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universidade do vale do itajaí – univali

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Academic year: 2023

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A monografia foi elaborada com base em pesquisa bibliográfica com o objetivo de investigar, pesquisar e compreender melhor o crime de infanticídio e o envolvimento de pessoas na esfera criminal. Dado que o Estado tem o direito de punir, o Capítulo 2 trata do delito e dos seus elementos constituintes.

ORIGEM DA SOCIEDADE

A natureza da sociedade familiar é considerada natural e não um ato de vontade de nascer nesta ou naquela família. Dallari (1998, p.18) afirma que, atualmente, a ideia predominante é a de que a sociedade é resultado de uma necessidade humana natural, sem excluir a participação da consciência e da vontade humana.

ORIGEM DO ESTADO

SURGIMENTO DO PODER DO ESTADO

A palavra “poder” vem do latim “posse” e seu significado nos remete à ideia de ser permitido, autorizado, dar autoridade, capacitar, ter autoridade (PLÁCIDO E SILVA, 2004, p.1049). A primeira noção de poder que pode ser oferecida é a capacidade de impor a própria vontade numa relação social. Todas as definições de poder encontradas nas mais diversas obras derivam, com maior ou melhor semelhança, desta primeira.

Gabriel Chalita (1999, p.22-23) diz que “o poder surge da necessidade de organizar e ordenar a busca do bem comum, portanto é uma forma de controle social. benefício entre quem manda e quem obedece.

ORIGEM DO DIREITO DE PUNIR

É um poder soberano, pois é o único responsável por decidir como e quando uma constituição deve ser “dada” à nação. Hobbes (2003, p) também enfatiza que “uma punição é uma lesão infligida pela autoridade pública a qualquer pessoa que tenha feito ou omitido o que é considerado pela mesma autoridade como uma ofensa, de modo que a vontade dos homens se torne mais disposta a obedecer”. ”No primeiro caso, não é uma punição, pois não é possível punir alguém até que este seja ouvido em tribunal e declarado culpado.

Portanto, qualquer dano causado a um homem, através de prisão ou confinamento antes de o seu caso ser ouvido, para além do necessário para garantir a sua detenção, é contrário à lei da natureza. Mas, no segundo caso, é uma punição porque é uma lesão infligida pela autoridade pública, por causa de algo que foi considerado uma ofensa pela mesma autoridade.

CONCEITO DE CRIME

Conceito formal

Mirabete e Fabbrini (2006, p.81-82) explicam que existem vários conceitos de crime, mas todos são contrários à lei e aos bons costumes, e a punição é dada para comportamentos proibidos. Para Queiróz (2006, p.171), crimes formais (com execução prevista) são “aqueles cuja execução ocorre com a prática do ato.

Conceito material

Para Marques (1956, p.18), “do ponto de vista material, o conceito de crime visa bens protegidos pelo direito penal. Fragoso (1994, pg.149) afirma que “o homicídio é um crime material, porque será consumido apenas com o resultado da morte que está fora da ação, sendo um elemento do tipo, (modelo jurídico)”. Termina o conceito material de crime analisado pelos pesquisadores como insuficiente e incompleto em sua estrutura, passando-se à análise de outros conceitos.

Conceito analítico

A explicação do conceito analítico termina aqui e continua com a explicação dos atos do comportamento humano.

FATO TÍPICO

  • Teorias sobre a conduta
  • Resultado
  • Relação de causalidade
  • Tipicidade

A primeira parte do artigo 13 do Código Penal Brasileiro estabelece que a relação causal se limita aos crimes resultantes, ou seja, os chamados materiais. A segunda parte do mesmo artigo prevê expressamente a adoção da teoria da equivalência de condições, ou conditio sine qua non, que determina a relação causal. Nos fatos definidos como crime em que, além da conduta, é exigida a produção de resultado, é imprescindível que haja relação causal entre a conduta humana e o resultado verificado para que possa ser imputado ao agente. de comportamento.

Aqui termina a explicação da relação causal, e a partir de agora trataremos da característica. 29 do Código Penal (quem de alguma forma contribuir para o crime está sujeito às penas prescritas).

SUJEITO ATIVO DO CRIME

Sujeito passivo do crime

O sujeito passivo não deve ser confundido com o objeto material do crime, nomeadamente a coisa ou pessoa a que se refere a ação penal. No autoaborto, o direito à vida também é protegido pelo seu titular, sendo o sujeito passivo desse direito o feto. O sujeito passivo do crime pode ser um ser humano (crimes contra pessoa); o Estado (crimes contra a administração pública); a comunidade (crimes contra a saúde pública); pessoa jurídica (crimes contra o patrimônio).

