Este trabalho de estágio foi realizado na empresa Maurício Socas Doin Vieira – Me (Pescaça), e teve como objetivo implementar um fluxo de caixa na empresa. É por esta razão que surgiu o interesse no desenvolvimento e implementação de um fluxo de caixa na empresa Pescaça.
OBJETIVO
Objetivo Geral
Objetivos Específicos
JUSTIFICATIVA
Propor um modelo de fluxo de caixa para a empresa Maurício Socas Doin Vieira – ME/Pescaça. Assim, a preparação e implementação de um fluxo de caixa é considerada de grande importância para a Loja Pescaça, pois deverá ajudar a avaliar vários aspectos da posição financeira da empresa, além de permitir planear e identificar possíveis investimentos.
APRESENTAÇÃO GERAL DO TRABALHO
Com a liquidez será possível saber quanto está a entrada e saída de recursos, e assim será possível diagnosticar possível excesso ou falta de recursos líquidos e assim tomar medidas corretivas. Para a universidade, esta pesquisa não será a primeira sobre o tema proposto, mas fornece uma nova visão para que outros acadêmicos desenvolvam ou mesmo continuem seu desenvolvimento em termos de análise de fluxo de caixa e processos de implementação.
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
Funções e Objetivos da Administração Financeira
Além de outras áreas administrativas, a administração financeira também tem funções a desempenhar, que podem incluir ênfase em: formulação de estratégias, análise e planejamento financeiro. Do ponto de vista de Gitman (1997), a gestão financeira visa tornar visíveis as responsabilidades do gestor financeiro na empresa.
A Função do Administrador Financeiro
Tomada de decisão de investimento: diz respeito à alocação de recursos financeiros para investimento em ativos operacionais (operacionais) e não operacionais (ativos permanentes e de longo prazo), levando em consideração a adequada relação de risco e retorno do capital investido; Decisões de financiamento: são tomadas para obter recursos financeiros para financiar ativos operacionais e não operacionais, levando em consideração a combinação adequada de financiamentos de curto e longo prazo e a estrutura de capital.
PLANEJAMENTO FINANCEIRO
Planejamento Financeiro de Longo Prazo
Segundo Figueiredo e Caggiano (1992, p. 56) “o planejamento de longo prazo não é uma técnica simples, nem é apenas uma área de responsabilidade gerencial. Nesse sentido, Brigham (2001, p. na Tabela 1 abaixo) expõe as etapas que, em sua opinião, fazem parte do processo de planejamento de longo prazo.
Planejamento Financeiro de Curto Prazo
No entendimento de Ross, Westerfield e Jordan (1998, p. 348), “o orçamento de caixa é uma ferramenta básica para o planejamento financeiro de curto prazo. Mais importante, porém, é o facto de o orçamento de caixa ajudar o gestor a examinar a necessidade de financiamento a curto prazo.
ADMINISTRAÇÃO DE CAIXA
Administração de contas a pagar
Nas palavras de Gitman (1997, p. 627) “as contas a pagar representam a principal fonte de financiamento sem garantia de curto prazo, permitindo à empresa beneficiar de descontos financeiros em caso de pré-pagamentos”. Longenecker, Moore e Petty (1997, p.572) afirmam que “embora as contas a pagar sejam obrigações legais, elas podem ser pagas em prazos diferentes ou mesmo renegociadas em alguns casos”. É claro que tanto as contas a pagar quanto as contas a pagar são obrigações assumidas pela empresa, que devem ser resolvidas no curto prazo.
A gestão destas contas está intimamente relacionada com o fluxo de caixa da empresa e representa uma fonte de financiamento para manter as atividades operacionais, que devem buscar o equilíbrio com os devedores para não incorrer na falta de credibilidade junto aos fornecedores de serviços e bens.
