Secretário Municipal de Educação Daniel Funcia de Bonis Secretária Adjunta de Educação Fátima Elisabete Pereira Thimoteo Chefe de Gabinete. Equipe da Secretaria de Educação de Jovens e Adultos - SMV Equipe da Divisão de Educação Infantil - SMV.
INTRODUTÓRIO
O Currículo Municipal busca alinhar as diretrizes curriculares do Município de São Paulo com a Núcleo Curricular Nacional Comum (BNCC), documento que define as aprendizagens essenciais a que todos os estudantes brasileiros têm direito ao longo da Educação Básica. O currículo municipal foi construído coletivamente, tanto para refletir a identidade da Rede Municipal de Ensino de São Paulo quanto para garantir que ela seja incluída por todos os seus membros.
APRESENTAÇÃO
O Currículo Cidade foi criado para todos os alunos da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, inclusive aqueles que necessitam de atendimento educacional especializado – aqueles que possuem determinado tipo de deficiência, deficiência global de desenvolvimento ou altas habilidades/talentos. Os grupos de trabalho reuniram-se de março a junho de 2017 e prepararam a primeira versão do currículo municipal.
CONCEPÇÕES E CONCEITOS
Considerando a relevância para os alunos da Rede Municipal de Ensino, o Currículo da Cidade está estruturado para responder aos desafios históricos, como a garantia da qualidade e da equidade no ensino público, ao mesmo tempo que aponta para a aprendizagem que exige lugar que é cada vez mais significativo para os cidadãos do século XXI e para o desenvolvimento de uma sociedade e de um mundo sustentáveis e justos. Pensar a proposta de um currículo inclusivo é sem dúvida um movimento que exige a contribuição de todos os participantes de uma Rede tão grande como a nossa.
UM CURRÍCULO PARA A CIDADE
- Saberes historicamente acumulados que fazem sentido para a vida dos bebês, crianças, adolescentes, jovens e adultos no século XXI e ajudam a lidar
- Abordagens pedagógicas que priorizam as vozes de bebês, crianças, ado- lescentes, jovens e adultos, reconhecem e valorizam suas ideias, opiniões e
- Concepções de Educação Integral e Educação Inclusiva voltadas a promo- ver o desenvolvimento humano integral e a equidade , de forma a garantir a
- Pensamento Científico, Crítico e Criativo
- Resolução de Problemas
- Comunicação
- Autoconhecimento e Autocuidado
- Autonomia e Determinação
- Abertura à Diversidade
- Responsabilidade e Participação
- Empatia e Colaboração
- Repertório Cultural
- objetivos são precisos e propõem
Portanto, a Direção Municipal de Educação define uma Matriz de Conhecimento que se dedica ao processo educativo. A construção dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento incluídos nos componentes curriculares do Currículo Cidade teve como referência a Matriz de Conhecimento.
CICLOS DE APRENDIZAGEM
O ciclo de alfabetização (do 1º ao 3º ano) é entendido como um período consecutivo de três anos, que permite às crianças atualizarem constantemente os seus conhecimentos, respeitando os seus ritmos e formas de ser, agir, pensar e expressar-se. Os professores devem cooperar para garantir a continuidade e complementaridade do processo pedagógico ao longo dos três anos. O ciclo da autora (7º ao 9º ano) é voltado para os jovens e tem como objetivo ampliar o conhecimento dos alunos para melhor compreender a realidade em que estão inseridos, explicar suas contradições e indicar as possibilidades de superação.
Incentivar o papel ativo dos alunos no currículo, para desenvolver a sua autonomia, crítica, iniciativa, liberdade e dedicação; A grade curricular da cidade no ciclo autoral enfatiza o protagonismo dos jovens e o envolvimento dos estudantes em projetos que visam a resolução de problemas reais.
ORGANIZAÇÃO GERAL DO
CURRÍCULO DA CIDADE
Além das áreas de conhecimento e componentes curriculares descritos acima, o Currículo Cidade apresenta pela primeira vez no Brasil um currículo para a área/componente curricular tecnologias para aprendizagem. As primeiras experiências com uso de computadores na rede municipal de ensino da cidade de São Paulo datam de 1987. Em 2018, foram revisadas as áreas de conhecimento do currículo da cidade de São Paulo e os componentes curriculares em língua portuguesa para o ensino médio. Os Surdos e a Língua Brasileira de Sinais (Libras) foram inseridos na Linguagem para reconhecê-los e confirmá-los dentro do campo.
O Currículo Municipal optou por utilizar a terminologia Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento para definir o conjunto de conhecimentos que os alunos da Rede Municipal de Ensino deverão desenvolver ao longo do ensino fundamental. Embora descritos de forma concisa, também apontam as articulações existentes entre os campos do conhecimento.
