34 Figura 15: Ajustes aos modelos de Gompertz e Schnute para machos (acima) e fêmeas (abaixo) de Illex argentinus capturados no sudeste e sul do Brasil. 41 Tabela 12: Resumo dos dados extraídos de Illex argentinus capturados no sudeste e sul do Brasil entre 2001 e 2002.
INTRODUÇÃO
Um estudo deste tipo ainda não foi realizado para I. argentinus capturado no Sudeste e Sul do Brasil, mas poderia ser uma ferramenta valiosa para confirmar hipóteses populacionais previamente propostas para esta espécie em águas brasileiras, bem como para diferenças entre eles e variações ambientais e espaço-temporais. Schwarz (2006) testou a metodologia de preparação e leitura de anéis de crescimento em estatólitos utilizada por diversos autores (Jereb et al., 1991) em amostras de I.
OBJETIVOS
G ERAL
E SPECÍFICOS
MATERIAIS E MÉTODOS
- C OLETA DE MATERIAL
- E SCOLHA DOS E XEMPLARES
- P REPARAÇÃO DOS ESTATÓLITOS PARA LEITURA DE ANÉIS DE CRESCIMENTO
- Montagem
- Desgaste e Polimento
- L EITURA E VERIFICAÇÃO
- D ETERMINAÇÃO DE IDADE E RETRO - CÁLCULO DAS DATAS DE NASCIMENTO
- M ODELOS DE CRESCIMENTO
- M ODELO DE MATURAÇÃO
- E STIMATIVAS DE TAXAS DE CRESCIMENTO
O sistema também possibilitou realizar medições na estrutura como a distância entre o primeiro anel de crescimento e a borda da microestrutura na direção do eixo maior de deposição onde foram realizadas as contagens dos anéis de crescimento. Após a identificação dos anéis de crescimento depositados na microestrutura do estatólito, foi contado o número total de anéis, desde a eclosão até a borda do estatólito. A determinação da idade foi realizada com base na premissa de que a formação dos anéis de crescimento tem periodicidade diária.
A marcação com alizarina mostrou que a periodicidade de formação dos anéis de crescimento (1 banda clara + 1 banda escura = 1 anel de crescimento ou anel) é próxima de 24 horas (Sakai et al., 2004). Assim, cada anel de crescimento foi contado desde o anel de soldagem até o último anel legível na borda da microestrutura. Utilizando estes pressupostos, as estimativas da taxa de crescimento foram feitas utilizando parâmetros derivados do modelo mais adequado.
RESULTADOS
C ARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA
machos; ♀ - Feminino; N – Número de exemplares; CM – Comprimento do manto em cada mês em milímetros; PT – Peso em gramas; Idade – Idade em dias; Prof – Profundidades de coleta em metros. 26 Tabela 3: Visão geral das capturas de Illex argentinus realizadas entre 2001 e 2008 por navio. Alugadas – Frota internacional de arrastões; Data – Período médio de captura da frota nacional e data em que fui capturado.
M ICROESTRUTURA DO ESTATÓLITO E INTERPRETAÇÃO DOS ANÉIS DE CRESCIMENTO
A microestrutura interna da região da cúpula é dividida em cinco partes descritas na literatura como: (1) Foco, região onde se inicia o crescimento do estatólito; (2) Núcleo, região entre o Focus e o anel de hachura; (3) Zona pós-nuclear, área que se estende desde o anel hachurado até à primeira marca ou verificação proeminente; 4) Zona Escura, porção mediana onde são encontradas manchas opacas, geralmente causadas pela recristalização da aragonita, e (5) Zona Periférica, que constitui a porção próxima à borda do estatólito (Lipinski et al., 1991) (Figura 10). São chamados de cheques e podem representar um período de transição ou estresse na vida do animal com período de treinamento indefinido. A formação dos anéis de crescimento ocorre desde o início da vida do animal, na fase embrionária, quando o animal ainda está na casca do ovo.
