Esta tese tem como objetivo geral analisar a influência dos modelos mentais dos empreendedores, na perspectiva dos seus elementos cognitivos, nas decisões para o desenvolvimento de oportunidades empreendedoras. Esta tese tem como objetivo analisar a influência dos modelos mentais dos empreendedores, do ponto de vista dos seus elementos cognitivos, na tomada de decisões para o desenvolvimento de oportunidades empreendedoras.
Problema de pesquisa
Segundo os autores, o conhecimento sobre como uma oportunidade é “individualizada”, ou seja, como os recursos cognitivos são utilizados para analisar sua atratividade, é bastante limitado. Os elementos cognitivos dizem respeito à forma como os empreendedores armazenam e recuperam conhecimento da memória para receber, organizar e processar novas informações e experiências do ambiente e utilizam essas interpretações para orientar suas ações (VIDIGAL; NASSIF, 2013).
Objetivos da pesquisa
Objetivo Geral
Trabalhar de um ângulo cognitivo exige que os investigadores examinem como os empreendedores identificam ideias para novos produtos, serviços ou modelos de negócios, como avaliam essas oportunidades e como desenvolvem e implementam essas ideias, tomando decisões sobre mobilização de recursos, relações com investidores, consumidores e outras partes interessadas. . partes e como o ambiente interfere em suas rotinas e estratégias de ação (GREGOIRE et al., 2015), o que se aproxima do foco deste estudo. Qual o impacto dos modelos mentais dos empreendedores, na perspectiva dos seus elementos cognitivos, nas decisões sobre o desenvolvimento de oportunidades empreendedoras.
Objetivos Específicos
Contribuições da tese
No que diz respeito à contribuição social, uma melhor compreensão do processo de desenvolvimento de capacidades empreendedoras e das variáveis cognitivas que o influenciam é relevante para o desenvolvimento de políticas de formação e apoio aos empreendedores, tanto iniciais como estabelecidos. Em termos de contribuição para a gestão, os resultados da pesquisa podem ajudar os empreendedores interessados no tema a alcançar um maior nível de adaptabilidade cognitiva, resultado do processo de metacognição.
Ineditismo e originalidade da pesquisa
O método é adequado ao objetivo desta pesquisa, no sentido de que o processo de coleta e análise de dados resultará em um modelo mental comum aos empreendedores participantes do estudo no que diz respeito aos processos de reconhecimento, criação e desenvolvimento de oportunidades empreendedoras. Poucos estudos em ciências sociais aplicadas utilizaram este método, incluindo a pesquisa de Lee e Chen (2016), que desenvolveram um modelo mental comum dos aspectos que os utilizadores de smartphones consideram no seu processo de selecção de dispositivos.
Estrutura do estudo
O terceiro capítulo apresenta os procedimentos metodológicos utilizados nas etapas de planejamento da pesquisa, coleta e análise dos dados. Empreendedorismo e oportunidades empreendedoras; Uma visão de descoberta de oportunidades; Uma visão de criação de oportunidades; Uma visão holística; Conhecimento empreendedor; Modelos mentais: conceitos e características; Desenvolvimento de modelos mentais e; finalmente, elementos cognitivos que sustentam os modelos mentais dos empreendedores.
Empreendedorismo e oportunidades empreendedoras
A visão da descoberta de oportunidades
O conhecimento prévio sobre os mercados influenciará a descoberta de quais mercados entrar para explorar uma nova tecnologia. O conhecimento prévio das pessoas sobre questões de consumo influenciará a descoberta de produtos e serviços para explorar uma nova tecnologia.
A visão da criação de oportunidades
Em termos substantivos, o autor sugere três ângulos a partir dos quais o conceito de oportunidade pode ser estudado, que são apresentados na tabela abaixo. Uma oportunidade pode ser representada por um modelo de ações do empreendedor, entrelaçamento de recursos, aspirações e modelos de negócios.
A visão integradora
Seis fatores, apresentados na Tabela 5, são destacados pelos autores como influenciadores do processo de desenvolvimento de oportunidades empreendedoras. Com base nestas considerações, os autores apresentam uma estrutura para o processo de identificação e desenvolvimento de oportunidades empreendedoras.
