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ENFERMAGEM - Tecnologia do Cuidado

No documento Gestão da pesquisa aplicada à saúde (páginas 169-174)

eP2073

M-Health como prevenção e detecção de risco de sucidio no ambiente hospitalar

Ezequiel Teixeira Andreotti; Silvio César Cazella; Jaqueline Ramires Ipuchima; Marcos Vinicius Pivetta; Angel Gabriel Arieta; Márcia Pettenon; Ygor Arzeno Ferrão

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre

Introdução: O fenômeno suicida é presenciado pelos profissionais da saúde em seu ambiente de trabalho, através do ser cuidad o, principalmente, a nível hospitalar. Relacionando o suicídio, o ambiente de trabalho dos profissionais da saúde e o avanço da tecnologia da informação entende-se oportuna a inserção de um aplicativo para dispositivos móveis visando apoiar a detecção do risco de suicídio pelos profissionais da saúde. Objetivo: Desenvolver um protótipo de um aplicativo para dispositivos móveis visando apoiar a detecção do risco de suicídio pelos profissionais da saúde. Métodos: Como método de pesquisa tem-se a revisão bibliográfica e prototipação para o desenvolvimento do aplicativo. O protótipo está sendo desenvolvido na plataforma Ionic, para que haja assim possibilidade de ser utilizado nos dois sistemas operacionais móveis mais utilizados atualmente (iOS e Android). Os dados são persistidos em arquivos JSON, localmente, para que os dados sejam protegidos de um possível vazamento. O protótipo foi aplicado nos hospitais que fazer parte a pesquisa, por seis profissionais da saúde, sendo 2 enfermeiros e 4 médicos. O projeto foi aprovado pelos Comitê de ética da Universidade Federal em Ciências da Saúde de Porto Alegre - UFCSPA sob o número do parecer: 2.465.977, Hospital Santa Rita sob o número do parecer: 2.739.735 e Hospital Materno Infantil Presidente Vargas sob o número do parecer: sob o número do parecer: 2.465.977. Resultados e Discussão: O protótipo se encontra em desenvolvimento efetivo, já foi testado em campo. Após a aplicação em campo, gerou-se um banco de dados, aonde todos dados coletados foram postos em um arquivo xls. A intenção futuramente é comparar um documento padrão ouro utilizado em hospitais com o protótipo e validar o questionário que foi gerado através da revisão bibliográfica e análise de especialistas. Conclusão: Este protótipo representa um incentivo à pesquisa e produção de soluções mHealth. para a área da saúde, buscando agilizar o processo de coleta de informações para que haja uma melhor e mais rápida práxis profissional em relação ao paciente com risco de suicidio no ambiente hospitalocêntrico.

eP2318

Desenvolvimento de Protocolo Assistencial de Enfermagem como ferramenta para promoção da segurança do paciente

Victória Tiyoko Moraes Sakamoto; Tainara Wink Vieira; Karin Viegas; Carine Raquel Blatt; Rita Catalina Aquino Caregnato UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre

Introdução: Os protocolos assistenciais são considerados ferramentas que subsidiam o processo de cuidado, garantindo que o mesmo seja criterioso, eficaz e, principalmente, seguro. E a promoção da cultura de segurança do paciente é essencial para a qualificação da assistência prestada. Objetivo: Desenvolver um protocolo assistencial de enfermagem direcionado à assistência de pacientes adultos submetidos à derivação ventricular externa assistidos em unidades de terapia intensiva. Método: Para o desenvolvimento do protocolo, utilizou-se a pesquisa de desenvolvimento tecnológico em saúde, composta por três etapas complementares: a) revisão sistemática do tipo scoping review; b) avaliação da qualidade das evidências a partir do GRADE; e c) elaboração do protocolo assistencial de enfermagem a partir de um guia prático. Resultados: Este protocolo foi desenvolvido sob forma de produto de uma pesquisa do Programa de Mestrado Profissional em Enfermagem. A primeira etapa constituiu-se de uma revisão sistemática do tipo scoping review que permitiu a seleção de 54 estudos em diferentes recursos informacionais e em literatura cinzenta reconhecida. Estas evidências subsidiaram a determinação dos principais cuidados apresentados no protocolo, a partir das justificativas baseadas nestas evidências. Cada um dos estudos foi avaliado de acordo com o GRADE, resultando em 2 classificados com qualidade alta, 13 com qualidade moderada, 34 com qualidade baixa e 5 com qualidade muito baixa. Após esta avaliação, elaborou-se o protocolo assistencial de enfermagem, baseado no guia prático para a elaboração deste tipo de ferramenta disponibilizado no portal do COFEN. Este protocolo contém alguns fluxogramas para auxiliar nas tomadas de decisão, além de proposta de plano de cuidado para esse perfil de pacientes e cuidados com suas respectivas justificativas. Estes cuidados foram apresentados subdivididos em cinco categorias: posicionamento e mobilização no leito; sistema de drenagem; cuidados com o cateter; monitorização da pressão intracraniana; e administração de medicamentos. Conclusões: Os protocolos assistenciais de enfermagem são reconhecidos como tecnologias em saúde cuja complexidade varia de acordo com as diferentes demandas exigidas

