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universidade do vale do itajaí – univali

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Academic year: 2023

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LOGÍSTICA REVERSA NA PERSPECTIVA DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS (PNRS) NO COMPLEXO PORTUÁRIO DE ITAJAÍ. PGRS – Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos RDC – Resolução do Conselho Colegiado.

CONTEXTUALIZAÇÃO

Nesse sentido, com a adoção dos Atos Normativos (Lei) acima mencionados, a Logística Reversa tornou-se um importante instrumento em favor da sustentabilidade. Desta forma, esta tese propõe um estudo que aborda a aplicação da Logística Reversa sob a perspectiva da PNRS no complexo portuário de Itajaí, para verificar o comprometimento e a responsabilidade compartilhada4 dos setores envolvidos na produção de resíduos sólidos nos diversos terminais examinados .

PROBLEMA DE ESTUDO

Neste caso, são materiais recicláveis ​​– reciclagem e sustentabilidade são práticas socialmente responsáveis, e é neste cenário que a Logística Reversa atua. Desta forma, esta contribuição visa responder à questão: As práticas de Logística Reversa estão sendo devidamente implementadas no Complexo Portuário de Itajaí, segundo a PNRS.

OBJETIVOS

Objetivo Geral

Objetivos específicos

JUSTIFICATIVA

A definição do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) encontra-se na resolução CONAMA nº.

Figura 1 - Hierarquia das ações no manejo de resíduos sólidos (art. 9º)
Figura 1 - Hierarquia das ações no manejo de resíduos sólidos (art. 9º)

ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO

POLÍTICAS PÚBLICAS

As Políticas Públicas podem lançar mão de diversos instrumentos para que diretrizes e diretrizes sejam transformadas em ações. As políticas públicas são o conjunto de ações, metas e planos que os governos (nacionais, estaduais ou municipais) traçam para alcançar o bem-estar da sociedade e o interesse público (JOHNSON, 2011).

RESÍDUOS SÓLIDOS

Convenção Internacional para Prevenção da Poluição por Navios (MARPOL)

V - planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos; e VI - planos de gerenciamento de resíduos sólidos.

Figura 2 - Exemplos de resíduos gerados pelas embarcações - Anexos da MARPOL
Figura 2 - Exemplos de resíduos gerados pelas embarcações - Anexos da MARPOL

GESTÃO AMBIENTAL & SUSTENTABILIDADE

Gestão Ambiental

X como: “incentivar, direcionar e controlar o uso dos recursos naturais, dos riscos ambientais e das emissões para o meio ambiente, por meio da implementação de um sistema de gestão ambiental”. V - coordenação, controle, gestão e execução das atividades de manejo do plano anual integral de gestão ambiental ou de situações de emergência;

Figura 3 - Modelo de Gestão Ambiental Portuária
Figura 3 - Modelo de Gestão Ambiental Portuária

Sustentabilidade

Em suma, nesta perspectiva de competitividade empresarial e instabilidade económica, a gestão ambiental e a responsabilidade social tornam-se ferramentas importantes. As crescentes iniciativas focadas nas questões ambientais provocam reflexões sobre o verdadeiro papel da gestão ambiental da empresa.

Figura 5 - As mudanças na gestão de uma empresa através da abordagem ambiental  consciente
Figura 5 - As mudanças na gestão de uma empresa através da abordagem ambiental consciente

LOGÍSTICA REVERSA NO BRASIL

Histórico da evolução dos estudos em Logística Reversa

Tabela 5 - Histórico dos estudos em Logística Reversa no Brasil, com seus autores e respectivos focos, nos últimos 40 anos. Armadilhas de 2014; Logística Reversa de Souza: Processo por Processo Fonte: Adaptado de Mano, Pacheco e Bonelli (2005) apud Pereira et al. No final da década de 1970, surgiu a Logística Reversa “com foco nas questões inerentes à reciclagem e seus benefícios ao meio ambiente, seus benefícios econômicos, além da importância dos canais reversos para possibilitar o retorno dos efluentes”.

Definições e conceitos sobre Logística Reversa

Leite (2009, p. 16-17) define que Logística Reversa é a área da logística empresarial que planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas relacionadas, desde o retorno da mercadoria pós-venda e pós-consumo até a produção. ciclo de negócios ou ciclo produtivo, através de canais de distribuição opostos, agregando valores de diversas naturezas: econômicos, ecológicos, imagem corporativa, entre outros. Leite (2009), em sua definição, destaca como objetivo da Logística Reversa não apenas o desenvolvimento econômico e social, mas o acúmulo de valores de diversos tipos como: econômico, ecológico, jurídico, logístico, prestação de serviços e imagem corporativa. Vale ressaltar que o conceito de Logística Reversa ainda está em evolução, dadas as novas oportunidades de negócios associadas ao crescente interesse empresarial, acadêmico e de pesquisa nesta companhia aérea (LEITE, 2009).