Administração de contas a receber
Segundo Brigham e Houston (1999, p. 581) “é importante ter um sistema de monitorização para controlar as contas a receber porque sem este sistema as contas a receber atingirão níveis excessivamente elevados, os fluxos de caixa diminuirão e as dívidas incobráveis destruirão os lucros que serão absorvidos. gerado pelas vendas.” Para manter seu contas a receber em dia e assim não gerar problemas futuros no fluxo de caixa da empresa, é necessário que a empresa tenha uma política de crédito e uma política de cobrança bem definidas. Brigham e Houston (1999, p. 589): “A política de cobrança é o procedimento que a empresa segue para obter o pagamento das contas a receber.”
Para que o administrador financeiro consiga acompanhar o crescimento ou a queda das entradas e saídas de caixa em determinado período e assim conseguir prever as medidas que devem ser tomadas para cumprir as obrigações financeiras da empresa, o fluxo de caixa se tornará um instrumento financeiro que é essencial para o cumprimento destas obrigações. metas.
FLUXO DE CAIXA
- Objetivos do fluxo de caixa
- Transações que afetam o caixa
- Transações que não afetam o caixa
- Implantação do fluxo de caixa
- Elaboração do fluxo de caixa
- Modelo de fluxo de caixa
O fluxo de caixa é um diagrama que representa as entradas e saídas de caixa ao longo do tempo. Num fluxo de caixa deve haver pelo menos uma entrada e uma saída ou vice-versa. De forma simplista, a preparação dos fluxos de caixa é processada pela comparação das demonstrações contábeis e de final de período.
Na elaboração do fluxo de caixa devem ser detalhados todos os valores a serem recebidos e pagos pela empresa.
GESTÃO DE FLUXO DE CAIXA
Planejamento e controle do fluxo de caixa
Assaf Neto e Silva (2007, p. 39) destaca o fluxo de caixa como um instrumento que possibilita o planejamento e o controle dos recursos financeiros de uma empresa. No conceito de Zdanowicz (2000, p. 125), o planejamento do fluxo de caixa na empresa consiste na implementação de uma estrutura de informações útil, prática e econômica. Os saques feitos apenas no final do mês tornam-se desgastantes e atrasam a criação do novo fluxo de caixa da empresa.
Por fim, Zdanowicz (2000, p. 127) afirma que o período abrangido pelo planejamento e controle do fluxo de caixa depende do porte e do ramo de atuação da empresa.
ANÁLISE DE INVESTIMENTO
Análise Horizontal
A análise horizontal consiste na comparação de valores de uma mesma conta ou grupo de contas, em exercícios diferentes. Segundo Hoji (2000, p. 273), “a análise horizontal visa evidenciar a evolução dos itens das demonstrações financeiras, por período”. No mesmo sentido, mas de forma mais abrangente, Matarazzo (2006, p. 245) enfatiza que “a análise horizontal baseia-se na evolução de cada conta de uma série de demonstrações financeiras em relação à conta anterior”.
O mesmo autor refere ainda que “a evolução de cada conta mostra os caminhos que a empresa percorreu e possíveis tendências”.
Análise Vertical
O estudo em questão foi realizado por meio de pesquisa bibliográfica e documental entre janeiro e maio de 2010 na empresa Maurício Socas Doin Vieira – Me/Pescaça, localizada no bairro de Estreito, Florianópolis/SC. Segundo Gil (1994, pp. 65-66), a pesquisa bibliográfica é “desenvolvida a partir de material pronto, constituído principalmente por livros e artigos científicos”. Após a coleta de dados, foram elaborados relatórios com as informações financeiras obtidas pela empresa, com o objetivo de elaborar o fluxo de caixa proposto.
Por fim, foi realizada análise vertical e horizontal dos dados para análise do fluxo de caixa.
CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA
Fulvio Aducci, 834 – Estreito – Florianópolis/SC, além do atendimento, a qualidade e variedade dos produtos são seus pontos positivos, mas também há aspectos negativos como a falta de espaço físico para armazenamento e exposição dos produtos e a falta de estacionamento, que pretende mesmo resolver com a abertura do Beira Mar Continental, que o sr.
