Esta monografia de conclusão do curso de Direito da Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, elaborada pelo pós-graduando Marcos Alberto Rebelo, sob o título Responsabilidade Civil Ambiental e sua Reparação, foi submetida à banca examinadora composta pelos seguintes professores: MSc . O objetivo desta monografia é a responsabilidade civil pelo meio ambiente e sua reparação, e tem por objetivo apresentar uma discussão sobre a responsabilidade civil pelos danos causados ao meio ambiente, e defender suas modalidades de reparação. O segundo capítulo tratou de aspectos específicos da relação entre a responsabilidade civil, a responsabilidade ambiental e o princípio do poluidor-pagador, como a questão da existência do dano e do nexo de causalidade.
- B EM A MBIENTAL
- B EM DE U SO C OMUM DO P OVO
- B EM E SSECIAL A S ADIA Q UALIDADE DE V IDA
- C ONCEITO DE D ANO
- D ANO A MBIENTAL
- D ANO P ATRIMONIAL
- D ANO E XTRAPATRIMONIAL
Toda pessoa tem direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, que é o bem comum das pessoas e essencial para uma saudável qualidade de vida, o que impõe às autoridades públicas e às comunidades o dever de defendê-lo e preservá-lo para as gerações presentes e futuras. O direito a um ambiente ecologicamente equilibrado refere-se à existência de um bem comum. Os tribunais brasileiros veem o conceito de dano ambiental e o consequente bem jurídico do meio ambiente como extremamente restritivos.
O direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado está vinculado a um direito fundamental de todos e refere-se à qualidade de vida que constitui um valor intangível da comunidade.” São os danos que afetam valores intangíveis da sociedade, como os danos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado ou à qualidade de vida.
C ONCEITO DE R ESPONSABILIDADE C IVIL
R ESPONSABILIDADE C IVIL O BJETIVA
A responsabilidade civil objetiva é aquela que trata da atividade desenvolvida pelo agente e das possíveis consequências que podem ser causadas à vítima. A atitude culposa ou dolosa do agente causador do dano é menos importante, pois enquanto existir nexo de causalidade entre o dano sofrido pela vítima e o acto do agente, surge o dever de indemnizar o dano, independentemente de este último agiu culposamente ou não.” . Segundo esta teoria, qualquer pessoa que, através das suas ações, crie um risco de dano a terceiros deve ser obrigada a corrigi-lo, mesmo que as suas ações e comportamento sejam inocentes.
A responsabilidade civil objetiva pode ser entendida como aquela que é exercida sem prova de culpa, ou seja, onde apenas se estabelece o nexo entre o dano e o nexo causal, como postulado por muitos com a teoria do risco. Contudo, vale ressaltar que a responsabilidade civil objetiva envolve os princípios da boa-fé e da equidade, que contribuem para uma proteção jurisprudencial mais justa. A responsabilidade jurídica passa do conceito de culpa para a ideia de risco, agora entendido como ‘risco-benefício’, que se baseia no princípio de que o dano causado a outrem em decorrência de uma atividade desenvolvida em benefício da pessoa responsável é recuperável (ubi emolumentum, ibi onus), às vezes mais geralmente como 'servo rico', ao qual está subordinado aquele que, sem questionar a culpa, expõe alguém a suportá-la.
Portanto, a prova de dolo ou culpa torna-se desnecessária, bastando apenas ser apresentada a indenização que comprove o nexo de causalidade e o dano causado. O STOCO73 afirma que a doutrina objetiva, ao invés de exigir que a responsabilidade civil resulte dos elementos tradicionais (culpa, dano, nexo de causalidade entre um e outro), baseia-se numa equação binária cujos pólos são o dano e a autoria do evento danoso. No caso da responsabilidade objectiva, a culpabilidade ou atitude dolosa do causador do dano é menos importante, uma vez que existe um nexo de causalidade entre o dano sofrido pela vítima e o acto do causador, surge a obrigação de indemnizar o dano. , independentemente de este último ter agido de forma culposa ou não.
Tal como acontece actualmente, a responsabilidade civil objectiva não se tornou muito satisfatória, tornando mais difícil a prova da culpa para que possa ocorrer uma reparação adequada.
R ESPONSABILIDADE C IVIL S UBJETIVA
Portanto, é feita uma distinção entre a natureza ou a extensão do crime, que pode ser grave ou muito leve. A responsabilidade civil tem como principal objetivo repor a situação resultante do facto danoso ao estado em que se encontrava antes da ocorrência do dano." Segundo a teoria da culpa, não existe obrigação de reparar o dano sem culpa do agente que o causou.
A noção de culpa é um dos pontos mais sensíveis que surgem quando se trata do problema da responsabilidade civil. Neste caso, é imprescindível a comprovação da culpa de quem causou o dano em termos de responsabilidade subjetiva, pois sua responsabilidade se configura se agiu com culpa ou dolo, com base na existência de culpa por parte de quem causou o dano, cabendo ao legislador determinar os casos em que a obrigação de indemnizar é reconhecida independentemente da culpa.
R ESPONSABILIDADE C IVIL POR D ANO A MBIENTAL
Esta teoria decorre da responsabilidade objetiva, adotada pela Lei Nacional de Política Ambiental.83. Então quando falamos em responsabilidade civil ambiental, falamos em responsabilidade civil objetiva, onde podemos refletir sobre o princípio do Poluidor-Pagador do Direito Ambiental. Ao obrigar o poluidor a incluir nos seus custos o preço da degradação que provoca – operação resultante da incorporação de externalidades ambientais e da aplicação do princípio do poluidor-pagador – a responsabilidade civil proporciona o clima político-jurídico necessário à operacionalização da o princípio da precaução, porque a prevenção é mais barata que a reparação."
