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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Texto

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Leitura e compreensão

Contudo, o autor enfatiza que a compreensão leitora envolve necessariamente “a criação de uma representação mental coerente do texto” (GABRIEL, 2006, p. 80). Envolve interação constante com gêneros textuais escritos, onde “a frequência de uso, a prática, leva à automatização da parte mecânica da leitura (..), o que possibilita focar a atenção na construção do sentido do texto” (GABRIEL, 2006) pág. 80-81).

Leitura e gêneros discursivos

  • Os gêneros discursivos no ambiente escolar
  • O gênero crônica

As formas de linguagem e as formas características de enunciação, ou seja, os gêneros do discurso, remontam juntas às nossas experiências e à nossa consciência e estão intimamente relacionadas (BAKHTIN, 2011, p. 282-283). Segundo Bakhtin (2011), a construção composicional, o conteúdo temático e o estilo são três elementos indissociáveis ​​dos gêneros e “são igualmente determinados pela especificidade de determinado campo de comunicação” (BAKHTIN, 2011, p. 262).

Leitura e letramento

  • Leitura hipertextual

Diferentemente deste modelo, a alfabetização ideológica considera e reconhece a natureza ideológica e cultural embutida nas práticas de leitura e escrita (STRAAT, 2014, p. 44). A alfabetização digital envolve a realização de práticas de leitura e escrita que diferem das formas tradicionais de alfabetização e numeramento.

A natureza da pesquisa

A pesquisa-ação é, na definição de Thiollent (2011, p. 21), credenciada “(..) quando uma ação realmente ocorre por parte das pessoas ou grupos envolvidos no problema da observação”, no sentido de que tal ação representa um problema tão sério que merece ser investigado. O autor também enfatiza que a pesquisa-ação é uma “pesquisa social de base empírica” que requer uma estreita associação cooperativa ou participativa entre pesquisadores e participantes, a fim de trazer “uma ação ou (..) solução para um problema coletivo” (THIOLLENT, 2011, pág. 20). Nesse sentido “é preciso definir com precisão (..) qual é o requisito para a produção de conhecimento, dependendo dos problemas surgidos na ação ou entre os atores da situação” (THIOLLENT, 2011, p. 22).

A utilização da pesquisa-ação é importante para preencher a lacuna entre teoria e prática e é fundamentalmente utilizada como meio de intervenção para resolver os problemas encontrados, e para monitorar e avaliar as ações ativadas (THIOLLENT, 2011, p. 21). Portanto, Thiollent faz questão de enfatizar que as investigações empreendidas pela metodologia da pesquisa-ação não se limitam ao ambiente acadêmico da pesquisa convencional: assim “os pesquisadores pretendem desempenhar um papel ativo na realidade dos fatos observados” ( THIOLLENT, 2011 , pág. 22). A compreensão da situação, a seleção dos problemas, a procura de soluções internas, a aprendizagem dos participantes, todas as características qualitativas da investigação-ação não se afastam do espírito científico.

A redução da ciência a um processo quantificado de processamento de dados corresponde a uma posição criticada e ultrapassada, mesmo em alguns setores das ciências naturais (THIOLLENT, 2011, p. 30). Além disso, deve zelar para que haja reciprocidade entre as pessoas e grupos envolvidos na situação investigativa, ao mesmo tempo que deve garantir que não substitui as atividades e iniciativas dos grupos (THIOLLENT, 2011, p. 22 ).

O contexto e os sujeitos da pesquisa

  • Considerações sobre o público-alvo
  • Reflexões para mudanças na prática docente

Apesar das dificuldades de aprendizagem da língua portuguesa, devemos rejeitar as alegações de que os alunos não possuem atividades rotineiras de leitura. Um exemplo bastante visível e que permeia o cotidiano escolar é o fato de todos os alunos da turma terem acesso à internet móvel, principalmente por meio do celular, que muitas vezes é acessado na própria sala de aula. Esse exemplo reforça o pressuposto de que os alunos possuem, de fato, habilidades rotineiras de leitura, mas é papel da escola trabalhar com eles a multiplicidade de gêneros discursivos existentes na língua – no caso desta pesquisa, a crônica.

