Nele, o colega encontrará condutas atualizadas que representam o consenso da Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-Natal da FEBRAS-GO. É o resultado do árduo trabalho da Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-Natal, que durou mais de um ano.
ORGANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO PRÉ-NATAL
O Pré-Natal visa garantir que cada gravidez culmine no nascimento de um recém-nascido saudável, sem prejudicar a saúde da mãe. Além disso, deve proporcionar facilidade e continuidade da assistência pré-natal e respostas positivas das ações de saúde sobre a saúde materna e perinatal.
ACONSELHAMENTO PRÉ-CONCEPCIONAL
No caso de aborto habitual, deve ser verificada a presença de malformação uterina, além do exame genético dos pais e do material do aborto. METABOLISMO DE CARBOIDRATOS - Na primeira metade da gravidez, a homeostase da glicose é alterada pelo aumento dos níveis de estrogênio e progesterona.
MODIFICAÇÕES FISIOLÓGICAS DA GRAVIDEZ
Essa interrupção está relacionada aos níveis de açúcar no sangue e também à fase da gravidez. O fibrinogênio (300 mg/dl em mulheres não grávidas) começa a aumentar desde o início da gravidez e pode atingir concentração dupla (400-600 mg/dl) no final da gravidez.
LIMITAÇÃO MEDICAMENTOSA EM OBSTETRÍCIA
O fenobarbital, o metabólito ativo da primidona, tem potencial teratogênico comparável ao da fenitoína; Além disso, pode causar a síndrome de privação do recém-nascido. A carbamazepina é responsável por anomalias craniofaciais, hipoplasia de dedos e retardo de crescimento intrauterino.
ASSISTÊNCIA BÁSICA PRÉ-NATAL
Nas consultas subsequentes, o obstetra é responsável por revisar o registro pré-natal e a anamnese atual, interpretar exames complementares e confirmar a idade cronológica do feto por meio de ultrassonografia. O principal objetivo dessa medida é identificar o estado nutricional da gestante, relacioná-lo com seu peso e detectar ganho insuficiente ou excessivo durante o pré-natal.
NUTRIÇÃO NA GRAVIDEZ NORMAL E EM SITUAÇÕES ESPECIAIS
O "Institut National d'Hygiène" fixa as necessidades diárias em 2.800 kcal na 1ª metade da gravidez e 3.300 kcal na 2ª metade. NIACINA, ÁCIDO NICOTÍNICO OU VITAMINA PP - A necessidade de ácido nicotínico aumenta durante a gravidez em 20 a 25 mg.
TRATAMENTO DAS INTERCORRÊNCIAS GRAVÍDICAS
Surge da dificuldade que as grávidas têm em engolir, provavelmente devido a náuseas e, por vezes, vómitos. São contrações espasmódicas intensas e às vezes dolorosas de um grupo muscular, especialmente nos membros inferiores, que as mulheres grávidas podem sentir a partir da segunda metade da gravidez.
ULTRA-SONOGRAFIA OBSTÉTRICA
Basta lembrar que apesar da menor prevalência de gestações monozigóticas em comparação às gestações dizigóticas, há maior risco obstétrico nas primeiras, principalmente devido à síndrome de transfusão feto-fetal. O marcador ultrassonográfico mais antigo e mais bem estudado para detectar a síndrome de Down é a translucência nucal (TN). Seu aumento está associado a um risco maior de síndrome de Down e outras anomalias cromossômicas do que o risco basal estimado para a idade materna.
AVALIAÇÃO DA VITALIDADE FETAL NA GESTAÇÃO NORMAL
AUSCULTA DOS BATIMENTOS CARDIOFETAIS
AVALIAÇÃO DA MATURIDADE FETAL
- MATURIDADE PULMONAR FETAL
- DOSAGEM DA CREATININA NO LÍQUIDO AMNIÓTICO
- ESPECTROFOTOMETRIA DO LÍQUIDO AMNIÓTICO
- MÉTODOS ULTRA-SONOGRÁFICOS
Fundamentos do método: Baseia-se no princípio de que o fosfatidilglicerol, lipídio que constitui um surfactante, está presente no líquido amniótico somente após a maturidade do feto. Desvantagens: A taxa de resultados falso-negativos é de 26%, influenciada pelo volume de líquido amniótico e pela concentração de creatinina no sangue materno. Técnica: Misturar 1 gota de líquido amniótico com 1 gota de solução de sulfato de azul do Nilo 0,1% em lâmina de vidro, homogeneizar, cobrir com lamínula, colocar no microscópio, deixar aquecer por algum tempo (aquecimento da lâmpada do microscópio) e continuar . para ler.
