Trabalho de conclusão de curso apresentado à Faculdade de Educação Física da Universidade Federal do Pará - Campus Castanhal, como condição parcial para obtenção do título de bacharel em Educação Física. Trabalho de conclusão de curso apresentado à Faculdade de Educação Física da Universidade Federal do Pará - Campus Castanhal, como requisito parcial para obtenção do título de licenciatura em educação física. Aos meus pais pelo esforço, apoio e ouvidos para me manter estudando e por sempre me ensinarem que esse seria o melhor caminho a seguir.
Minhas amigas, parceiras de curso, Nívea Nascimento e Ana Clara, que pretendo levar além da universidade. Ao João Sales por todo o apoio que me deu nos últimos meses, pelas mensagens de incentivo quando a minha ansiedade atacou e por me ajudar no que pôde. Introdução: o objetivo do estudo foi investigar os índices de depressão e ansiedade em universitários praticantes e não praticantes de exercício físico.
Introduction: The purpose of the study was to investigate depression and anxiety levels in college and non-practitioners of exercise. Factors relating general and psychological characteristics to the prevalence of depression and anxiety were discussed. It can be confirmed that exercise and leisure activities are beneficial in maintaining the quality of life of the student.
Conclusión: Los factores de la vida académica pueden alterar la salud mental y obstaculizar el proceso de aprendizaje.
INTRODUÇÃO
Segundo a OMS (2017), aproximadamente 30% da população mundial sofre atualmente de ansiedade, e o Brasil é um dos primeiros países em número de casos da patologia, que atinge 9,3% da população nacional. Outra doença atribuída aos TMC que tem causado muito sofrimento na população é a depressão, que afeta cerca de 121 milhões de pessoas em todo o mundo. Esta doença é conhecida por ter uma elevada taxa de recorrência e o equivalente a 10% da população mundial já sofreu alguma forma da doença durante a sua vida.
Se esta elevada prevalência continuar, até 2020 a depressão será classificada como a segunda principal causa de incapacidade humana (OMS, 2010). Diante desse cenário, destaca-se a incidência de TMC entre estudantes do sexo feminino, pois apresentam frequentemente queixas relacionadas à saúde mental, além de maiores problemas psicossociais (NEVES E DALGALARRONDO, 2007). Sabe-se que a depressão, em escala global, é atualmente a segunda principal causa de morte na faixa etária de 15 a 29 anos, relacionada principalmente ao suicídio, afetando aproximadamente 800 mil pessoas por ano.
No Brasil, a doença é a quarta causa associada ao suicídio na mesma faixa etária citada, num total de 11 mil pessoas (OMS, 2014). A transição da juventude para a idade adulta pode ser um choque de realidade e de demandas, intimamente relacionado ao crescente número de casos de doenças psicológicas intimamente relacionadas ao suicídio em estudantes universitários. O acesso ao ensino superior e suas demandas exigem adaptações a um novo papel social, momento em que ganham força questões típicas desta fase, como o medo do futuro e do mercado de trabalho, o estabelecimento de novos vínculos, além das pressões socioeconômicas , demandas acadêmicas que mesmo vinculadas a sentimentos positivos de cumprimento de metas e realização pessoal, podem por vezes se tornar um período crítico de maior vulnerabilidade para esses sujeitos.
A literatura indica que problemas relacionados à saúde mental são comuns nas universidades e o índice de transtorno mental é mais significativo em estudantes do ensino superior. Uma hipótese interessante atribui que as causas desses distúrbios estão ligadas ao afastamento do aluno do círculo mais próximo das relações familiares e sociais, associado a mudanças de localização e moradia, que são relevantes para a promoção da saúde mental e do bem-estar (CERCHIARI, 2004; FACUNDES et al., 2005). Neste sentido, segundo Saba (2001), o exercício físico parece ser benéfico tanto a nível biológico como psicológico, uma vez que os efeitos positivos nos aspectos psicológicos estão associados ao prazer obtido na actividade realizada, através da libertação de neurotransmissores e activação de o sistema de recompensa, que estimula o bem-estar e o relaxamento após o exercício.
A relação entre saúde mental e atividade física tem mostrado que a prática contribui positivamente para complementar aspectos relacionados ao tratamento e prevenção de diversos transtornos mentais (COLOVINI, 2011). O exercício físico desencadeia uma série de respostas fisiológicas nos sistemas do corpo e principalmente no sistema cardiovascular, que contribuem para a prevenção e redução do risco de desenvolvimento de doenças crónicas, além de efeitos positivos ao nível da regulação emocional e redução da ansiedade. tensão e depressão, além de promover aumento da sensação de bem-estar e melhora do humor quando praticado de forma não competitiva (ANSARI et al, 2011; CHEIK et al, 2003; DAVIS et al, 1997; DE MOOR et al., 2006; GUEDES, 1998; JOCA et al., 2003; MONTEIRO, 2008; SOTO et al., 2009). Diante desse cenário, o objetivo do presente estudo foi investigar os níveis de depressão e ansiedade em estudantes universitários e possíveis fatores que possam impactar positiva ou negativamente na saúde mental e na aprendizagem de estudantes devidamente matriculados no curso de Educação Física da Universidade Federal. do Pará - Campus. Castanhal.