Importância da Logística Reversa

Após a venda, a Logística Reversa visa viabilizar operacionalmente o retorno dos produtos aos centros de produção ou negócios, agregando seu valor dentro deste processo. A logística reversa pós-consumo refere-se a produtos consumíveis descartáveis ​​e reutilizáveis, matérias-primas ou embalagens recicláveis ​​e sucatas ou resíduos industriais de salvamento que são devolvidos para reprocessamento (alguns produtos ou materiais devem atender à legislação ambiental), como baterias de automóveis, embalagens de alumínio, embalagens (PET) entre outras (ALIGLERI, 2009). O objetivo estratégico da logística reversa após o consumidor é agregar valor a um produto logístico constituído por mercadorias que estão inutilizáveis ​​para o proprietário original ou que ainda possuem condições de utilização.

Figura 7 - Área de atuação da Logística Reversa
Figura 7 - Área de atuação da Logística Reversa

PNRS & LOGÍSTICA REVERSA

A Lei 12.305, de 2 de agosto de 2010, em seu artigo VII, define a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos: um conjunto de responsabilidades individualizadas e vinculadas de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, consumidores e titulares de serviços de limpeza pública urbanos e de gestão de resíduos sólidos. , minimizar o volume de resíduos sólidos e resíduos gerados, bem como reduzir o impacto causado à saúde humana e à qualidade ambiental em decorrência do ciclo de vida dos produtos. A responsabilidade por este conjunto de deveres deve ser compartilhada entre fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, consumidores e titulares de serviços públicos de limpeza urbana e gestão de resíduos sólidos. Fonte: Publicação do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (CEMPRE), Política Nacional de Resíduos Sólidos - Já é lei.

Figura 8 - Principais impactos da PNRS para as distintas partes relacionadas
Figura 8 - Principais impactos da PNRS para as distintas partes relacionadas

CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA

Classificação da Pesquisa

Um estudo de caso envolve um estudo aprofundado e abrangente de um ou mais assuntos que fornece conhecimento amplo e detalhado. Atualmente, o estudo de caso é aceito na investigação de fenômenos das mais diversas áreas do conhecimento. A pesquisa que adota o estudo de caso como estratégia pode visar um único caso ou focar em múltiplos casos.

Figura 9 - Classificação da Pesquisa
Figura 9 - Classificação da Pesquisa

Critério de escolha dos sujeitos da pesquisa

Definição do Ambiente da Pesquisa

  • TECOMVI/APM Terminais
  • Terminal Portuário de Navegantes
  • Terminal Braskarne
  • Terminal Trocadeiro
  • Teporti – Terminal Portuário de Itajaí
  • Poly Terminais
  • Terminal Barra do Rio

COLETA DE DADOS

Instrumentos de Coleta de Dados

A forma de gerenciar esse fluxo de materiais e transporte de cargas começa pelo tipo de carga a ser transportada, pois permite identificar o modo e a forma de armazenamento a ser utilizada. Granéis líquidos: Via de regra, o petróleo e derivados deste tipo de carga são enviados sem embalagem, respectiva identificação e número da unidade. Dessa forma, o tipo de carga é relevante para o gerenciamento dos resíduos sólidos que ela pode produzir, portanto a análise das entrevistas limita-se à compreensão de três objetivos específicos: caracterização dos resíduos gerados e formas de disposição dos mesmos;

RESÍDUOS GERADOS E FORMAS DE DISPOSIÇÃO

Caracterização dos Resíduos Sólidos gerados

Resíduos de carga São resíduos resultantes de carga danificada, vencida, fora de especificação ou derramamento de carga. Quanto à caracterização dos resíduos gerados, os entrevistados E2 destacaram os resíduos não recicláveis ​​provenientes de resíduos mistos e orgânicos; resíduos recicláveis ​​(papel, madeira, vidro e plástico); pneus; resíduos de construção; resíduos perigosos; resíduos ambulatoriais; lâmpadas fluorescentes; resíduos de óleo; baterias e resíduos de banheiros químicos. Os entrevistados E3 relataram que os principais tipos de resíduos sólidos gerados são recicláveis ​​(papel, plástico, metal, vidro, madeira e lâmpadas); resíduos domésticos provenientes de navios provenientes de zonas não endémicas (papel, plástico, metal e vidro); resíduos gerais e perigosos; resíduos mistos (resíduos orgânicos, pó de gado, guardanapos, papel carbono e outros resíduos não perigosos e não recicláveis); resíduos de lâmpadas fluorescentes; material contaminado (trapos, papéis e outros resíduos geradores contaminados com algum tipo de resíduo perigoso); cartuchos de tinta vazios para impressora e xerox; Baterias; resíduos de embalagens contendo resíduos de óleo; resíduo de óleo (todos os resíduos de óleo resultantes da manutenção de veículos e da queima de óleo de navios); resíduos hospitalares; resíduos provenientes de cargas deterioradas (vencimento, fora de especificação ou algum tipo de derramamento de carga), pneus, resíduos de banheiro, resíduos de ETE e caixas de gordura (resíduos de tratamento de esgoto sanitário); Os resíduos de entulho de construção são provenientes de obras, tijolos, concreto e outros.