no processo de cuidado. Esta complexidade deve impulsionar os profissionais da enfermagem, visto que são protagonistas do cuidado e responsáveis pelas melhores práticas de cuidado, tornando-o seguro e eficaz a partir dos protocolos que o sustentam.

eP2542

Efeito de uma intervenção de simulação clínica sobre as práticas de técnicos de enfermagem no cuidado ao paciente em uso de sonda nasoenteral: ensaio clínico

Ana Paula Almeida Corrêa; Stella Maris Rigatti Silva; Franciele Anziliero; Graziela Lenz Viegas; Valessa Jamile dos Santos; Gabriele de Souza Peres; Carlise Rigon Dalla Nora; José Luis Díaz Agea; Adriana Catarina de Souza; Mariur Gomes Beghetto

UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Introdução: Diferentes estratégias têm sido utilizadas para disseminar diretrizes, rotinas e protocolos a trabalhadores da área da saúde, dentre elas a simulação clínica, que pode ser promissora no cuidado seguro aos pacientes. Objetivo: Avaliar o efeito de uma intervenção educativa (simulação clínica) sobre a adesão às rotinas de cuidado ao paciente em uso de sonda nasoenteral (SNE).

Método: Trata-se de um ensaio clínico (NCT03497221), cuja intervenção foi um cenário de simulação clínica sobre cuidados a pacientes em uso de Terapia Nutricional Enteral (TNE). Havia o Grupo Intervenção – GI (pacientes internados em uso de SNE no 5ºN e 9ºN e técnicos de enfermagem que participaram da intervenção) e o Grupo Controle – GC (pacientes em uso de SNE do 6ºN e 8ºN). As etapas do estudo foram: (1) Avaliação da concordância entre observadores, (2) Pré-intervenção (avaliação dos pacientes) (3) Intervenção de simulação clínica junto aos técnicos de enfermagem do GI e (4) Pós-intervenção (avaliação dos pacientes). A intervenção consistiu em um cenário de simulação clínica de baixa fidelidade, embasado em Protocolos Assistenciais Padrão de cuidados a pacientes com SNE. Os pacientes, de ambos grupos, foram acompanhados diariamente através de um checklist de cuidados com a SNE. Os dados foram coletados pelo Google Forms®, codificados no Microsoft Excel®, e analisados pelo Statistical Package for the Social Sciences versão 21®. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da instituição (CAE:

63247916.5.0000.5327). Resultados: (1) Houve excelente concordância entre observadores previamente capacitados (Kappa>0,890) no emprego do checklist; (2) Na avaliação pré intervenção (baseline), os grupos GI e GC eram comparáveis; (3) Os técnicos de enfermagem do GI, falharam em identificar não conformidades do cenário, com proporção ainda maior, em itens que envolviam maior subjetividade; (4) A intervenção não produziu efeito substancial, não sendo observada incremento significativo no cumprimento de rotinas assistenciais pelo GI após a simulação. Conclusões: Capacitação prévia e supervisão produzem concordância entre avaliadores em práticas assistenciais; técnicos de enfermagem, ao participarem de uma simulação clínica isolada, demonstram dificuldade em identificar práticas inseguras; e a exposição dos profissionais a um único cenário de simulação, apesar de aumentar a proporção de cumprimento de algumas rotinas, não promove, de modo suficiente, práticas seguras em TNE.

eP2550

Aplicabilidade da tecnovigilância como ferramenta para promoção da segurança e prevenção de agravos à saúde

