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2.3 De onde e de quem se fala?

2.3.2 EscoLA(DO) B

Salienta-se que, de início, tive bastante dificuldade em conseguir informações atualizadas acerca da Escola A, visto o site da própria Secretaria de Desenvolvimento Regional, responsável pela escola, não contar com dados mais atualizados, além do fato da própria Escola A não dispor de instrumentos e ferramentas virtuais oficiais, a despeito de outras escolas públicas Municipais e Estaduais do Município, encontrando-se apenas um blog desatualizado, com poucas postagens – as últimas datadas de 2011, uma página do facebook não oficial e sem informações da escola, apresentando, basicamente, conteúdo composto por selfies de alunos. O site do INEP foi o que me trouxe a maior parte das informações da escola e, após o início do projeto em si, as próprias observações, diário de campo e conversas com alunos, professores, na Secretaria e Diretoria da escola, sempre abertas e prestativas às minhas solicitações, resolveram as questões pendentes.

formavam as áreas marginais deste mesmo ribeirão. Em 1880, após a grande enchente daquele ano, quando o rio Itajaí-mirim desviou do seu curso normal e invadiu a cidade em direção ao mar e aprofundou demasiadamente o ribeirão da Caetana na sua parte final, praticamente isolando a cidade pelo lado norte, a municipalidade de Itajaí resolveu abrir uma nova via, que partindo da frente do novo cemitério, chegasse até o rio Itajaí-Açu, permitindo um novo acesso para a Barra do Rio que é a atual Rua Tijucas. A abertura da Rua Tijucas favoreceu ainda mais a ocupação oeste, pois que do seu entroncamento com a Rua Silva, fez-se no começo deste século o prolongamento deste até o “Caminho dos Alemães”, ou “Rua do Rio Pequeno”, atualmente denominada Rua José Pereira Liberato. Com a Rua Silva aberta em toda a sua extensão, grandes áreas altas e secas, depois dos alagadiços das margens do ribeirão da Caetana, puderam ser ocupadas.

E em se falando um pouco mais do bairro Centro na atualidade, ele é considerado nobre e de tem alto valor imobiliário no Município de Itajaí. No centro existem tanto casas quanto prédios residenciais e comerciais, além de comércio forte e diversificado, correios, cartórios, bancos, supermercados, sindicatos, associações comerciais, cafeterias, restaurantes, academias de ginástica, floriculturas, postos de combustível, lojas de conveniência, padarias, imobiliárias, lojas de vários segmentos, hotéis, píer turístico, mercado público, Policlínica Municipal com especialidades médicas, centros de orientação e diagnose públicos, Laboratório Municipal, centro de especialidades odontológicas que presta atendimentos à rede pública, clínicas particulares, Fórum, inúmeras Secretarias públicas (de Desenvolvimento Social, da Habitação, de Turismo, de Pesca e Aquicultura, de Educação Profissional e Administração Pública, da Criança, do Adolescente e Juventude, entre outras), centros empresariais, hospitais públicos e privados, Centro de Atendimento Educacional Especializado em Educação Especial (APAE), Fundação Cultural de Itajaí, Casa da Cultura, Fundação do Meio Ambiente, farmácias, Universidade e centros de formação, cursos de idiomas, música e técnicos, o Porto de Itajaí, creches, escolas/colégios, centro público de economia solidária, além de áreas de lazer, tais como praças

com wi-fi público / aberto, estádio de futebol, shopping com cinemas, a Avenida Beira Rio, com sua via gastronômica, associação náutica e amplos espaços para atividades físicas, já com uma das maiores marinas do país em construção, áreas verdes projetadas, muitas flores, centro de eventos, pontos turísticos, acesso facilitado a praticamente todos os meios de transporte, com todas as suas vias asfaltadas, com iluminação pública, coleta de lixo e coleta seletiva e em fase de obras com a estruturação da nova rede de esgoto. A escola B ocupa um amplo terreno, de quase meia quadra nessa região9.

Quanto à Escola B, ela é particular, tem 59 anos de existência, faz parte da maior rede de escolas católicas do país, estando situada no centro da cidade de Itajaí, oferecendo desde a educação infantil até o ensino médio, com turmas nos períodos matutino e vespertino. A Escola B foi fundada no dia 20 de janeiro de 1956 com suas aulas inaugurais no dia 5 de março do mesmo ano, com 245 alunos matriculados; no ano seguinte, mais de 500 alunos estavam matriculados no Ginásio.

