Estudar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e a justiça ambiental foi a ideia que motivou este estudo. 3 Constitucionalização do ambiente, política nacional de resíduos sólidos e questão da implementação do centro de tratamento de resíduos.
A visão sistêmica
A visão sistémica deve conduzir a uma análise conjunta dos vários factores e também a uma avaliação simultânea do ambiente, do social, da cultura, da economia, da tecnologia e da saúde pública através do tratamento dos resíduos sólidos. Argumenta-se, portanto, que esta perspectiva deve ir além da gestão dos resíduos sólidos e incluir a gestão, bem como todas as ações realizadas no âmbito da PNRS.
Cooperação
25 do Capítulo III da PNRS, que trata das responsabilidades dos produtores e dos órgãos governamentais, afirma que “os órgãos governamentais, a indústria e a comunidade são responsáveis pela eficácia das ações destinadas a garantir o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Fixos e da Política Nacional de Resíduos Fixos e da diretivas e demais disposições” (BRASIL, 2010, grifo nosso) nelas estabelecidas, bem como na regulamentação. Na perspectiva da cooperação financeira [art.42] no contexto dos resíduos sólidos, compete ao governo tomar medidas para estabelecer linhas de financiamento que visem, entre outras coisas, prevenir e reduzir a produção de resíduos sólidos no processo produtivo fora.
A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos
Portanto, num primeiro momento, é importante situar a política nacional de resíduos sólidos (PNRS) em relação à política nacional de meio ambiente (PNMA). A hipótese é que os planos sejam adequados para fins de operacionalização da gestão integrada de resíduos sólidos. A seguir serão destacados dois instrumentos da Política Nacional de Gestão de Resíduos Sólidos, fundamentais para a implementação do princípio da hierarquia.
Constitucionalização do direito ao meio ambiente
Antes de passarmos à análise dos resíduos sólidos, faremos uma breve análise da legislação ambiental no sistema nacional. A configuração do direito ao meio ambiente como direito fundamental assegura sua aplicação imediata nos termos do artigo 5º, §1º da Carta Magna. Segundo Canotilho, a aplicação imediata do direito ao meio ambiente saudável significa que “nenhuma entidade, pública ou privada, pode tratá-lo como auxiliar, acessório, de valor menor ou desprezível” (CANOTILHO, 2008, p. 98).
Com o objetivo de garantir a eficácia da proteção ambiental, a Constituição estabeleceu não apenas direitos, mas também obrigações para os indivíduos e para o próprio Estado. O parágrafo primeiro do artigo 225 apresenta os deveres impostos ao poder público, dentro de uma vertente intervencionista estatal. Além de ditar o que o Estado não deve fazer (=dever negativo) ou o que deve empreender (=dever positivo), a norma constitucional estende os seus tentáculos a todos os cidadãos, parceiros do pacto democrático, convencidos de que só eles desta forma podem alcançar a sustentabilidade ecológica.
O indivíduo torna-se assim corresponsável por um ambiente equilibrado e tem deveres directos no domínio da protecção ambiental, incluindo no que diz respeito aos resíduos sólidos, sendo dever do cidadão contribuir para a prevenção da poluição ambiental por resíduos sólidos e para reduzir a geração de resíduos para diminuir.
Princípios do direito ao meio ambiente
A Lei também trata da elaboração de planos de resíduos sólidos nos níveis estadual, nacional e municipal. Apenas pela sistematização do tema, que inclui dimensões políticas, sociais, econômicas, ambientais e culturais, a LPNRS obteve grandes avanços (artigo 6º III). A legislação, porém, foi mais longe: respeitou o direito fundamental a um ambiente equilibrado e o princípio do direito.
Além da adoção da prevenção como norteador da PNRS, a legislação também determina a escala de prioridade para o manejo dos resíduos sólidos: não geração, redução, reaproveitamento, reciclagem, tratamento de resíduos e disposição final de resíduos (art. 8º, II e Artigo 9). Outro avanço importante da referida lei é marcar uma forte articulação institucional entre os três entes federativos (União, estados e municípios), bem como entre o poder público, o setor produtivo e a sociedade, estabelecendo um sistema de responsabilidade compartilhada pela vida. ciclo de produtos, no qual se desenvolve um conjunto de tarefas individualizadas e encadeadas para reduzir a quantidade de resíduos sólidos e reduzir o impacto na qualidade do meio ambiente (art. 6º, VII, art. 3º, XVII, art. 7º, VIII e art. 30 e seguintes). De acordo com o sistema LPNRS, que, além do domínio dos mecanismos preventivos, também estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, a educação ambiental se posiciona como um instrumento da PNRS, pois é responsável por criar consciência ambiental e mudar o consumo normas (artigo 8º, VIII).
Em relação à educação ambiental, são disponibilizadas ferramentas para informar a população sobre resíduos, como o Sistema Nacional de Informações e o Cadastro de atividades poluidoras (art. 8º, XI, XV e XVII). A educação ambiental é obrigatória em todos os níveis de educação formal e não formal (art. 2º), sendo de responsabilidade não só do Estado, mas também das empresas, da sociedade e do terceiro setor (art. 3º e incisos).
Educação ambiental e resíduos sólidos
Das vantagens da reciclagem
Dessa forma, os catadores de resíduos sólidos ganham importante destaque, pois suas iniciativas contribuem para reverter essa realidade. As informações apresentadas pela Versão Preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos para Consulta Pública ilustram bem a realidade vivenciada pelos catadores. Portanto, seguindo as indicações e dados obtidos pelo Ministério do Meio Ambiente, a Política Nacional de Resíduos Sólidos reconhece a necessidade de promover melhores condições para esses trabalhadores, incluindo entre os seus objetivos:
Portanto, para auxiliar na implementação de projetos de reciclagem na comunidade de Benjamin, analisamos as iniciativas de outros municípios e como tais projetos contribuem para a reciclagem de resíduos sólidos. Apesar das particularidades de cada município, todos os temas abordados são inerentes à implementação de projetos que visam a reciclagem de resíduos sólidos e a melhoria das condições de vida dos catadores de materiais. As ocupações e despejos irregulares de resíduos sólidos começaram efetivamente em 2003 (PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ, 2013c, p.1) e atualmente ocupam grande parte deste local.