Raquel Dalla Lana da Silva; Fabiana Pinto Rosa; Simone de Souza Fantin; Rejane Marilda Ávila HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Com os avanços do conhecimento em busca de melhores alternativas terapêuticas é crescente a oferta de novas tecnologias e produtos para saúde. O mercado da saúde cresceu, bem como a competitividade entre produtos nacionais e importados. Na busca pela redução de custos, a qualidade fabril pode ser afetada, levando ao surgimento da queixa técnica (QT), por alteração percebida no desempenho do produto, o qual pode ou não causar danos à saúde levando a ocorrência do evento adverso (EA). As QT são as notificações de suspeita de alteração do produto e o EA é o dano não intencional ao paciente ocasionado pelo cuidado, não pelo progresso natural da doença. A tecnovigilância é um importante sistema de vigilância e colaboração que visa reportar problemas identificados em produtos para a saúde com o objetivo de recomendar medidas de prevenção e promoção à saúde e segurança da população, está diretamente ligada à segurança do paciente. Objetiva-se descrever a experiência na implementação da tecnovigilância, quanto ao fluxo de recebimento e análise das QT e EA, assim como sua categorização, no âmbito de um hospital público, universitário e de alta complexidade. A metodologia empregada iniciou pela estruturação do fluxo do processo.

Consideramos fundamental um sistema de notificações estruturado, bem como a análise detalhada da queixa, para permitir a identificação do problema, corrigir as falhas e evitar maiores danos à saúde. Assim foi criado um formulário padrão para servir como instrumento de relato, o qual deve ser preenchido pelo profissional que identificou alteração no produto, e está disponível na intranet ou através do software de Gestão de Ocorrências (GEO). Ao ser encaminhado para análise da equipe técnica de suprimentos, a QT ou o EA, gera as informações necessárias para categorização do problema, análise e decisão quanto à ação adequada para cada caso, tais como: troca de lote, notificação ao fornecedor, desqualificação para abastecimento e notificação à Vigilância Sanitária (ANVISA) objetivando a correção do desvio de qualidade ou segregação do produto com problema. Considerando a experiência relatada, com a aplicação de ações de tecnovigilância observamos o impacto positivo da mudança. As notificações e o controle de qualidade dos produtos para saúde constituem importante método para mitigação de falhas e eventos à saúde pública, evitando danos desnecessários aos usuários e também aos profissionais da instituição de saúde.

eP2565

Experiência de técnicos de enfermagem com a simulação clínica no cuidado a pacientes em uso de sonda nasoenteral

Ana Paula Almeida Corrêa; Stella Maris Rigatti Silva; Franciele Anziliero; Graziela Lenz Viegas; Valessa Jamile dos Santos; Gabriele de Souza Peres; Carlise Rigon Dalla Nora; José Luis Díaz Agea; Adriana Catarina de Souza; Mariur Gomes Beghetto

UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Introdução: Metodologias ativas de ensino têm sido estratégias utilizadas para disseminar diretrizes, rotinas e protocolos para trabalhadores da saúde. Nesse sentido, a simulação clínica, está sendo incorporada em instituições de ensino e saúde, a fim de facilitar para a aquisição de habilidades no cuidado seguro ao paciente. Objetivo: Descrever a avaliação de técnicos de enfermagem sobre um cenário de simulação clínica de cuidados a pacientes com Sonda Nasoenteral (SNE). Método: Trata-se de um estudo transversal, fruto da intervenção de um ensaio clínico (NCT03497221), com base em um cenário de simulação clínica de cuidados

com a Terapia Nutricional Enteral (TNE) por SNE. O estudo foi realizado em um hospital universitário do Sul do Brasil no ano de 2017. Os participantes foram os técnicos de enfermagem de duas unidades de internação (clínica e cirúrgica), que participaram em duplas ou trios (um atuante e os outros observadores). O objetivo da simulação foi de que os participantes identificassem em um manequim recebendo dieta por SNE, as seguintes não conformidades: (a) cabeceira baixa; (b) frasco de dieta, de água e equipo vencidos; (c) frasco de água rotulado com o nome de outro paciente; (d) seringa para flush da sonda e copo plástico descartável sem rótulo e com resíduo de dieta; (e) fixação da SNE oleosa, suja e descolada e (f) bomba de infusão com sujidade. Foram 30 cenários de simulação, com a presença de duas enfermeiras, uma delas facilitadora e a outra preenchia um checklist de 27 itens (registro da ação do técnico como “conforme”, “não conforme” ou “parcialmente conforme”). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da instituição (CAE: 63247916.5.0000.5327). Resultados: Participaram do cenário 64 técnicos, 30 (47%) atuantes e 34 (53%) observadores. Os achados foram agrupados em duas categorias: cuidados ao paciente em uso de SNE e cuidados com a manutenção da SNE. Na primeira categoria, houve maior conformidade para “Elevar a cabeceira no mínimo a 30º” (77%) e menor para “Observar a fixação da SNE oleosa, suja e descolada” (33%) e “Questionar se o paciente sente algum desconforto gastrointestinal” (7%). Na segunda categoria, houve maior conformidade para “Lavar o equipo” (46%) e menor para “Identificar a bomba de infusão suja” (13,3%). Conclusões: Durante a realização do cenário foi possível identificar que ainda é insuficiente a adesão de técnicos de enfermagem ao cumprimento de rotinas assistenciais de cuidados a pacientes em uso de SNE.

