• Nenhum resultado encontrado

universidade do vale do itajaí – univali

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "universidade do vale do itajaí – univali"

Copied!
88
0
0

Texto

APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE COMO FERRAMENTA PARA AUMENTAR O ACESSO À JUSTIÇA: análise das decisões do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. Esta monografia tem como objetivo estudar a aplicação do Princípio da Instrumentalidade como ferramenta para a implementação do Acesso à Justiça. Ou seja, consistirá em analisar, per se, a aplicação do Princípio da Instrumentalidade do Processo pelas Câmaras de Direito Civil, de Direito Comercial e de Direito Público do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

ESTADO

O território do estado pode ser formado por áreas geograficamente separadas (colônias, ilhas, faixas costeiras, etc.). Segundo Kelsen, “[..] a validade da ordem jurídica internacional não está excluída da esfera de validade territorial da ordem jurídica nacional. A esfera territorial de validade da ordem jurídica internacional inclui todas as esferas de validade de todas as ordens jurídicas nacionais.”

DIVISÃO DOS PODERES

A soberania, por sua vez, é a vontade do Estado que a exerce através dos chamados poderes estatais. Os poderes do Estado são identificados na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e ali descritos como poderes da União32. Ou seja, a independência a que se refere o texto constitucional é relativa, pois um poder limita o outro e todos desempenham as suas funções com um único objectivo, nomeadamente o bem-estar da ordem jurídica e social do Estado.

O PODER JUDICIÁRIO

Não há liberdade se o poder de julgar não estiver bem separado dos poderes legislativo e executivo. O Estado, por meio do Poder Legislativo, elabora normas (leis) de caráter geral para regular e controlar os atos dos cidadãos (Povo) que compõem o Estado. São 50 órgãos do Poder Judiciário: I – Supremo Tribunal Federal; I-A – Conselho Nacional de Justiça; II – Supremo Tribunal de Justiça; III – Tribunais Federais e Juízes Federais;

JURISDIÇÃO

Jurisdição é função do Estado de declarar e fazer cumprir de forma prática a vontade da lei no caso de uma situação jurídica controversa. Podemos dizer que esta característica é fruto do estado neoliberal em que vivemos, onde deve haver intervenção estatal. 64 Wambier explica: “[..] O poder do Estado inclui três funções: a adoção de leis, a sua implementação para alcançar o bem comum e a resolução de conflitos decorrentes do incumprimento.

Para exercer as funções de jurisdição, o ordenamento jurídico positivo do Estado brasileiro oferece uma série de garantias, baseadas na Constituição Federal, a partir das quais o legislador infraconstitucional está autorizado a ‘construir’ todo o sistema processual. Por conta disso, a legislação processual também é segmentada para atender às peculiaridades existentes nos diversos conflitos colocados sob a jurisdição do Estado. Em outras palavras, toda atividade jurisdicional é expressão de um mesmo poder, que é aquele que se origina da soberania do Estado.

Esta abordagem é utilizada apenas para delinear didaticamente a área do direito substantivo sobre a qual o Estado exercerá jurisdição. No entanto, outra função não menos importante do direito processual é regular e limitar a atividade judicial do Estado. Portanto, qualquer pessoa que acredite que o seu direito foi violado ou suprimido tem o direito constitucionalmente garantido de procurar a jurisdição estatal para fazer valer a sua reivindicação.

São garantias como a imparcialidade do julgamento, o juiz natural, a indelegabilidade e exclusão de competência, a ampla defesa, o contraditório, a fundamentação das decisões judiciais, a duração razoável do processo, entre muitas outras, também previstas na Constituição Federal. , que garante aos cidadãos e às pessoas em geral o direito de acesso às decisões judiciais.

