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Fase de Compreensão e Explicitação

No documento PPGEM SILVANA COSTA SILVA O (páginas 111-115)

Em seguida, os alunos foram indagados sobre como foram cumpridas as atividades solicitadas; quais dificuldades encontraram; quais descobertas fizeram, e as curiosidades a respeito de seu tema.

Na perspectiva de auxiliá-los, a professora abordou cada grupo, um de cada vez, solicitando que averiguassem quais eram os elementos envolvidos para que o objeto/corpo descrevesse a sua trajetória, dentre as informações conseguidas.

Foi proposto, então, que utilizassem meio virtual e/ou bibliotecário, a fim de aprofundar as pesquisas em busca de informações de caráter mais quantitativo; dados técnicos, como, por exemplo, a velocidade empregada, o ângulo perfeito; entre outros, haja vista que a maioria se limitou aos dados informativos, eventos históricos e peculiares da modalidade.

Alguns alunos utilizaram o próprio celular como meio de coleta de informações, uma vez que a professora não conseguiu reservar um laboratório de informática, enquanto outros foram para a biblioteca. Esse momento foi importante para que cada grupo pudesse apreender sobre a temática do assunto abordado, a fim de compreender sua intrínseca relação com a Matemática.

A partir de então, alguns tímidos questionamentos começaram a aparecer em uns grupos, mas ainda não condizentes com o objetivo delimitado no encontro anterior. De maneira geral, foi solicitado então que reunissem esses dados em torno de uma situação hipotética, ou seja, que criassem uma situação baseada na realidade, uma vez que os dados coletados eram verídicos.

Ao final desse encontro, foi proposto, caso os alunos julgassem necessário, que elaborassem um roteiro de entrevista com um especialista no assunto, no caso um professor de Física e/ou Educação Física, como auxílio no levantamento de informações que fossem relevantes, porém nenhum grupo o fez.

No terceiro encontro, os alunos foram orientados a acomodarem-se em grupo em torno de um computador. Em seguida, a professora enumerou os grupos de um a sete, aleatoriamente.

Para saber a respeito do que eles obtiveram de dados quantitativos, a professora recapitulou o que ocorreu nos dois primeiros encontros e ouviu o que cada grupo tinha a dizer.

Para melhor orientá-los, foi importante essa atenção dada a cada grupo, um de cada vez, atividade que ocupou, praticamente, as duas aulas, pois todos queriam expor suas descobertas.

Como, em muitos casos, os dados estavam misturados ao texto da pesquisa, os alunos foram instruídos a organizá-los em forma de quadro ou tabela, mas alguns optaram por organizá-los em tópicos, porém, a maioria deixou no corpo do texto. O fato de organizar os dados, seja em tabela, em tópicos, ou em um esquema, facilita a sua visualização e compreensão.

Então, a fim de melhorar a exposição dos dados, foi solicitado pela professora que sistematizassem os dados quantitativos com a situação hipotética do encontro anterior, fazendo uma espécie de esquema gráfico, um desenho, que demonstrasse a trajetória da bola.

Para tanto, uns grupos utilizaram papel e lápis (ou caneta) para fazer algum esboço; outros usaram ferramentas do word ou paint, demonstrando que emanavam as primeiras hipóteses.

Percebendo essa relação, foram incentivados a buscar em livros de Física respaldo para seus trabalhos e que levassem para o próximo encontro. Foi reforçado na turma que todas as informações encontradas sobre a modalidade escolhida, tudo o que produzissem durante a intervenção, deveriam ser entregues à professora ao final da intervenção, inclusive os rascunhos.

No quarto encontro, os alunos foram encaminhados a um dos laboratórios de informática levando livros de Física, como solicitado no encontro anterior, e usaram a internet para reforçar e/ou confrontar os dados e até mesmo buscar outros novos.

Percebendo que os dados coletados ainda estavam misturados ao texto da pesquisa, a professora novamente ressaltou a importância de organizá-los, a fim de facilitar o desenvolvimento dos trabalhos.

Como no encontro anterior os alunos perceberam que a trajetória do corpo/objeto que estavam investigando descrevia um movimento parabólico, a

professora solicitou que usassem o livro de Física, identificando o movimento descrito em suas respectivas modalidades com o movimento oblíquo.

