Esta pesquisa teve como objetivo analisar a qualidade percebida e objetiva dos produtos e serviços oferecidos no litoral de Balneário Camboriú, no estado de Santa Catarina, levando em consideração o comportamento e a segurança alimentar dos turistas que consomem milho verde e churros à beira-mar. Balneário Camboriú..109 ANEXO D – Cronograma de entrevistas com turistas consumidores de milho verde e/ou churros no litoral central de BC..110.
Contextualização
Os principais atrativos de Balneário Camboriú são as dez praias que compõem a geografia local. Ressalta-se que a legislação específica de Santa Catarina e Balneário Camboriú é baseada na RDC 216/2004.
Problema de pesquisa
Qual o perfil e comportamento dos turistas que consomem milho verde e churros vendidos no litoral central de Balneário Camboriú. Qual o significado de comer milho verde e churros na praia entre os turistas em férias?
Procedimentos metodológicos
O objeto de estudo são os quiosques de milho verde e churros (Figuras 02 e 03) e os turistas consumidores. O Capítulo V examina o perfil dos turistas que apreciam milho verde e churros nos quiosques à beira-mar de Balneário Camboriú.
OS CAMINHOS DA HOSPITALIDADE, DO TURISMO E DA
Espaços e tempos de hospitalidade
A hospitalidade está, portanto, presente em diferentes momentos do fenómeno “turismo”, incluindo a oferta de transportes, alojamento, restauração e alternativas de lazer e entretenimento. Um elemento essencial no mundo da hotelaria e do turismo é a alimentação, pois, como destaca Camargo (2003), o ato de alimentar o hóspede/viajante faz parte do acolhimento.
Turismo litorâneo, turismo de praia, turismo balneário
O prestígio das águas curativas e dos banhos de mar no Brasil começou com a chegada da família real no início do século XIX. A inclusão da natação no mar e das férias de verão como novo hábito de lazer só aconteceu no século XX.
Gastronomia, identidade e singularidade das culturas
Para atender à crescente demanda de visitantes, segundo Sectur (2008), o município aumentou 160 estabelecimentos comerciais e mais 40 bares e restaurantes durante as duas últimas temporadas de verão – indicando que a gastronomia é um elemento fundamental no turismo. Segundo o Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília – CET/UNB (2008), a gastronomia ocupa lugar de destaque no setor turístico, pois além de oferecer oportunidades de lazer e entretenimento, também se beneficia do turismo contínuo. que é criado em torno de rotas e destinos.
QUALIDADE OBJETIVA: SEGURANÇA ALIMENTAR E
Qualidade e segurança alimentar
A este respeito, Cardoso et al (2003) alertam que, apesar de ter um impacto positivo, na medida em que cria empregos e reduz a pobreza, a venda de alimentos na rua também representa um risco para a segurança alimentar, devido às condições sanitárias dos produtos comercializados. . o que contribui para a falta de segurança dos produtos consumidos. Foi registrada uma alta incidência de doenças causadas pela ingestão de alimentos contaminados por microrganismos ou resíduos de agrotóxicos químicos. A terceira segurança alimentar e nutricional consiste na concretização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidades suficientes, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, com base em práticas alimentares promotoras da saúde que respeitem a diversidade cultural e cultural. , econômica e socialmente sustentável (BRASIL, 2006).
Para Talamini et al (2005), a segurança alimentar pode ser interpretada numa perspectiva quantitativa e qualitativa. Diante desses perigos, Antonini, Santos e Silva (2008, p. 4) alertam que “a preocupação com a segurança nutricional dos turistas deve ser constante e permitir-lhes desfrutar dos prazeres da sua viagem sem imprevistos.
Doenças veiculadas por alimentos
Os casos de tifo geralmente ocorrem a partir do consumo de leite ou alimentos contaminados com dejetos de humanos portadores da doença, além de água contaminada com esgoto. Podem ocorrer pela ingestão de alimentos contaminados com pesticidas, metais pesados, pesticidas e outras substâncias tóxicas. Informações elaboradas pela Redat Alimentos (2008) elencam as principais doenças de origem alimentar, destacando como intoxicação por enterotoxina estafilocócica mais comum o consumo de alimentos contaminados com uma toxina produzida pelo Staphylococcus aureus, que é extremamente resistente e pode sobreviver à fervura. por quatro horas.
