CAPÍTULO II: METODOLOGÍA
Turno 99 Entrevistadora –
7.2.3.3. ENTREVISTA PROFESSOR 3 Turno 318 – Entrevistadora –
5. Qual é a contribuição da disciplina prática e de Metodologia de Ciência no desenvolvimento de habilidades adquiridas ou desenvolvidas até o momento para o desenvolvimento de suas salas de aula?
Turno 313 – Professor 2 – Bom, a gente teve na época a professora né? e assim, eu gostei muito porque ela sempre fazia alguns exemplos práticos né? e aí, inclusive esses exemplos eu busquei fazer replicação desses exemplos na sala de aula, mesmo sem o mesmo recurso que tinha aqui, lógico né? então contribuiu muito. Contribuiu muito porque me deixava curioso na sala de aula, já adulto né? então eu pensava assim, então se eu já sou adulto né? Eu já vi um monte de coisa, já sofri um monte de coisa, já dei tanta risada por aí também, e eu tô curioso com isso, imagine uma criança né? que é curiosa, que tá no momento da curiosidade tá no momento da criatividade?!
Então nesse sentindo aí, contribuiu muitíssimo mesmo.
Turno 314 – Entrevistadora – E você buscou também fazer o mesmo mais ou menos com outras atividades diferentes as que...?
Turno 315 – Professor 2 - Isso, isso. Aí, eu já buscava lá em uma autora que foi lendo ela que me deu vontade de fazer a especialização que é Ana Maria Pessoa de Machado(Carvalho). Ela é uma física que tem, ela consegue ensinar física para as crianças e ela ensina e tem uma categoria que ela chama de argumentação. Ela fala, olha, meus meninos não sabem ler, na época quarta série né, não sabem ler e eu tenho que ensinar, porque obrigatório e também eu gosto de ensinar, como é que eu vou casar isso? aí tipo assim, eu li lá um pouquinho também lá da mulher né? pra alfabetizar os meninos. Porque a partir do momento que eles observavam ai eu pedia pra eles desempenharem, em outro momento e pedia pra eles escrever ai essa escrita agente já trabalhava as partes da alfabetização, tá entendendo? e aí a gente seguia o barco. Mas só foram 3 anos né? as condições me colocou pra fora da sala de aula né?
Turno 316 – Entrevistadora – Isso acontece em todo mundo todo lado eu venho da Colômbia e também é igual.
Turno 317 – Professor 2 - Aí você consegue tipo, uma coordenação, você tem flexibilidade no horário, aí dá para você aí ter dois vínculos, e aí a gente acaba que... a situação da valorização docente, ela acaba tirando a gente fora. Mas eu gosto de dar aula. Acaba empurrando a gente para fora, só que a gente precisa ter uma contrapartida melhor né? a gente precisa de uma contrapartida melhor para ficar mais motivado.
7.2.3.3. ENTREVISTA PROFESSOR 3
Turno 321 – Professor 3 – Tá ok, então tudo bem. Então eu trabalho com física e química o tempo inteiro, eu preciso ter essa propriedade intelectual para conseguir explicar os fenômenos que acontecem na modificação ou durante a cocção dos alimentos né? Do jeito que os alimentos se transformam. Então eu preciso explicar as questões físicos e químicas daquela modificação, daquela transformação do sólido para o líquido, do líquido para o gasoso...
Turno 322 – Entrevistadora – você faz isso com aulas de gastronomia?
Turno 323 – Professor 3 – Sim.
Turno 324 – Entrevistadora – E essa é a disciplina que você dá em que anos?
Turno 325 – Professor 3 – no ensino médio.
Turno 326 – Entrevistadora – No ensino médio? mas quais anos todos?
Turno 327 – Professor 3 – Aahh, mais necessariamente primeiro, segundo terceiro ano.
Turno 328 – Entrevistadora –
2. Quais são os conhecimentos e habilidades que um professor deve ter para realizar o processo de ensino-aprendizagem?
Turno 329 – Professor 3 – Primeiro de tudo é a ter propriedade do que ele vai expor, de como ele vai expor esse assunto. Segundo, ele entender o sujeito e as suas complexidades com relação ao ensino e como esse sujeito aprende. Qual é a melhor maneira, qual é a forma mais didática desse professor ele colocar este conhecimento não de uma forma completamente tecnicista, mas, voltada com propriedade complexidade do sujeito. E compreender que o sujeito eles aprendem (inaudível) complexidade da análise do que ele tá expondo e principalmente.