De acordo como último Censo Escolar de 2014 (INEP, 2015), hoje a Escola B conta com uma grande estrutura para trabalhar com 1.643 alunos, sendo 36 alunos na creche, 89 na pré-escola, 627 alunos nos anos iniciais do ensino fundamental, 530 nos anos finais do ensino fundamental e 361 alunos no ensino médio. Ressalta-se que os alunos da Escola B são provenientes não só do bairro centro de Itajaí, mas também de outros bairros e de cidades vizinhas. Apesar da Escola B estar cadastrada no INEP, sob o código 42068690, ela não está cadastrada na base de dados do Ideb, desse modo não se tem disponíveis as informações dos indicadores conforme referidos na Escola A para título de comparação. Quanto ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) A Escola B obteve a maior média do Estado de Santa Catarina em 2007, com 64,56, média

9 Saliento que tenho ciência de que a descrição do bairro centro de Itajaí não foi nem a metade do que constou na seção reservada à descrição do bairro Cidade Nova, mas realmente ao procurar dados relativos ao histórico da cidade havia muito menos informações a respeito da constituição do centro da cidade. O que também me fez pensar se foi pelo fato do centro ser o normativo, o já

‘estabelecido’ que o fez ser menos falado mesmo ou ter menos informações a respeito (?), não me permitindo um equilíbrio nessas seções da escrita da pesquisa.

de 63,1 em 2008 e de 59,19 em 2013, mantendo-se entre as melhores médias do Estado e a melhor do Município por vários anos consecutivos (INEP, 2015).

A escola possui infraestrutura modelo, contando com um prédio de 4 andares com: água filtrada, água, energia e esgoto da rede pública, fossa, coleta de lixo periódica e acesso à internet, com banda larga; tem salas de diretoria, de professores, secretaria, laboratórios de física, química, biologia, multimídia e laboratório de informática, quadra de esportes coberta e descoberta, cozinha, banheiro dentro e fora do prédio, despensa, pátios descobertos e cobertos, sala de leitura, sala de formação, auditório, laboratório de ciências, quadra coberta, banheiro na área externa, espaço para confraternização e eventos, parque infantil, área verde, sala de recursos multifuncionais (inclusiva), almoxarifado, banheiro, dependências e vias adequadas para alunos com deficiência. A escola está equipada com TV, DVD, copiadora, retroprojetor, impressora, aparelho de som, projetor multimidia (datashow), câmera fotográfica, filmadora e muitos laboratórios já citados, com suporte técnico de última geração (computadores, internet, ilha de edição de vídeos, etc.). A escola oferece atividades complementares à educação básica.

Desde o ano 2000 o Colégio trabalha com eixos temáticos, como princípios norteadores que orientam suas ações durante todo o ano, se concretizando em seus planejamentos, projetos e atividades. Para o ano de 2015, em que foi realizado o nosso projeto de pesquisa, o eixo temático envolveu justamente os jovens (‘...com os jovens e para os jovens’).

No ensino médio, destaca-se que nos seus currículos inserem-se disciplinas de filosofia e sociologia e a Escola B desenvolve inúmeros projetos, dentre eles: preparação para o vestibular (Vestibular 100%) e para o ENEM, Oficinas de Sociologia, Oficinas de Arte (com oficinas de criação, de teatro, de poesia, declamação, oratória, grupos de percussão, vocal (com o qual trabalhamos), bandas, instrumentos de sopro, etc.), Orientação Vocacional/Profissional e construção de um projeto de vida pessoal, Conselho de Classe Participativo, LEAS - Laboratório de Educação Ambiental, Convite à

Leitura, Webquests, atividades esportivas como treinos e escolinhas, Olimpíadas Internas, JEI - Jogos Escolares de Itajaí e festivais (basquete, voleibol, xadrez, tênis de mesa, futsal, handebol e atletismo), entre outros; além de manterem parcerias com escolas de dança, Universidades e escolas de idiomas. A Escola B ainda dispõe de site do Colégio, blogs, facebook, twitter e outros recursos virtuais.

“Numa das visitas a escola B, indagando um pouco mais sobre as atividades desenvolvidas por lá, tive a informação de que ela também foi reconhecida, pelo Instituto Faça Parte, como Escola Solidária em 2009, na 4ª edição deste evento, reconhecendo as ações e projetos de Voluntariado Educativo realizados nessa escola. Os funcionários ressaltaram que a escola B atuava com bastante afinco nesse aspecto, buscando sempre por inovações e ampliação de suas atividades destinadas aos jovens. O Coordenador Pedagógico do Ensino Médio dessa escola, quem nos recebeu e deu todas as autorizações para a realização da pesquisa, demonstrou grande interesse em dar continuidade aos trabalhos que seriam ali desenvolvidos, inclusive dando seu apoio para ajudar no que fosse preciso para a realização da proposta educativa que seria por nós construída, colocando-se à disposição para futuras conversas e discussões a respeito. Não posso negar que essa perspectiva que se abriu ali me animou ainda mais no sentido de que o produto dessa dissertação possa realmente ser transposto para a prática e abrir caminhos para um novo fazer em saúde auditiva para as juventudes.” “(...) Nota que o Coordenador esteve muito presente em todo o processo e em vários momentos das oficinas, sempre auxiliando para que tudo transcorresse bem e disponibilizando tudo que estivesse ao seu alcance. Realmente a gente se sentia em casa ali.” (Diário de Campo – 13 de julho de 2015 e 24 de setembro de 2015).

No documento Lys Maria Allenstein Gondim.pdf - Univali (páginas 67-72)