Síntese
Estudos empíricos sobre oportunidades empreendedoras
Os resultados mostraram que o alerta empreendedor influencia diretamente o reconhecimento de oportunidades, enquanto o conhecimento prévio o influencia significativa e indiretamente através do seu impacto no alerta empreendedor. O estado de alerta dos empreendedores influencia diretamente o reconhecimento de oportunidades, enquanto o conhecimento prévio as influencia significativa e indiretamente através do seu impacto no estado de alerta dos empreendedores.
Cognição empreendedora
Modelos mentais: conceitos e características
Os modelos mentais, portanto, influenciam a experiência (ativos) e são influenciados pela experiência (passivos). Chapman e Ferfolja (2001) argumentam que os modelos mentais podem falhar ou refletir conhecimentos que não são mais aplicáveis em uma determinada situação.
Desenvolvimento dos modelos mentais
As metáforas permitem, assim, interpretação e reinterpretação constantes, um processo em que os indivíduos lutam para assimilar as contradições cognitivas e rompem com os modelos mentais existentes. O modelo foi proposto por autores que estudaram a influência dos modelos mentais no processo de comunicação.
Elementos cognitivos que suportam os modelos mentais de
- Experiência prévia
- Domínio de conhecimento
- Fracasso anterior
- Propensão ao risco
- Excesso de confiança
- Otimismo
- Criatividade
- Capital Social
- Reflexão Moral
Hogarth e Karelaia (2012) afirmam que a confiança reduz o número de oportunidades perdidas, pois a confiança nas próprias capacidades determina em grande parte a decisão de um empreendedor de iniciar um novo negócio. Em suma, os empreendedores podem ser mais suscetíveis ao excesso de confiança do que outros indivíduos, tornando-os mais otimistas na avaliação das oportunidades de negócios (DE CAROLIS; SAPARITO, 2006).
Síntese da Fundamentação Teórica
Os autores sugerem a combinação de métodos, a utilização de experimentos aliados ao uso de dados secundários e dados em painel como alguns caminhos a seguir. O planejamento metodológico de um estudo, segundo Alves-Mazzotti (2002), deve incluir a justificativa do paradigma norteador da pesquisa, as etapas de desenvolvimento da pesquisa, sendo o processo de seleção dos participantes e os procedimentos e instrumentos de coleta e análise da pesquisa. dados usados.
Paradigma, abordagem e objetivos da pesquisa
Este capítulo está estruturado para atender a esses requisitos e, em última análise, resumir as informações em um fluxo de processo de pesquisa. Embora a literatura apresentada no Capítulo 2 seja rica na variedade de aspectos cognitivos que podem influenciar os modelos mentais dos empreendedores quando exploram oportunidades, existe uma lacuna na forma como estes elementos se inter-relacionam e trabalham em conjunto para moldar a atitude.
O método: Análise Qualitativa Interativa
O design da pesquisa
A distância consiste na proximidade dos indivíduos com o fenômeno e problema em estudo, ou quão próximos os indivíduos de um grupo realmente estão do fenômeno. Por fim, a terceira etapa do desenho da pesquisa é a formulação da questão de pesquisa a ser investigada no grupo focal.
O grupo de foco da AQI
A Figura 9 é um exemplo de ART para um grupo focal que resultou em seis afinidades. Com essas informações em mãos, iniciamos a elaboração do Diagrama de Inter-relacionamento do Grupo Focal (IRD).
As entrevistas
Na tabela de codificação axial, o pesquisador deverá buscar nas transcrições das entrevistas citações, exemplos e depoimentos que se refiram a alguma das afinidades. O objetivo da tabela de codificação teórica é captar as relações identificadas entre as afinidades nas entrevistas individuais.
O relatório
Ao combinar a codificação teórica das entrevistas, o pesquisador cria um novo diagrama de impacto do sistema seguindo o mesmo protocolo SID desenvolvido a partir do grupo focal. Existe também a possibilidade de criação de SID individuais com base nas tabelas teóricas de codificação das entrevistas, que podem explorar as diferenças nas percepções dos participantes b) explicar as relações entre estes elementos: com base na combinação da nova conclusão do ART e os Depoimentos dos entrevistados, procuram explicar e ilustrar as relações entre as afinidades.
