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Ciberjornalismo de proximidade - [email protected]

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Academic year: 2023

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Quais são os fatores que determinam as rotinas de produção do ciberjornalismo na imprensa regional? O que se apresenta neste livro resulta de uma proposta de enquadrar o ciberjornalismo como um ramo do jornalismo e de estudar as rotinas de produção de alguns dos jornalistas desde a imprensa regional em Portugal até à Internet.

Novos e velhos territórios

Este é um campo do jornalismo apresentado como comprometido com as comunidades e territórios. Por que os conceitos de jornalismo cidadão e de jornalismo de causa são enfatizados quando isso faz parte da essência do jornalismo?

Figura 1: Características do jornalismo tradicional e do jornalismo cívico Característica Jornalismo tradicional Jornalismo cívico Papel do jornal Provedor de informações
Figura 1: Características do jornalismo tradicional e do jornalismo cívico Característica Jornalismo tradicional Jornalismo cívico Papel do jornal Provedor de informações

A Internet no jornalismo

Foi precisamente nesta fase das rotinas de produção que os jornalistas reconheceram que a maioria dos problemas surgiram (OberCom, 2010b, 2012b), uma vez que o imediatismo, dando primeiro, teve precedência sobre a certificação. Entendemos que os princípios do jornalismo, ou seja, qual a sua essência, independem das plataformas em que se materializa.

Figura 3: Pirâmide invertida no jornalismo de dados
Figura 3: Pirâmide invertida no jornalismo de dados

Redações online sob observação

Neste caso interessa-nos particularmente uma delas: as rotinas de produção – este panorama resulta de uma série de estudos realizados em redações locais e regionais. É a partir da instabilidade que envolve o trabalho jornalístico e as suas rotinas de produção que a missão primordial da reportagem se torna mais clara. Além de criar uma das primeiras cartografias de cibermídia no Equador, bem como a análise de conteúdo associada, a autora aprofunda sua abordagem com um estudo das rotinas de produção.

Dentre as conclusões destacam-se: a semelhança das rotinas de produção (dependência de agências e outros meios cibernéticos); a partilha de notícias recolhidas por jornalistas e editores (especialmente no caso de temas mais delicados); a influência da produção online na produção para o meio tradicional; a ausência de fontes ou a presença de apenas uma (há situações em que não há verificação da informação); a prioridade dada à informação local nos quatro meios cibernéticos; Embora o primeiro autor se concentre nas transformações nas rotinas produtivas e o segundo na cultura social, ambos apresentam pontos comuns (há ensaios que se repetem em ambos os estudos).

Evolução do ciberjornalismo em Portugal

Como resultado, a primeira década e meia do ciberjornalismo em Portugal é considerada “em grande parte, uma oportunidade perdida” (Bastos, 2010: 89). Embora não seja nossa intenção recapitular exaustivamente o que aconteceu nos últimos anos, não podemos deixar de considerar aquele que foi o primeiro estudo realizado em Portugal sobre a adoção mediática de plataformas móveis. Se a visão dos primeiros 15 anos do ciberjornalismo em Portugal é pessimista (Bastos, 2010), pouco temos a acrescentar.

Quando estamos a caminho dos 20 anos de cibermeios em Portugal e um deles anuncia que “a edição online do jornal norte-americano New York Times ontem [20. dezembro de 2012] apresentou uma forma original de apresentar os contributos jornalísticos que integra texto, imagens, animações e vídeo de uma forma surpreendente" (Diário de Notícias, 2012c), resta-nos outro indicador que nos remete às conclusões anteriores (Bastos, 2010). Parece, portanto, o momento certo para olhar para este contexto específico baseado no jornalismo online que se desenvolve nos meios de comunicação locais em Portugal.

O lugar do ciberjornalismo na proximidade

Uma das primeiras referências ao conceito de portal, na literatura da cibercultura, vem de Javier Echeverría (1994), que se refere à emergência de uma nova cidade digital. Em termos de conteúdo, os portais eram uma mistura de informação e entretenimento, agregando o que se referia a um determinado território. O mesmo ocorre em outros estudos, que mostram que o uso de plataformas digitais hiperlocais aumenta a mobilização cívica (Chen, Dong, Ball-Rokeach, Parks e Huang, 2012; González Esteban, 2009).

