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SUPERIOR NO ESTADO DE GOIÁS

No documento Educação e Diversidade (páginas 59-80)

uma abordagem a partir da Quarta Região da Universidade Estadual de Goiás

Ana Cláudia Vieira Braga1 Francisco Darci Feitosa2 Railson Soares Cardoso3

Introdução

O presente artigo é originário da realização da pesquisa intitulada Interdisciplinaridade e Educação Superior no Estado de Goiás: uma abordagem a partir da quarta região da Universidade Estadual de Goiás, que tem como questão central investigar o domínio dos gestores-professores sobre interdisciplinaridade em níveis epistemológico, metodológico e técnico e, caso implementem um projeto de docência interdisciplinar, como o concretizam em

1 Doutoranda em Educação e Tecnologias- Universidade de Brasília-UnB(2019), mestra em tradução pela UnB(2013), especialista em Gestão e Administração Escolar (1994), licenciada em Pedagogia (1997), licenciada em Letras/Latim (1998), licenciada em língua francesa pela Aliança Francesa de Brasília (2003). É professora aposentada da Secretaria de Educação do Distrito Federal. Membro pesquisadora do Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Educação, Gestão e Cultura Regional -GEGC- UEG e do grupo ÁBACO- UnB. Tem experiência na área de Educação, ensino de língua portuguesa, língua estrangeira, formação de professores, edu- cação superior e revisão textual.

2 Mestrando em Educação, Gestão e Tecnologias na Universidade Estadual do Goiás – UEG (2020), especialista em Cenários e Modalidades de Educação à Distância da faculdade Metro- politana (2020). Graduado em Pedagogia pela UEG - Campus Luziânia– GO (2014). Presidente da instituição filantrópica Centro Ecumênico Universalista Nossa Senhora Aparecida (CNSA), entidade de natureza assistencial e educacional atuante no Distrito do Jardim do Ingá, Luziâ- nia - GO. Membro pesquisador do Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Educação, Gestão e Cultura Regional- GEGC. Tem experiência na área de Educação nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e no ensino de língua estrangeira. E-mail: [email protected]

3 Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual de Goiás- UEG (2014), Especia- lização em Docência e Gestão do Ensino Superior pela Universidade Estadual de Goiás- UEG, Mestre em Educação Linguagem e Tecnologias UEG - Campus Anápolis de Ciências Socioeco- nômicas e Humanas, pelo Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Educação, Lingua- gem e Tecnologias (PPG-IELT-2020). Atualmente é vice-líder do Grupo de Pesquisa Interdisci- plinar em Educação, Gestão e Cultura Regional – GEGC, sob a liderança do professor Dr. Jorge Manoel Adão. Tem experiência na área de Educação cursos de Pedagogia e Complementação Pedagógica, Educação Infantil, e com Educação Especial, ainda como participação de bancas de defesa de graduação e editor de revista acadêmica.

seu cotidiano acadêmico. O objetivo específico dessa pesquisa é fazer uma investigação científica sobre a conjuntura atual e os desafios da implementação de uma educação superior interdisciplinar no Estado de Goiás (GO); e, especificamente, realizar um estudo a partir da Quarta Região da Universidade Estadual de Estadual – UEG que era constituída, na época da pesquisa, pelos campi4 presentes nos municípios de Campos Belos, Formosa, Luziânia e Posse.

Como objetivos específicos, buscamos refletir sobre a relevância de uma abordagem gnosiológica, metodológica e técnica interdisciplinar no cotidiano do processo de ensino e aprendizagem na Educação Superior, pesquisar sobre a presença e desafios da interdisciplinaridade na Educação Superior a partir da Quarta Região da Universidade Estadual de Goiás e diagnosticar, arrolar e analisar práticas interdisciplinares presentes na Quarta Região da Universidade Estadual de Goiás.

Temos como premissa que a Educação Superior brasileira possui como primeira etapa a Graduação, cuja duração depende de cada curso escolhido, das normas institucionais e dos órgãos reguladores. A Graduação “[...] confere grau e diploma que pode ser de bacharel (formação técnica), licenciado (formação pedagógica que permite ao graduado exercer o magistério) ou ambos”

(FERRAREZI JR., 2011, p. 14).