PRINCÍPIOS NA CONSTITUIÇÃO

É claro que tal diferenciação se dá na observação de cada caso particular, pois os Princípios facilmente entram em conflito entre si. A eficácia indireta traduz-se na ação com a intervenção ou mediação de outro (sub)princípio ou regra. Primeiro, no que diz respeito às normas mais amplas (superprincípios), os princípios desempenham uma função determinante na medida em que delineiam, com maior especificidade, o comando mais amplo estabelecido pelo superprincípio axiologicamente superior.

Levando em conta a ideia do sistema jurídico como uma ordem global e dos subsistemas como ordens parciais, podemos dizer que os princípios como normas desempenham a função de fornecer uma base material e formal para os subprincípios e outras regras que são parte do sistema normativo. Aqui, sistema é entendido como a totalidade do direito positivo, e subsistemas como suas ramificações estrutural-normativas, ex.: o. 92 Note-se aqui que a referida “preferência” não tem o poder de atribuir maior importância material a um princípio em detrimento de outro, pois a “preferência” entre um princípio e outro, como já visto, deve ser analisada em cada caso concretamente, ou seja, dependendo da situação real.

Desta forma, estes princípios expressam não apenas uma natureza jurídica, mas também uma natureza política, ideológica e social, como de facto a lei e as demais normas de qualquer sistema jurídico. No entanto, expressam um carácter político, ideológico e social, que predomina normativamente, e cuja eficácia em termos de prática jurídica – entendida como a implementação do direito no sentido mais lato possível – vai muito além dos procedimentos estatais (judiciais, legislativos e administrativos). ), até mesmo a organização política dos mais diversos segmentos sociais, como movimentos populares, sindicatos e partidos políticos, etc.96. Pode-se dizer, portanto, que o texto constitucional é a materialização dos princípios que constituem o Estado Democrático Brasileiro.

Após considerações iniciais sobre os princípios e sua importância para o nosso ordenamento jurídico, passamos a estudar os princípios constitucionais que dizem respeito ao processo civil, mais precisamente aqueles que estão diretamente relacionados com a justiça, sempre com o objetivo de atingir o propósito que este trabalho assume, ou seja, analisam a importância do acesso à justiça e aos instrumentos processuais para uma jurisdição menos burocrática dos cidadãos.

PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS PROCESSUAIS

  • DIFERENÇA ENTRE DIREITO CONSTITUCIONAL PROCESSUAL E
  • PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL
  • PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL
  • PRINCÍPIO DO ACESSO À JUSTIÇA

São eles: o princípio do juiz natural, o princípio do procedimento legal correcto e o princípio do acesso à protecção jurídica. Para este autor, os seguintes princípios informam o processo: o princípio do devido processo, o princípio inquisitorial e o princípio dispositivo, o princípio do contraditório, o princípio do recurso e da dupla jurisdição, o princípio da boa-fé e da lealdade processual, e o princípio da verdade real; e como princípios informativos do procedimento: o princípio da oralidade, o princípio da publicidade. Portanto, o princípio do devido processo não deve ser confundido com o princípio da legalidade.

Dessa forma, por meio do Princípio do Devido Processo Legal, o Direito Maior protege o direito de todo cidadão de ter seus conflitos resolvidos por meio de mecanismos legais de acesso e desenvolvimento do processo120. Um tribunal especial, que é permitido pela Constituição e não viola o princípio do juiz natural, é aquele que foi previamente previsto, abstrato e geral, para julgar questões específicas para as quais a Lei dispõe. garantir ao cidadão que, quando for necessária a prestação judicial do Estado, os seus direitos devem ser ouvidos perante uma autoridade legalmente investida de poderes para lhe conferir jurisdição digna.

Os princípios explicados acima foram aplicados para chegar ao significado pretendido do princípio do acesso à justiça, ou seja, o direito à proteção judicial efetiva. O princípio do acesso à justiça está consagrado na Constituição Federal de 1988 com a expressão que “a lei não excluirá danos ou ameaças a direitos da discricionariedade judicial”131. O princípio do acesso à protecção jurídica é mais amplo do que isto; Isto significa que deve ser garantido à pessoa sujeita à jurisdição o direito básico de alcançar uma garantia efetiva de jurisdição judicial antes e através do poder judiciário do Estado.