MATERIAS E MÉTODOS
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A Tabela 1 mostra que uma grande porcentagem de estudantes apresenta ansiedade ou tem tendência a desenvolvê-la. Estima-se que 15% a 25% dos estudantes universitários apresentam algum tipo de transtorno psiquiátrico durante a formação acadêmica. Sabe-se que tais deficiências afetam o desempenho adequado na aprendizagem e nas tarefas diárias (CAVESTRO E ROCHA, 2006; CERCHIARI et al., 2005).
Os dados referentes à anamnese e às características gerais dos sujeitos avaliados podem ser visualizados detalhadamente na Tabela 2 a seguir. Dentre as características gerais dos grupos observadas na Tabela 2, destaca-se que 35,34% dos alunos avaliados precisavam morar com parentes ou amigos para ficarem mais próximos da faculdade, enquanto 26% precisavam conviver com viagens diárias e se locomover entre uma cidade . e outro. As evidências sugerem que a situação habitacional do estudante em relação à localização da universidade pode contribuir para o aumento dos níveis de ansiedade, particularmente em estudantes que tiveram que se afastar da família ou do local onde estavam habituados a viver para ficarem mais próximos da universidade. ter que morar sozinho, com amigos ou outros parentes, em comparação aos alunos que não tiveram que se deslocar, que apresentam maior estabilidade emocional e afetiva, o que pode indicar a necessidade de apoio social para esse grupo de alunos (ALMEIDA, 2014; BATISTA E ALMEIDA 2002; CLAUDINO E CORDEIRO, 2006).
Conforme mostra a tabela 2, mais da metade dos estudantes entrevistados praticam exercício físico, embora o exercício seja mais frequente entre os homens e apenas um pequeno percentual não pratique atividades de lazer e quando ambas as práticas são consideradas, estudos relatam que tal rotina é benéfica para evitar ou amenizar transtornos psicológicos, pois a prática promove o convívio social, além da liberação de hormônios do bem-estar. E prevenir o aparecimento de diversas doenças que prejudicam a qualidade de vida, sendo portanto essencial para a manutenção da saúde mental dos jovens acadêmicos (JOCA et al, 2003; LOURENAÇÃO et al, 2017; MONTEIRO, 2008; PETERSEN E PEDERSEN, 2005). Fumar e beber também são fatores que prejudicam a saúde mental e na tabela 2 pode-se observar essa ligação do consumo de álcool mais frequente entre os homens, mas os dados referentes aos fumantes foram irrelevantes nesta pesquisa.
Quando falamos em transtornos mentais, sabe-se que eles afetam tanto a qualidade de vida quanto as relações interpessoais. No ambiente universitário, observa-se que ambos os transtornos – ansiedade e depressão – prejudicam a capacidade de aprender. Na Tabela 3 podemos observar alguns pontos que refletem as possíveis causas que poderiam desenvolver um transtorno psicológico em um aluno.
Mais de metade dos alunos que participaram na recolha demonstram necessidade de sucesso e perfeição, alterações no sono e a maioria teve impacto na adaptação à idade adulta, o que o elevado reflexo pessoal dos alunos exige. A insatisfação com o curso expõe o cenário em que a universidade ou o próprio curso deixa a desejar em termos de formação, esse fato leva a um menor engajamento nos cursos. Um estudo de Coelho e colegas (2010) relata a perda da qualidade do sono em estudantes universitários da área da saúde no último semestre do curso e também mostra a relação entre a qualidade do sono e os níveis de depressão e ansiedade que eventualmente aumentam.
CONCLUSÃO
Alunos em final de curso que já tiveram contato com a profissão tendem a refletir mais essa insatisfação (BARDAGI E HUTZ, 2010). Todo indivíduo necessita de um padrão regular de sono para que suas funções biológicas funcionem adequadamente, como memória, visão, energia e metabolismo (CARDOSO et al, 2009). O período de transição para a idade adulta pode ser visto como um sonho, a possibilidade de novas escolhas e liberdades, mas também reflete um momento de incerteza e insegurança face às oportunidades e desafios relativos ao futuro. e progresso psicológico, podendo levar esses indivíduos a apresentarem transtorno mental (ARNETT, 2011; OMS, 2014).
Nesta nova geração de jovens adultos, as características de atitudes são diferentes das dos seus antecessores, como maior empenho nos estudos e preocupação com o futuro, o que pode ser explicado devido à maior instabilidade profissional, à necessidade de independência financeira e à constituição de família ( GUERREIRO E ABRANTES, 2005; PAIS, 2009).
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Uso Concomitante de Polimedicamentos entre Estudantes de Graduação em Ciências da Saúde: Implicações de Gênero, Sociais e Legais, Santo André - Brasil; Texto &. Padrão de sono em universitários brasileiros e sua relação com a prática de atividade física: uma revisão da literatura.
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