eP2626

Cateter central de inserção periférica (PICC) neonatal versus punção venosa guiada por ultrassonografia: relato de experiência

Deise Cristianetti; Maibi Aline Gomes de Almeida; Edite Porciúncula Ribeiro; Elenice Lorenzi Carniel; Carolina Geske Salini; Márcia Koja Breigeiron

HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Introdução: O avanço tecnológico representa aquisições à prática profissional do enfermeiro. Para tanto, validar conhecimentos e produzir evidências que subsidiem a aplicação de novas tecnologias é um desafio. Em unidades de terapia intensiva neonatal, avanços na prática profissional são incorporados a cada dia. Referente à terapia infusional, destaca-se o Cateter Central de Inserção Periférica (PICC), um dispositivo venoso amplamente utilizado em neonatologia e insertado por enfermeiros capacitados.

Considerando esta temática, torna-se importante que enfermeiros envolvidos no processo de insertação do PICC estejam em constante atualização. Objetivo: Descrever a importância do aprimoramento dos enfermeiros em novas tecnologias referentes à insertação do PICC em neonatos. Método: Relato de experiência, onde enfermeiras de um serviço de neonatologia de um hospital do Sul do Brasil, integrantes do TIME PICC/NEO, realizaram treinamento simulado em punção venosa guiada por ultrassonografia (US), de agosto a dezembro de 2018. O relato aborda a experiência das enfermeiras em insertação do PICC antes do treinamento realizado e expectativas após o mesmo, juntamente com as novas práticas e melhorias ao serviço e ao paciente. Resultados: A introdução da US antes, durante e após a insertação do PICC permite que o procedimento seja realizado com maior segurança, pois minimiza complicações graves como pneumotórax, lesão vascular, entre outras. Além disso, reduz a exposição do paciente à radioatividade, possibilita mínima manipulação, visualização mais ampla do vaso (calibre e extensão ao membro), acompanhamento direto da progressão da agulha e do fio guia e permite a escolha do cateter mais adequado ao paciente. A insertação sem o uso de US implica, muitas vezes, no aumento do número de punções no mesmo paciente, com insucesso na insertação conforme sua gravidade. O treinamento simulado encontra-se em andamento, sendo que após seu término, a equipe poderá obter a qualificação do uso da US e incorporar esta nova tecnologia na rotina diária de trabalho. Conclusão: o uso do US para a insertação do PICC ve m a favor da melhoria no cuidado prestado ao neonato, com redução de complicações e aumento na segurança do procedimento. A capacitação da equipe de enfermagem é imprescindível para o sucesso deste cuidado.

eP2642

Simulação clínica na educação para técnicos da equipe de enfermagem no cuidado aos pacientes em uso de sonda nasoenteral

Ana Paula Almeida Corrêa; Stella Maris Rigatti Silva; Franciele Anziliero; Graziela Lenz Viegas; Valessa Jamile dos Santos ; Gabriele de Souza Peres; Carlise Rigon Dalla Nora ; José Luis Díaz Agea; Adriana Catarina de Souza; Mariur Gomes Beghetto

UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Introdução: Diferentes estratégias de educação são utilizadas pelas instituições de saúde com foco na segurança do paciente. Uma delas é a simulação clínica, que consiste em um processo dinâmico, envolvendo a criação de um cenário fictício que representa, de forma autêntica, a realidade. Objetivo: Compreender a percepção de técnicos da equipe de enfermagem sobre a simulação clínica como metodologia de educação no cuidado ao paciente hospitalizado em uso de sonda nasoenteral (SNE). Método: Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, de abordagem qualitativa, realizado com uma equipe de técnicos de enfermagem em um hospital do Sul do Brasil (ago/set de 2017). O estudo é fruto de um ensaio clínico (NCT03497221), em que houve uma intervenção de educação por meio de simulação clínica. Os participantes foram técnicos de enfermagem de duas unidades de internação (clínica e cirúrgica), que participaram em duplas ou trios (um atuante e os outros observadores). O objetivo da simulação foi de que os participantes identificassem em um manequim que estava recebendo dieta por SNE, algumas não conformidades (cabeceira rebaixada, frasco de dieta vencido, dispositivos utilizados para manutenção da sonda não rotulados e/ou com sujidade, fixação da SNE inadequada e identificação do paciente incorreta). As sessões foram registradas em um gravador digital, transcritas e numeradas. A análise de conteúdo seguiu a modalidade temática (pré-análise; exploração do material; tratamento dos resultados obtidos; e interpretação). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da instituição (CAE: 63247916.5.0000.5327). Resultados: Participaram 64 técnicos, 30 (47%) atuantes e 34 (53%) observadores. Foram estabelecidas duas categorias: as potencialidades da simulação clínica como metodologia de educação e os desafios da simulação clínica para a prática da educação. A primeira, mostra os aspectos positivos, como o rompimento da “automatização do cuidado”, revisão e reflexão das práticas diárias e adesão de conhecimento. A segunda, apresenta os desafios observados durante o cenário (nervosismo por participar da simulação como atuante e desconforto por ser observador de um cenário, que o colega era atuante). Conclusão: Os técnicos de enfermagem perceberam as potencialidades da da simulação e se mostraram colaborativos e preocupados em revisar as práticas de cuidados em TNE.

eP2662

Prevalência do risco de sepse pelo Escore QSOFA em pacientes atendidos no serviço de atendimento móvel de urgência

Letícia Carol Martins Model; Rosane Ciconet; Priscila Lora; Karin Viegas; Carine Fonseca; Janaina Furtado Rodrigues UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Objetivo: Determinar a prevalência do risco de sepse classificado por qSOFA em atendimentos clínicos realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Método: Estudo transversal. Os dados foram extraídos dos Relatórios Gerenciais dos atendimentos realizados pelo serviço entre os anos de 2015 e 2017. As variáveis analisadas para cálculo do escore qSOFA foram Escala de Coma Glasgow (ECG) menor ou igual a 13, Pressão Arterial Sistólica (PAS) menor ou igual a 100mmHg, e Frequência Respiratória (FR) maior ou igual a 22 movimentos por minuto (mpm), considerando que cada variável identificada soma 1 ponto, podendo variar de 0 a 3 pontos. Foi considerado escore positivo aqueles que apresentaram escore maior ou igual a 2. Resultados: O total de atendimentos registrados foi de 75.641, sendo 36.040 atendimentos excluídos, pois não apresentavam valores para as variáveis do escore. A prevalência de escore qSOFA positivo entre os atendimentos clínicos válidos (n = 39.601) foi de 10,7 % dos atendimentos válidos, sendo destes ECG ≤13 (n=4124; 10,4%) PAS ≤100 (n=6657; 16,8%), FR≥22 (n=13350; 33,7%). Os pacientes com qSOFA positivo tem 4 vezes mais chance de ter gravidade severa e 1,5 vezes mais chance de ter gravidade media em relação aos pacientes com qSOFA negativo. A chance do desfecho de gravidades ilesa e pequena não diferiu entre os grupos. Conclusão: O escore qSOFA neste estudo foi relacionado a um pior desfecho, contudo a literatura é controversa a respeito à sua utilização e acurácia. Esta análise apresenta dados pré-hospitalares de uma amostra populacional, ao que consta na literatura inédita no Brasil. A prevalência encontrada de escore positivo nesse grupo de pacientes pode estar relacionada a uma identificação precoce de uma doença que demanda tratamento imediato, assim ferramentas que contribuam para esse fim podem impactar em um menor risco de mortalidade e outros desfechos de gravidade.

eP2709

Hemodiálise hepática: uma “ponte” para o transplante

Raquel Hohenreuther; Andresa Thomé Silveira; Natália Perin Schmidt; Thiago Thomé Silveira; Roberta Goulart Rayn; Muniqui Pires Soares; Sabrina Alves Fernandes; Cláudio Augusto Marroni