Formas de destinação dos Resíduos Sólidos gerados

Os resíduos ambulatoriais são encaminhados para autoclave (equipamento de esterilização mais recomendado pela fiscalização sanitária) e aterro sanitário, e os resíduos dos banheiros químicos são tratados com esgoto. Presume-se que os resíduos gerados em terminais ou portos devem ser armazenados em aterros fechados e ventilados, o que facilita o armazenamento dos resíduos por grupos de resíduos recolhidos, e todas as empresas pesquisadas cumprem esta regulamentação. Ressalte-se que a PNRS exige apenas o envio de resíduos para aterros, cabendo às empresas os mecanismos implementados para que os resíduos sólidos possam ser destinados de forma ambientalmente correta.

AÇÕES DE GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) trata da gestão de resíduos sólidos levando em consideração a necessidade de gerenciamento adequado de resíduos por tipologia e apresenta o conteúdo mínimo do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), cujo objetivo é criar uma estrutura padrão que permite a gestão de resíduos sólidos. os resíduos gerados por esses serviços. E um dos principais dispositivos de controle ambiental necessários ao licenciamento ambiental é o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (ANTAQ - O PORTO VERDE, p. Confirmando as respostas recebidas nas entrevistas das três empresas, observa-se que ações preventivas podem e devem existir em gestão de resíduos.

PERCEPÇÃO DOS GESTORES QUANTO A LOGÍSTICA REVERSA

Nível de conhecimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos

O Departamento de Gestão Ambiental é proativo na antecipação do impacto nas operações e no direcionamento adequado do caminho a seguir. Tenho consciência disso e acho importante, porque trabalhamos com essa legislação por causa do programa de gestão de resíduos sólidos da empresa”. Analisando a tabela citada, percebe-se que a maioria dos entrevistados conhece a legislação da PNRS, mas nenhum dos entrevistados, inclusive os do departamento de logística, mencionou a palavra Logística Reversa.

Departamento responsável pelas ações da Logística Reversa

Com base nas respostas obtidas, os entrevistados relacionaram a questão do desperdício sem correlacioná-lo com a terminologia da logística reversa. Do ponto de vista da logística reversa, há necessidade de compreender a iminente demanda por um trabalho integrado entre os diferentes departamentos de uma empresa. Dessa forma, é fundamental abordar mecanismos de construção de sistemas de logística reversa, que aparecem como uma importante ferramenta para preencher a lacuna existente entre a regulamentação e a prática atual (VELOSO, 2000).

Percepção dos gestores da unidade quanto à aplicação da logística reversa

A motivação mais óbvia para a introdução do sistema de Logística Reversa é o cumprimento dos requisitos legais. Nota-se que os investimentos da empresa são necessários especificamente para medidas pertinentes aos sistemas de logística reversa. De acordo com a percepção dos gestores das unidades sobre a utilização da logística reversa, constatou-se que os especialistas em meio ambiente aéreo valorizam o reaproveitamento, enquanto os especialistas em logística prescrevem o custo e a complexidade do processo produtivo.

LIMITAÇÕES DA PESQUISA

É importante também que as práticas de Logística Reversa sejam ações conjuntas de gestão ambiental e logística em todas as empresas, pois a lei que institui a PNRS prevê a responsabilidade compartilhada, como forma de reduzir custos e proteger o meio ambiente, em conformidade com a sustentabilidade. Ressalta-se que a contribuição desta pesquisa, no que diz respeito ao referencial histórico dos estudos na área de Logística Reversa no Brasil, com seus autores e respectivos focos ao longo dos últimos quarenta anos, contribuirá para o desenvolvimento de novas pesquisas. Espera-se que os resultados desta pesquisa possam servir de base para o desenvolvimento de futuras ações, projetos e programas na área de Logística Reversa, que contribuam para a gestão de resíduos sólidos na área portuária.

SUGESTÕES PARA NOVOS ESTUDOS

O plano de gestão de resíduos perigosos pode ser incluído no plano de gestão de resíduos sólidos. VII - informar a sociedade sobre as atividades realizadas na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos; IV - pelas autoridades governamentais competentes pela elaboração dos planos de resíduos sólidos de que trata o art.

Imagem

Figura 1 - Hierarquia das ações no manejo de resíduos sólidos (art. 9º)
Figura 2 - Exemplos de resíduos gerados pelas embarcações - Anexos da MARPOL
Figura 3 - Modelo de Gestão Ambiental Portuária
Figura 4 - Esquema de Gestão ambiental
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Referências

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