas, após denúncia da vítima e investigação do Delegado de Polícia, o Boletim de Ocorrência é enviado ao Magistrado para que o mesmo verifique se é caso de prisão preventiva ou não. A prisão preventiva está prevista no art. 20 da Lei Maria da Penha:

Art. 20. Em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, caberá a prisão preventiva do agressor, decretada pelo juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial. Parágrafo único. O juiz poderá revogar a prisão preventiva se, no curso do processo, verificar a falta de motivo para que subsista, bem como de novo decretá-la, se sobrevierem razões que a justifiquem (BRASIL, 2006).35

A prisão preventiva do agente tem natureza cautelar, podendo ser decretada pelo Magistrado em qualquer fase de investigação policial ou do processo criminal, mesmo que anterior ao trânsito em julgado, se enquadrando também nos artigos 312 e 313, inciso III, do Código de Processo Penal:

Art. 312. A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria.

Parágrafo único. A prisão preventiva também poderá ser decretada em caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas por força

35 BRASIL. Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006.

de outras medidas cautelares (art. 282, § 4o) (BRASIL, 1941).

Art. 313. Nos termos do art. 312 deste Código, será admitida a decretação da prisão preventiva: [...] III - se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher, criança, adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, para garantir a execução das medidas protetivas de urgência; [...] (BRASIL, 1941).36

Porém, não é tão fácil para que ocorra de fato a prisão preventiva do agressor, a vítima precisa juntar provas ou testemunhas, ir até à Delegacia de Polícia e denunciar o novo crime, qual seja o descumprimento da medida protetiva. Após análise e investigação policial, é confeccionado o Boletim de Ocorrência, e será remetido ao Douto Juízo.

Ocorre que, a Lei não estabelece prazos de envio do Descumprimento da Medida Protetiva, diferente de quando se faz o pedido da referida medida, onde a autoridade policial tem o prazo de 48 horas para remeter o pedido ao Douto Juízo. Sendo assim, a comunicação do descumprimento leva dias para que o Juiz tenha seu conhecimento, para tomar as devidas providências para resguardar e proteger a vítima.

Ocorrendo a prisão do agressor, deverá imediatamente ser comunicada a autoridade judicial, ou seja, O Ministério Público e o Juiz, para ser analisada a prisão e possível pagamento de fiança, conforme prevê o art. 24 da Lei Maria da Penha. O art. 322 do Código de Processo Penal permite que autoridade policial decrete a fiança em crimes com pena inferior a 4 (quatro) anos, porém, em caso de descumprimento de medida protetiva, mesmo que a pena máxima seja de 2 (dois) anos, apenas o Juiz poderá conceder a fiança, considerando que a Lei Maria da Penha exige uma averiguação aprofundada dos fatos e acontecimentos, antes de colocar o agressor em liberdade.

Infelizmente, por conta da ineficácia da Lei, as ocorrências de Descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência são recorrentes em nosso país, podendo gerar danos irreversíveis às vítimas, levando até a morte. Os dados quantitativos e da jurisprudência atual, demonstram toda a realidade vivenciada por muitas mulheres, sendo que, muitas delas deixam de denunciar o descumprimento de medida protetiva, por saber que não haverá celeridade na sua denúncia, e que, nesse decorrer de

36 Decreto-Lei 2.848, de 07 de dezembro de 1940. Código Penal. Diário Oficial da União, Rio de Janeiro, 31 dez. 1940.

REVISTA JURÍDICA UNIANDRADE ISSN: 1806-6771 tempo poderá piorar as agressões, ou, levar até sua morte, caso o agressor saiba que a mesma o denunciou novamente.

Muitos agressores não veem a Lei Maria da Penha como um crime e uma sanção, pois desafiam a Lei, passando a voltar cometer crimes e agressões às vítimas, mesmo que elas possuam Medida Protetiva de Urgência, pois sabem ser díficil ocorrer a prisão preventiva nesses casos.

O “periculum in mora” (perigo na demora) é a principal causa de ineficácia das Medidas Protetivas de Urgência, consequentemente também do Descumprimento de Medidas Protetivas, o que leva há grandes índices de casos de violência doméstica e feminicídio, conforme jusrisprudências atuais:

APELAÇÃO. HOMICÍDIO QUALIFICADO TENTADO. DECISÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS. PENA. 1. Pela leitura da prova produzida na primeira fase do Júri e, posteriormente, em Plenário, principalmente pelo depoimento da vítima, não há como sustentar ter a decisão dos jurados sido contrária prova dos autos. Isso porque além das declarações da ofendida, as demais testemunhas que depuseram em juízo, com exceção da mãe do réu, ouvida na condição de informante, sustentaram que, embora houvesse medida protetiva da Lei Maria da Penha determinando o afastamento do acusado de sua ex-companheira, ele foi até a casa dela, em duas oportunidades, sendo que na segunda arrombou a porta e tentou matá-la com golpes de faca. A vítima conseguiu fugir pela janela, tendo o réu a perseguido e a agarrado pelo pescoço. Nesse momento, o cunhado da ofendida defendeu-a, dando um golpe com um machado na cabeça do réu. Não há que de falar em decisão manifestamente contrária à prova dos autos. 2. O Supremo Tribunal Federal, no Habeas Corpus 111.840, por maioria de votos, deferiu a ordem para declarar incidenter tantum a inconstitucionalidade do § 1º do artigo 2º da Lei nº 8.072/90 com a redação dada pela Lei nº 11.464/2007. Destarte, preenchidos os pressupostos do artigo 33, § 2º, b, do Código Penal, impõe-se a fixação do regime inicial semiaberto. APELO PARCIALMENTE PROVIDO.87 (grifo nosso)37