GESTAÇÃO MÚLTIPLA
A gestante deve ser orientada a seguir uma dieta balanceada, rica em proteínas, pobre em gordura e glicose e rica em vitaminas e minerais. Ao entrar em contato com hemácias que possuem o fator Rh, essa pessoa passa a produzir anticorpos anti-Rh (D) com o objetivo de destruir essas hemácias. Isto é seguido pela produção de anticorpos IgG, pequenas moléculas que atravessam a placenta e causam a ruptura dos glóbulos vermelhos fetais, resultando num estado progressivo de anemia.
DOENÇA HEMOLÍTICA PERINATAL
Para isso, basta conhecer seu grupo sanguíneo, fatores Rh (D) e Du e, caso sejam negativos, verificar a presença de anticorpos anti-D por meio do teste indireto de Coombs (ICT). 2) Pré Natal: A preocupação é com a instalação do DHP. Gestantes com fatores Rh (D) e Du negativos, com TCI negativo, devem repetir mensalmente, após a 16ª semana de gestação, para detectar a formação de anticorpos maternos anti-D direcionados às hemácias do sangue fetal. Por outro lado, testes de grupo sanguíneo, fatores Rh (D) e Du e teste direto de Coombs (TCD) devem ser realizados no sangue do recém-nascido para verificar a presença de anticorpos maternos anti-Rh no sangue do recém-nascido.
CRESCIMENTO INTRA-UTERINO RESTRITO
Tratamento antes da viabilidade fetal – Dado o diagnóstico precoce de RCIU (antes das 24 semanas) devemos suspeitar que se trata de RCIU tipo I e recorrer a exames complementares incluindo: exame morfológico e citogenético fetal, exame serológico da mãe e Doppler uterino. O exame da hemorragia do cordão umbilical com Doppler pode ser claramente modificado e, devido ao mau prognóstico fetal, o fim da gravidez é indicado quando o feto está maduro. RCIU com oligoidrâmnio – Esta associação deve-se a duas causas: existência de anomalia congénita ou insuficiência placentária.
HIPERTENSÃO ARTERIAL
- DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GESTAÇÃO (DHEG)
- HIPERTENSÃO CRÔNICA
- HIPERTENSÃO CRÔNICA COM PRÉ-ECLÂMPSIA SOBREPOSTA O prognóstico materno e fetal são mais reservados, exigindo rigoroso controle das
- HIPERTENSÃO TRANSITÓRIA (GRAVÍDICA)
12 - Interrupção da gravidez - O quadro clínico da pré-eclâmpsia é evolutivo, todo o esquema terapêutico utilizado promove controle fraco e instável, devemos ter em mente que o único tratamento definitivo é a interrupção da gravidez, que pode ocorrer devido a: Presença da síndrome HELLP b) Indicação fetal. Sulfatação MgSO4 7H20 (anticonvulsivante) conforme esquemas indicados no tratamento da pré-eclâmpsia grave. Não é acompanhada de sinais ou sintomas de pré-eclâmpsia ou alterações características de vasculopatia hipertensiva.
OLIGOIDRÂMNIO
As principais causas são ruptura prematura de membranas, insuficiência placentária e presença de anomalias congênitas do feto. Após a confirmação da patologia, é obrigatória a investigação das causas determinantes, principalmente a presença de anomalias fetais. Excluindo a presença de anomalias congênitas, deve ser dada especial ênfase à presença de restrição de crescimento intrauterino e sofrimento fetal devido à hipoperfusão placentária.
POLIDRÂMNIO
Polidrâmnio é arbitrariamente definido como o acúmulo de líquido amniótico em volume superior a 2.000 ml no momento da resolução da gravidez. Em 7% dos casos, o excesso de líquido amniótico está associado à hidropisia fetal, de origem imunológica ou não. A redução do volume amniótico deve ser feita, clinicamente, até que a altura uterina seja adequada para a idade gestacional ou, ultrassonograficamente, até que um índice de líquido amniótico consistente com a normalidade seja alcançado.
ROTURA PREMATURA DAS MEMBRANAS OVULARES
O tempo entre o rompimento das águas e o início do trabalho de parto é denominado período de latência. Se o trabalho de parto não ocorrer ou se a indução imediata do parto não for planejada, o exame vaginal não deverá ser realizado. Somente depois que o trabalho de parto estiver claramente estabelecido a parteira deverá realizar uma avaliação digital do colo do útero.
HEMORRAGIA DA PRIMEIRA METADE DA GRAVIDEZ
Caracteriza-se pela integridade do óvulo, com útero compatível com a idade da gravidez e colo do útero impermeável. Caracteriza-se por perda da integridade oocitária, sangramento moderado a grave com coágulos e/ou detritos ovulares, colo permeável, cólicas intensas, redução do volume uterino em relação à idade gestacional. Caracteriza-se por doença infecciosa materna, com presença de ovo íntegro ou não, e doença hemorrágica variável.