A estatística a respeito do Ensino Superior em nível de contexto atual, conforme Portal Brasil (2015, s/p) demonstra que:

Em 2004, a parcela de jovens de 18 a 24 anos no Ensino Superior era de 32,9% e cresceu para 58,5% em 2014. Do total de estudantes na faixa entre 18 e 24 anos, parcela de 32,9% frequentava o Ensino Superior em 2004. Em 2014, dos estudantes dessa mesma faixa etária, 58,5% estavam na faculdade. É um salto de mais de 25 pontos porcentuais.

4 Com a reforma administrativa da UEG de 2018 os campi foram reclassificados como Unidades Universitárias (UnU).

No Estado do Goiás5 (GO), conforme o Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior - SEMESP (2015, p. 132), temos o seguinte quadro:

[...] Em 2013, na rede privada houve um aumento de 5,7%

nas matrículas, atingindo a marca de 145 mil matrículas, contra 137 mil do ano anterior. Na rede pública, ocorreu crescimento de 3%, totalizando 58 mil matrículas, contra 57 mil em 2012 [...].

Em nível de conceitos, lembramos que o termo educação - em grego antigo: παιδεία “Paidéia” – em geral, é a transmissão e o aprendizado das técnicas culturais, que são as técnicas de uso, produção e comportamento, com as quais um grupo de pessoas é capaz de: satisfazer suas necessidades, proteger-se e trabalhar em conjunto (Abbagnano, 1999). Para Winch e Gingell (2007)6, essa expressão – oriunda do latim educere (conduzir ou treinar), e educare (treinar ou nutrir, alimentar) – enfatiza dois aspectos para o significado de educação:

[...] a ‘educação’ envolve a aquisição de um corpo de conhecimento e uma massa de compreensão que ultrapassam a mera habilidade, o saber-fazer ou a coleta de informação [...]. O mundo dentro do qual são iniciadas todas as pessoas submetidas ao processo de educação tem no âmago a cognição (id. ib., p. 80).

5 Conforme o SEMESP (2015, p. 132), “o Estado de Goiás tem uma população estimada em 6,5 milhões e é formado por cinco mesorregiões (totalizando 246 municípios). Concentra em suas 83 instituições de ensino superior, 3,3% das matrículas em cursos presenciais, sendo que a mesorregião Centro Goiano foi responsável por mais de 150 mil matrículas (75%) [...]”.

6 Esses autores, Winch e Gingell (2007) distinguem, como verbetes, vários tipos de educação:

educação compensatória (compensatory education); educação em saúde (healthe ducation);

educação especial/incapacidades de aprendizagem (speciale ducation/learning disabilities);

educação espiritual (spiritual education); educação estética/artística (aesthetic/artistic education); educação física (physical education); educação moral (moral education); educação prática (pratical education); educação religiosa (religiouse ducation – RE); educação sexual (sex education); e, educação superior (higher education).

E, com relação à interdisciplinaridade7, Japiassú e Marcondes (2001, p. 107) explicitam que a mesma:

[...] é um método de pesquisa e de ensino suscetível de fazer com que duas ou mais disciplinas interajam entre si.

Esta interação pode ir da simples comunicação das ideias até a integração mútua dos conceitos, da epistemologia, da terminologia, da metodologia, dos procedimentos, dos dados e da organização da pesquisa [...].

No debate sobre “O futuro das universidades” (IEAUSP, 2015, p, 04), entre reitores e ex-reitores reunidos, algumas das conclusões apontadas:

[...] indicam que as universidades do futuro serão variadas em suas ênfases de atuação, com algumas mais dedicadas ao ensino e outras, mais à pesquisa. A interdisciplinaridade será o paradigma de ensino e pesquisa. Os professores não serão transmissores de conhecimento, mas tutores a orientar os estudantes no aprendizado. O uso das tecnologias de informação e comunicação será intenso. Haverá maior dedicação aos inúmeros problemas enfrentados pela sociedade.