37 Tribunal de Justiça do RS. Apelação Crime Nº 70052794880 (Terceira Câmara Criminal), Relator: Nereu José Giacomolli, Pesquisa de Jurisprudência, 23/05/2013, disponível em:

https://tjrs.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/112959538/apelacao-crime-acr-70052794880-rs

RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. HOMICÍDIO QUALIFICADO.

PLEITO DE DESPRONÚNCIA. Vindo aos autos informação de testemunha presencial dando conta de que, ao tentar socorrer a vítima, essa teria afirmado ter sido seu ex-marido o autor do delito, e reconhecendo, outra testemunha, o acusado como uma das pessoas que rapidamente se afastaram da cena do crime, não há falar em despronúncia pela ausência de indícios suficientes de autoria. Caso em que, ademais, o irmão da vítima, além de relatar sucessivas agressões feitas pelo acusado, noticiou a existência de medida protetiva deferida em favor daquela, o que também aponta para a recusada autoria da infração. RECURSO DESPROVIDO.90 (grifo nosso) Fonte: Recurso em Sentido Estrito Nº 70062493788, Primeira Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Honório Gonçalves da Silva Neto, Julgado em 25/03/2015.38

HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO.

INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. MÉRITO. ANÁLISE DE OFÍCIO.

FEMINICÍDIO. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. PRISÃO PREVENTIVA.

GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. MODUS OPERANDI. DESCUMPRIMENTO MEDIDAS PROTETIVAS. PERICULOSIDADE SOCIAL. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. MEDIDAS CAUTELARES.

INSUFICIÊNCIA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO.

RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. O Superior Tribunal de Justiça, seguindo entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal, passou a não admitir o conhecimento de habeas corpus substitutivo de recurso próprio. Precedentes. No entanto, deve-se analisar o pedido formulado na inicial, tendo em vista a possibilidade de se conceder a ordem de ofício, em razão da existência de eventual coação ilegal. 2. A privação antecipada da liberdade do cidadão acusado de crime reveste-se de caráter excepcional em nosso ordenamento jurídico, e a medida deve estar embasada em decisão judicial fundamentada (art. 93, IX, da CF), que demonstre a existência da prova da materialidade do crime e a presença de indícios suficientes da autoria, bem como a ocorrência de um ou mais pressupostos do artigo 312 do Código de Processo Penal. 3. No caso, as instâncias ordinárias demonstraram a necessidade da medida extrema para

38 Tribunal de Justiça do RS. Pesquisa de Jurisprudência. Recurso em Sentido Estrito Nº

70062493788, Primeira Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS (Relator: Honório Gonçalves da Silva Neto, Julgado em 25/03/2015), disponível

em:https://www.tjrs.jus.br/novo/buscassolr/?aba=jurisprudencia&q=&conteudo_busca=ementa_compl eta, acessado em 13/09/2021.

REVISTA JURÍDICA UNIANDRADE ISSN: 1806-6771

garantia da ordem pública, destacando a periculosidade social do paciente, evidenciada, a priori, pelo modus operandi de delito (teria ceifado a vida da vítima desferindo-lhe múltiplos golpes de faca na região peitoral, motivado pelo término do relacionamento). Ademais, o ingresso na casa da vítima teria se efetivado em descumprimento de medida protetiva de urgência estabelecida em seu favor, uma vez que ela estaria sendo ameaçada de morte pelo paciente. Há, portanto, adequação aos requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal. 4. Segundo a orientação desta Corte e do colendo STF, o modus operandi do delito justifica o decreto cautelar de prisão, quando revela a especial periculosidade do agente.

Precedentes. 5. Eventuais condições subjetivas favoráveis, por si sós, não obstam a segregação cautelar, quando presentes os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva. Precedentes. 6. Mostra-se indevida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, quando a segregação encontra-se fundada na gravidade concreta do delito, indicando que as providências menos gravosas seriam insuficientes para acautelar a ordem pública. (HC 471587/RS. Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA.

QUINTA TURMA. Julgado em 23/10/2018. Dje 31/10/201839

Os casos acima demonstram que as vítimas, mesmo com o deferimento das Medidas Protetivas de Urgência, não são resguardadas de novos ataques e agressões, onde o agressor continua com seus atos desrespeitando a Lei, passando a descumprir a medida por quantas vezes quiser, e sem receio de ser preso.