COMPOSIÇÃO DOS INGRESSOS
Ingressos por forma de pagamento
Conforme mostra a Figura 8, a maioria dos ingressos é vendida através de vendas à vista, representando 95% e apenas 5% através de vendas a crédito do total. O fato de a maior parte das vendas da Pescaça ser à vista facilita a negociação e aquisição de materiais de reposição junto aos fornecedores. Como o nível de vendas é basicamente o mesmo todos os anos, segundo o proprietário da Pescaça, é possível planear a compra de materiais para abastecimento nos meses de maior venda (dezembro e janeiro).
O fato de 95% das vendas serem feitas à vista facilita ainda mais a reposição de estoques e o pagamento de custos, além do risco de inadimplência.
Ingressos por setor
Embora a maior parte dos pagamentos seja feita em dinheiro, há grandes oscilações no faturamento durante o ano, conforme mostra a Figura 10. Se analisarmos a Figura 10, é possível identificar o período que gerou a maior entrada de recursos para a empresa. que foi R no mês de dezembro, que representou 16,7% do volume de negócios de todo o ano, isto se deve ao início das férias de verão. Percebe-se que o gráfico apresenta dados de maio a dezembro de 2009, isso se deve ao fato de nos meses anteriores a empresa não dividir a receita recebida por setor.
Vê-se claramente que o sector que representa maior rendimento é a pesca e que existe uma certa estabilidade das vendas mensais neste sector, o pico de vendas é atingido apenas nos meses de Dezembro e Janeiro, como já foi explicado devido ao Férias de Natal no verão.
COMPOSIÇÃO DOS DESEMBOLSOS
- Desembolsos Administrativos
- Desembolsos com vendas
- Desembolsos com pessoal
- Desembolsos com Fornecedores
- Desembolsos tributários
- Desembolsos Financeiros
Os desembolsos de vendas consistem em custos de comissões, frete, publicidade e devoluções, conforme será mostrado na Figura 15, um percentual comparativo de cada um dos itens mencionados. A rubrica despesas com pessoal inclui salários, trabalhadores, vale alimentação, vale transporte, FGTS, INSS e sindicato. Pelas contas apresentadas, percebe-se que em termos de despesas com pessoal, os salários foram os que mais se destacaram com 62% das saídas, seguidos de pró-trabalho com 20%, vale-alimentação com 7%, INSS com 4%. , vale-transporte e FGTS correspondem cada um a 3% e por fim o sindicato apenas 1%.
A Figura 24 mostra os payouts da empresa, que são o percentual e a representatividade no total de cada área.
INGRESSOS X DESEMBOLSOS
Observando a figura 24, fica evidente a predominância dos gastos com fornecedores, representando 76% de todos os desembolsos da empresa. Analisando a figura 26, verifica-se que em alguns meses o nível de desembolsos é superior ao de receitas, nos meses de Fevereiro, Março, Junho, Agosto, Setembro e Novembro, mas devido a outros meses no final do estudo. período, a empresa permaneceu com saldo positivo de R$ 17.394,64. O que é preciso é uma melhoria na administração das receitas e dos desembolsos por ela gerados, principalmente em relação à compra de materiais para revenda.
Portanto, seria interessante criar uma parceria com fornecedores, para negociar preços, condições de pagamento, entrega, etc., além de criar um controle rigoroso de entradas e saídas e materiais, o que reduziria o risco de perdas ou compras desnecessárias. Produtos.
FLUXO DE CAIXA REALIZADO X PROJETADO
O objetivo principal desta realização de estágio foi introduzir o fluxo de caixa na Mauricio Socas Doin Vieira – ME/Pescaça, pois a empresa não possui controle específico sobre suas receitas e desembolsos. Após a criação de novas planilhas, facilitou o alcance de outro objetivo específico, a identificação dos itens que compõem o fluxo de caixa. Ao realizar o trabalho, a empresa perceberá melhor as entradas e desembolsos que ocorrem na empresa, além de tornar o setor financeiro mais transparente, com planilhas mais simples e controles rígidos, ciente da importância de uma ferramenta para o fluxo de dinheiro para ajudar na tomada de decisões.
Gestão diária do fluxo de caixa: como obter uma ferramenta fundamental de gestão empresarial.