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre

Introdução: A insuficiência hepática aguda (IHA) é um problema de saúde devido a sua alta taxa de mortalidade em um curto pra zo (40-80%). Podendo caracterizar-se como síndrome na qual, além do fígado, outros órgãos podem ser acometidos. As causas podem ser diversas como: hepatites por vírus, uso de medicamentos, doenças metabólicas entre outras. Em detrimento da gravidade tem- se desenvolvido formas de manutenção do fígado até a chegada de um órgão para o transplante. Objetivo: Divulgar opções terapêuticas na presença de IHA. Metodologia: Um relato baseado na experiência de profissionais em transplante hepático e o uso de diálise hepática em um hospital filantrópico de Porto Alegre. Observações: Em casos em que a necessidade de um transplante hepático é iminente e na falta de um órgão tem-se a opções de uma “ponte” para o transplante sendo uma das alternativas a Molecular Adsorbent Recirculating System (MARS®). Trata-se de um método de hemodiafiltração extracorpórea que utiliza um dialisato com albumina que promove a remoção das toxinas hepáticas ligadas à albumina. Propicia a retirada de bilirrubina, aminoácidos aromáticos, citocinas inflamatórias e de toxinas/substâncias insolúveis em água. Possuem efeito de redução do status inflamatório, hiperamonemia, com melhora da hemodinâmica, da encefalopatia hepática e da pressão intracraniana. Havendo prescrição médica, enfermeiros devidamente treinados estão capacitados a instalar o sistema MARS®. A montagem requer uma máquina de hemodiálise PRISMA flex, para controlar o circuito de sangue e de diálise, e um monitor MARS®, para controlar o circuito de albumina. O Kit deve ser trocado a cada 24 horas. Considerações: Uma terapia que envolve altos custos porém é uma opção para manter o paciente estável até a chegada de um órgão, e ainda pouco conhecida no contexto da enfermagem. Para otimização do uso é necessário mais enfermeiros capacitados e treinamentos, assim como as equipes multiprofissionais para que qualquer incidente possa ser evitado.

eP3184

Trombose associada ao cateter central de inserção periférica: validação do Michigan Risk Score para uso no Brasil - um estudo multicêntrico - resultados parciais

Eduarda Bordini Ferro; Leticia López Pedraza; Patrícia Cristina Cardoso; Marco Aurélio Lumertz Saffi; Vânia Naomi Hirakata; Eneida Rejane Rabelo da Silva; Vineet Chopra; Picc-Brazil Research Group (DGP.CNPQ.BR/DGP/ESPELHOGRUPO/2184405437599410) HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Introdução: Dada a importância do risco de trombose relacionada ao cateter central de inserção periférica (PICC), um grupo de pesquisadores da Universidade de Michigan desenvolveu o “Michigan Risk Score” (MRS). No cenário brasileiro, não há um instrumento validado para avaliar o risco de trombose em pacientes com PICC. Este estudo foi planejado visando disponibilizar um instrumento que possa predizer o risco de ocorrência de trombose no cenário brasileiro. Objetivo: Descrever os resultados parciais da validação do MRS para uso no Brasil. Método: Estudo de coorte multicêntrico em 18 instituições no Brasil. Pacientes adultos que receberem PICC durante sua internação foram incluídos no estudo. A coleta de dados iniciou em Outubro/2018. Foram coletadas variáveis de caracterização da amostra e relativas ao PICC: indicações, veia de escolha, método de inserção, localização de pon ta, número de punções, complicações durante o procedimento e seguimento. Também foram coletados dados do profissional que realizou o procedimento. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, CAAE:

88716218.9.1001.5327. Resultados parciais: Até Junho/2019 foram incluídos 3500 PICCs. A idade dos pacientes foi 65±20 anos;

2052 (58%) admitidos em unidades de internação clínica/cirúrgica. Uso de antibióticos e acesso venoso difícil foram indicações mais prevalentes, 2699 (77%) e 1992 (57%), respectivamente. Basílica direita foi a veia de maior escolha, 1618 (46%), 2226 (64%) com método de microintrodução guiado por ultrassom + localização da ponta e 1772 (51%) dos cateteres foram inseridos na Zona ZIM ideal; 3078 (88%) das pontas dos PICCs ficaram localizados na Junção Cavo-Atrial; 2962 (85%) foram inseridos por enfermeiros com assertividade de 88%; 3254 (93%) dos pacientes não apresentaram eventos ou complicações na inserção; 2782 (86%) dos pacientes avaliados não apresentaram eventos durante o seguimento; a incidência de trombose relacionada ao PICC foi de 1,5%; o

No documento Gestão da pesquisa aplicada à saúde (páginas 169-174)