A principal causa dos surtos de botulismo tem sido a ingestão de alimentos conservados ou semiconservados em latas, vidros ou produtos curados, dos quais foi retirado o oxigênio. A intoxicação por Clostridium perfringens - bactéria que ocorre amplamente na natureza, comumente no solo, em campos alagados e em vegetais - ocorre através da ingestão de alimentos contaminados pela bactéria em sua forma vegetativa.
Análises de perigos e as boas práticas de manipulação
O Codex Alimentarius (1997) – o código global que rege o sector alimentar – define HACCP como um sistema que identifica, avalia e controla perigos relevantes para a segurança alimentar. Quanto aos fundamentos do HACCP, o Codex Alimentarius (1997) enfatiza que este deve ser sistemático, ter base científica e identificar perigos específicos e medidas de controle para garantir a segurança alimentar. O objetivo do programa GMP é definir os procedimentos higiênicos essenciais e as boas práticas de produção de alimentos, o que inclui mudanças nos métodos de produção, no projeto e uso de equipamentos, edifícios e instalações, e no comportamento das pessoas envolvidas na produção e distribuição de comida. ..
Medidas de controle; Uso de produtos de controle de pragas e controle de pragas; Tipos de Programa de Controle de Pragas (FOOD DESIGN, 2008). Além das BPF, os procedimentos operacionais padrão (SOP) também são um pré-requisito para um sistema alimentar seguro – em inglês: Standard Operating Procedure (SOP).
A segurança alimentar sob o olhar da legislação
- Legislação brasileira
- Fiscalização e vigilância sanitária
- Legislação catarinense
- Vigilância sanitária no Estado e nos municípios
- Legislação municipal
A composição do KVKB mostra a importância deste órgão na representação de segmentos do setor alimentício. Como instituição responsável pela regulamentação da saúde alimentar no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) utiliza como referência as normas do Codex. Com a Portaria 326, de 30 de julho de 1997, também baseada no Codex Alimentarius, a SVS/MS aprovou o Regulamento Técnico sobre Condições Higiênico-Sanitárias e Boas Práticas de Produção para Empreendimentos de Produção/Industrialização de Alimentos (BRASIL, 1997).
O objetivo é descrever os requisitos para uma organização implementar um sistema de gestão segura de alimentos de acordo com os princípios HACCP. De acordo com esse documento publicado em 16 de dezembro de 1993, a secretaria municipal de saúde, integrante do Sistema Único de Saúde, é responsável pelo desenvolvimento de medidas de controle sanitário de alimentos e bebidas e relacionadas à higiene (BALNEÁRIO CAMBORIÚ, 1993).
QUALIDADE OBJETIVA: SEGURANÇA ALIMENTAR E
A avaliação da Vigilância Sanitária do município nos pontos de venda de milho verde e churros é realizada anualmente quando há renovação do Alvará Sanitário e são realizados treinamentos de Boas Práticas para que os manipuladores de alimentos recebam cartão de saúde. A maior parte dos pontos de venda de churros e milho verde (tabela 04) possuía recipientes e equipamentos bem conservados (97,4%) e bem higienizados (56,1%), conforme padrões previstos em lei. Durante a coleta de dados constatou-se que os quiosques estavam em conformidade com a legislação, realizando apenas troca de óleo semanalmente.
Ressalta-se que o milho verde e os churros apresentam alterações em suas características sensoriais como sabor, textura e aparência quando reaproveitados. Ao analisar a Tabela 12, verifica-se que as condições de armazenamento das espigas de milho verde nos quiosques examinados estão de acordo com as diretrizes fiscais – existe um depósito de alvenaria específico para esse fim, segundo a Fiscalização do Ministério da Saúde do município.