Também é possível visualizar com aumento mil vezes (1000x) marcas formadas no período embrionário, antes da eclosão, mas estas são difíceis de interpretar e têm periodicidade incerta. Não foi possível mensurar a MRS em juvenis e paralarvas, o que poderia aumentar as chances de estabelecer relação entre a idade e a distância entre o anel de cria e a borda. No entanto, deve-se notar que as distâncias entre as marcas são diferentes em cada zona do estatólito (Arkhipkin, 2005) e qualquer relação que tente encontrar a idade com base na medição MRS não fornecerá estimativas confiáveis.
P RECISÃO DAS CONTAGENS
32 Figura 13: Comparação entre o número de anéis observados no estatólito de Illex argentinus no sul do Brasil em leituras independentes entre 3 leitores diferentes.
M ODELOS DE CRESCIMENTO
A altura assintótica estimada em ambos os modelos foi próxima de 240 mm CM para os machos e 320 mm CM para as fêmeas. Deve-se notar que onde o modelo de Gompertz foi considerado o que melhor descreve o crescimento, foi porque este modelo tinha menos parâmetros para estimar, afetando o cálculo do AIC e não porque era melhor que o de Schnute como curva no ajuste. os dados. Nos homens, onde o modelo Schnute é considerado o que melhor descreve o crescimento (AICW = 0,52), deve notar-se que as curvas que utilizam os modelos Gompertz e Schnute ajustam os dados de forma semelhante (Figura 15).
Ambos os modelos representam apenas a forma assintótica (curvas S) se houver dados de comprimento por idade nos estágios inicial e final da ontogenia. Assim, para ambos os sexos, os dados de 22 exemplares juvenis de sexo não especificado, ou 36 Figura 15: Ajuste dos modelos Gompertz e Schnute para Illex argentinus macho (topo) e fêmea (parte inferior) capturados no sudeste e sul do Brasil.
M ODELANDO A MATURAÇÃO
I DADE E CICLO DE VIDA
- Duração do período de paralarva
- Duração da fase juvenil
- Longevidade
O estágio juvenil começa logo após a formação completa do aparelho tentacular e neste estudo foi assumido que se estende até o estágio IV de maturação sexual. O indivíduo mais velho analisado foi uma fêmea já fecundada (estágio 6) com 320 dias de idade e comprimento de manto de 315 mm. Indivíduos nesses estágios apresentam tecido muscular do manto flácido e gônadas completamente vazias, o peso corporal diminui e o manto pode encolher.
Muitos espécimes torceram ou dobraram a estrutura da pena ou do "gládio" devido ao encolhimento do manto. Os exemplares que atingiram esse estágio de maturação apresentaram idade média de aproximadamente 200 dias para as fêmeas e 186 dias para os machos (Tabela 11). CM – comprimento do manto em milímetros; Estágio – estágio de maturação segundo escala proposta por Brunetti (1990); N – número de amostras analisadas.
E STRUTURA POPULACIONAL
- Capturas de Primavera
- Capturas de Verão
- Capturas de Outono
- Capturas de Inverno
O último exemplar analisado neste período foi capturado em 25/12 e teve período de eclosão estimado em 16/09 atingindo 100 dias de vida. O período de eclosão foi estimado entre agosto de 2001 e fevereiro de 2002, com a maioria das eclosões estimadas entre o final de outubro e a primeira quinzena de dezembro de 2001. O exemplar mais velho foi uma fêmea parcialmente desovada (estágio VII) com captura estimada para 01/06/2002 (captura da frota nacional) e data de eclosão em 15/08/2001.
O indivíduo mais jovem era uma fêmea já fecundada (estágio VI) e a data de eclosão foi estimada em 26 de dezembro de 2001. O período de eclosão estimado foi entre o final de agosto de 2001 e o início de maio de 2002, com a grande maioria eclodindo da segunda quinzena de dezembro a o final de janeiro. A data de eclosão deste espécime foi estimada em 18 de maio de 2002 e a data de captura foi em 24 de agosto.