No entanto, isso não aconteceu com todos ao mesmo tempo, pois havia grupos mais adiantados do que outros. Os responsáveis por analisar o arremesso de peso e salto com vara tiveram mais dificuldade do que os outros grupos, tanto na obtenção de dados quantitativos quanto no levantamento do questionamento para investigação.

Uma forma de tentar auxiliá-los foi propor que investigassem um caso em particular. Para a modalidade salto com vara, por exemplo, os alunos colheram informações sobre o recorde do brasileiro na última olimpíada, que aconteceu no Rio de Janeiro.

Eles alegaram que vários elementos seriam necessários para estudar o movimento do corpo do atleta ao passar pelo sarrafo, mas os componentes do grupo não conseguiram encontrar em suas pesquisas sobre a respectiva modalidade.

Aqueles que estavam com o trabalho adiantado, verificaram, com orientação da professora, que a Física dispunha de teorias que explicavam esse tipo de movimento, no caso oblíquo, e que relações envolviam os dados encontrados por eles - deslocamento na horizontal (alcance do corpo no eixo x), deslocamento vertical (altura y), tempo t, velocidade v, ângulo formado com a horizontal e aceleração da gravidade.

A professora, então, chamou a atenção dos alunos para si. Utilizando o conhecimento da Física, fez dois esboços no quadro, um para o movimento vertical e outro para o movimento oblíquo, com o intuito de mostrar por que e como a descrição do objeto/corpo de suas respectivas modalidades direcionavam para o movimento oblíquo.

Assim, os questionamentos a respeito do objetivo proposto foram se consolidando a partir dos dados coletados. Alguns alunos utilizaram também o quadro para fazer suas estimativas e suposições aproveitando as anotações da professora.

Ao final da aula, os alunos começaram a construir um modelo algébrico representando a situação criada ou o questionamento elaborado por meio do suporte da Física. Como o tempo da aula não foi suficiente para concluí-los, a professora pediu que continuassem no próximo encontro.

No quinto encontro, que aconteceu na semana seguinte, os alunos já se posicionaram, organizados em seus respectivos grupos, em frente a um computador.

O grupo responsável pelo esporte basquetebol foi o primeiro a indagar a professora

se estavam no caminho certo. Mostraram um esboço gráfico, representando uma situação criada por eles, em que a bola descrevia um movimento parabólico.

Nesse desenho, informaram os dados pesquisados necessários para uma situação hipotética, como ângulo da bola, altura do jogador e da cesta, distância entre esses dois. Buscavam correlacionar com as teorias Físicas iniciadas no encontro anterior.

No decorrer do encontro, a professora era requisitada a todo momento pelos grupos que a consultavam buscando aprovação ou não sobre seus modelos. Como haviam fundamentado seus achados na Física, cinco dos sete grupos (os dois grupos da modalidade futebol, o grupo de voleibol, de basquetebol e o de salto em piscina) conseguiram encontrar um modelo quadrático a partir de modelos físicos.

O grupo 4 (G4 – vôlei) foi instruído pela professora a utilizar a planilha eletrônica, a fim de descrever a situação proposta por eles e tentar obter um modelo algébrico que a representasse, pois, diferentemente dos outros, esse grupo não conseguiu informação sobre a velocidade estimada ou o ângulo de sacada, por exemplo.

Assim, primeiramente, desenharam uma tabela, na planilha eletrônica, que relacionava altura e espaço percorrido, isto é, três pares ordenados (altura e posição do sacador, altura máxima da bola e sua posição, altura e posição do líbero) encontrados a partir das dimensões da quadra de vôlei.

Posteriormente, escolheram o gráfico de dispersão, tipo mais apropriado, haja vista que queriam uma curva. Adicionaram linha de tendência polinomial de ordem dois, pois queriam descrever uma curva quadrática.

Os alunos responsáveis pela modalidade do arremesso de peso, não organizaram os dados conforme solicitado pela professora, assim como não elaboraram uma questão-problema relativa a essa modalidade e nem propuseram uma situação hipotética, apesar das constantes orientações.

Assim como o grupo do salto vertical não conseguiu encontrar um modelo representativo dessa modalidade, apesar das inúmeras tentativas e suposições feitas, bem como das orientações da professora

No documento PPGEM SILVANA COSTA SILVA O (páginas 111-115)