No cabe duda de que los cibermedios que tengan capacidad de producción de contenidos locales serán los que se conviertan en referentes informativos en los ámbitos más cercanos, los que mejor conocen y los que pueden explicar la complejidad que determina el comportamiento de los ciudadanos en los que se encuentran. ellos para vivir. allí y recibir flujos de información de ámbitos muy diferentes. De la misma manera que tememos que esto suceda en nuestros estudios, será importante introducir estas redacciones para que se comprendan contextos, producciones y productores, tratando así de comprender el lugar del ciberperiodismo en nuestra proximidad. .

Modelos de negócios e outros desafios atuais

Com mais de 3,5 milhões de visualizações (Romanescko, 2012) num curto período de uma semana, a reportagem do The New York Times é um exemplo recente do que pode ser alcançado. Este é um exemplo que se popularizou, mas ainda não é exatamente novo. Ele chama isso de “ideologia do jornalismo”, que se baseia em noções como serviço público (os jornalistas seguem as autoridades estabelecidas e, portanto, desempenham o serviço público), objetividade (são especialistas imparciais, portanto são credíveis), autonomia. (trabalham de forma independente), rapidez (têm sentido de oportunidade e rapidez de execução) e ética (jornalistas têm sentido de ética, validade e legitimidade).

Num estudo centrado nos espaços dedicados à produção cívica em três jornais online portugueses, os autores concluem que o conteúdo aí publicado não é jornalismo. Isto exigiria que a atividade fosse “permanente e remunerada”, o que não acontece com a maioria dos prosumidores.

Europa: A imprensa predominante

França – com cerca de 543 mil km2 e 65,4 milhões de habitantes – é o exemplo mais paradigmático no contexto mediático europeu. A Áustria - com uma área de aproximadamente 83.800 km2 e uma população de 8,3 milhões - consiste em nove estados federais nos quais circulam jornais regionais. Na Holanda – com cerca de 41 mil km2 e 16,5 milhões de habitantes – o dinamismo e o profissionalismo são os cartões de visita da imprensa regional.

A Dinamarca – com aproximadamente 43 mil km2 e 5,4 milhões de habitantes – está atualmente dividida em cinco regiões. Na Suécia – com aproximadamente 449 mil km2 e 9,4 milhões de habitantes – a imprensa regional e local representa um grave problema.

Portugal: Domínio fora dos grandes centros

Conceitos e (in)definições

Prosseguimos com a revisão do conceito em alguns dos trabalhos académicos realizados em Portugal, a começar pelo de Isabel Pascoal (1996), que classifica as publicações a que se destinam como “imprensa regional e imprensa local”. No contexto da emigração, a ligação às comunidades portuguesas remete-nos para um dos aspectos que melhor caracterizam a imprensa regional: a identidade. Por outro lado, a fusão da “imprensa regional” com as “comunidades locais” reflecte mais uma vez uma falta de rigor e consenso conceptual.

Como vimos, o conceito de imprensa regional varia de legislação para legislação e de autor para autor. Na nossa opinião, estes, juntamente com o conteúdo, determinam a identidade da imprensa regional.

Particularidades das imprensas

A imprensa regional em Portugal é o que poderíamos chamar de generalista e de inspiração cristã. Portugal é assim um território partilhado por uma imprensa regional distribuída por distritos e dioceses (Figura 6). A imprensa regional é mais lida do que a imprensa nacional em Portugal continental (Faustino, 2004; Santos, 2007).

O mesmo afirma que os leitores da imprensa regional de inspiração cristã privilegiam a informação regional, religiosa e cultural; É o que acontece com o estudo de Paulo Faustino (2000), em que aponta as principais “patologias” da imprensa regional em Portugal: redução do número de bancas e de vendas de assinaturas, o que se deve sobretudo a um reduzido nível de qualidade e à atractividade do produto;.

Figura 6: Distribuição geográfica dos distritos e dioceses de Portugal
Figura 6: Distribuição geográfica dos distritos e dioceses de Portugal

A transição para a Internet

Existe também uma relação entre esta variável, a periodicidade das publicações em papel e o modelo de propriedade. No caso específico da imprensa de inspiração cristã, Manuel (2010) constata – dois anos antes de concluir a sua dissertação – que a maioria (70%) das publicações semanais analisadas (n=18) tinha suporte online, “ainda que aproximadamente metade limitou-se a reproduzir a versão em papel.” Relativamente ao potencial de utilização da Internet pelos jornais online regionais portugueses, todos os estudos apontam para conclusões semelhantes.