Neste sentido, o princípio do acesso à proteção jurídica está umbilicalmente ligado ao princípio da instrumentalidade do procedimento.

PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE DO PROCESSO

Há uma percepção crescente de que as formas são instrumentos ao serviço dos fins e que desfazer um acto falho não é racional nem legítimo quando o fim é alcançado. É preciso lembrar que a aplicação do princípio da instrumentalidade não pressupõe um total desrespeito às regras processuais, uma vez que, como já vimos, o procedimento ou as regras processuais desempenham um papel muito importante na prestação de uma defesa contraditória e ampla. disposição judicial. Nesse sentido, Enrico Tulio Liebman141 afirma que o princípio da instrumentalidade processual não vincula a nulidade de um ato processual à simples inobservância da norma que o prescreve, mas sim à relação que vemos num caso concreto entre a deficiência formal e a finalidade pretendida do ato.

O princípio da instrumentalidade reveste-se, portanto, de considerável importância na obtenção do efetivo acesso à justiça, uma vez que, tendo em conta o que lhe é pertinente, possibilita a relativização das normas processuais, com vista à validação dos atos processuais, em tese, viciados, em nome da efetiva determinação judicial. E é nesse sentido que a pesquisa será realizada no terceiro capítulo deste trabalho: verificar, nas decisões das Câmaras de Direito Civil, Comercial e Público, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, como funciona o princípio da A instrumentalidade foi aplicada na busca pela avaliação eficaz.

DAS CÂMARAS DE DIREITO CIVIL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE

Abaixo seguem algumas decisões das Câmaras Cíveis do Tribunal de Justiça de Santa Catarina que se referem ao princípio da instrumentalidade. Vários outros acórdãos dos tribunais cíveis aplicam o princípio da instrumentalidade processual no mesmo sentido descrito acima.158. Como se verifica nas decisões abaixo citadas, as Câmaras Comerciais do TJSC também têm invocado o princípio da instrumentalidade processual para alcançar a jurisdição efetiva.

Vemos aqui, portanto, a aplicação da instrumentalidade processual numa perspectiva diferente daquela utilizada pelos Tribunais Cíveis. Assim, observa-se que a demora do processo também pode ser uma das consequências do princípio da instrumentalidade. A competência das câmaras de direito público é limitada pelo artigo 3º da lei regimental nº 41, de 2000, do Regimento Interno do Tribunal.

Assim como as Câmaras de Direito Civil e Comercial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, as Câmaras de Direito Público também aplicam o princípio da instrumentalidade com o objetivo de suprimir supostas nulidades processuais, a fim de buscar eficiência na prestação de competência. O princípio da instrumentalidade do processo é aplicado pelas Câmaras de Direito Público, em geral, com o mesmo foco das Câmaras de Direito Civil e Comercial: buscar maior eficiência da prestação judicial. Em linha com as Câmaras de Direito Civil e Comercial, as Câmaras de Direito Público também concordaram em não aplicar instrumentalidade processual quando tenha sido cometido um “erro grave”.

O objetivo desta monografia foi estudar a aplicação do princípio da instrumentalidade como meio de implementação do acesso à justiça no âmbito das decisões do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Ou seja, consistiu em analisar, em si, a aplicação do princípio da instrumentalidade do julgamento pelas Câmaras Cível, Comercial e de Direito Público do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, a começar pelas decisões do direito civil. Câmaras, seguidas pelas decisões das Câmaras de Direito Comercial e por último as decisões das Câmaras de Direito Público do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Ao mesmo tempo, aplica-se o princípio da instrumentalidade para buscar um equilíbrio entre o formalismo e a relativização das formas.

Referências

Documentos relacionados

Figura 4: Plano de Marketing Operacional Fonte: Las Casas 2001, p.19 Para Limeira 2003 o plano de marketing é a definição dos objetivos e das estratégias a serem implementadas para