O ambiente escolar precisa satisfazer, não só para as questões teóricas ou cientificas dos
conteúdos didáticos. É preciso satisfazer as necessidades emocionais de forma a desenvolver uma
sensibilidade, que será muito bem vida para a construção de vínculos sociais e afetivos, onde todo e
qualquer indivíduo tem necessidades especificas. Na visão de Freire (2003) a desumanização do
sujeito é um grave problema, que requer uma atenção especial, frente ao diferentes contextos da
realidade em que estamos inserido. O referido autor trata da desumanização como um processo
negativo, que tem levado o indivíduo a ruina, no sentido de descaracterizar o seres humanos como
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humano, o tornando insensível frente a inúmeras situações em que é necessário provar a nossa humanização.
Em outra oportunidade Freire (2003) explica que a humanização é um importante fundamento da vida prática cotidiana. É ainda uma forma de diálogo que é expressa no formato de encontro amoroso entre os indivíduos.Na visão de Wallon (2007) a dimensão afetiva é um aspecto que deve ser trabalhado em todo o processo de escolarização, começando pelo desenvolvimento infantil, até a terceira idade.
A formação humana, não se baseia apenas em meros conteúdos didáticos. `e preciso ampliar a visão de mundo sobre a formação humana e cientifica do sujeito. Nesse sentido Para o autor, Almeida (2008) a afetividade é o termo utilizado para identificar um domínio funcional das emoções e dos sentimentos humano e das paixões.
Para Leite (2005) as emoções apresentam função altamente relevante no desenvolvimento psíquico, e a escola tem o grande desafio de trabalhar as competências e habilidades direcionadas para o sistema emocional.
As questões relacionadas as emoções são responsáveis pela própria sobrevivência da espécie humana, e tais necessidades são detectadas desde que somos bebês.
Já para Ferreira e Acioly-Régnier (2010) a afetividade está ligada às emoções e sem a afetividade não existe as relações humanas. As emoções são fatores sociais, que estão incorporados em todas as fases da vida humana.
Wallon (2007) um dos grandes teóricos defensores da emoções aponta, que elas atinge uma dimensão incrível, que vão desde os aspectos afetivo, motor e cognitivo. Outro ponto importante é a integração dinâmica entre a afetividade e a inteligência. Desse modo família e escola, precisam está atentas para o conhecimento cientifico e para o conhecimento emocional, desde o início da vida do sujeito, ainda no ventre materno.
As fases do desenvolvimento da afetividade, são importante para formação do caráter e da personalidade do sujeito; E a escola é um lugar propicio, pra desde a fase inicial da escolarização se priorize a educação e a conscientização de nossas emoções e sentimentos. O que nos tornará muito mais fortes e muito mais preparados par aos desafios da vida dentro e fora do ambiente escolar.
Desta forma, cabe à educação em todas as suas instâncias comtemple momentos para se explorar as questões afetivas e a oportunidade para a manipulação dos sentimentos e das emoções humanas. Mahoney e Almeida (2005) afirmam que olhar para a educação humanizada exige um conjunto de ações e intervenções, onde sejam desenvolvidos a interação entre os sujeitos de forma mais abrangente, para que o contexto social, seja pouco a pouco transformado positivamente. Tratar de todo essa necessidade é algo complexo, que implica um novo modo de enxergar o indivíduo e a escola com suas particularidades e especificidades.
Infelizmente a falta de laços afetivos na escola e até mesmo nas famílias prejudicaram o desenvolvimento do aluno, fragilizando sua estrutura pessoal, psicológica e emocional, além a escolar.
Segundo Assman e Sung (2000) educar é não é apenas alfabetar através dos códigos linguísticos e códigos numéricos. Educar é fundamentalmente, criar condições para a formação do caráter, da personalidade e da boa índole. E isso, é de fundamental importância para todos independentemente da cor, da raça, do gênero ou classe social.
As experiências de aprendizagem escolar, que forma fundamentadas na educação emocional, demostraram resultados satisfatórios, pois o indivíduo que tem as competências e habilidades emocionais trabalhadas se tornar um sujeito muito mais humano, resiliente e solidário.