O reconhecimento de que a escola deve ‘incomodar’ os alunos mostra-me que é cada vez mais importante valorizar as suas experiências vividas para que possam identificar a sua formação sociocultural e progredir através do domínio da organização do seu próprio conhecimento. Diante disso, um dos pressupostos básicos que sustentam a superação de tais desafios é atentar para o fato de que as novas gerações que ingressam no ambiente escolar estão decisivamente ligadas a um universo virtual complexo e vasto no qual a prática educativa não pode faltar. Ao ensinar português em sala de aula, o professor, que muitas vezes ensina apenas regras gramaticais descontextualizadas e que não trabalha com gêneros discursivos (a crônica, no caso deste estudo), garante que seus alunos não adquiram exercícios de leitura que possam auxiliá-los . moldar e aprofundar a estrutura cognitiva em geral e, em particular, provocar mudanças estruturais no desenvolvimento da linguagem.

Quanto a esta exigência, entendo que o uso orientado do suporte da Internet na dinâmica de sala de aula não apenas contextualiza o aluno no ambiente em que ele é usuário e leitor rotineiro, mas também é uma ferramenta mediadora na facilitação da promoção de novas leituras. e significados em sala de aula, direcionamento da formação dos principais atores. Os esforços se concentraram em garantir que os alunos pudessem definir as estratégias que utilizariam para que pudessem utilizá-las de acordo com suas expectativas e objetivos.

A elaboração do projeto

  • Coleta de fontes e técnicas utilizadas na pesquisa
  • Atividades planejadas para compreensão da leitura
  • Fases da intervenção
  • Critérios para avaliação dos dados

Neste caso específico, foi possível perceber que os alunos estão diariamente conectados à rede mundial de computadores. Depois de tratar de uma crônica histórica (não literária), fizemos um esforço para trabalhar com os alunos aspectos da crônica literária. Nesta ocasião, os alunos trabalharam na crônica literária de Vinícius de Moraes intitulada “O exercício da crônica”, publicada em 1962.

Para tanto, os alunos foram levados à sala de informática para pesquisar na internet notícias que tratassem do racismo. Portanto, constatei que os alunos estavam acostumados com questões preparatórias antes e durante o texto, como estratégia de compreensão de leitura. Ninguém está qualificado para ser lixeiro, para cavar buraco”, o grupo me ligou para perguntar se esse era um argumento que pudesse apoiar a ideia do homem branco de que não há racismo no Brasil.

Ser lixo, cavar cova, ninguém se qualifica”, concluiu o grupo que “isto significa que não faltam empregos”. Existem duas chaves interpretativas que podem ser usadas para ajudar os alunos a compreender o texto neste ponto.

RELATOS E ANÁLISES DAS ATIVIDADES REALIZADAS

Questionário respondido pelos alunos

Ressalta-se que todos os alunos envolvidos na pesquisa têm acesso a meios digitais para acessar a Internet. A partir disso, pode-se concluir que poucos alunos recorrem à Internet para moldar diretamente a aprendizagem na escola, dando maior ênfase às formas de interatividade, comunicatividade, ludicidade (entretenimento) e, em menor medida, informação (notícias) e pesquisa. Isso não significa que os alunos não se socializem e, portanto, não haja aprendizagem no contexto da navegação digital.

Porém, há alguns relatos onde os alunos deixam claro que houve um total redirecionamento da atenção para outras situações. Isso revela a importância de trabalhar com os alunos a leitura de textos digitais na Internet, pois não se trata apenas de ter habilidades de navegação na Internet amplamente socializadas, mas de formas específicas de lidar com textos digitais e principalmente links e hipertextos. Em relação à pesquisa na Internet e à pesquisa escolar realizada no questionário, deve-se destacar a trajetória significativa vivenciada pelos alunos da turma.

Ainda no tema Internet e pesquisa escolar, o questionário avaliou se os alunos costumam preparar seus trabalhos escolares por meio de pesquisas realizadas na Internet. No entanto, no vasto “mundo da Internet”, os meus alunos mostraram que apenas uma parte lhes interessa mais: as redes sociais.