Do ponto de vista formal, o Estado é sempre o sujeito passivo do crime, que podemos chamar de sujeito passivo mediado. Contudo, nada impede que o próprio Estado seja o sujeito passivo imediato e direto, como acontece quando o Estado é titular do bem jurídico lesado, como por exemplo nos crimes contra a administração pública.

CRIME CULPOSO

Crime doloso

Segundo Gonçalves (2004, p.49) “o crime doloso é o desejo de praticar o comportamento e alcançar o resultado, onde o(s) autor(es) pode(m) prever a possibilidade de sua produção e aceitar o risco”. A consciência da ilegalidade é um elemento normativo que se insere no âmbito da terceira característica do crime, nomeadamente a culpabilidade. Teles (1996, p.223) enfatiza a esse respeito que “é a noção de fato e o desejo de causar o resultado, que em seu conceito não dá satisfação, pois se aplica apenas a tipos jurídicos de crimes, como homicídio simples (art. 121, caput, do CP, assassinar alguém)”.

ANTIJURIDICIDADE

Culpabilidade

O resultado lesivo ao direito, decorrente da ação do sujeito ativo, deve ser-lhe atribuído como culpa, no sentido aberto, ou seja, dolo ou culpa. A punibilidade confunde-se, assim, com dolo e culpabilidade, cujos pressupostos são a imputabilidade e a exigibilidade de condutas diversas. Segundo esta teoria, já estudada anteriormente, a intenção e a culpabilidade migram da culpa para a conduta (primeiro elemento do fato típico).

Para tal, é necessária a presença de um conjunto de requisitos – capacidade de culpa, consciência da ilegalidade e execução de condutas – que constituem os elementos positivos específicos do conceito dogmático de culpa. Ninguém será responsabilizado por um resultado absolutamente imprevisível se não tiver agido com intenção ou culpa.

Inimputabilidade

O pressuposto desta inimputabilidade é que o agente seja portador de doença mental, desenvolvimento mental incompleto ou atraso no desenvolvimento mental. No que diz respeito à incompetência por menoridade, a legislação brasileira pressupõe que todos os menores de dezoito anos apresentam desenvolvimento mental incompleto e, portanto, os consideram incompetentes, independentemente de verificação de sua capacidade de compreensão ou determinação. Quanto à inimputabilidade à intoxicação completa, seja ela acidental ou de força maior, o requisito resultante é o mesmo: a completa incapacidade de compreensão ou determinação, decorrente da intoxicação.

Art.5º da CRFB/88: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer espécie, garantindo aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Art.227, CRFB/88: É dever da família, da sociedade e do Estado garantir às crianças e aos adolescentes, como prioridade absoluta, o direito à vida, à saúde, à alimentação e ao lazer.

CONCURSO DE PESSOAS

Autor

Segundo Bastos Junior (2006), existem duas teorias a respeito da autoria: a teoria estendida - explica que autor é qualquer pessoa que, de alguma forma,. A teoria restritiva, decorrente da reforma de 1984, explica que o autor é apenas quem executa o comportamento descrito no cerne do tipo. Esta teoria não nasceu de uma simples mudança de nome, mas porque o art.29 do CP, e seus parágrafos, não distinguem entre autor e participante (BASTOS JR, 2006, p.145).

O conceito de autoria não se limita a quem comete pessoalmente e diretamente a infração penal, mas inclui também quem utiliza terceiros como “instrumentos” (autoria intermediária). Também é possível que mais de uma pessoa pratique o mesmo crime, sem saber que coopera na ação de outrem (autoria colateral), ou, consciente e voluntariamente, coopere na ação de outrem, seja cometendo atos de execução (cumplicidade), seja incitação, cumplicidade ou assistência (participação) na prática de conduta punível.

Participação

A participação stricto sensu é entendida como uma contribuição intencional para o ato de outrem, ou seja, não ter controle sobre o ato criminoso de outrem. Porém, é fundamental que o ato ou omissão do autor seja considerado típico para que o participante também possa ser responsabilizado. A cooperação ocorre quando o sujeito contribui de alguma forma para a prática de conduta típica, mas não para a prática dos atos de prática do crime.

Porém, exerce uma atividade que contribui para a prática do crime, ou seja, é a pessoa que de alguma forma contribui para a prática do crime, praticando atos diversos dos do autor. A participação pode ser moral quando o participante confunde a mente do autor principal, faz com que ele cometa um ato criminoso ou reforça o que o autor já havia planejado (instiga).

