INTRODUÇÃO
10 BOFF enfatiza que “o novo modelo social deve remodelar a estrutura social com base nas múltiplas possibilidades do homem e da sociedade e acrescenta que a nova aliança que o homem deve estabelecer com a natureza deve passar primeiro pelo SEU CORAÇÃO”. 11 Segundo BOFF, as pessoas precisam da natureza para o seu sustento e, ao mesmo tempo, a natureza, caracterizada pela cultura, precisa do homem para ser preservada e ser capaz de manter ou recuperar o seu equilíbrio.
FUNDAMENTOS DA POLÍTICA JURÍDICA
Antes de tudo, é necessário explicitar os princípios acima elencados, uma vez que a Política do Direito examina a Justiça como categoria cultural e o Benefício Social, levando em consideração as necessidades sociais. Nesse sentido, a Política do Direito desloca seu estudo para o mundo da vida, de modo que o direito é pensado como expressão da criatividade humana.
CONCEITO
Não se propõe tratar o direito como deveria ser, o que traz grandes contribuições para a política jurídica, pois contribui para a sua reflexão. OLIVEIRA é outro autor que também traz um conceito de política jurídica, em sua obra “Filosofia da Política Jurídica: propostas epistemológicas para a política do direito”, publicada em 2001.
OBJETO DA POLÍTICA JURÍDICA
Com base nas considerações expostas acima, entende-se que o objeto desta teoria tem sua área de pesquisa na área de estratégias que levem em conta a percepção do direito que deve ser ético, dotada da busca por ações que não nos desviemos do bem comum e do sentimento de solidariedade. Nesse contexto, fica claro que a teoria do garantismo estruturada por FERRAJOLI está alinhada aos princípios da Política Jurídica, que considera a realidade norteada por valores fundamentais, cercada de sentimentos humanísticos que garantem um mínimo de respeito próprio. pelos direitos fundamentais..
OBJETIVO DA POLÍTICA JURÍDICA
Desta forma, pode-se dizer que o objetivo da política jurídica será a busca permanente de formas positivas e úteis de convivência social para a comunidade, a partir da análise do fundamento concreto do direito, decidindo assim sobre a norma. adequado ou apropriado, de acordo com os valores dominantes da época. Assim, alguns utilizam essa teoria sem perceber que estão fazendo Política Jurídica porque não têm conhecimento de seus fundamentos.
CARACTERÍSTICAS DA POLÍTICA JURÍDICA
A abordagem da política jurídica não é nova no mundo jurídico, mas é pouco apreciada como disciplina autónoma. Outro aspecto importante desta teoria é que “a tarefa da política jurídica não seria de natureza descritiva, mas configurada num discurso prescritivo comprometido com as necessidades e interesses sociais95”.
CONTRIBUIÇÕES DA POLÍTICA JURÍDICA PARA O DIREITO AMBIENTAL
Outra importante contribuição que a Política Jurídica traz para o direito ambiental é quando considera o humanismo, que se baseia nas possibilidades e nos interesses do homem, o que resulta em uma postura ética universal, ou seja, na luta não apenas pela harmonia da convivência humana, mas também de todos. seres vivos, “com o objetivo de equilibrar os dois sistemas fundamentais: o sócio-político e o biológico, no sentido universalizante mais amplo.102” Desta forma, propõe-se tratar todos os seres vivos como um elemento importante, não apenas os humanos, como sabe-se que a vida neste planeta está ligada em uma cadeia, pois todas as formas de vida contribuem para o equilíbrio do ecossistema. Nesse aspecto, contribui muito para a legislação ambiental brasileira, que também trata dessas exigências. Também merece destaque a cidadania ecológica, preconizada pela política jurídica e que corresponde ao núcleo central do direito ambiental brasileiro, uma vez que todos são chamados a defender e preservar o meio ambiente, ou seja, não só os órgãos públicos, mas toda a comunidade têm esta obrigação.
Dessa forma, quando a Política Jurídica estabelece um claro compromisso de ação, na dimensão operacional, ela está vinculada ao Direito Ambiental, que está aberto à participação popular nos processos de decisão que afetam o Meio Ambiente, que foi designado pela Carta Magna como um bem de uso comum das pessoas.
