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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Chamou-se assim também a atenção para o facto de, por vezes, surgirem temas diversos em grande proximidade, como o assédio e a “violência” na intimidade, a síndrome de alienação parental, a alienação parental e o abuso sexual de crianças, o bullying e a “violência no lar”. Na primeira série, “violência” e dano psicológico, destacam-se afirmações que remetem ao assédio moral, ao bullying e à síndrome de alienação parental/alienação parental à ideia de “violência”, bem como outras aos danos que seriam causados aos indivíduos vitimizados.

As caracterizações

Nos artigos pesquisados, as definições de assédio moral, bullying e alienação parental/síndrome de alienação parental confirmam mais uma vez que se trata de formas de “violência” nos relacionamentos. Nos artigos analisados, os efeitos destas formas de “violência” não se limitam aos indivíduos diretamente envolvidos. O foco, que no contexto português é a “violência” na esfera privada, incluiria também o tema do abuso sexual de crianças.

Diante disso, o estudioso argumenta que a “violência” não é um problema privado, mas um problema público. Parece que o número de denúncias sobre violência doméstica tem aumentado nos últimos tempos, em Portugal. Em meio às discussões no contexto português sobre a violência doméstica, nota-se também que a denúncia é vista como uma forma de prevenção.

Hoje, por exemplo, no espaço social é possível encontrar especialistas em síndrome de alienação parental, depoimento inofensivo, bullying, “violência” na família, etc. Apesar dos apelos à criação de um estatuto legal que defina o bullying, o assédio ou a alienação parental como condutas relacionadas com “violência”, nota-se que as propostas federais não partem de uma definição precisa deste conceito.

As conseqüências

As medidas de enfrentamento

Nos casos identificados de assédio moral, a Diretoria de Gestão de Pessoas deverá conduzir uma investigação objetiva e tentar apurar responsabilidades. Este argumento deveria ser suficiente, mas o bullying é uma questão moral e também económica e social.

Variações sobre “violência” nas relações

O abuso sexual infantil como ameaça social

17ª Conferência Abuso Sexual de Menores – Indicadores Médico-Legais de Abuso, realizada no Congresso sobre Delitos Sexuais: Da Investigação à Intervenção, 25 de outubro. Ou haveria mais casos de abuso sexual infantil, ou a percepção moral e a classificação jurídica do assunto teriam mudado.

Síndrome da alienação parental/alienação parental: no reverso das

A discussão sobre os conceitos de síndrome de alienação parental e alienação parental, na verdade, não se limita a argumentos para a sua validação científica. Apesar dos diversos argumentos e posicionamentos anteriormente expostos relativamente aos conceitos de síndrome de alienação parental e alienação parental, é certo que os pedidos dos mesmos continuam a ser dirigidos a psicólogos no âmbito de litígios de guarda de filhos.

Nas interseções da “violência”: o bullying

Com isto, afirma o juiz, os agressores desacreditam os seus (ex) parceiros, acusam-nos de desequilíbrio psicológico e de manipulação de crianças e, ao mesmo tempo, desqualificam as acusações de “violência” sexual (informação verbal). Segundo estudo realizado por Sani (2008), mulheres vítimas de “violência” doméstica também relataram uso de abuso físico para punir seus filhos.

Em nome das vítimas

Num outro inquérito realizado pelo GEPMJ em 2010 sobre o registo de crimes pelas forças policiais portuguesas, foram identificados 25.129 registos de “violência” na família contra cônjuges ou pessoas afins. Preocupada, a profissional ressalta a importância da identificação dos fatores de risco para a “violência” doméstica e, por sua vez, o feminicídio como forma de prevenção.

Definindo o perfil psicológico dos agressores

No entanto, actualmente, é inegável a extensão do sistema jurídico e penal português para impor sanções aos agressores masculinos em casos de “violência” e abuso doméstico. O especialista nota ainda que desde a alteração do Código Penal português, em 2007, aumentou o número de casos que envolvem “violência” doméstica e abuso sexual de crianças.

Os serviços especializados

Às vezes, as comissões também são solicitadas por pais em disputa sobre visitas a seus filhos comuns, bem como por mães que levantam suspeitas de abuso sexual de crianças contra seu ex-companheiro. Ainda segundo Matias, o GEAV trata de casos que podem ou não ser objecto de acção judicial. Segundo a académica, a maior parte dos casos que chegam àquele serviço versam sobre suspeitas de abuso sexual de crianças e avaliações de responsabilidades parentais.