Gráfico 1 – Meios de acessibilidade à internet pelos alunos
Gráfico 1 – Meios de acessibilidade à internet pelos alunos

Atividades com textos impressos

  • A carta de Pero Vaz de Caminha
  • A crônica “O exercício do racismo” de Vinícius de Moraes

Após o filme, os alunos tiveram acesso a um site que dava acesso à íntegra da carta de Caminha tal como aparece na sua forma escrita no século XVI.11 Todos comentaram sobre a impossibilidade de compreensão da leitura da carta original. Naquele momento pude prestar atenção ao que os alunos sabiam sobre a carta de Caminha, perceber o que seria novo e envolvente para eles. 10O vídeo que funcionou com os alunos pode ser encontrado em

A parte mais interessante desta fase foi testemunhar os alunos tentando compreender os significados da leitura de trechos do jornal. A segunda atividade desenvolvida teve como objetivo, ainda por meio de questões investigativas baseadas em Solé (1998), levar os alunos à compreensão de uma crônica que trata do gênero da própria crônica. As questões pré-leitura foram essenciais para garantir maior entrosamento ou interação inicial entre os alunos e entre eles e o texto.

Neste caso, tratou-se de fazer com que os alunos percebessem que estavam trabalhando com uma crônica que tratava e continha elementos característicos do gênero. Assim, as estratégias de compreensão do ensino contribuem para fornecer aos alunos os recursos necessários para aprender a aprender.”

Atividades para escolha do tema das crônicas a serem lidas na internet

Essas atividades ofereceram subsídios importantes para que os alunos pudessem se engajar, trabalhar e aprender, de forma muito inicial, a traçar estratégias eficazes de compreensão de textos impressos, que claramente também são aplicáveis ​​ao processamento eficaz de textos digitais sem descuidar de seus ajustes necessários. De modo geral, durante a apresentação dos seminários em sala de aula, os alunos demonstraram grande apoio ao participarem de diversas e inúmeras questões e com depoimentos próprios que expressavam experiências cotidianas, principalmente quando o tema racismo surgia. A intenção era permitir que cada grupo visualizasse as letras nas telas de seus computadores e/ou em seus celulares particulares.

Depois de “carregar” a música no meu celular, reconectei-o à minha caixa de som para que outros alunos pudessem ouvir a música durante a apresentação da banda. Naquele momento pude perceber que os alunos estavam efetivamente aprendendo a utilizar estratégias de leitura. Repetimos a música mais uma vez e então incentivei os alunos a pensarem sobre as questões elaboradas oralmente colocadas pela letra da música.

Outros grupos apresentaram para a turma suas oficinas sobre gravidez na adolescência, produziram cartazes e tiraram dúvidas para a turma ao final da exposição. Após as apresentações da oficina, perguntei aos alunos sobre um tema mais importante para trabalharmos com as crônicas.

Atividades de crônicas lidas na internet

  • A crônica “De Repente, Descobre-se o Racismo”, de Tony Nakatani
  • A crônica “Racismo” de Luis Fernando Verissimo

Perguntas para procurar e refletir: A frase "O racismo foi descoberto de repente?!" assume um senso de ironia no texto. Diferentemente da crônica de Nakatani, escrita no blog, cujos hipertextos aparecem durante a leitura, a crônica “Racismo” não sofre com essas interpolações semióticas, onde a não linearidade está ausente. Pergunta literal e pergunta de elaboração pessoal: Retire do texto três argumentos que foram usados ​​pelo personagem branco para apoiar a ideia de que não há racismo no Brasil.

Figura 5 – Grupos na sala de informática
Figura 5 – Grupos na sala de informática

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Gráfico 1 – Meios de acessibilidade à internet pelos alunos
Tabela 1 – Leque de intencionalidades prioritárias ao acessara internet
Gráfico 3 – Intencionalidades prioritárias ao acessar a internet  (percentual de alunos)
Gráfico 4 – Acesso aos hipertextos por meio de links (percentual de alunos)
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Referências

Documentos relacionados

Diante do exposto, este trabalho teve como objetivo investigar a influência da Alfabetização Funcional e do nível de Compreensão de Leitura de textos específicos em Contabilidade,