HEMORRAGIA DA SEGUNDA METADE DA GRAVIDEZ
Com a ultrassonografia, o diagnóstico só será definitivo no terceiro trimestre, pela possibilidade de a placenta, que está baixa nas idades gestacionais mais precoces, acompanhar o crescimento do útero, mudando sua posição em relação ao colo do útero. Em caso de sangramento moderado ou grave, com difícil controle hemodinâmico, está indicada a interrupção da gravidez por cesariana. Em pouco mais de um terço dos casos, o sangramento dos últimos meses tem origem em inserções malignas da placenta, sendo necessário diagnóstico diferencial com as seguintes entidades: ruptura do seio marginal, inserção velamentosa do cordão, descolamento prematuro da placenta, carcinoma do colo do útero e vagina, pólipos, tumores da vulva e discrasias sanguíneas.
DIABETES MELLITUS
O controle adequado e rigoroso do estado metabólico durante a pré-concepção deve ser imperativo para que o início da gravidez (fase embrionária) ocorra numa fase de normoglicemia. A avaliação do bem-estar fetal deve ser realizada por meio da contagem dos movimentos fetais, da cardiotocografia e do perfil biofísico do feto. A primeira ultrassonografia obstétrica deve ser realizada antes das 20 semanas e repetida a cada 4 semanas até o final da gravidez.
INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
Na pielonefrite aguda há deterioração do estado geral, mal-estar, calafrios, febre, dores na região renal, náuseas, vômitos e sinal de Giordano presente na maioria dos casos. A ultrassonografia é um método complementar de avaliação do trato urinário (presença de cálculos e alterações anatômicas) agravadas pela gravidez. Na pielonefrite, em qualquer fase da gestação, o manejo é: internação, hidratação, antipiréticos, avaliação do estado geral, antibióticos, dando preferência às cefalosporinas-cefalotina 4 g/dia.
CARDIOPATIA MATERNA
A presença de crescimento intrauterino restrito está aumentada em gestantes com cardiopatia cianótica e em classe funcional III e IV (ver tabela). Quanto à influência do ciclo gravídico pós-parto nas cardiopatias, a literatura concorda com o aumento da gravidade das cardiopatas com grau funcional III e IV. A classificação do nível funcional da cardiopatia será muito importante na primeira consulta de pré-natal.
PATOLOGIAS DA TIREÓIDE
Definimos parto prematuro como qualquer nascimento que ocorra entre a 22ª e a 36ª semana e o 6º dia de gravidez. O conceito de prematuro refere-se apenas àqueles que nascem com menos de 37 semanas e muitas vezes pesam menos de 2.500 g. Baixas condições socioeconômicas: quanto piores as condições em que vive a gestante, maior o risco de parto prematuro.
PREVENÇÃO E TRATAMENTO DO TRABALHO DE PARTO PREMATURO
Outros mecanismos que desencadeiam o parto prematuro permanecem silenciosos e precisam ser identificados, às vezes também com os chamados marcadores físicos e/ou químicos. O monitoramento das alterações morfológicas do colo do útero tem se mostrado um importante marcador físico no diagnóstico presuntivo de trabalho de parto prematuro. Existe uma ligação clara entre um comprimento cervical mais curto e uma maior incidência de parto prematuro.
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E GRAVIDEZ
O diagnóstico laboratorial pode ser feito pela pesquisa de antígenos de clamídia por imunofluorescência direta (DFA) ou pelo método ELISA. O diagnóstico laboratorial pode ser feito através do exame do conteúdo vaginal, a fresco ou em esfregaço corado com Gram ou Papanicolaou, que evidencia a presença das chamadas “células pistas” ou células-guia. O diagnóstico laboratorial pode ser feito por: .. 1. Novo exame do conteúdo vaginal: revela a presença do fungo na forma gemulante ou como micélio.
ACOMPANHAMENTO DA GRÁVIDA HIV +
Portanto, é imprescindível o acompanhamento da infecção pelo HIV na rotina pré-natal, resultando em diagnóstico precoce e tratamento adequado. A soroprevalência da infecção pelo HIV na população materna do estado de São Paulo varia de 0,1 a 3,7%. Dois objetivos são essenciais nos cuidados pré-natais: manter a saúde da mãe nas melhores condições possíveis e reduzir a taxa de transmissão vertical.
MEDIDAS PRÉ-NATAIS DE INCENTIVO AO ALEITAMENTO MATERNO
CONSCIENTIZAÇÃO E MOTIVAÇÃO DE GESTANTES E FAMÍLIAS Além de a gestante estar tecnicamente bem instruída sobre os cuidados com as mamas para uma amamentação adequada, ela também deve ser motivada com apresentações detalhadas da equipe de saúde sobre os benefícios da amamentação para ela e seu recém-nascido. As ações da equipe de saúde mencionadas anteriormente são complementadas com uma série de comportamentos fundamentais durante o parto e imediatamente após, para que o programa de amamentação tenha sucesso. A equipe de saúde, seja na maternidade ou na unidade de saúde onde foi realizado o pré-natal, deve estar sempre focada em enfatizar a importância da amamentação.