No que diz respeito a estes últimos, salienta que se trata de contextos de intenso conflito entre ex-cônjuges, em que ocorrem frequentemente acusações de abuso sexual infantil e alienação parental.

Os paladinos da causa humana

Por exemplo, se acompanharmos os jornais locais da cidade do Porto, notamos a publicação quase diária de casos que envolvem sobretudo situações de “violência” em contexto de intimidade. Nesta seção sobre formas de ‘violência’ nos relacionamentos, pode-se de fato observar uma certa proximidade entre o que é dito nos estudos produzidos no Brasil sobre assédio moral, bullying e síndrome/alienação de alienação parental, como mencionado inicialmente, e o que é inicialmente agência se refere a. em Portugal relativamente a estes e outros temas relacionados com a ideia de. Como resultado, há muitas expressões colectivas de descontentamento e rebelião contra uma ordem político-económica que, ao mesmo tempo que promete felicidade, garante a infelicidade que resulta da sua busca individual.

Com isso, segundo estimativas, problemas e disputas que por vezes surgem nas relações pessoais passaram a ser vistos e sentidos como agressões ou formas de “violência”. Este contexto também parece favorecer uma busca constante para identificar e prevenir tudo o que possa causar obstáculos a uma vida feliz.

Identificando riscos

Já não podem – como os riscos fabris e profissionais no século XIX e na primeira metade do século XX – ser limitados geograficamente ou com base em grupos específicos. Este conceito, amplamente divulgado pelos meios de comunicação social, parece estar relacionado com a ideia de que as doenças podem e devem ser evitadas através de medidas preventivas como, por exemplo, restrições aos hábitos alimentares e ao tabagismo, o que proporcionará uma espécie de poupança ou crédito no entrega de longo prazo. para uma vida agradável no futuro. Referindo-nos novamente a Vaz et al., 2007), a visão da causalidade da doença é que as escolhas e ações humanas – sem mencionar as condições sociais – são responsáveis ​​pelas doenças, que por sua vez podem levar à morte.

Ao mesmo tempo, está em primeiro plano a noção de que a lei protege um indivíduo supostamente debilitado de potenciais riscos à sua saúde, sem levar em conta os limites relativos à vida privada de cada pessoa.

A vitimização

Ou seja, ao mesmo tempo que se espalha a ideia de “violência” nas relações, o que também faz parte da política de gestão de riscos, os indivíduos são levados a uma determinada percepção em relação ao comportamento, bem como estimulados a identificar tudo, ou tudo, que limita a sua satisfação pessoal. Como explica Vaz (2010), determinados sofrimentos são selecionados nas culturas, ao mesmo tempo que as responsabilidades pela sua existência são divididas entre ações individuais e coletivas. Em outras palavras, ao mesmo tempo em que a cultura autoriza e incentiva a busca ilimitada do prazer, ou da felicidade individual, “[..] proporá que haja doença mental – e orgânica – onde quer que a busca do prazer ameace o potencial de uma saudável, viva longa e saudável, para si e para os outros” (VAZ, 2010, p.153).

Para Bauman (2009, p. 67), a generalização da vitimização, ao mesmo tempo que prolonga e intensifica a dor vivenciada, distancia a vítima dos reais motivos do seu sofrimento (que são expostos como fruto das más intenções do outro e não como algo fabricado). com a ordem social tornando-a onipresente e inevitável), mantendo assim a ordem social a salvo de críticas.

A ofensiva psiquiátrica

Transtornados

É importante mencionar que a inclusão da chamada síndrome da alienação parental na quinta edição do DSM era um dos principais objetivos de Richard Gardner. É hora de o conceito de alienação parental ser incluído na quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) e na décima primeira edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-11) (BERNET at al, 2010, p.77, tradução nossa). Apesar dos esforços dos autores acima mencionados, a alienação parental/síndrome de alienação parental não foi incluída no DSM-5.

Nota-se, portanto, que certa perspectiva patológica dos comportamentos, presente no DSM, marca também as situações identificadas como assédio moral, bullying, síndrome de alienação parental/alienação parental.