O MEIO AMBIENTE COMO BEM JURÍDICO TUTELADO
O direito a um ambiente ecologicamente equilibrado é o resultado da evolução dos direitos e o seu conteúdo identifica-o como um direito humano fundamental. Quando se trata do Brasil, a proteção jurídica do meio ambiente passou por diversas fases desde a colonização portuguesa. A Constituição Federal de 1988 afirmou no artigo 225 que o meio ambiente é um direito de todos e um bem comum do povo.
Como se vê a partir da norma constitucional, houve uma ampliação do conceito jurídico de meio ambiente.
VALORES COLETIVOS: A Importância do Patrimônio Artístico, Estético,
Pela sua finalidade, pelo ambiente e pelas suas peculiaridades, cria-se uma nova forma de relação Estado/sociedade, mais cooperativa, caracterizada pela atribuição de responsabilidade partilhada e gestão participativa de bens de interesse comum a todos os cidadãos. Quando se trata de questões ambientais, sabe-se que o meio ambiente, tanto natural quanto artificial, é representado por uma série de bens de interesse para toda a sociedade, podendo, portanto, ser considerados valores coletivos, que, além da biodiversidade, incluem por exemplo. todas as ações humanas que resultam em um bem público. Na vida damos valor a muitas coisas como saúde, dinheiro etc. e a essas coisas que são valorizadas desta forma chamamos constantemente de valores.
A concepção moderna do que deve ser o meio ambiente vai além dos bens naturais, que se refere a toda a biodiversidade (solo, flora, fauna, água, ar, etc.), estendendo-se também a tudo o que consiste, por exemplo, em sítios arqueológicos, através de edifícios e “equipamentos feitos pelo homem, derivados de aglomerados urbanos, bem como através de valores históricos e culturais”150.
CARACTERIZAÇÃO DO DANO MORAL: do individual ao coletivo
- C ONCEITO DE D ANO : MATERIAL , MORAL E AMBIENTAL
- D ANO M ORAL : INDIVIDUAL E COLETIVO EM MATÉRIA AMBIENTAL
O dano moral corresponde às lesões sofridas por pessoa física ou física em seu patrimônio ideal e contrasta justamente com o patrimônio material, que por sua vez pode ser valorizado economicamente. O dano moral pode ser interno, quando afeta diretamente a personalidade da pessoa, ou seja, subjetivamente, a pessoa se sente diminuída. Portanto, dano moral ambiental é aquele que atinge determinado bem (natural, cultural, histórico, arquitetônico, etc.) que é considerado importante para a comunidade, causando sofrimento em decorrência de sua destruição, desuso, degeneração, que a sociedade privou do seu uso.
Qualquer dano moral coletivo que afete um bem ambiental alcançará valores de importância social.
A RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL
- A R ESPONSABILIDADE C IVIL EM S ENTIDO A MPLO
- R ESPONSABILIDADE C IVIL O BJETIVA E S UBJETIVA
- R ESPONSABILIDADE C IVIL A MBIENTAL E A O BRIGAÇÃO DE R EPARAÇÃO
Essa teoria, também chamada de teoria da culpa ou “subjetiva”, assume a culpa como fundamento da responsabilidade civil. Pela importância que o bem ambiental representa para a comunidade, a legislação brasileira adotou a responsabilidade civil objetiva, pois não há necessidade de apuração da culpa do autor, existe a possibilidade de busca mais célere pela reparabilidade e responsabilização do autor do dano. dano204. . De acordo com a responsabilidade civil objetiva, quem causar dano ao meio ambiente é obrigado a repará-lo, seja material ou moralmente.
No que diz respeito aos danos ambientais, o legislador brasileiro tem adotado geralmente a teoria da responsabilidade civil objetiva, teoria em que não é necessária a comprovação da culpa, de modo que o agressor tem a obrigação de reparar o dano causado.