Como abordagem teórica, enfatizamos algumas questões e fundamentos epistemológicos. Em nível histórico, há mais de vinte anos Japiassu (1994) já refletia sobre esta temática enfatizando que:

[...] o trabalho interdisciplinar propriamente dito supõe uma interação das disciplinas, uma interpenetração ou

7 Juntamente com a interdisciplinaridade, há também os conceitos de multidisciplinaridade, pluridisciplinaridade e transdisciplinaridade. Conforme Farias e Sonaglio (2013, p. 02), entre os vários conceitos, “a multidisciplinaridade é o conjunto de disciplinas a serem trabalhadas simultaneamente, sem fazer aparecer às relações que possam existir entre elas, destinando-se a um sistema de um só nível e de objetivos únicos, sem nenhuma cooperação [...]”. “A pluridisciplinar idade diz respeito ao estudo de um objeto de uma única e mesma disciplina efetuada por diversas disciplinas ao mesmo tempo [...]” (id. ib., p. 03). E, para estas autoras, citando Carlos (1995), “[...] a transdisciplinaridade é uma proposta relativamente recente no campo epistemológico e representa um nível de integração disciplinar além da interdisciplinaridade [...]” (id. ib., p. 08).

interfecundação, indo desde a simples comunicação das ideias até a integração mútua dos conceitos e dos contatos interdisciplinares, da epistemologia e da metodologia, dos procedimentos dos dados e da organização da pesquisa (id.

ib., p. 02).

Pires (2002, p.176), refletindo sobre interdisciplinaridade e multidisciplinaridade, vai afirmar que esta última, em relação à práxis:

[...] parece esgotar-se nas tentativas de trabalho conjunto, pelos professores, entre as disciplinas em que cada uma trata de temas comuns sob sua própria ótica, articulado, algumas vezes bibliografia, bibliografia, técnicas de ensino e procedimentos de avaliação [...].

Fazenda e Godoy (2014), já no prefácio de sua obra - Interdisciplinaridade: pensar, pesquisar e intervir - enfatizam que muitos não entendem o significado de interdisciplinaridade bem como de pesquisar e refletir sobre a prática interdisciplinar. Assim, esses autores destacam que “este é, a meu ver, o manifesto desta obra, tecida a tantas mãos: deslocar os docentes/pesquisadores de seu patamar disciplinar soberano para a efetivação de uma complacente autonomia” (id. ib., p. 15).

No texto intitulado “Grupos interdisciplinares de pesquisa:

uma análise do discurso”, Orrico, Gómez e Oliveira (2006) salientam que, atualmente, percebe-se o desenvolvimento de metodologias interdisciplinares “[...] que têm contribuído para o sucesso das pesquisas e do ensino das ciências humanas [...]” (id. ib., p. 279).

Para pesquisarmos sobre a interdisciplinaridade optamos pela abordagem qualitativa que, segundo Severino (2008), é preferível falar em abordagem qualitativa, pois assim podemos aferir a um conjunto de metodologias e podemos também envolver várias referências teóricas, haja vista a natureza do objeto investigado, a respeito da qual Severino afirma que:

A pesquisa etnográfica visa compreender, na sua cotidianidade, os processos do dia-a-dia em suas diversas modalidades. Trata-se de um mergulho no microssocial, olhando com uma lente de aumento. Aplica métodos e técnicas compatíveis com a abordagem qualitativa.

Utiliza-se do método etnográfico, descritivo por excelência (SEVERINO, 2008, p. 119).

Bogdan e Biklen (1994), ao abordarem a investigação qualitativa em educação, explicitam que nesse tipo de investigação:

[...] As questões a investigar não se estabelecem mediante a operacionalização de variáveis, sendo, outrossim, formuladas com o objectivo de investigar os fenômenos em toda a sua complexidade e em contexto natural. Ainda que os indivíduos que fazem investigação qualitativa possam vir a seleccionar questões específicas à medida que recolhem os dados, a abordagem à investigação não é feita com o objetivo de responder a questões prévias ou de testar hipótese. Privilegiam, essencialmente, a compreensão dos comportamentos a partir da perspectiva dos sujeitos da investigação. [...] Recolhem normalmente os dados em função de um contacto aprofundado com os indivíduos, nos seus contextos ecológicos naturais. (id. ib., p. 16).

Para Smith (1994, apud GONDIM, 2003), a pesquisa qualitativa ou hermenêutica tem presente o fato de que a experiência dos humanos está relacionada ao contexto social e cultural em que vivem, “[...] e que é difícil conceber uma linguagem nas ciências sociais que exclua este contexto, quer seja pelos valores do pesquisador, quer pelos do grupo estudado [...]”. (id. ib., p. 150).