QUALIDADE PERCEBIDA: COMPORTAMENTO ALIMENTAR E
Ainda segundo Da Matta (1986, p. 22), “comida é algo neutro, comida é uma comida que se torna familiar e portanto define caráter, identidade social, comunidade”. É preciso considerar também as variáveis relacionadas à alimentação, como sabor, variedade, valor nutricional e aparência - enfatizadas nos estudos de Castelo Branco (2000) - além do preço, da higiene e da relação tempo/conveniência, que influenciam as escolhas alimentares .. Por exemplo, através do hedonismo ou disciplina, regido pelo que se quer comer, ou seja, pela busca da satisfação do paladar, do prazer no que será consumido, ou, pelo contrário, pelo que se deve comer, quando a norma é o padrão idealizador predominante para essas representações sociais.
Na mesma perspectiva, Bleil (1998, p. 23) afirma que “as notícias da indústria alimentar conquistam diariamente os jovens consumidores. E é singular que este seja o elemento mais egoísta, que, aliás, é o mais essencial e imediatamente limitado ao indivíduo” acrescenta o autor, dizendo que “o que você pensa pode ser conhecido pelos outros; o que se vê, pode-se deixar que outros vejam; o que é dito centenas de pessoas podem ouvir, mas o que é comido não pode de forma alguma ser comido por outro”.
QUALIDADE PERCEBIDA: COMPORTAMENTO ALIMENTAR E
Perfil socioeconômico do turista que consome milho verde e churros nos
A faixa etária em que predominavam os consumidores de milho verde e churros era entre 27 e 56 anos no momento da pesquisa (247 entrevistados, 61%), o que significa um número considerável de adultos, se incluirmos aqueles com mais de 57 anos . É provável que esse aspecto do ensino fundamental ao médio tenha contribuído para que 65,68% da população estudada (Tabela 24) aceitasse a higiene do local como primeiro e segundo critério na escolha de um quiosque para comer milho e churros. De acordo com a tabela 23, que se refere à avaliação higiênico-sanitária do quiosque e do varejista, 31,9% dos entrevistados avaliam em primeiro lugar o atendimento recebido.
A Tabela 20 mostra que os entrevistados frequentam a praia de Balneário Camboriú desde a década de 1990; o mesmo número e percentagem (187 turistas – 46,17%) corresponde também à década de 2000 e representa um público que vai de férias por um período de dias relativamente curto (tabela 19), mas com escolhas consistentes por este resort. Quanto ao perfil dos turistas que consomem milho verde e churros nas localidades avaliadas, ficou claro que havia um grupo prioritário de pessoas (homens e mulheres, a maioria), jovens e adultos, com idade variando de 18 a 56 anos, estava vindo. provenientes do sul do país, solteiros e casados, que costumam tirar férias de até 15 dias e procuram a cidade desde a década de 1990 e/ou início dos anos 2000.
A significação sensorial e cultural do consumo de milho verde e churros
Pela comparação dos dados apresentados nas tabelas 24 e 25, percebe-se que o consumo de milho verde não é importante como hábito alimentar, pois é apresentado como um consumo esporádico pelos entrevistados. A Tabela 26 mostra que o maior consumo de milho verde na praia está relacionado, principalmente, ao sentimento de satisfação (170 indicadores, em primeiro lugar na escala de 1 a 5), que está relacionado ao ambiente de praia e aos momentos de férias e tempo livre. No sentido horizontal da tabela, fica claro que a importância do consumo de milho verde está relacionada, em primeiro lugar, ao prazer, em segundo lugar.
A análise das entrevistas revelou que o maior consumo foi de milho verde, com pouca referência ao consumo de churros. A discussão dos dados, a partir de agora, terá como foco o consumo de milho verde, uma vez que o consumo de churros não foi relevante. Quanto ao consumo de milho verde na praia, os entrevistados afirmaram que o fazem por prazer, por hábito, por praticidade, para saciar a fome e por ser um alimento barato.
ANEXO D – Cronograma de entrevistas com turistas consumidores de milho verde e/ou churros no litoral central do BC.