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A RUA, O POETA E O ROMANTISMO: - UEFS

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Academic year: 2023

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Esta pesquisa é resultado do projeto de Iniciação Científica (PEVIC): “Um Romântico em Feira de Santana: Francisco de Sales Barbosa”. Este estudo examina as relações entre o poeta Francisco de Sales Barbosa e seu ambiente oitocentista.

Figura 1 – Pasta Sales Barbosa
Figura 1 – Pasta Sales Barbosa

ÁRVORE FAMILIAR DE SALES BARBOSA

Fonte: Registro de óbitos de Feira de Santana em 1878, Arquidiocese de Sant'Ana – Cúria Metropolitana. Por fim, Antonieta Barbosa Xavier casou-se com José Siqueira dos Santos, pais de Maria Lúcia e de seu irmão José Siqueira dos Santos (o nome Barbosa não volta a aparecer após o casamento).

A FISIONOMIA DO POETA FEIRENSE

No poema, as vozes se confundem no mesmo ideal de batalha, do “eu” no “outro”, Sales Barbosa acompanha Castro Alves, vivo na memória do poeta feirense, [..] Quando apareceu em os pícaros da glória, o “eu” “nele” nos convida e exalta o “condor”; No poema “Familiar” está a empregada, embora não faça parte da “sala”, porém aparece no poema “conhecido”: “A empregada.

Figura 4 – Retrato de Sales Barbosa
Figura 4 – Retrato de Sales Barbosa

POEMAS SOCIAIS

Ramos conheceu outros onze amigos na casa de um deles, o cirurgião, a quem Francisco de Sales dedica Barbosa: “ao bravo abolicionista Numa Pompílio”, os versos de “O Ceará Redimido” (FIGURA 8). Entre os padres, ele era o combatente – e não o clero, a Igreja Católica – em alguns casos os padres que teriam participado e comemorado ativamente com elogios as ações abolicionistas.

Figura 8 – Em destaque: página do livro Cavatinas, contendo os primeiros versos de “O Ceará Redimido”
Figura 8 – Em destaque: página do livro Cavatinas, contendo os primeiros versos de “O Ceará Redimido”

A LÍRICA AMOROSA

Aloísio de Carvalho Filho, em 1951, no Rio de Janeiro, publicou uma coletânea de poetas baianos (FIGURA 10), nela, “Seus pés”, de Sales Barbosa, entre outros, os poetas: Libânio de Moraes, Cristovam Barreto, Jacinta . Passos, Álvares de Azevedo, Mucio Teixeira, Castro Alves, Amélia Rodrigues, Eurico Alves Boavetura. Na primeira estrofe do poema “Teus pés”, nos primeiros versos eles parecem se mostrar, se mostram: “Doces pezinhos, delicados”, na imagem: “Te descubro entre outras flores. Esses seus pés valem mais, Mais que um baú cheio de ouro, Do que a palma dos heróis, loira, Esses seus pés valem mais.

Talvez, se os visse, os enviasse em procissão para carregar seus pezinhos Ao som de canções festivas De Roma a Milão. O paraíso fica para os sonhadores, Para os ministros bardos, – Eu quero que este vale de dor seja seu. pernas. O poema "Teus Pés", de Saleso Barbosa, o progressista, foi publicado entre outros por poetas baianos no Rio de Janeiro na coleção de Aloísio de Carvalho Filho.

Figura 9 – Em destaque: página do livro Cavatinas, contendo os primeiros versos de “Confissão”, dedicado ao jornalista Aloisio de Carvalho
Figura 9 – Em destaque: página do livro Cavatinas, contendo os primeiros versos de “Confissão”, dedicado ao jornalista Aloisio de Carvalho

EPÍGRAFES E DEDICATÓRIAS

Figura 12 – Marcado: página do livro Cavatinas contendo os primeiros versos de "Ao Povo" dedicado ao seu amigo, o jornalista Cristova Barret. No “Crime no Singular” das Cavatinas de Sales Barbosa, a epígrafe “Anjo” da Cachoeira de Paulo Afonso Castro Alves encontra terreno fértil para a indignação. Figura 15 – Marcado: página do livro Cavatinas contendo os primeiros versos de “Luiz Gama”, dedicado ao seu amigo, o médico Dr.

Em 2006, a professora da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Rita de Cássia Ribeiro de Queiroz, publicou o livro A escrita autobiográfica do Doutor Remédios Monteiro: edição de suas memórias (2006). Figura 17 – Em destaque: página do livro Cavatinas contendo os primeiros versos de "Pelos Captivos", dedicado ao seu amigo, o jurista Filinto Bastos. Figura 18 – Em destaque: página do livro Cavatinas contendo os primeiros versos de "Gonsalves Crêspo", dedicado ao seu amigo, o jurista Alexandre Bittencourt.