(Não transcrito)
Ele tem que ter capacidade de análise, uma análise crítica pra entender esses sujeitos. Que o tempo de aprendizado dos sujeitos, eles são diferentes e que a abordagem tradicional ela pode não ser convencional àquele determinado espaço em que ele se encontra. Então essas habilidades ela vai também de encontro ao local em que o educador ele se encontra, às características da população à qual ele está direcionando o ensino. E fazer um cruzamento desses saberes pra construir uma didática com uma competência... com uma competência é.... como te digo, com propriedade é.... e que o saberes ele seja passado da forma mais simples possível e ele tem que se deslocar né? Do lugar de professor, pra também ser ali aluno pra ele poder estar aprendendo com a sua prática, refletindo e construindo mais uma vez. Então é necessário que ela tenha o viés didático metodológico muito criativo, lúdico.
Turno 330 – Entrevistadora –
3. Do conhecimento mencionado, quais você adquiriu ou fortaleceu durante a formação inicial e quais durante sua experiência?
Turno 331 – Professor 3 – Durante o inicial eu aprendi muito a brincar com saber como saber que eu tinha que me posicionar frente ao sujeito por exemplo como é que eu vou explicar pra ele que se eu ferver a água ela evapora e se eu botar uma tampa, ela vai evaporar mas ela vai virar líquido novamente, ela vai ficar condensada na tampa. Como é que eu explicar isso, esse processo, pro sujeito que é semi analfabeto né? pra o sujeito que ele viu isso na casa dele? Então
eu pego a realidade dele, o conhecimento a priori pra fazer o posteriori de forma científica de forma contextualizada tá?! Então durante a minha formação inicial e aprendi isso, a ver o sujeito e sua realidade né? utilizando para parafrasear até Paulo Freire mesmo, que o sujeito, ele não, ele... ele tem conhecimento a priori ele pode ter outros mais à posteriori e a gente pode falar a mesma coisa de mil outras formas diferentes. Isso é uma coisa muito forte e durante a mim experiência né? durante a formação continuada eu aprendi a exatamente aplicar e.... aplicar e aprender novas maneiras de reciclar a forma como eu aplico conhecimento para jovens e adultos e para crianças utilizando o mesmo objeto porém com linguagem diferentes.
Turno 332 – Entrevistadora –
4. Como e em quais momentos você faz a relação dos conhecimentos?
Turno 333 – Professor 3 – A relação desses conhecimentos são... hoje né? Na minha formação.
Elas são aplicadas de maneira prática. Como eu trabalho com gastronomia então eu passo esses ensinamentos teóricos que são essenciais e caso eles com os práticos né? então os meus jovens eles têm (não gravado)
... e principalmente não dá forma carteirista como eu trago. Mas que ele já utilizem do que eles já veem em casa, do que eles já veem na rua, do que ele veem na televisão pra construir aquela realidade dentro da cozinha. Então é sempre no momento de troca, porque eu me coloco também no papel de aluna. Então eu faço uma troca sistematizada com esses meninos tentando mesclar os conhecimentos científicos e os conhecimentos do senso comum.
Turno 334 – Entrevistadora – Mas você está me falando que você faz essa relação na prática, sim?
Turno 335 – Professor 3 – Sim.
Turno 336 – Entrevistadora – Mas na formação você tem algum contato com essa formação?
Turno 337 – Professor 3 – Na formação? Desculpa, seja mais clara pra mim por favor.
Turno 338 – Entrevistadora – Você tem alguma conexão desses conhecimentos durante a formação?