Na localidade não há abastecimento de água, fornecimento de energia elétrica, coleta e tratamento de efluentes domésticos e muito menos serviços de coleta de resíduos sólidos. Desde então, a Prefeitura de São José atua em conjunto com o Ministério Público para regularizar a área de depósitos irregulares de resíduos sólidos (PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ, 2013b).
PAC Potecas
Procedimentos como cadastramento de moradores das comunidades, capacitação da população para lidar com a reciclagem de resíduos sólidos e iniciativas de educação ambiental para reconhecer a importância da reciclagem de resíduos sólidos e o papel dos catadores na reciclagem de materiais, são passos fundamentais para a implementação de projetos e o estabelecimento de cooperativas de resíduos sólidos. Porém, para que os projetos de reciclagem ocorram de forma efetiva na Comunidade Benjamin, são incluídas e abordadas questões como a ampliação da ocupação descontrolada que ocorre na localidade, o descarte irregular de resíduos sólidos e a criação de infraestrutura para os moradores posteriormente. Tais cidadãos devem primeiro ser superados no processo de reciclagem. Com isso, ao envolver os moradores da comunidade de Benjamim no processo de reciclagem, serão superados os problemas sociais existentes naquela localidade, além da contribuição dos moradores para a reciclagem dos resíduos sólidos, diminuindo assim a demanda por resíduos.
Estabelece a política nacional de resíduos sólidos; altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e toma outras medidas. Guia para implementar políticas nacionais de resíduos sólidos nos municípios brasileiros de forma eficaz e inclusiva. Este trabalho tratará de questões que permeiam a sociedade contemporânea e as políticas ambientais, reconhecendo uma sociedade de consumo contemporânea, como aspectos de consumo, produção de resíduos sólidos e educação ambiental, e por fim fará uma breve reflexão sobre a vulnerabilidade das crianças neste contexto. apontando um remédio para a educação ambiental visando aumentar a consciência do consumo.
Seguindo breves reflexões sobre o meio ambiente como direito fundamental, o reconhecimento da sociedade como responsável pela preservação do meio ambiente, e o surgimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos para promover a gestão ambiental integrada, que define como geradora de resíduos. O objetivo deste trabalho é delinear a importância da educação ambiental além de promover políticas de reaproveitamento e reciclagem para a gestão de resíduos sólidos, mas também como ela pode ser utilizada para promover o consumo consciente, especialmente voltado às crianças, considerando que amanhã elas serão as principais consumidores.
A insustentabilidade da economia e do consumo
Neste contexto, antes de começarmos a trabalhar para alcançar o consumo sustentável e a sua implementação entre os pequenos consumidores, é necessário destacar algumas preocupações sobre o ambiente como um bem jurídico. Por determinação do legislador, a comunidade tem a obrigação de preservar e proteger um meio ambiente ecologicamente equilibrado, portanto permitir a difusão do consumo sob o rótulo de sociedade de consumo é permitir que a comunidade desobedeça a norma constitucional. Nesse contexto, para garantir a efetividade do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, a Carta Magna transferiu ao poder público o dever de.
Por fim, a última dimensão deve-se à criação de habilidades, atitudes e competências adaptáveis à manutenção de um ambiente ecologicamente equilibrado. Nesse sentido, acredita-se que a formação da consciência no consumo por meio da educação ambiental, focada na promoção de conversas com as crianças, por se apresentarem como as principais vítimas na sociedade de consumo, é um instrumento de preservação de um meio ambiente ecologicamente equilibrado. A afirmação do direito a um ambiente ecologicamente equilibrado, com estatuto de direito fundamental, decorre de valores consagrados na Constituição.
A Política Nacional de Defesa e Proteção Ambiental tem a função destacada de fazer cumprir a ordem constitucional, para garantir o sentido autêntico da norma. No contexto da gestão de resíduos sólidos, as mudanças no sector do consumo são imperativas para fornecer uma base sustentável para a conservação do ambiente.
O Brasil e a perspectiva de implantação das usinas waste-to-energy
Em setembro passado, a Secretaria de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo anunciou a comissão de estudos para implantação de uma planta de produção de energia a partir da incineração de resíduos sólidos urbanos. Os atuais padrões de produção e consumo da sociedade de risco2, que explora os recursos naturais de forma irrestrita e predatória, têm causado impactos negativos ao meio ambiente, especialmente a proliferação de resíduos e a degradação dos recursos naturais para produção de energia. São analisados dados sobre a matriz energética brasileira, perspectivas para o setor e políticas públicas para promoção de fontes alternativas de energia renovável.
Ainda não foi aprovada em nível nacional uma lei sobre geração de energia a partir de biogás de aterros sanitários, mas já existem iniciativas estaduais, como é o caso de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. A prática de geração de energia através do biogás proveniente de aterros sanitários é bastante nova e tem grande potencial como incremento na matriz energética brasileira. Do ponto de vista energético, biomassa é o nome da matéria orgânica que pode ser utilizada para gerar energia.
Portanto, os aterros sanitários são a tecnologia de disposição final que será utilizada e implementada nos diversos municípios do país, deixando um grande potencial de geração de energia através do biogás. O biogás é uma fonte de energia alternativa sustentável que converte os efeitos ambientais dos gases de efeito estufa em energia.