Figura 12 – Em destaque: página do livro Cavatinas, contendo os primeiros versos de “Ao Povo”, dedicado ao amigo, o jornalista Cristovam Barreto
Figura 12 – Em destaque: página do livro Cavatinas, contendo os primeiros versos de “Ao Povo”, dedicado ao amigo, o jornalista Cristovam Barreto

LISTA DOS POEMAS EM ESTUDO DO LIVRO CAVATINAS (1885), DE

Apresentamos o “Filho dos Jornais”, o fundador das revistas e publicitário Francisco de Sales Barbosa e como a identidade da comunidade de Feira de Santana é representada em A Parasita (1876), em Eco Feirense (1878), O Progresso ( 1882) e A Convicção (1886), revistas de notícias. A base do nosso trabalho começa com o valioso documento que é o livro Memórias e votos, de Filinto Bastos (1917), e é através dele que apresentamos a imprensa de Feira de Santana e “O Menino dos jornais”. Filinto Bastos, para homenagear a “casa”, face ao conhecimento da imprensa carioca e que, Doutor Remédios Monteiro, costumava visitar com frequência, logo tentou apresentá-la: “a pobre” e a “tímida” . ”, disse a modesta imprensa feirense, ao médico com ideias e projetos caros à cidade comercial de Feira de Santana.

Este é um valioso documento de coleta de dados sobre Feira de Santana no século XIX, disponibilizado pelo acervo do Museu Casa do Sertão, da Universidade Estadual de Feira de Santana, bem como pelo próprio Jornal Folha do Norte, localizado na Rua Visconde Rio Branco, centro da mesma cidade. Elogia Padre Ovídio e Sales Barbosa, grandes justos, e afirma: não basta a Feira de Sant'Anna ter um clima excelente, nem sentirmos no rosto o ar fresco, que cheira ao perfume balsâmico de alecrim selvagem. Em relação à identidade cultural, o autor destaca que o sujeito fala sempre a partir de uma posição histórica e cultural específica, e que existem duas formas de refletir a identidade cultural.

PAPÉIS VIVOS: JORNAIS CIRCULANDO

A revista A Parasita apresenta em seu primeiro número sua insatisfação com a situação política de Feira de Santana. Em Feira de Santana, ou possivelmente no Recife, o jornalista Sales Barbosa, em seu poema “Nina”, de Cavatinas (1885), descreveu a leitura do livro proibido Nana, de Émilie Zola. Sales Barbosa, de apenas 16 anos, publicou na revista Eco Feirense, de 1878 e acompanhou nas páginas que a Eco anunciava o lugar de memória, o “25 de Março”, a Orquestra Filarmônica da Rua Conselheiro Franco, no centro de Feira de Santana, onde a melodia A delicada estrutura do tempo possibilita o contato entre passado e presente.

Acervos do jornal Folha do Norte, de Feira de Santana, Museu Casa do Sertão, acervo periódico; Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana. Na Arquidiocese de Sant'Anna (Cúria Metropolitana), foi constatada a falta de registros de batismo da Feira de Sant'Anna. Feira de Santana (Cidade Comercial) possuía, além da fábrica de vapor para café moído, a fábrica de sabão, que o jornal dizia ser a melhor da Bahia.

Figura 19 – Ilustração de “A Parasita”
Figura 19 – Ilustração de “A Parasita”

ECHOS DA FEIRA

Lugares de memória do jornal na cidade de Feira de Santana, por onde circulou o poeta, jornalista e romântico Sales Barbosa. A ode foi publicada em 1878 na revista Eco Feirense, que pertencia a uma associação de editores da qual Sales Barbosa participava. Ecos ainda hoje presentes, como toda “literatura jornalística”, no seu papel na história cotidiana, na qual está inserida a voz que produz o Eco, no campo da preservação da memória cultural.

BARBOSA, 1882, pág. 1), na revista O Progresso, de 1882, assinada “S”, então através de estudo de vocabulário, comparações de textos, repetições, suas palestras entendemos que Sales Barbosa é o autor do seguinte texto [..] Tenho um mundo de ideias grotescas de Hoffmann dançando na minha cabeça e não ter espaço no diário para tirá-las, isso é ruim para mim. 6Padre Ovídio Alves de São Boaventura era um pastor nascido na cidade de Feira de Santana (BA). 7 Filinto Justiniano Ferreira Bastos foi um advogado, advogado, magistrado e professor brasileiro, nascido na cidade de Feira de Santana (BA).

Figura 22 – A oficina deve hoje, chegar horas do dia, da cidade de Cachoeira, a ilustre Filarmônica a convite da 25 de Março
Figura 22 – A oficina deve hoje, chegar horas do dia, da cidade de Cachoeira, a ilustre Filarmônica a convite da 25 de Março

A PRAÇA

Segundo Godofredo Filho (2004), o patrimônio pessoal chegava a cerca de três mil contas na década de 1870. O autor lembra do papel amarelado e de sua surpresa no cartório de Feira de Santana pela hipoteca dada a Luiz José Pereira Borges pelo capitão João Manoel de São Boaventura em 1860 por “[..] cinquenta escravos menores de vinte e cinco anos. e com mais de dois anos, para garantir a quantia de réis que garantiu ao Coronel Joaquim Pedreira de Cerqueira” (GODOFREDO FILHO, 2004, p. 19). Porém, segundo Godofredo Filho (2004, p. 15), foi a feira da pecuária que marcou a excelência da cidade, atração que trouxe vida exótica “[..] E durante dois dias a comitiva imperial levantou poeira nas ruas. ".