Num estudo de caso (Jornal da Mealhada), Vieira (2009) analisa os conteúdos produzidos, tanto para uma revista online como para uma edição em papel. Patrícia Couto encontra-o nos nove jornais com maior audiência jornalística do distrito do Porto (30,6% nos casos em que é necessário registo prévio; 29,3% quando não é necessário registo); Pedro Jerónimo (2011c) entre os líderes de audiências de jornais em 18 distritos e duas regiões autónomas de Portugal (21,4%); e Patrícia Posse (2011) em nove casos nos distritos de Bragança (25,3%) e Vila Real (22%).

Jornalistas e condicionalismos na proximidade

Uma conclusão que se estende sobretudo à hipertextualidade (a mais subutilizada), seguida da interatividade e da multimidialidade (por exemplo, há poucos vídeos e ainda menos os que resultam de produção própria). Outra contribuição é-nos trazida pela ERC (2010), que no seu Diário de Campo recolhe alguns indícios que ajudam a compreender os contextos em que trabalham os jornalistas da imprensa regional. Num estudo que incluiu entrevistas a 12 jornalistas da imprensa regional dos distritos de Bragança e Vila Real, Posse (2011) encontra uma amostra jovem, com idades compreendidas entre os 25 e os 35 anos e equilibrada em termos de género (50% masculino e 50%) . mulheres).

Estes são alguns exemplos relatados, lidos ou vivenciados que fazem parte do cotidiano dos jornalistas da imprensa regional. Experiências que acontecem dentro e fora da redação e que são comuns na imprensa regional.

Estudo prévio

Estudo anterior: Levantamento cronológico dos jornais locais online existentes em Portugal e respetiva avaliação da utilização das principais potencialidades da Internet. Estudo de caso: Conhecendo o universo dos jornais locais online publicados pelo menos uma vez por semana em papel, procedemos ao estudo aprofundado de três casos: RegiaoDeLeiria.pt, Reconquista. Foi isso que procurámos fazer, numa abordagem que pode ser dividida em dois momentos: 1) a construção de uma cronologia dos jornais online regionais portugueses; e 2) a avaliação do aproveitamento das principais potencialidades da Internet a partir das notícias publicadas (hipertextualidade, multimidialidade e interactividade).

Tínhamos observado um elevado número de indicadores (ERC, 2010), pelo que nos foram apresentados quatro dilemas: analisar ou não todos os jornais regionais online. 6) Disponível em http://obciber.wordpress.com/estatisticas/. Há autores que se debruçaram sobre este tema, incluindo estudos sobre jornais regionais portugueses online (Couto, 2010; Jerónimo, 2011c; Posse, 2011).

Figura 13: Evidências da presença online de um cibermeio
Figura 13: Evidências da presença online de um cibermeio

Estudo de casos

A partir do maior ou menor aproveitamento das potencialidades da Internet, interessou-nos a desconstrução do processo ciberjornalístico, ou seja, da publicação ao contexto de produção. Um caminho que os estudos de produção não percorrem, ou seja, não procuram compreender as razões disso. É aí que pretendemos observar os jornalistas e os processos de construção de notícias, ou seja, as rotinas de produção ciberjornalística e os fatores que as determinam.

Reconhecemos também que uma investigação sobre as rotinas de produção ciberjornalística não deve ficar confinada entre quatro paredes, na medida em que a massificação dos dispositivos móveis (notebooks, smartphones ou tablets) permite que as redações sejam itinerantes, ou seja, sejam onde os jornalistas estão localizados. . Principalmente no período da manhã, período em que era rara a presença de jornalistas – normalmente um ou dois, ou seja, gestores ou jornalistas com funções de coordenação.

Figura 15: O método do estudo de casos de Robert K. Yin (1984)
Figura 15: O método do estudo de casos de Robert K. Yin (1984)

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Figura 1: Características do jornalismo tradicional e do jornalismo cívico Característica Jornalismo tradicional Jornalismo cívico Papel do jornal Provedor de informações
Figura 2: Evolução anual dos agregados domésticos privados  com computador e ligações à Internet (%)
Figura 3: Pirâmide invertida no jornalismo de dados
Figura 4: Estrutura da proposta de pirâmide deitada
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Referências

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