O dever legal de evitar danos ao meio ambiente tem sido discutido em convenções, declarações e acórdãos de tribunais internacionais. Isto se deve à necessidade de prever, prevenir e evitar transformações prejudiciais às pessoas e ao meio ambiente na sua origem. A responsabilidade civil objetiva, por sua vez, desempenha um papel importante na esfera ambiental, pois oferece duas formas de compensação: a restauração do status quo ante e/ou a compensação monetária.
A responsabilidade civil objectiva não afecta, portanto, qualquer juízo de valor relativo às acções da pessoa responsável. A doutrina objetiva, ao invés de exigir que a responsabilidade civil seja resultado de elementos tradicionais (culpa, dano e nexo causal entre um e outro), baseia-se em uma equação binária cujos pólos são o dano e a autoria do fato danoso é . A responsabilidade civil pelos danos ambientais independe, portanto, da conduta punível do agressor, circunstância que melhor atende aos anseios da comunidade pelo direito de escapar de um ambiente saudável e ecologicamente equilibrado.”
Portanto manter o meio ambiente saudável e ecologicamente equilibrado, onde todos tenham direitos iguais, ou seja, a conservação, que impõe responsabilidade civil pelos danos ao meio ambiente.
P RINCÍPIO DO P OLUIDOR -P AGADOR
Quem explora recursos minerais está obrigado a recuperar o ambiente degradado, de acordo com a solução técnica exigida pelo órgão público competente, nos termos da lei”. Condutas e atividades consideradas prejudiciais ao meio ambiente sujeitarão os infratores, sejam pessoas físicas ou jurídicas, a sanções criminais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados." As autoridades nacionais devem se esforçar para garantir a internacionalização dos custos de proteção ambiental e o uso de instrumentos económicos, tendo em conta que o poluidor deve, em princípio, suportar os custos da poluição causada; e de acordo com os interesses públicos, sem perturbar o comércio e o investimento internacionais”.
O princípio do “poluidor-pagador” não deve ser enquadrado como uma pura e simples “compra do direito de poluir”, baseada no facto último de que o poluidor está disposto a pagar pelos danos que causou ou pelos recursos que utilizou, criando situação vantajosa para aqueles que beneficiam das consequências poluentes e degradantes. O princípio do poluidor-pagador não pode ser visto como criando um “direito a poluir”, desde que o poluidor esteja disposto a pagar pelos recursos que utilizou ou danificou. Em vez disso, a sua aplicação deve ser uma alavanca eficaz para prevenir danos ambientais, tornando a conservação e conservação dos recursos naturais mais barata do que a destruição.
Além disso, o princípio do poluidor-pagador também pode ser entendido como impondo ao poluidor a obrigação de arcar com os custos decorrentes das medidas de prevenção, remediação e supressão da poluição, e como resultado, desta forma, inclui também os custos de proteção ambiental. proteção em geral. O principal objectivo do princípio do poluidor-pagador é garantir que os custos das medidas ambientais – externalidades ambientais – se reflectem nos custos finais dos produtos e serviços cuja produção é fonte de actividade poluente. Sem dúvida também no que diz respeito à causa do meio ambiente, o fato de ele suportar de alguma forma a perda reduz a probabilidade de adoção de práticas prejudiciais à comunidade.
A valorização ambiental é assim fundamental na sociedade, onde veremos a seguir a reparação ambiental como um ponto de grande importância para o meio ambiente.
- M ODALIDADES DE R EAPARAÇÃO
- R ESTAURAÇÃO N ATURAL
- C OMPENSAÇÃO E COLÓGICA
- P ARÂMETROS PARA C OMPENSAÇÃO E COLÓGICA
- R EPARAÇÃO INTEGRAL DO D ANO A MBIENTAL
Infelizmente, parte da doutrina sustenta que qualquer critério para reparar danos ambientais é falho ou inadequado, impedindo que este objectivo seja plenamente alcançado.” Neste contexto, o sistema de compensação por danos ambientais baseia-se, entre outras coisas, no princípio da conservação da natureza e, como tal, exige que as sanções no direito ambiental tenham como principal objectivo a restauração, reabilitação e substituição de activos ambientais. 99. Esta abstinência destina-se a suprimir atividades prejudiciais e não a reparar o dano em si.105.
A principal opção para a responsabilidade civil não é a reparação justa à vítima, mas a preservação dos danos ecológicos e a reintegração dos bens ambientais danificados.106. Os pontos positivos da compensação monetária são a segurança das penalidades civis e uma função compensatória pelos danos ambientais. Por meio do sistema de compensação ambiental, via ações civis públicas, os valores arrecadados em decorrência de danos ao meio ambiente são depositados em um fundo denominado fundos de reconstituição de bens danificados e são destinados, em última instância, à compensação ecológica.
A compensação ecológica, além da restauração natural, é uma forma de reparação dos danos ambientais e pode ser classificada como tal. No entanto, existem enormes dificuldades na determinação da compensação por danos ambientais, devido a obstáculos na avaliação económica dos activos ambientais e na sua difícil substituição124. Esta dificuldade financeira torna desejável a introdução do seguro como mecanismo auxiliar à reparação integral dos danos ambientais.
No direito ambiental internacional, existem regras para a adoção de seguros como mecanismos para garantir a compensação por danos ambientais. Acredita-se que o seguro de responsabilidade civil é um mecanismo que limita a plena possibilidade de reparação de danos ambientais, e haverá espaço para uma série de condições de compensação pelo ambiente, impostas por reembolsos de companhias de seguros.131. No seu primeiro capítulo, a intenção principal foi transmitir uma noção inicial de meio ambiente, patrimônio ambiental e também apresentar os princípios básicos da questão dos danos ambientais, patrimoniais e não patrimoniais.