Sobre a característica do estudo de caso, Severino (2008, p.

121) nos lembra de que aqui é uma:

pesquisa que se concentra no estudo de um caso particular, considerado representativo de um conjunto de casos análogos, por ele significativamente representativo. A coleta de dados e sua análise se dão da mesma forma que nas pesquisas de campo, em geral.

A pesquisa foi realizada por membros constituintes do Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Educação, Gestão e Cultura Regional – GEGC. Especificamente, Ana Cláudia Vieira Braga, Francisco Darci Feitosa e Railson Soares Cardoso foram à Formosa e realizaram a Pesquisa de Campo; Jorge Manoel Adão, Érica Alves Martins, Adelson Moreira Santos e Raiany Soares de Souza realizaram a Pesquisa de Campo e a Diagnose da UnU Luziânia para a Pesquisa; Maria Eneida da Silva e Vânia Lucia Oliveira Bastos foram à Posse e fizeram a Pesquisa de Campo; e Ronaldo Rodrigues da Silva, Ariane Gonçalves Pereira, Erica Alves Martins e Erika Xavier de Paula foram à Campos Belos e realizaram a Pesquisa de Campo. Foi realizada uma Diagnose Social da Pesquisa pelos seguintes membros: Ronaldo Rodrigues da Silva, Ana Cláudia Vieira Braga, Francisco Darci Feitosa e Railson Soares Cardoso.

As entrevistas envolveram os diretores, o corpo docente dos campi e os coordenadores. A entrevista semiestruturada foi escolhida por tratar-se de um instrumento flexível que colaborou para que os objetivos da pesquisa fossem satisfatoriamente ou efetivamente atingidos. Na entrevista semiestruturada priorizamos a pontualidade no foco do tema da pesquisa e como instrumento esse tipo de técnica de pesquisa apoia-se em um roteiro com perguntas principais que podem surgir por meio de outras questões inerentes às circunstâncias momentâneas à entrevista.

Para Manzini (2003), esse tipo de entrevista pode fazer emergir informações de forma mais livre e as respostas não estão condicionadas a uma padronização de alternativas. Há a necessidade de perguntas básicas e principais para atingir o objetivo da pesquisa porque isso possibilita um planejamento da coleta de informações.

Dessa forma, Manzini (2003) salienta que o roteiro serviria, então, além de coletar as informações básicas, como um meio para o pesquisador se organizar para o processo de interação com o informante. Os resultados e as discussões obtidas por meio das

diagnoses sociais dos campi visitados e das respostas às entrevistas semiestruturadas são apresentadas no próximo tópico desse artigo.

Em um primeiro momento elaboramos as diagnoses sociais de cada Unidade Universitária, com o intuito de pesquisar a ambientação estrutural da organização social, educacional e administrativa de cada UnU. Logo após analisamos as entrevistas semiestruturadas para obtermos o conjunto de dados necessários a uma análise qualitativa das informações necessárias à resposta de nossa pergunta central de pesquisa: qual é o domínio dos gestores- professores sobre interdisciplinaridade em níveis epistemológico, metodológico e técnico e, caso implementem um projeto de docência interdisciplinar, como o concretizam em seu cotidiano acadêmico?

Esse artigo está organizado em seções específicas que apresentam o Estado de Goiás, as Unidades Universitárias da quarta região da Universidade estadual de Goiás (daqui em diante UEG), a análise das entrevistas semiestruturadas e por fim a análise das discussões e resultados. Passamos, na próxima seção para a apresentação do Estado de Goiás e suas referências geográficas e sociais, seguida das diagnoses sociais das UnU da quarta região da UEG.

Estado de Goiás

Em nível conjuntural, atualmente, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE (2015), o Estado de Goiás possui seis milhões, seiscentos e dez mil, seiscentos e oitenta e um habitantes, em seus 246 municípios. Nacionalmente, Goiás ocupa as seguintes posições: (a) a 8ª maior participação na Agropecuária; (b) a 10ª no setor industrial, em 2009; (c) é o estado com o 9º maior Produto Interno Bruto – PIB do país; porém, os indicadores sociais apresentam resultados preocupantes; (d) e, em nível de analfabetismo, Goiás possui, segundo o Censo de 2010 do IBGE, 362.829 goianos na faixa etária de 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever.

