Figura 28: Fluxo de caixa projetado x realizado Fonte: Dados primários
Figura 29: Fluxo de caixa projetado x realizado Fonte: Dados primários
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este trabalho de conclusão de estágio teve como principal objetivo implantar um fluxo de caixa na empresa Mauricio Socas Doin Vieira – ME / Pescaça, pois a empresa não possui um controle específico para seus ingressos e desembolsos. Para que fosse possível atingir o objetivo geral, alguns objetivos específicos foram formulados,, como:
avaliar os procedimentos atuais da empresa, identificar os itens que compõem o fluxo de caixa, avaliar os impactos da implantação ao fluxo e desenvolver o fluxo de caixa.
Os procedimentos utilizados pela empresa para os controles financeiros, são apenas planilhas no Excel, pois a empresa não possui nenhum programa de gestão financeira.
As planilhas pesquisadas eram de difícil entendimento, tornando assim, o processo inicial de avaliação complicado e lento, porém após alguns contatos realizados com o responsável financeiro da loja, foi possível elaborar uma nova ferramenta de trabalho que facilite e atenda totalmente as necessidades da empresa no levantamento de dados para análises futuras.
Após a criação das novas planilhas de trabalho, facilitou a realização do segundo objetivo específico, a identificação dos itens que compõem o fluxo de caixa. Desta forma, foi possível verificar as maiores dificuldades da empresa em relação aos desembolsos, que através dos gráficos verifica-se que grande parte dos gastos da empresa são as despesas realizadas com fornecedores, concluindo-se assim, que o principal problema da empresa, está relacionado à administração na compra de seus produtos para revenda.
O fluxo de caixa é uma ferramenta de extrema importância para as empresas, pois auxilia seus gestores nas tomadas de decisões permitindo assim, que os mesmos escolham o caminho adequado a seguir, para que a empresa consiga suprir as suas despesas, e também prever com antecedência as medidas a serem tomadas, para a empresa alcance os seus objetivos.
Foi desenvolvida então, uma proposta de um fluxo de caixa simples para Pescaça, porém o processo de projeção torna-se mais difícil por 95% das vendas serem realizadas à vista, assim a empresa torna-se totalmente dependente das vendas do mês para poder cumprir com suas obrigações, dificultando a criação de uma projeção de
fluxo de caixa, mas, mesmo com esta dificuldade a ferramenta mostrou para ao proprietário que deve haver um controle de todas as entradas e saídas, pois irá indicar quais melhorias à empresa necessita para prosperar em seu mercado.
Após a análise de todo o processo da empresa Pescaça, foi possível relacionar algumas sugestões de melhorias, como: atualizar as planilhas financeiras diariamente, ao implantar um sistema de gestão financeira, melhorar o processo de compra de seus materiais, investir em publicidade e ter um controle de estoque.
Com a realização do trabalho, a empresa poderá ter uma melhor percepção dos ingressos e desembolsos que ocorrem na empresa, além disso, deixará o setor financeiro mais claro, com planilhas mais simples, e controles rígidos, percebendo-se a importância da ferramenta do fluxo de caixa no auxilio à tomada de decisão.
REFERÊNCIAS
ASSAF NETO, A. Finanças corporativas e valor. São Paulo: Atlas, 2003.
ASSAF NETO, A.; SILVA, C. A. T. Administração do capital de giro. 2 ed. São Paulo: Atlas, 1997.
______. Administração do capital de giro. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2002.
BARROS, A.J..P.; LEHFELD, N.A.S. Fundamentos de metodologia: um guia para a iniciação cientifica. São Paulo: McGraw-Hill, 1986.
BODIE, Z.; KANE, A.; MARCUS, A.J. Fundamentos de investimentos. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
BODIE, Z.; MERTON, R.C. Finanças. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
BORNIA, A.C. Análise gerencial de custos: Aplicação em empresas modernas. Porto Alegre: Artmed, 2002.
BRAGA, R. Fundamentos e técnicas de administração financeira. São Paulo: Atlas, 1989.