Turno 339 – Professor 3 – Uma conexão durante a formação? Sim, sim. Durante a formação sim. Eu evoco no sujeito muito a historicidade dele né? por exemplo, eu trago a mãe de um aluno pra sala de aula e peço para ela me explicar como faz. Como sei lá, como faz para cozinhar o feijão por exemplo. E aí, ela vai me dizer como cozinha então eu pego este saber que é do senso comum e digo olha! este movimento que ela está fazendo chama-se... por exemplo, tem uma reação química na carne né? Que quando a proteína e os carboidratos eles entram em choque com a panela e é liberado o açúcar da carne, então carameliza. Isso tem um saber científico aí, mas a dona de casa por exemplo, ela sempre fez isso mas nunca precisou do nome bonito. Então eu pego esse senso comum né? através de sujeitos reais mesmo e transformo ele em saber científico.
Turno 340 – Entrevistadora –
5. Qual é a contribuição da disciplina prática e de Metodologia de Ciência no desenvolvimento de habilidades adquiridas ou desenvolvidas até o momento para o desenvolvimento de suas salas de aula?
Turno 341 – Professor 3 – Eu me lembro muito bem de quando eu entrei para faculdade, eu nunca fui boa na área de ciências e principalmente quando eu entrei no ensino médio né?
Turno 342 – Entrevistadora – Mas você é formada em pedagogia?
Turno 343 – Professor 3 – Sim, sim. Eu sou aluna da Viviane também né maravilhosa manda um beijo viu e eu lembro que... (não gravado)
No ensino médio, eu fui aluna da química, física, das ciências sociais, das ciências naturais, sempre com o livro, né?! A metodologia utilizada é pra o professor achar que o livro didático é sempre um grande amigo, e não é. Quando a gente entra na faculdade ai tem essa disciplina, a gente começa a refletir a prática. Agente começa a se perguntar “porque que a gente não gosta de matemática, física, química, e etc?” A gente não gosta porque o professor, ele não faz uma mediação de entender a complexidade desses outros mundos pra gente jovem e de transformar isso em uma linguagem expressiva. E quando vem essa disciplina, eu começo a entender que, por exemplo, se eu quiser ensinar pros meus alunos sobre a fotossíntese, eu posso chegar de manhã cedo e levar ele pra ver as plantas, o orvalho da manhã, o verde. Eu posso ensinar o movimento do sol, se eu levar eles pra fora da sala de aula e ficar exposta com eles talvez meio-dia até às 5 horas da tarde a gente fazendo um trabalho de verificar verificação do Sol e colocar um objeto e aí verificação para desse objeto né? eu posso, enfim, eu posso ensinar tudo para os meus alunos que há micro-organismos no ar se eu simplesmente colocar a farinha e água dentro de um recipiente e no outro dia verificar se houve atividade microbiótica. Então, essa disciplina vem nos faz refletir que tipo de professor a gente quer ser e que tipo de sujeito a gente quer colocar dentro da escola né o sujeito que repete e tá ali pra educação bancária que ele conseguiu aprender na prática que os livros Eu também acho muito importante mas eles são obsoletos porque os livros (inaudível).
7.2.4. profesores Colombia 7.2.4.1. ENTREVISTA PROFESOR 4
Las siguientes preguntas fueron realizadas a los profesores en ejercicio graduados de la Universidad de Valle que hayan cursado la misma disciplina de práctica que los estudiantes encuestados, donde ellos responderán en el marco de la disciplina cursada y su experiencia hasta el momento.
Turno 344 – Entrevistadora –
1. ¿Cuáles son los conocimientos y habilidades que debe tener un docente para llevar a cabo el proceso de enseñanza - aprendizaje?
Turno 345 – Profesor 4 – Bueno, dentro del proceso de enseñanza-aprendizaje, específicamente de los conocimientos, creería que debe tener todos los conocimientos requeridos, propios de la asignatura, o sea todo el contenido como tal, porque debe ser apropiado por el docente para el proceso de enseñanza-aprendizaje tener un resultado viable, un resultado esperado. Ahora, en cuanto a las habilidades que debe tener, pues… demasiadas, entre ellas, creo que el docente de ciencias debe ser muy creativo, muy recursivo, debe de ser indagador, investigador por naturaleza, o sea, la parte de investigacion, el ciclo experimental, como tal, ese proceso debe estar muy claro en el aula, para que el estudiante sea consciente de en qué momento de la
investigaciones está; entonces, habilidades todas las que sean necesarias, conocimientos de todo el contenido específico de la asignatura; no puedes llegar con falencias en el contenido porque dependiendo del grado vas a tener problemas con él.