O fruto da educação emocional, se resumi em um trabalho de socialização, fraternidade e de
afetividade para consigo mesmo e para com o outro. Disponibilizar todas essas prioridades é de fato
uma educação burocrática e humanística.
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O mero acesso à escola, nem sempre garante que teremos uma formação humanizada, não basta ter uma aprendizagem oferecida como lição formalizada e mecânica. É preciso ir muito mais além do que isso, uma vez que “educação” é muito mais daquilo que o significado traz. Essa dimensão precisa ter um envolvimento pessoal, afetivo e profissional. Educar humanente é a transmissão da paixão pelo aprender e pelo buscar seu sentido no que é ensinado. E esse desafio começa pela família e perpetua aos professores no uso de suas atribuições legais.
E esse trabalho deve ser perpétuo, por todo o processo de escolarização. Logo, se entendia na educação tradicional, que esse processo era apenas obrigações curriculares, mas esse olhar mudou com o passar dos anos, e hoje sabe-se da necessidade de se estimular a afetividade, o carinho e o aconchego entre todas as pessoas envolvidas no processo estudantil. E mais os 3 principais benefícios da educação emocional se manifesta por meio da melhoria no rendimento escolar, uma das principais dificuldades dos educadores no tempos presentes; Melhor relacionamento intrapessoal, uma dificuldade muito comum, que tem levado muitos ao isolamento e por último a importante habilidade de criar relacionamentos interpessoais.
Afetividade na escola é um processo de suma importância. Galvão (2009) salienta a importância da atmosfera escolar alicerçada na base da amizade, da confiança e do afeto. E o desafio da escola na atualidade é construir um clima favorável de interações, conquistas e de reciprocidade para o aprendizado amplo e significativo do aluno.
Segundo Mahoney e Almeida (2005) o termo afetividade tem sido uma grande necessidade da sociedade capitalista e egoísta em que estamos inseridos, sendo um grande desafio lidar com todos esses obstáculos. O autor refere-se ao termo afetividade como a capacidade de se dispor a outros seres humanos com um olhar fraterno e amoroso, o que tornaria um mundo muito melhor e mais digno para todos.
Neste sentido desenvolver o afeto nos indivíduos é um desafio a ser todos os dias encarados e trabalhados. Iniciativas pedagógicas como projetos didáticos para esse fins é de estrema importância para prática docente cotidiana, muito mais prazerosa e humana e compensadora a curto e longo prazo, não só para nossa comunidade para a sociedade global.
No contexto escolar, ainda encontramos o professor tradicional, mecanizado e desacreditado das teorias e filosofias de uma educação humanizada, onde os mesmos são resistentes e não querem se desprenda das velhas concepções, das velhas tradições e das velhas visões de um ensino que visava só a construção de teorias científicas.
A busca por novos horizontes, que contribuam não só para o conhecimento cientifico, é imprescindível, para que as relações humanas, seja consolidadas dentro do diálogo, do afeto, da amizade e da confiança.
A postura de um profissional humanizador é aquele que enxerga em todo e qualquer ser humano a possibilidade de desenvolver a percepção, a sensibilidade aos interesses coletivos, o pensamento positivo e modo de sentir o mundo com um olhar otimista. E todos os indivíduos nascem com essas sementes tão peculiares e importantes, precisando apenas de adubar, cuidar e regar para que a mesma cresça e se fortaleça. E para melhor fundamentar tudo isso Alves (1994) explica que o ato de educar tem uma relação direta com a sedução e com o convencimento, pois a palavra pronunciada tem um poder incrível aos ouvidos do ser humano.
Quando o processo educacional é mediatizado pela a afetividade construída entre professores alunos e a família e os demais que diretamente ou indiretamente são responsáveis por esse processo, a aprendizagem acontece de forma facilitadora, e tal aprendizagem é muito mais ampla e significativa. Desse modo o desenvolvimento infantil, não pode ser construído apenas encima de formulas, regras ou de relacionamento superficiais e frios. É preciso atentar ´para o fator essencial da formação humanizada, que é as emoções.
Afetividade quando é inclusa sob viés educativo, a educação se torna mais significativa e
transformadora. Por que no momento em que trabalhamos uma disciplina X ou Y não são apenas
No documento
CONGRESSO DE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO SOCIAL
(páginas 197-200)