V ARIAÇÃO INTRA - ESPECÍFICA DOS RITMOS DE CRESCIMENTO
- Ajuste de modelos por período de eclosão
- Taxa relativa de crescimento instantâneo “G”
A partir dos parâmetros estimados foi possível fazer uma comparação do comprimento previsto da pelagem em cada faixa etária entre diferentes modelos. Esta comparação foi realizada apenas de forma exploratória e o modelo escolhido para a comparação de G foi o de Gompertz, pois mesmo perdendo em alguns casos para o modelo exponencial utilizando o critério de informação de Akaike (Tabela 13), leva em consideração a variação de g1, ou taxa de aceleração do crescimento, em relação ao comprimento do manto CM. A variação de “G” para amostras com datas de eclosão em diferentes períodos do ano pode ser observada na Tabela 15.
A Figura 20 mostra as diferenças encontradas nas taxas de crescimento dos indivíduos nascidos nos meses de verão-outono e inverno de 2001 e 2002. Os machos eclodidos nos períodos I e III, que se referem aos meses de verão e outono, apresentam taxas de crescimento superiores aos níveis encontrados em exemplares eclodidos no período II, que se refere aos meses de inverno e primavera. No caso das fêmeas, foram encontradas grandes diferenças nas taxas de crescimento nos exemplares com época reprodutiva estimada nos meses de inverno e primavera, enquanto essa diferença foi menor nos exemplares de microcoortes com época reprodutiva nos meses de verão e outono.
DISCUSSÃO
- A MICROESTRUTURA DO ESTATÓLITO
- I DADE E CRESCIMENTO
- Idade
- M ODELOS DE CRESCIMENTO
- E STRUTURA POPULACIONAL E CICLO DE VIDA
- I MPLICAÇÕES AO MANEJO
Durante a transformação de paralarvas em juvenis (Sweeney et al., 1992), essas características desaparecem e o segundo ínstar começa. Alguns autores exploram a possibilidade de o ponto de inflexão estar até associado à maturação sexual devido ao declínio nas taxas de crescimento durante a maturação (Forsythe & Van Heukelem, 1987; Rodhouse et al., 1995; Rodhouse, 1998). Em contraste com outros grupos de cefalópodes argentinos com capturas ao longo do ano, com tamanhos menores e concentração em áreas de plataforma e encostas superiores, parecia claro que os indivíduos maiores se concentravam durante os meses de inverno em uma área limitada da encosta inferior (prof. . entre 400-700 m) atraiu a atenção da frota pesqueira e tornou-se, pelo menos nesse período, alvo da frota multiespecífica de arrasto profundo que se desenvolvia no sudeste e sul do Brasil (Perez & Pezzuto, 2006; Perez et al. ., pressionando a).
Uma série de evidências indirectas obtidas a partir de trabalhos científicos realizados ao longo dos últimos 20 anos suportam a hipótese de que existe efectivamente a presença de um grupo em migração reprodutiva, proveniente de áreas a sul de 34º S durante os meses de Inverno na encosta sudeste e sul Brasil (Haimovici & Perez, 1991; Santos & Haimovici, 1997; Haimovici et al., 1998). Através de dados obtidos pela pesca comercial do ano 2000, foi novamente possível identificar que as características biológicas dos exemplares capturados durante os meses de inverno em áreas de encosta do Sudeste e Sul do Brasil eram semelhantes às dos grupos reprodutores capturados nas áreas. da plataforma patagônica ao sul de 42º S (Silva, 2003; Perez et al., no prelo b). Áreas nesta profundidade e temperatura estão geralmente associadas à Água Central do Atlântico Sul (ACAS) fluindo para o sul através da encosta, que é a camada mais profunda da Corrente Brasileira (Castro et al., 2006).
CONCLUSÕES
Check in the statolith microstructure of the short-finned squid Illex coindetii from the Strait of Sicily (Central Mediterranean). Growth and maturation in two successive groups of the short-finned squid, Illex coindetii from the Straits of Sicily (Central Mediterranean). Genetic diversity and population differentiation of the short-finned squid Illex argentinus in the southwest Atlantic Journal of Experimental Marine Biology and Ecology.
Age and growth of the shortfin squid Illex coindetii in the waters of Galicia (NW Spain) based on statolith analysis. The impact of environmental gradients on coastal migration in the early life of the shortfin squid Illex illecebrosus. Biological patterns of the Argentine shortfin squid Illex argentinus in the trawl fishery off the coast of Brazil.