Turno 346 – Entrevistadora –
2. ¿De los conocimientos mencionados, ¿cuáles adquiriste o fortaleciste durante la práctica y cuáles durante tu experiencia?
Turno 347 – Profesor 4 – Durante… bueno, durante la práctica como tal o la universidad, se adquieren unos conocimientos muy básicos desde mi perspectiva en la práctica o de la experiencia docente, ahí creo que se obtienen muchos más conocimientos, incluso propios de la asignatura ¿no?, llega uno con cosas muy débiles por la misma formación, como muy básica, muy superficial; cuando vas y te enfrentas a unos requerimientos de currículo, unas necesidades de estudiantes que están al día a día con la tecnología, te surge una necesidad de avanzar y de volver a estudiar ese tipo de conocimientos, entonces creo que… pues, uno necesita… y vuelve y los retoma en la práctica.
Turno 348 – Entrevistadora –
3. ¿Cómo o en qué momento relaciona sus conocimientos?
Turno 349 – Profesor 4 – Todo el tiempo, todo el tiempo… esos conocimientos tienen que estar allí presentes, porque… eh, en clase, te lo preguntan constantemente, por ejemplo, tú estás hablando de un tema específico y si no sabes cómo proceder con él, o que aplicación traer al aula para hacer que el aprendizaje sea favorable…
Turno 450 – Profesor 4 – Todo el tiempo…
Turno 451 – Entrevistadora – ¿Pero, lo hiciste cuándo? ¿Durante tu formación?
Turno 452 – Profesor 4 – No, en la práctica, desde la experiencia se hace la relación, en realidad durante la carrera no hay mucho dónde aplicar lo que conoces, lo que aprendes se va quedando ahí almacenado, cuando sales a la vida real y a la experiencia, allí es donde de verdad tienes que buscar, incluso, las estrategias de cómo aplicarlas, porque no encuentras esas estrategias, o sea, las tienes allí en teoría, pero no las has aplicado, y el único momento donde lo puedes aplicar es en tus 6 meses o 3 meses de práctica docente, esa es como mi experiencia, entonces… es muy mínima.
Turno 453 – Entrevistadora –
4. ¿Cuál es el aporte de las disciplinas prácticas o pedagógicas, en el desarrollo de las habilidades adquiridas o desarrolladas hasta el momento para el desarrollo de sus aulas?
Turno 454 – Profesor 4 – Bueno, esas disciplinas, las disciplinas vistas… ummm… desde…
digamos, desde cualquiera, ya sea las que se vieron con el enfoque solo biológico, las que se vieron desde lo pedagógico, las que se vieron desde la didáctica de las ciencias como tal, cada una, creo, aportó elementos que fueron, son necesarios, pero que no son suficientes, cuando realizan las clases prácticas, y tú vas de la mano aplicando la teoría; teniendo aplicación de esa teoría en lo práctico, tú haces un proceso más elaborado de aprendizaje que cuando ves todo un tipo de conocimiento o contenido y no lo llevas a la aplicación, entonces, tener como esa dinámica de ambas debe de ser como importante, necesario.
Turno 455 – Entrevistadora –
5. ¿Qué entiendes por los conceptos de enseñanza - aprendizaje?
Turno 456 – Profesor 4 – Bueno, son dos procesos, procesos que deben de ser elaborados de manera cooperativa, un proceso de enseñanza y aprendizaje en el aula, a veces se tiende a ver como que el proceso de enseñanza lo lleva a cabo solo el docente, pero, pues si partimos del docente como alguien que guía simplemente ese proceso, pues podemos decir que el estudiante también puede enseñar cosas, enseñar él mismo y enseñar a los demás, entonces son dos procesos necesarios que deben ir de la mano y que se construyen entre todos, el docente es un guía simplemente en el proceso, debe poner todas las estrategias y debe poner todo sobre la mesa, y el estudiante debe saber también qué puede tomar de ahí.
7.2.4.2. ENTREVISTA PROFESOR 5