Em Feira de Santana (BA), no século XIX, podemos afirmar com segurança que o movimento do Romantismo, inspirado nos padrões da França e da Alemanha, caminhava em direção. Na mesma época, exatamente em 1879, retornou também a Feira de Santana, de volta da faculdade de Direito do Recife, onde liderou o movimento abolicionista e ainda levantou a voz na arena da liberdade que era o Teatro Santa. Izabel e Jovem vate feirense das. É importante compreender a passagem do poeta em Feira de Santana como a história de sua vida, as circunstâncias do que foi vivido, do que foi imaginado, do que foi expresso, do ideal que ele escolheu como romântico.

FEIRA E ABOLIÇÃO

Catequista, professor de Filinto Bastos, provavelmente Sales Barbosa e outros, os primeiros intelectuais românticos do país, fundador da primeira escola primária de Feira de Santana. Fonte: Livro de óbito de Feira de Santana em 1888, Arquidiocese de Sant'Ana – Cúria Metropolitana. Não só se dedicou ao setor da saúde, Doutor Remédios também cuidou da educação popular e fundou a biblioteca municipal de Feira de Santana.

Em 1873 a vila foi elevada a cidade, com denominação diferente de Cidade Comercial de Feira de Sant'Anna. Por volta de 1860, os proprietários e agricultores da região de Feira de Santana passaram por uma mudança significativa. Nesse contato há um diálogo entre signos/marcas que fazem parte da cultura de Feira de Santana.

Figura 23 – Pasta de Padre Ovídio
Figura 23 – Pasta de Padre Ovídio

SINGULARIDADES NA POESIA DE SALES BARBOSA

Em “Crime singular”, Sales Barbosa traz a epígrafe da música “Anjo” de Castro Alves: “O sangue é vermelho, a virgindade é branca” (Cachoeira Paula Afonso), onde o autor da letra tenta dissuadir o acusado de cometer o crime. crime. crime e dá o veredicto de "lavar a honra" - num poema do poeta escravo Castro Alves, ele julga - um crime não desculpa outro. No plano criminal, alguns traços do período vivido pelo poeta feirense, que traz cânones como Castro Alves e poemas como “No Monte” (Cachoeira Paula Afonso) que tratam da questão da “lavagem da honra”. Em “O Crime Singular” (1885), a narrativa começa com uma cena de horror, em um ato desumano – incluindo chicotadas, espancamentos e até silenciar a fúria de seu mestre – que o manda desaparecer da face da terra. com a tinta consumida pelo fogo: “Chicoteie esse preto.

Do lugar que não reconhece como direito, Sales busca justiça e a memória circula entre a imagem do poeta e o espaço, o tempo narrado e a cena que passa do casarão à senzala: no poema “Pelos. Captivos” “eu” que implora, inflama, observa indignado. Observemos hoje o espaço reservado nos tribunais e que reflete a nossa consciência e pode ser devidamente preenchido com a palavra “cautela” – atenção a estes “crimes por amor”, que nos arregalam os olhos a cada página e não querem mais reflexões. dos tempos de impunidade. Sales parece ter notado, na delicadeza da empregada, do “Crime Singular”, talvez, a peculiaridade que Alencar quis explicar quando diz “[..] que ninguém conta as pétalas da flor que admira, porém. a menor partícula se destaca imediatamente".

O CUPIM: O “PARAÍBA”

Um dos movimentos que teve lugar de destaque foi o "Clube do Cupim", onde Sales Barbosa era conhecido como "Paraíba". Enfim, Francisco de Sales Barbosa é mais um desses intelectuais provincianos (já não visto como defeito). Reconhecer e estabelecer paralelos entre os diálogos de jovens acadêmicos e os poemas de Sales Barbosa que eles compartilham.

A vida de Sales Barbosa foi como um meteoro que deixa uma linha brilhante com a velocidade de sua passagem. A mais sincera, a mais expressiva e a melhor prova da dor que a morte de Sales Barbosa me causou. Sales Barbosa também foi membro do "Clube do Cupim", que incluía abolicionistas.

Figura 32 – Sales Barbosa e o poema “Imaculada Mãe”
Figura 32 – Sales Barbosa e o poema “Imaculada Mãe”

Imagem

Figura 1 – Pasta Sales Barbosa
Figura 2 – Crônicas da vida feirense
Figura 3 – Registro de óbito de João Zacharias Barbosa (pai de Sales)
Figura 4 – Retrato de Sales Barbosa
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Referências

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