O grupo de foco
Quando fui para a Escola do Chocolate me surpreendi com o que aprendi lá, é onde você aprende. Acho que isso vai trazer resultados ou ser um fator diferenciador [...] Tentamos trabalhar com os pés no chão, claro, mas se, por exemplo, não corrermos riscos por estes novos desenvolvimentos. Acho que posso voltar à questão da confiança, é o mais complicado, convencer que é uma coisa boa: temos clientes.
Sou novo, então as pessoas olham para mim e não me passam a credibilidade que eu gostaria, então a gente vem.
O Diagrama de Influência do Sistema (SID) do grupo de foco
As entrevistas individuais
A descrição das afinidades
- Ideia de negócio
- Demanda
- Diferenciais
- Solução
- Motivação pessoal
- Viabilidade econômica
- Operações internas
Combinação das entrevistas de codificação teórica
O Diagrama de Influência do Sistema (SID) composto com as entrevistas
As relações do Diagrama de Influência do Sistema
Como resultado das entrevistas de codificação teórica, observa-se uma relação entre as operações internas e a viabilidade econômica do desenvolvimento da oportunidade (Figura 39). A seguir, comenta-se a relação entre esses elementos e, por fim, apresenta-se uma associação entre os elementos cognitivos resultantes da atual pesquisa e as etapas do processo de desenvolvimento de oportunidades.
Discussão dos elementos cognitivos dos modelos mentais de
- Ideia de negócio
- Demanda
- Diferenciais
- Solução
- Motivação pessoal
- Viabilidade econômica
- Operações internas
Em relação à afinidade de demanda, ficou claro nas entrevistas que os empreendedores utilizaram sua rede de contatos para testar a demanda e aumentar as vendas na start-up. Para Yang e Zhang (2015), os empreendedores são, em sua maioria, mais otimistas e mais avessos ao risco do que os não empreendedores.
Discussão das inter-relações dos elementos cognitivos dos modelos mentais
Nesse sentido, a ideia de negócio, principal impulsionador do diagrama de impacto do sistema, é o ponto de partida para uma série de ações cíclicas que visam transformar uma ideia em oportunidade. As respostas do mercado (Loop 1) apoiam as decisões internas para que diferenciadores e soluções sejam criados de forma a criar valor para o mercado, mantendo a viabilidade económica do negócio (Loop 2).
Discussão da relação dos elementos cognitivos dos modelos mentais de
A Figura 48 apresenta os elementos cognitivos dos modelos mentais dos empreendedores que influenciam cada uma das três fases do processo de desenvolvimento de oportunidades. A figura integra as sete afinidades dos modelos mentais dos empreendedores nos processos de descoberta e criação de oportunidades, suas inter-relações que configuram um sistema de influências e os elementos que os compõem.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Resgate dos objetivos da pesquisa
Procurou-se então compreender, tendo em vista o segundo objetivo específico do estudo, a inter-relação dos elementos cognitivos dos modelos mentais dos empreendedores, no domínio do desenvolvimento de oportunidades empreendedoras. O terceiro objetivo específico da pesquisa visou relacionar os elementos cognitivos dos modelos mentais dos empreendedores a cada uma das etapas do processo de desenvolvimento de oportunidades (ARDICHVILI; CARDOZO; RAY, 2003).
Contribuições teóricas e práticas da pesquisa
As relações de causa e efeito no modelo mental comum aqui apresentado também podem ajudar a compreender em que situações a exploração de possibilidades tem maior probabilidade de ocorrer com sucesso. Embora esta seja uma característica difícil de alcançar, ela está positivamente relacionada à tomada de decisão em ambientes complexos, dinâmicos e inerentemente incertos (HAYNIE; SHEPHERD, 2009) como aqueles enfrentados pelos empreendedores.
Limitações e sugestões para pesquisas futuras
Outra distinção que não é feita neste estudo, mas que poderia contribuir para o progresso na área, é a replicação da pesquisa com grupos de empreendedores iniciantes versus empreendedores experientes. Na verdade, existe uma escola de pensamento que argumenta que empreendedores experientes possuem uma base de conhecimento mais eficiente que os recém-chegados (WESTHEAD; UCBASARAN; WRIGHT, 2005; KRUEGER 2007) e utilizam uma estrutura cognitiva mais rica para identificar e avaliar novas oportunidades (BARON, 2006). No entanto, esta é uma direção de investigação interessante, que pode ajudar a explicar porque é que as oportunidades de negócio são exploradas ou refutadas.