BRIGHAM, E. F. Administração financeira: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 2001.
______. Fundamentos da moderna administração financeira. Rio de Janeiro:
Campus, 2000.
BRIGHAM, E. F.; HOUSTON, J. F. Fundamentos da moderna administração financeira. 5. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999.
CAMPIGLIA, A.O.; CAMPIGLIA, O.R.P. Controles de gestão: controladoria financeira das empresas. São Paulo: Atlas, 1995.
CAMPOS FILHO, A. Demonstração dos fluxos de caixa: uma ferramenta indispensável para administrar sua empresa. São Paulo: Atlas, 1999.
CHERRY, R.T. Introdução a administração financeira. 2. Ed. São Paulo: Atlas, 1999.
DAMODARAN, A. Finanças corporativas: teoria e prática. 2. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2000.
DORNELAS, J.C.A. Empreendedorismo: transformando idéias em negócios. Rio de Janeiro: Campus, 2001.
FIGUEIREDO, S.; GAGGIANO, P. C. Controladoria: teoria e prática. São Paulo:
Atlas, 1992.
FREZATTI, F. Gestão do fluxo de caixa diário: como dispor de um instrumento fundamental para o gerenciamento do negócio. São Paulo: Atlas, 1997.
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
______. Métodos e técnicas de pesquisa social. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1994.
GITMAN, L. Princípios de administração financeira. 7 ed. São Paulo: Harbra, 1997.
GROPPELLI, A.A.; NIKBAKHT, E. Administração financeira. 3 ed. São Paulo:
Saraiva, 1999.
HOJI, M. Administração financeira uma abordagem prática: matemática financeira aplicada, estratégias financeiras, análise, planejamento e controle. 2. ed. São Paulo:
Atlas, 2000.
______. Administração financeira uma abordagem prática: matemática financeira aplicada, estratégias financeiras, análise, planejamento e controle. 5. ed. São Paulo:
Atlas, 2004.
______. Administração financeira uma abordagem prática: matemática financeira aplicada, estratégias financeiras, análise, planejamento e controle. 6. ed. São Paulo:
Atlas, 2007.
LEMES JUNIOR, A. B. Administração financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras. Rio de Janeiro: Campus, 2002.
LONGENECKER, G. J.; MOORE, C. W.; PETTY, J. W. Administração de pequenas empresas. São Paulo: Makron Books 1997.
LONGO, L. Modelos contábeis para o gerenciamento das micro-empresas e as empresas de pequeno porte. Revista do CRCPR, Curitiba, ano 26, n. 129, p.44-54 2001.
IUDÍCIBUS, S.; MARION, J. C. Introdução a teoria da contabilidade: para o nível de graduação. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
MATARAZZO, D. C. Análise financeira de balanços: abordagem básica e gerencial.
6. ed. São Paulo: Atlas, 2006.
MOSIMANN, P.C. Controladoria: seu papel na administração de empresas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
PADOVEZE, Clóvis Luís. Controladoria básica. 2. ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2004.
RICHARDSON, R.J.; PERES, J.A.S. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. Ed. São Paulo: Atlas, 1999.
ROSS, S.A.; WESTERFIELD, R. W.; JORDAN, B. D. Princípios de administração financeira: essentials of corporate finance. São Paulo: Atlas, 1998.
SANVICENTE, A. Z. Administração financeira. 2 ed. São Paulo: Atlas, 1983.
______. Administração financeira. 3 ed. São Paulo: Atlas, 1997.
SILVA, J.P. Gestão e análise de risco de crédito. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2000.
VERGARA, S.C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
ZDANOWICZ, J.E. Planejamento financeiro & orçamento. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 1995.
______. Fluxo de caixa: uma decisão de planejamento e controle financeiro. 7. ed.
Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 1998.
______. Fluxo de caixa: uma decisão de planejamento e controle financeiro. 8. ed.
Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2000.
______. Fluxo de caixa: uma decisão de planejamento e controle financeiro. 10. ed.
Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2004.