INTRODUÇÃO
REPRESENTAÇÃO DO INTERESSE DIFUSO AMBIENTAL: breves
São poucos os profissionais experientes que conseguem exercer a expertise, o que geralmente envolve um grande número de profissionais das mais diversas áreas do conhecimento científico. O judiciário não possui um painel oficial de especialistas, o que significa que os juízes contam com profissionais de sua confiança. Assim, a inclusão dos conflitos ambientais na esfera jurídica institucional é determinada por um conjunto de fatores: o grau de organização dos grupos e interesses, o aparato jurídico institucional disponível, a disponibilidade de informações, o apoio técnico de profissionais das mais diversas áreas de conhecimento científico, recursos financeiros e estratégia de ação.
Portanto, ao tratar de litígios jurídico-ambientais, o juiz deve levar em consideração uma série de fatores devido às suas particularidades, uma vez que os litígios giram em torno de interesses e valores conflitantes em relação aos bens ambientais.
A AMPLIAÇÃO DO PODER DO JUIZ NO ÂMBITO DO DIREITO
Entende-se que ao juiz no âmbito da causa civil pública ambiental caberá zelar pelo integral cumprimento do princípio da inacessibilidade, zelando pela máxima concretização do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e por uma representação adequada dos interesses ambientais dos sociedade. Por meio de decisões judiciais que transcendem a condição de exercício da lógica formal e do compromisso do juiz com a máxima concretização do direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, a ação civil pública adquire potencial criativo, libertador e transformador que configura a verdadeira função ambiental do Poder Judiciário. Efetivamente, se você basear seu raciocínio no justo, ético, legítimo e necessário, você atuará simultaneamente como um político legal.
Por fim, a política jurídica reconsidera a dogmática jurídica tradicional, permitindo aberturas ao ambiente externo, à consciência sócio-jurídica. Isso em relação à atuação do juiz como político jurídico é extremamente relevante, pois suas decisões serão motivadas com base nas legítimas necessidades sociais que delas decorrem. na possibilidade de decisões judiciais mais justas em casos ambientais.
O JUIZ COMO AGENTE TRANSFORMADOR DA NORMA
A segunda razão é a transformação do papel do direito e do Estado na chamada 'sociedade do bem-estar', que acabou por se intensificar e atingir áreas e temas que antes não estavam no âmbito da regulamentação legal e das atividades estatais, como a ambiental problemas. A primeira delas diz respeito ao acesso à informação adequada sobre o direito jurisdicional, ou seja, os cidadãos muitas vezes têm dificuldade em aceder ao que é produzido judicialmente porque tal direito é informal e descontínuo. O quarto argumento seria que os juízes não estão isolados da vida social nas suas decisões, porque a sua posição, no entanto, exige que se apoiem nesta realidade dia após dia, pois diz respeito a pessoas reais, a casos concretos e a problemas actuais. .
O conceito de que o legislativo é a única fonte de criação do direito não é mais sustentado, pois o trabalho de construção de decisões para conflitos sociais complexos também pode produzir normas válidas não apenas para a matéria que está sendo decidida, mas também novas podem envolver interpretações de normas jurídicas existentes. . e instituições, bem como a criação de novas ordens jurídicas, que possam lidar com as complexidades contraditórias do sistema social.
ILUSTRAÇÃO DE DECISÕES JUDICIAIS AMBIENTAIS: DIFERENÇA
O segundo caso analisado é um recurso cível interposto pela Metalva – Indústria e Comércio Ltda. foi ajuizada, que foi condenada a ressarcir os danos causados ao meio ambiente. A Associação Catarinense de Defesa do Consumidor – ACADECO instaurou ação civil pública contra Romão Antônio Mafra, José Luiz Gonçalves, a Prefeitura de Canelinha e a Fundação de Proteção e Tecnologia Ambiental – FATMA. Portanto, fazendo uma interpretação profunda deste parágrafo, juntamente com ele, pode-se afastar a exigência de que a defesa do Meio Ambiente seja prevista como uma de suas finalidades institucionais.
Se o interesse for de todos, como expresso na Carta Magna de 1988, todos têm o direito de recorrer ao Judiciário para exigir a garantia da qualidade do meio ambiente. Assim, os instrumentos de proteção anteriores sofrem alterações e novos instrumentos são criados para garantir a proteção do meio ambiente. Processo, ação civil pública e defesa do meio ambiente: direitos difusos em busca de uma concepção não individualista de proteção e ampla legitimidade.