Unidades Universitárias pesquisadas UnU de Campos Belos

A UnU de Campos Belos nasceu da Faculdade de Ciências Agrárias e Letras - FACAL pela Lei 12.314, de 30 de março de 1994, regulamentada pelo Decreto Governamental nº 4.235 de 25 de abril de 1994. O prédio para sediar essa faculdade foi inaugurado em 1998, em terreno doado pela Prefeitura Municipal de Campos Belos, Lei Municipal nº 651 de 1º dezembro de1997, numa área de 7.844,64 m2, situada na Rua Rui Barbosa, quadra 7, lote 33, Setor Aeroporto.

Em 1999, com a criação da Universidade Estadual de Goiás, pela lei nº 13.456, de 11 de abril de 1999, a FACAL passou a integrar as “Unidades Universitárias” desta Universidade. A Unidade Uni- versitária de Campos Belos (UnU) foi criada pela Resolução CsU nº 05/1999 do dia 10 de setembro de 1999, em reunião ordinária do Conselho Universitário realizada na cidade de Uruaçu/GO.

No ano 2000 foram implantados os cursos de Licenciatura Plena Parcelada - LPP em pedagogia, letras, geografia e matemática em parceria com as Prefeituras Municipais de São Domingos, Di- vinópolis, Monte Alegre de Goiás, Teresina de Goiás, Cavalcante, Campos Belos e Taguatinga – TO. Neste mesmo ano, foram tam- bém instaladas as primeiras turmas dos cursos regulares de Pedago- gia e Letras Português/Inglês.

De junho de 2005 a julho de 2006, realizou-se nesta UnU o curso de Pós-Graduação Lato Sensu sobre Linguística, Língua Ma- terna e Alfabetização, aprovado pela Resolução CsU nº 003/2005 de 15 de março de 2005, atendendo a trinta professores da região. E de 2005 até 2008 foram ministrados na UnU os cursos sequenciais de Gestão Pública e Gestão do Agronegócio, voltados a qualificação de gestores regionais.

Em 2006, houve a implantação do curso de Tecnologia em Agropecuária pela Resolução CsU nº 053/2005 de 7 de outubro de 2005, voltado para formação de tecnólogos, passando a Unidade a

contar com 3 (três) cursos regulares. Em 2011 esse curso foi substi- tuído pelo de Tecnologia do Agronegócio.

O Campus Campos Belos, assim denominado após a aprova- ção da Resolução CsU nº 75 de 9 de dezembro de 2014, que aprovou o Regimento Geral da Universidade é caracterizado por atender em seus 3 cursos (letras, pedagogia e tecnologia do agronegócio), uma extensa região formada por pequenos municípios da região Nor- deste de Goiás e Sudeste do Tocantins e foi novamente denominada como Unidade Universitária em 2018.

UnU de Posse

A UnU de Posse da Universidade Estadual de Goiás- UEG está localizada no município de Posse - Estado de Goiás, na Avenida Senhora Santana, QD. 08, LT. Único, Setor Santa Luzia

| CEP: 73900-000 | Posse – Goiás. Possui uma área de mais de 10.700m2 (dez mil e setecentos) metros quadrados com instalações da administração, salas de aulas, laboratórios , papelaria, cantina e um campo experimental para atividades de ensino, pesquisa e extensão do curso Superior de Tecnologia em Produção de Grãos.

A cidade de Posse é um entre meio cultural, formado por di- versas influências culturais sofridas ao longo de sua história. Lo- caliza-se numa zona de encontro e divisa entre a região Nordeste, centro-oeste e Sudeste brasileiro, bem no nordeste do Estado de Goiás. Foi ponto de concentração de emigrantes, primeiramente os nordestinos (Piauí, Pernambuco e Ceará) e baianos, logo por mi- neiros e paulistas e consecutivamente por gaúchos e catarinenses.

Hoje Posse Possui 30. 812 habitantes, para quem nasceu em Posse são chamados de Possenses.

A Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Posse (FA- CLEP) foi criada pelo Decreto Estadual nº 4.201, de 23 de março de 1994, mas teve suas atividades de fato iniciadas com a Lei Estadual nº 13.456, de 16 de abril de 1999, quando a Autarquia se tornou Unidade Universitária da UEG. À época contava com dois cursos de graduação; Licenciatura em Matemática e Tecnologia em Pro-

cessamento de Dados. O curso Tecnologia em Processamento de Dados foi aprovado pelo Decreto nº 5.181, de 13 de março de 2000, com efeito retroativo a 1999.

Em 2005, este curso foi substituído pelo de Licenciatura em Informática, conforme consta na Resolução CsU nº 28, de 23 de setembro de 2005 e que, no ano seguinte, foi novamente substitu- ído pelo curso de Sistemas de Informação, conforme estabelece a Resolução CsU nº 038, de 16 de agosto de 2006 e permanece em funcionamento até os dias atuais. No ano de 2008 o curso de Licen- ciatura em Letras foi transferido da Unidade Universitária de Caçu para a Unidade Universitária de Posse, estando em funcionamento até os dias atuais.

No ano seguinte, em 2009, foi implantado o curso de Tec- nologia em Agropecuária, sendo substituído no ano de 2012 pelo curso de Tecnologia em Produção de Grãos, que continua em fun- cionamento. Com a finalidade de atender os alunos formados no curso de Licenciatura em Letras e licenciados da Região, no ano de 2014, a UnU de Posse implantou um curso de Pós- Graduação Lato Sensu em Estudos Literários, com previsão de término em junho de 2015. Outros cursos de Pós-Graduação Lato Sensu já fo- ram oferecidas, como Pós-Graduação em Matemática, e Pós-Gra- duação em História.

O Conselho Acadêmico da UnU (CaC) é o órgão de delibera- ção, definição e supervisão da gestão da UnU e de normatização em assuntos de ensino, pesquisa, extensão e comunitários, no âmbito de suas competências. Os colegiados, são formados por todos dos professores e pelos representantes estudantis, é o órgão superior de cada curso cujas decisões se transformam automaticamente em normas internas. O NDE - Núcleo Estruturante Docente é o órgão encarregado dos assuntos didáticos, pedagógicos e científicos do curso e deve promover permanente debate, atualização e aperfeiço- amento do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) e estão disponíveis, na integra e atualizados, para consulta, no SITE da instituição.

Os cursos têm considerável grau de autonomia para suas ges- tões, no entanto, devem respeitar às normas gerais da UEG e da UnU. As coordenações dos cursos têm por tarefa convocar e presi- dir as reuniões do colegiado dos seus respectivos cursos e também pode convocar o Núcleo Docente Estruturante (NDE). As Coor- denações Adjuntas dos cursos são indicadas pelo coordenador do curso em que ministra disciplina são responsáveis por assuntos es- pecíficos como: laboratório de Curso e Trabalho de Conclusão de Curso. Em todos os PPC consta que a duração dos cursos é de qua- tro anos no regime anual que foi modificado para regime semestral, que têm a duração de oito semestres. Sua duração máxima é de seis anos ou doze semestres.

UnU de Formosa

A UnU de Formosa está localizada no setor noroeste do município de Formosa - GO. O endereço é situado à Avenida Universitária, esquina com a Rua Nagib Simão, sem número. Foi fundado o município em meados do século XIX, precisamente em primeiro de agosto de 1843, embora já existisse desde meados do século XVIII. No princípio pertenceu à capitania de São Paulo. O povoado era chamado de Arraial dos Couros, seu primeiro nome, depois foi Vila Formosa da Imperatriz, batizado pelos antigos moradores do Arraial de Santo Antônio, que fugiram de uma epidemia de malária. Posteriormente foi chamado de Formosa.

O Município de Formosa está a setenta e cinco quilômetros de Brasília e a duzentos e oitenta e dois quilômetros de Goiânia.

Os formosenses formam uma população de 110 mil 388 habitantes, segundo o Instituo Brasileiro de Geografia e Estatísticas Brasileiro- IBGE em 2014, com renda per capta anual de R$ 6 918, 88, seu índice de desenvolvimento humano-IDH é 0,744 segundo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento-PNUD-2010.

Criada pelo decreto estadual nº 2519, de 30 de outubro de 1985, a faculdade de Educação, Ciências e Letras de formosa que era subordinada à Secretaria Estadual de Educação passou a se

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