Co-autoria

O sujeito, denominado participante, realiza ações distintas das do autor, não realizando o comportamento descrito pelo princípio primário da norma. A conduta que ocorre em coautoria é caracterizada pelas circunstâncias em que os cúmplices combinam conscientemente suas forças buscando o mesmo efeito, de modo que a morte da vítima aparece como produto de atividades distintas. Coautoria é a divisão do trabalho com vínculo subjetivo que unifica o comportamento de todos para que todos sejam conscientizados a cooperar no trabalho comum.

Não há nenhum fato importante de que os acessórios concedam acesso; todos contribuem com sua atividade para a integração da figura típica, realizando objetivamente o comportamento nela descrito. Trataremos agora de um tema que tem sido muito discutido nos últimos anos, a questão da transferibilidade e da intransferibilidade de circunstâncias e condições de natureza elementar.

COMUNICABILIDADE E INCOMUNICABILIDADE DE CONDIÇÕES E

As circunstâncias aqui mencionadas são diferentes das circunstâncias pessoais: as circunstâncias pessoais são subsídios que compõem o ato criminoso, mas em nada afetam a infração penal, servindo apenas para regular a quantidade e a qualidade da pena. As condições pessoais são essenciais para o agente, referentes à ação material e física do crime, ou seja, estão ligadas à vida externa com outros seres e coisas. Portanto, vale ressaltar que os coautores e participantes responderão pessoalmente, de acordo com suas condições e circunstâncias, pela prática criminosa (MIRABETE, 2006, p.239).

Circunstâncias subjetivas (de natureza pessoal) são aquelas que afetam apenas a pessoa do participante, sem qualquer ligação com a substância do crime, tais como os motivos determinantes, as suas condições ou características pessoais e as relações com a vítima ou outros concorrentes. Podemos então observar que as condições e circunstâncias de natureza pessoal estão ligadas a um tipo de natureza subjetiva, ou seja, à pessoa do participante do crime.

ABORTO

Na primeira hipótese, a própria mulher assume a responsabilidade pelo aborto; no segundo caso, rejeita a interrupção do ciclo natural da gravidez, ou seja, o aborto ocorre sem o seu consentimento; e finalmente, no terceiro caso, a gestante, embora não provocada, consente que terceiro realize o aborto. Constata-se que já se passaram mais de sessenta anos desde a publicação do Código Penal de 1940, no qual foram analisadas a cultura da época, seus costumes e costumes e grandes avanços foram alcançados não só na sociedade, mas principalmente no campo da tecnologias e desenvolvimentos científicos. progresso, que trouxe uma grande revolução na ciência médica. Alguns autores entendem que mulheres que usam o chamado DIU ou as famosas pílulas anticoncepcionais cometeriam o crime de aborto.

Esse entendimento cai por terra, pois a ciência médica diz que o início da gravidez começa no momento da concepção, ou seja, nosso país permite esses anticoncepcionais, e o art.25 do Código Penal (excluindo a ilegalidade), dá proteção legal nestes casos. Agora será abordado o crime de infanticídio, que é muito semelhante ao crime de aborto, mas se refere à prática do crime intrauterino, ou seja, ainda não nascido e que, quando é cometido fora do útero, ou seja, já nasceu ou está nascendo.

INFANTICÍDIO

  • OBJETIVIDADE JURÍDICA
  • SUJEITO ATIVO
  • SUJEITO PASSIVO
  • ESTADO PUERPERAL
  • TENTATIVA

O objeto ativo do crime de infanticídio poderá ser apenas a mãe, mas esta deverá estar sob influência do estado de maternidade. Bitencourt também nos ensina que o objeto ativo do crime de infanticídio só pode ser a mãe, devendo esta estar sob influência do estado de maternidade. De acordo com o art.123 do CP, o sujeito passivo no crime de infanticídio é a própria criança, o que inclui não só o recém-nascido, mas também o recém-nascido, portanto.

O Código Penal de 1940 permitia que apenas os recém-nascidos nascidos nos primeiros sete dias de vida estivessem sujeitos ao crime de infanticídio. O código penal vigente estabelece que o sujeito passivo no crime de infanticídio não é apenas o recém-nascido, mas também o recém-nascido. Porém, se a mãe, após o parto, mesmo sob influência do estado puerperal, matar criança que não seja o recém-nascido ou o recém-nascido, responderá pelo crime de homicídio.

O artigo 123 do CP estabelece que somente a mãe (crime próprio), que se encontre em estado puerperal, durante ou logo após o parto, pode cometer o crime de infanticídio.

CO-AUTORIA NO CRIME DE INFANTICÍDIO

Referências

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