CURRÍCULO DA CIDADE
O projeto político-pedagógico da escola (PPP): Garantir os direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento previstos no currículo municipal requer investigação, análise, elaboração, formulação, planejamento e tomada de decisão coletiva. Analisar os eixos estruturantes, objetos de conhecimento e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento da sua componente curricular;. Identificar possíveis integrações entre os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento da sua componente curricular e as diferentes áreas do conhecimento;
Avaliar os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que têm sido trabalhados nos últimos anos, tanto para diagnosticar até que ponto já foram alcançados pelos alunos, como para identificar como podem contribuir para aprendizagens posteriores; Selecionar o material pedagógico mais adequado para trabalhar os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, incluindo livros didáticos e recursos digitais;
AVALIAÇÃO E APRENDIZAGEM
Entendemos a avaliação como um ato pedagógico, que apoia as decisões do professor, permite acompanhar o andamento da aprendizagem, compreender como ela é realizada e propõe reflexões sobre o próprio processo de aprendizagem. A avaliação concebida como parte integrante do processo de ensino fornece elementos para que o professor trace a trajetória do trabalho, por meio do planejamento e replanejamento contínuo das atividades, uma vez identificados os conhecimentos que os alunos já possuem e suas dificuldades de aprendizagem. . . Nessa perspectiva, a avaliação auxiliará o professor a determinar o rumo da ação pedagógica, permitindo uma prática de acompanhamento do trabalho docente que revele o que os alunos de fato aprenderam na ação planejada.
Para um professor, regulação refere-se ao processo de aprendizagem que ajusta o que os alunos precisam aprender de acordo com o currículo. No processo de ensino de diferentes áreas do conhecimento, devem ser levadas em consideração estas três formas de avaliação: diagnóstica, cumulativa e formativa.
SÍNTESE DA ORGANIZAÇÃO
Ciclos de aprendizagem - Definir as três fases em que se divide o ensino fundamental na Rede Municipal de Ensino. Áreas de conhecimento/componentes curriculares - Agrupar objetos de conhecimento e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento - Determinar o que cada aluno deve aprender em cada ano e ciclo em cada um dos componentes curriculares.
A matriz de conhecimento, os eixos estruturantes, os objetos de conhecimento e as metas de aprendizagem e desenvolvimento formulam os resultados almejados pela ação pedagógica cotidiana, fruto do trabalho da equipe escolar. No currículo do município, as metas de aprendizagem e desenvolvimento são identificadas por uma sigla.
UM CURRÍCULO PENSADO EM REDE
Um componente de arte AXX seguido por uma sequência de objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para esse componente. Eles representam a organização ano após ano, portanto seu texto revela que o que se espera aprender em um ano é mais simples do que o que se espera aprender no ano seguinte. Além disso, dentro de um mesmo ano letivo, as metas de aprendizagem e desenvolvimento representam uma cadeia, de modo que a compreensão de um determinado conceito emerge da rede de significados proporcionada por essa cadeia.
ARTE
CURRÍCULO
DE ARTE PARA A CIDADE
DE SÃO PAULO
A partir da publicação de Direitos de Aprendizagem dos Ciclos Interdisciplinares e Autoriais (2016), tenta-se estruturar um currículo de arte para a cidade de São Paulo. Voltemos ao que descreve o documento Direitos de Aprendizagem dos Ciclos Interdisciplinares e Autoriais: Arte (SÃO PAULO, 2016). O objetivo dos direitos de aprendizagem é garantir o acesso e a apropriação do conhecimento a todas as crianças e jovens, a fim de construir uma sociedade mais justa e solidária.
Os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento do currículo de arte da Cidade de São Paulo foram elaborados a partir da revisão dos princípios enumerados nos Direitos de Aprendizagem dos Ciclos Interdisciplinar e Autoral: Arte (SÃO PAULO, 2016) e também nos documentos Elementos Conceituais e Metodológicos para a definição dos direitos de aprendizagem e desenvolvimento do ciclo de alfabetização (BRASIL, 2012) e das diretrizes curriculares nacionais gerais para o ensino fundamental (BRASIL, 2013). Elementos conceptuais e metodológicos para a definição dos direitos de aprendizagem e o desenvolvimento do ciclo de alfabetização (1.º, 2.º e 3.º ano) do ensino básico.
ENSINAR E APRENDER ARTE
Gostaríamos de destacar, ainda que brevemente, alguns pontos sobre o processo de ensino e aprendizagem em arte. Este conceito está alinhado com a proposta curricular em espiral estabelecida em todos os Objectivos de Aprendizagem e Desenvolvimento, que proporciona aos professores uma visão de progressão dentro do próprio ano e entre ciclos de aprendizagem. Os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento não são exclusivos de um ponto do currículo (por exemplo, 4º ano do ciclo interdisciplinar) e podem ocorrer em momentos diferentes.
Assim, um objectivo de aprendizagem e desenvolvimento que tenha sido abordado num determinado momento não exclui a possibilidade de ser abordado novamente numa data posterior. A questão que se coloca é enfatizar determinados objetivos de aprendizagem e desenvolvimento no percurso de aprendizagem dos alunos.