Tecnociências, homem-máquina e psiquiatria

Na verdade, não se trata de coincidência entre a forma de avaliar comportamentos, ou seja, como indícios de transtornos psicológicos ou de “violência” nos relacionamentos, mas sim do fato de tal perspectiva envolver a mesma visão do homem e da ciência. Assim, ao mesmo tempo que persuadiam o público em geral com um argumento supostamente óbvio, ocultavam-se novas estratégias de regulação social. Ou seja, a linguagem ou os jogos de linguagem, nas palavras do autor, permanecem – o que não significa intocados – como referências nas relações sociais, independentemente da sua ordem.

Com isso, resume o autor, o conhecimento sobre o cérebro está associado ao conhecimento sobre si mesmo, ao mesmo tempo que a neurologia e os psiquiatras se fundem.

Para tudo há remédio

Apesar dessas críticas, há atualmente uma intensa promoção de leis associadas a supostos transtornos. Enquanto o “governo mínimo”, tal como caracterizado pelo Estado neoliberal, ocorre no registo económico, com a libertação de restrições e a ampliação de oportunidades para os detentores de capital económico e cultural, nas camadas sociais mais baixas o “governo máximo”, fortemente intervencionista, operante e autoritário (WACQUANT, 2012, p.33). Contrariamente ao pensamento de Wacquant (2012), entende-se assim que no neoliberalismo a punição não se limita à gestão da pobreza.

Uma ampla produção acadêmica (NASCIMENTO; RODRIGUES, 2012) dedicada a definir, prever e identificar desvios e definir medidas de combate à “violência”, em nome da segurança, como visto no primeiro capítulo, também tem contribuído para a produção de subjetividades como que. desta tese.

As demandas por pena

Naquela época, lembra Batista (2007), as correntes do movimento feminista consideravam o uso alternativo do poder punitivo como forma de combater o que identificavam como violência doméstica. É importante esclarecer que a adesão inicial dos movimentos feministas aos discursos de criminalização ocorreu principalmente através da invocação da ideia de violência conjugal. Na verdade, a referência à “violência” parece ter se tornado um denominador comum quando se trata de conflitos e impasses nas relações interpessoais em geral.

As demandas por punição, expressas nas reivindicações contra a “violência”, ou violação de direitos humanos, na resolução de conflitos sociais, na criação de leis penais, entre outras, configuram o que Malaguti Batista (2012) chama de observância subjetiva da barbárie.

A assunção da vítima no Estado penal

Assim como a síndrome de alienação parental/alienação parental e o bullying, o bullying tem se tornado cada vez mais divulgado no Brasil. Deve ficar claro que o fato de não se considerar a existência do assédio moral, do bullying e da síndrome da alienação parental/alienação parental como objetos naturais não impossibilita a sua explicação. Embora não procuremos procurar a origem do bullying, do bullying e da alienação parental/síndrome de alienação parental, como dito anteriormente, é possível encontrá-la.

Conforme indicado no início deste capítulo, a promoção de determinadas declarações sobre assédio moral, bullying e alienação parental/síndrome de alienação parental culminou no país na elaboração de diversos projetos de lei.

Uma analítica das relações de poder

Neste estudo, Foucault (1977b) analisou por meio de documentos o conjunto de relações de poder e discursos existentes entre a psiquiatria e a justiça criminal. As relações de poder são intencionais, têm objectivos, obedecem à racionalidade do poder ao nível local onde é exercido. A especificidade das relações de poder também se relaciona com o acto de liderar outros de acordo com certos mecanismos de coerção e para um campo de possibilidades.

Assim, se suas análises sobre o poder disciplinar se limitassem a contextos institucionais específicos, a ideia de poder governamental amplia a compreensão do poder no domínio do Estado (MACHADO, 2006; OKSALA, 2011).

A construção do objeto de análise

Para o presente estudo foi escolhido o item 2, no qual foram inseridos para busca os termos assédio moral, bullying e alienação parental. Tabela Demonstrativa 1 – Projetos de lei encaminhados até 2011 que mencionam assédio moral, bullying e alienação parental. É, portanto, na tessitura dos depoimentos sobre assédio moral, bullying e alienação parental que se vislumbra certa unidade discursiva.

Todas essas afirmações em conjunto apoiariam a necessidade de uma definição legal de assédio moral, bullying e alienação parental no país.

Referências

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