Direitos de Aprendizagem Base Nacional Comum Curricular (BNCC) 2
A concepção do Currículo de Arte não se baseia no aspecto cronológico (sequencialmente histórico), mas, de forma mais ampla, no aspecto geográfico.
Campos Conceituais
Nas indicações de objetos de conhecimento e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, seguimos a mesma proposta dos campos conceituais. Para cada ciclo foi desenhado um quadro geral de objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, enfatizando a inter-relação entre as línguas numa síntese de objetivos comuns que apontam para um processo de ensino e aprendizagem mais amplo em Artes. As especificidades de cada língua também são destacadas em tabelas de objetivos por ano de cada ciclo de aprendizagem.
Nas tabelas de metas de aprendizagem e desenvolvimento há um alinhamento com os ODS relevantes. As formas de integrar os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento com os ODS na prática escolar serão detalhadas no documento de orientação didática para os diferentes componentes curriculares.
O ENSINO DE ARTE
CICLO DE ALFABETIZAÇÃO
Elementos de linguagem (EF02A01) Conhecer e explorar as possibilidades da criação artística através da utilização dos elementos formais da linguagem visual (ponto, linha, forma, cor e espaço) e suas articulações. Elementos de Linguagem (EF02A06) Produzir artisticamente utilizando diferentes materialidades, procedimentos e articulações de elementos de linguagem. Elementos de linguagem (EF03A16) Identificar e reproduzir diferentes formas de articulação musical, expressividade, dinâmica e variação de andamento (agógica).
Elementos da linguagem (EF03A10) Explorar e vivenciar ações corporais (andar, correr, pular, pular, rolar, engatinhar, empurrar, puxar, girar, dobrar, esticar, torcer, etc.). Elementos da linguagem (EF03A23) Experimentar as diferentes possibilidades de organização do pensamento, do sentimento e da ação cênica.
CICLO INTERDISCIPLINAR
Elementos da linguagem (EF04A10) Experimentar os elementos da linguagem da dança (estrutura corporal, tempo, ritmo, dinâmica da velocidade, espaço, uso do peso, experimentação de formas corporais e espaciais, gestos expressivos e cotidianos, movimentos dançados, entre outros) para expandir o repertório motor. Elementos de Linguagem (EF04A17) Crie frases e semifrases musicais (rítmicas ou melódicas) e experimente o uso de pausas, respiração e fermata. Elementos de Linguagem (EF05A01) Criar composições que combinem elementos de visualidade na exploração de conceitos (bidimensional, tridimensional, movimentos, profundidade e outros).
Elementos linguísticos (EF05A17) Explorar e perceber elementos externos que podem se tornar elementos cênicos (objetos, personagens e situações). Elementos de Linguagem (EF06A15) Avaliar, através da escuta ativa, peças (rap, súbito, embolade, música revival, música coral, entre outras) com diferentes acentos rítmicos, explorando a diferença entre tempo simples e composto e entre síncope e backlog.
CICLO AUTORAL
EF07A25) Reconhecer e refletir sobre as diversas manifestações culturais e cénicas regionais, nacionais e globais. de aprendizagem de conhecimento e objetivos de desenvolvimento Objetivos de desenvolvimento sustentável. EF07A20) Investigar o que corresponde à figura do maestro em outras linguagens artísticas. de aprendizagem de conhecimento e objetivos de desenvolvimento Objetivos de desenvolvimento sustentável. EF08A08) Conhecer a relação entre dança e tecnologia (vídeodança, dança telemática, dança computacional e outros híbridos). de aprendizagem de conhecimento e objetivos de desenvolvimento Objetivos de desenvolvimento sustentável.
Teatro e sociedade (EF08A20) Conhecer o teatro sob diferentes perspectivas (estética, histórica, social e antropológica). de aprendizagem de conhecimentos e objectivos de desenvolvimento Objectivos de desenvolvimento sustentável. Artes visuais e sociedade (EF09A07) Reconhecer e problematizar os processos criativos e suas poéticas, desenvolvidos na escola e na comunidade. de aprendizagem de conhecimentos e objectivos de desenvolvimento Objectivos de desenvolvimento sustentável.
ORIENTAÇÕES
PARA O TRABALHO DO PROFESSOR
O pensamento curricular territorial na educação artística aponta caminhos, tendo o professor como autor do percurso. Além dos documentos oficiais, somos confrontados com uma série de propostas metodológicas que influenciam a forma de pensar o processo de ensino e aprendizagem nas escolas. Um ponto comum das diversas propostas é o papel do diálogo no processo de ensino e aprendizagem.
Há também outros autores, sugestões metodológicas e questões que nos ajudam a pensar o processo de ensino e aprendizagem. Elementos conceptuais e metodológicos para a definição dos direitos de aprendizagem e desenvolvimento no ciclo de alfabetização (1.º, 2.º e 3.º ano) do ensino básico.
ANOTAÇÕES